
A concorrência é desumana e com ela a desigualdade social.
Reina ainda na terra, deploravelmente, o estado da injustiça que clama vingança.

Presbíteros: construtores da esperança e pontes de paz
De 19 a 21
de maio de 2025, celebramos o Jubileu do Clero da Província de Diamantina,
composta pelas arquidiocese de Diamantina, dioceses de Almenara, Araçuaí,
Guanhães e Teófilo Otoni, com o tema – “Presbíteros, construtores de
esperança”.
Éramos
cinco bispos titulares e um bispo emérito, e aproximadamente duzentos presbíteros.
Retomo
alguns pontos da homilia que fiz na missa do dia 20 de maio, na Basílica do
Sagrado Coração, da arquidiocese de Diamantina, à luz da Palavra proclamada (At
14,19-28; Sl 144; Jo 14,27-31a), e do tema do encontro:
- Os
presbíteros devem ser promotores da esperança e da verdadeira paz, que
não deve ser entendida como ausência da cruz, mas que brota, paradoxalmente, da cruz vitoriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Tão somente Ele pode nos comunicar o “Shalom” , a paz, dom divino que nos comunica confiança,
serenidade, esperança para viver a graça do Ministério.
- Como os
apóstolos mencionados na passagem da primeira leitura, devem viver a vocação num
fecundo espírito de missionariedade; evangelizadores de uma Igreja em
saída para as inúmeras periferias existenciais, que nos desinstalam e nos
provocam a necessária conversão e disponibilidade.
Devem ser promotores
da comunhão ministerial, com a mais expressiva ternura da fé, alegria do
serviço e ardor da missão (cf. Dilexit nos – n. 88 – Papa Francisco), perfeitamente
configurados a Jesus Cristo Ressuscitado, fonte de graça da vocação a que foram
chamados.
Oremos por toda a Igreja, e de modo intenso, por todos os presbíteros, para que renovem, sempre, a chama do primeiro amor (cf. