quarta-feira, 8 de abril de 2026

A tríplice ação dos Apóstolos

                                                         


A tríplice ação dos Apóstolos

Libertar, curar e firmar os passos

A passagem bíblica: Atos 3, 1-10,  proclamada na quarta-feira da oitava da Páscoa: .

Acontecimento: a cura de um homem, coxo de nascença, que costumavam colocar, todos os dias, na porta do Templo, chamada formosa, a fim de que pedisse esmolas aos que entravam.

Ação dos Apóstolos Pedro e João: a cura do mesmo em nome de Jesus, o Nazareno, como assim ouvimos – Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda!” (At 3,6).

A cura realizada: “Pegando-lhe a mão direita, Pedro o levantou. Na mesma hora, os pés e os tornozelos do homem ficaram firmes. Então ele deu um pulo, ficou de pé e começou a andar e entrou no Templo junto com Pedro e João, andando, pulando e louvando a Deus” (At 3, 7-8).

Refletindo

Os Apóstolos continuam a missão de Jesus Cristo Ressuscitado, com o mesmo poder: libertar, curar e firmar os passos daqueles que aderem à Boa-Nova do Evangelho.

Oremos:

Libertai-nos, Senhor, pelo Vosso poder, de toda e qualquer forma de indigência que nos roube a dignidade, o encantamento pela vida, condenando-nos a uma dependência que nos enfraquece e rouba as nossas forças e a graça de amar e servir ao nosso próximo.

Curai-nos, Senhor, pelo Vosso poder, de toda a forma de paralisia, que imobiliza e esvazia nosso ardor e compromisso com a inauguração do Reino de Deus, a fim de que vejamos novas relações marcadas por justiça, fraternidade, amor, vida e paz.

Firmai “nossos pés e tornozelos”, pelo Vosso poder, para que nos coloquemos a Caminho, que sois Vós mesmo, que nos conduz a Deus, na plena comunhão com Vosso Espírito, em frutuosa comunhão fraterna, com vida plena e feliz. Amém. Aleluia!

As CEB’s e a comunidade do Ressuscitado

                                                       

As CEB’s e a comunidade do Ressuscitado

Reflitamos sobre sobre a identidade de nossas Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), que professam a fé na presença e ação do Ressuscitado:

1)    É a comunidade cristã o lugar privilegiado do encontro com Jesus Cristo Ressuscitado: na Palavra proclamada, no pão partilhado, no amor vivido e no corajoso testemunho dado;

2)   A Comunidade precisará sempre romper as portas fechadas do medo de tantos nomes (fome, destruição ambiental, fanatismos, terrorismos, desemprego, enfermidades, violência...). Nada pode impedir a ação e presença do Ressuscitado (Jo 20,19-31);

3)   Jesus Cristo Ressuscitado tem que estar sempre no centro da Comunidade. É preciso que centralizemos Jesus Cristo Ressuscitado em nossa vida, de modo que nada possa sobrepô-lo ou colocá-Lo em plano inferior. Sendo o centro de nossa vida, somos impelidos, com coragem e dedicação, para a missão que nos confia, afinal, para nós “o viver é Cristo” (Fl 1,21);

4)   A Comunidade acolhe a saudação de paz – “Shalom”, plenitude de todos os bens, dons e graça confiados pelo Ressuscitado; de modo que ela será portadora da mensagem de paz e vida plena para o mundo, contrapondo-se à cultura da violência e da morte;

5)   Ela acolhe o Sopro do Ressuscitado, que nos comunica o Seu Espírito e que vai acompanhar e assistir na missão; comunicando o perdão e a vida nova que somente nasce da Vida Nova do Ressuscitado, concedendo a remissão dos pecados, criando perspectivas de novos tempos e novos relacionamentos;

6)   A Comunidade do Ressuscitado faz a profissão de fé que Tomé fez oito dias depois, quando estavam novamente reunidos – “Meu Senhor e meu Deus”. Cremos na vida nova do Ressuscitado presente na vida da comunidade, com Suas chagas gloriosas;

7)   A Comunidade do Ressuscitado é a comunidade dos bem-aventurados que creram sem nunca ter visto, nem nunca ter tocado as chagas de Jesus Cristo, e são enviados a tocar as chagas dolorosas do Cristo no dia a dia, com seus tantos nomes (enfermos, idosos abandonados, desempregados, jovens assassinados, vítimas do tráfico e da violência...). A comunidade um dia contemplará as chagas gloriosas do Senhor nos céus, mas enquanto aguardamos a Sua Vinda Gloriosa, é preciso compromisso com os “chagados da história”.

8) São, finalmente, comunidades eclesiais missionárias, como nos falam as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil (2019-2023), em que todos são discípulos missionários do Ressuscitado, com a presença e ação do Espírito Santo, o protagonista principal da ação Evangelizadora.

As Comunidades Eclesiais de Base devem, portanto, reavivar sempre a sua fé no Ressuscitado, e com renovado ardor, pôr-se a serviço da Palavra e da Eucaristia, na vida prolongada.

Oremos:

“Ó Deus de eterna misericórdia, que reacendeis a fé do Vosso povo na renovação da festa Pascal, aumentai a graça que nos destes. E fazei que compreendamos melhor o Batismo que nos lavou, o Espírito que nos deu a vida e o Sangue que nos redimiu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na Unidade do Espírito Santo. Amém”.

“Por um breve instante...”

                                                   

“Por um breve instante...

“Por um breve instante Eu a abandonei, mas
com profunda compaixão Eu a trarei de volta.” (Is 54,7)

Por um breve instante os discípulos pensaram em recuar, fechar-se,
Porque o medo lhes tomou o coração, as portas estavam fechadas.

Por um breve instante tudo parecia ter chegado ao seu final,
Sem perspectivas, sem continuidade, sonhos soterrados.

Por um breve instante a esperança murchou, aparentemente para sempre.
Sua ausência era a maior de todas as ausências que se podia sentir.

Por um breve instante o quanto amados por Ele foram, pareceu que  jamais o seriam.
E, como suportar no mais profundo a ausência do Amado que tanto os amou?

Por um breve instante tudo parecia ter perdido o gosto, o sentido, o sabor.
Bem poderia Ele ter sido glorioso evitando a morte e tão terrível dor.

Por um breve instante pensaram os discípulos a Emaús voltar.
O retorno ao nada, ao fracasso de uma esperança que ilusão pura o foi.

Por um breve instante a lentidão da mente lhes turvou a fé e o olhar,
Pois não compreenderam que caminhava com eles Aquele em quem tanto confiaram.

Por um breve instante apenas.
Por um breve instante apenas, porque Ele Ressuscitou.

Para sempre as portas do medo foram abertas, rompidas.
Para sempre as portas da incredulidade de Tomé não mais sobreviveram.

Para sempre a Vida Venceu a Morte, pois assim é o Amor.
A vitória de Deus, do Amor, não é por um breve instante.

Para sempre Ele Ressuscitou,
E n’Ele e com Ele também ressuscitaremos.

Há na vida os “breves instantes” que parecem se eternizar. Parecem,  tão apenas.
Há na vida instantes que se prolongam, germinando para o horizonte da eternidade.

Na vida temos os “breves instantes” a serem suportados,
Mas com fé, haverão de ser enfrentados, corajosamente vencidos.

Na vida há os “breves instantes” de escuridão que parecem se eternizar,
Mas vem ao nosso encontro a luz divina nossas noites escuras iluminar.

Há os “breves instantes” da falta de esperança, confiança e coragem,
Mas que se não nos curvarmos à mediocridade, com Oração serão superados.

Há “breves instantes”  outros a serem contemplados.
Há o eterno momento a ser alcançado: glória, luz e paz, eternidade...

Há sempre o peso da cruz, em “breves instantes” com peso aparentemente insuportáveis.
Há a eterna compaixão de Deus que vem ao nosso encontro em divina solidariedade.

Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados,
Meu fardo é leve, meu jugo é suave” (cf. Mt 11,-28-30), 
disse o Senhor.

Se não suportarmos breves instantes difíceis que devemos passar,
Como alcançaremos o tempo maravilhoso, infinito de alegria na eternidade?

“Por um breve instante Eu a abandonei, mas
com profunda compaixão Eu a trarei de volta.”

Como os Discípulos de Emaús, suplicamos: “Fica conosco, Senhor” (Parte I)

                                                          

Como os Discípulos de Emaús, suplicamos:
“Fica conosco, Senhor”

Recordemos as palavras do Papa Bento XVI, quando da Realização da V Conferência Geral Latino América e do Caribe (2007).

Façamos nossa a súplica dos Discípulos de Emaús: ‘Fica conosco, Senhor’ - "Fica conosco, pois a noite vai caindo e o dia está no ocaso" (Lc 24, 29).

“Fica conosco, Senhor, acompanha-nos mesmo se nem sempre te soubemos reconhecer. Fica conosco, porque se vão tornando mais densas à nossa volta as sombras, e Tu és a Luz; em nossos corações insinua-se o desespero, e Tu os fazes arder com a esperança da Páscoa.

Estamos cansados do caminho, mas Tu nos confortas na Fração do Pão para anunciar a nossos irmãos que na verdade Tu ressuscitaste e que nos deste a missão de ser testemunhas da Tua Ressurreição.

Fica conosco, Senhor, quando à volta da nossa fé católica surgem as nuvens da dúvida, do cansaço ou da dificuldade: Tu, que és a própria Verdade como revelador do Pai, ilumina as nossas mentes com a Tua Palavra; ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti.

Fica nas nossas famílias, ilumina-as nas suas dúvidas, ampara-as nas suas dificuldades, conforta-as nos seus sofrimentos e na fadiga cotidiana, quando à sua volta se adensam sombras que ameaçam a sua unidade e a sua natureza.

Tu que és a Vida, permanece nos nossos lares, para que continuem a ser berços onde nasce a vida humana abundante e generosamente, onde se acolhe, se ama, se respeite a vida desde a sua concepção até ao seu fim natural.

Permanece, Senhor, com os que nas nossas sociedades são mais vulneráveis; permanece com os pobres e humildes, com os indígenas e afro-americanos, que nem sempre encontraram espaços e apoio para expressar a riqueza da sua cultura e a sabedoria da sua identidade.

Permanece, Senhor, com as nossas crianças e com os nossos jovens, que são a esperança e a riqueza do nosso Continente, protege-os das tantas insídias que atentam contra a sua inocência e contra as suas legítimas esperanças.

Óh Bom Pastor, permanece com os nossos idosos e com os nossos enfermos! Fortalece todos na sua fé para que sejam Teus discípulos e missionários!”

Como os Discípulos de Emaús, suplicamos: “Fica conosco, Senhor” (continuação)

                                                                 

Como os Discípulos de Emaús, suplicamos:
“Fica conosco, Senhor”                             
 
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas - os Discípulos de Emaús (Lc 24, 13-35).
Retomemos as palavras do Papa Bento XVI, fundamentadas nesta passagem: "Fica conosco, pois a noite vai caindo e o dia está no ocaso" (Lc 24, 29).
 
De fato, a densidade das sombras que nos acompanham; o desespero cedendo lugar para a esperança; o cansaço refeito para que se siga em frente no caminho e com o Caminho, Jesus. Ele fica conosco para que sejamos arautos da Boa Nova da Ressurreição, alegres testemunhas do Ressuscitado.
 
As nuvens das dúvidas que a fé católica, como em qualquer outra profissão de fé, são passageiras, não se cristalizam em empecilhos irremovíveis que nos impeçam de a cruz carregar, com olhos voltados para o horizonte da eternidade.
 
As dificuldades existem e podem ser superadas, sempre com Ele, cujo fardo é leve e jugo suave, que nos conduz às verdes pastagens, porque Bom Pastor, por Amor que não se conteve, em extremo ato de entrega, a vida por nós deu, o Pai novamente a concedeu, de forma nova, gloriosa, Ressuscitado!
 
As mentiras que nos desviam das verdades que devem iluminar nossa vida são evidenciadas e superadas com o esplendor da Verdade que é o Senhor. 
 
Oremos:
 
"Ficai conosco, Senhor!
 
Ficai conosco, Senhor, na família, berço da vida, desde a concepção até seu declínio natural, para que ela seja espaço da acolhida, do amor, do respeito mútuo, do diálogo sincero e amadurecido na inauguração de um mundo novo.
 
Ficai conosco, Senhor, com as crianças amadas e desamadas; com os jovens para que se esperança tiverem, a concretizem; se não tiverem que a ressuscitem e voltem a sonhar.
 
Ficai conosco, Senhor, com os enfermos, pois são Vossa presença, como nos diz no Evangelho; com os idosos, assistidos e amados por suas famílias ou não.
 
Ficai conosco, Senhor, precisamos da Vossa presença tão divina, na Palavra, na Eucaristia, e que a Vossa Palavra faça arder nosso coração, e que no Pão partilhado, nossos olhos se abram.
 
Ficai conosco Senhor, e a Vós reconhecendo no partilhar do Pão, uma certeza: Não estamos sós. Conosco estais. Amém. Aleluia! Aleluia!
 


Não fosse o Senhor Ressuscitado...

                                                                          


Não fosse o Senhor Ressuscitado...

O Bispo São João Crisóstomo (Séc. IV), em memorável Homilia sobre a Primeira Carta aos Coríntios, nos fala sobre a mais bela e revolucionária Notícia: a Ressurreição do Senhor e Sua aparição aos discípulos.

Por meio de homens ignorantes a Cruz persuadiu, e mais, persuadiu a terra inteira.

Não falava de coisas sem importância, mas de Deus, da verdadeira religião, do modo de viver o Evangelho e do futuro juízo.

De incultos e ignorantes fez amigos da sabedoria. Vê como a loucura de Deus é mais sábia que os homens e a fraqueza, mais forte.

De que modo mais forte?
Cobriu toda a terra, cativou a todos por seu poder. Sucedeu exatamente o contrário do que pretendiam aqueles que tentavam apagar o nome do Crucificado.

Este nome floresceu e cresceu enormemente. Mas seus inimigos pereceram em ruína total. Sendo vivos, lutando contra o morto, nada conseguiram.

Por isso, quando o grego me chama de morto, mostra-se totalmente insensato, pois eu, que a seus olhos passo por ignorante, me revelo mais sábio que os sábios.

Ele, tratando-me de fraco, dá provas de ser o mais fraco. Tudo o que, pela graça de Deus, souberam realizar aqueles publicanos e pescadores, os filósofos, os reis, numa palavra, todo o mundo perscrutando inúmeras coisas, nem mesmo puderam imaginar.

Pensando nisto, Paulo dizia:

O que é fraqueza de Deus é mais forte que todos os homens (1Cor 1,25).

Com isso se prova a pregação divina. Quando é que se pensou: doze homens, sem instrução, morando em lagos, rios e desertos, que se lançam a tão grande empresa?

Quando se pensou que pessoas que talvez nunca houvessem pisado em uma cidade e, em sua praça pública, atacassem o mundo inteiro?

Quem sobre eles escreveu, mostrou claramente que eles eram medrosos e pusilânimes, sem querer negar ou esconder os defeitos deles.

Ora, este é o maior argumento em favor de sua veracidade. Que diz então a respeito deles? Que, preso o Cristo depois de tantos milagres feitos, uns fugiram, o principal deles O negou.

Donde lhes veio que, durante a vida de Cristo, não resistiram à fúria dos judeus, mas, uma vez Ele morto e sepultado – visto que, como dizeis, Cristo não ressuscitou, nem lhes falou, nem os encorajou – entraram em luta contra o mundo inteiro?

Não teriam dito, ao contrário: ‘Que é isto? não pôde salvar-se, vai proteger-nos agora?

Ainda vivo, não socorreu a Si mesmo, e morto, nos estenderá a mão?
Vivo, não sujeitou povo algum, e nós iremos convencer o mundo inteiro, só com dizer Seu nome?

Como não será insensato não só fazer, mas até pensar tal coisa?’

Por este motivo é evidente que, se não O tivessem visto ressuscitado e recebido assim a grande prova de Seu poder, jamais se teriam lançado em tamanha aventura”.

A inspiração que o motiva: “O que é fraqueza de Deus é mais forte que todos os homens” (1Cor 1,25).

É belíssimo contemplar como ele parte da constatação do aparente fracasso da missão de Jesus.

Da real fraqueza e limitações de Seus discípulos em todos os sentidos e como nos apresenta a novidade da Ressurreição em suas vidas, o que ela trouxe de novo e o que ela impulsionou em suas vidas.

Nossa alma se une a Deus em
estreito abraço e indestrutível laço.
Aleluia! Aleluia!

Não fosse o Senhor Ressuscitado... (continuação)

                                                  

Não fosse o Senhor Ressuscitado...

Não fosse o Senhor Ressuscitado...
O anúncio de Jesus seria inócuo, olvidado, sem ressonância, de fato, insuportável.
O Pão partilhado na ceia, se não sem sabor, com sabor pior da amarga decepção.
O vinho oferecido, como Sangue apresentado, cálice da amarga ilusão, fracasso sem comparação.
O Evangelho, por Ele anunciado, não alegre notícia, mas notícia mais que indesejável.

Não fosse o Senhor Ressuscitado...
A Cruz oferecida, jugo que nos pesaria, que humanamente ninguém jamais suportaria.
Seus ensinamentos de amor, partilha, solidariedade, perdão quem guardaria no coração?
Ao Seu convite, a Sua voz, que a alguns chamou pelo nome, ouvidos taparíamos.
Distância d’Ele e do Papaizinho d’Ele tão amado é a atitude que tomaríamos.

Não fosse o Senhor Ressuscitado...
Os discípulos de Emaús jamais para Jerusalém alegremente voltariam.
O mundo não O conheceria, porque não haveria quem d’Ele falaria.
A liturgia, que é fonte e ápice da vida, que beleza e esplendor teria?
Quem exultaria e, da Santa Mesa da Vida, com alegria participaria?

Não fosse o Senhor Ressuscitado...
A história de Jesus a mais trágica e funesta história...
Sua existência, um estrondoso e inesquecível fracasso.
A história da Igreja? Que história? Dela nem memória!
Seria a soma de desilusões, inútil doação e cansaço...

Não fosse o Senhor Ressuscitado...
Teria Ele descido, tristemente, dos mortos, à mansão,
Juntado às almas que há muito na escuridão jaziam...
Sem Sua gloriosa Ressurreição, que esperança teriam?
A não ser acolher a espera  em eterna e absoluta escuridão!

Não fosse o Senhor Ressuscitado...
As correntes que a todos prendiam, neste vale mais profundo,
Jamais seriam rompidas, para sempre eterno grilhão...
Que triste destino não só para Ele, mas para todo o mundo
Que desejava ver a morte estilhaçada, liberdade-Ressurreição!

Mas não! Definitivamente Não! Ele Ressuscitou!
Deus O Ressuscitou, porque o Pai jamais O desamparou.
O Pai que tanto O amou, nunca desapontou e decepcionou.
Ele O Ressuscitou, um novo tempo inaugurou.
Falou mais alto o Amor que ama e sempre amou

Mas não! Definitivamente Não! Ele Ressuscitou!
A Boa Nova quem pode acorrentá-la?
A voz dos discípulos, quem pode sufocá-la?
O Sangue derramado, quem evitaria?
Diaconia e martírios, quem impediria?

Mas não! Definitivamente Não! Ele Ressuscitou!
Ele presente na Palavra e na Eucaristia.
Ele Ressuscitado, presente, e mais que presente,
Com o Seu Espírito antes da morte prometido,
O Amor jamais poderia ter sido vencido!

Mas não! Definitivamente Não! Ele Ressuscitou!
Ele, pelo Sangue derramado, à direita do Pai está sentado.
Ele, pelo Amor vivenciado, pelo Pai foi glorificado.
Ele, pelos discípulos imitado, pela fidelidade vivida.
Ele no Amor extremo vivido, humanidade, enfim, redimida!

Mas não! Definitivamente Não! Ele Ressuscitou!
Experimentando o rebaixamento mais humanamente possível:
A morte, a mansão tristes dos mortos, foi inúmeras almas iluminar;
Os grilhões que para sempre prendiam, rompidos: que Amor crível!
Como não, ao mundo, mais bela notícia anunciar, testemunhar?

Mas não! Definitivamente Não! Ele Ressuscitou!
Alegremo-nos com Sua Gloriosa Ressurreição!
A promessa se cumpriu: a vida venceu, de fato, a morte,
Alcançou-nos a eternidade na alegria da Salvação!
O Amor de Deus falou, como sempre, mais forte!


PS: Inspirado na Homilia de São João Crisóstomo...

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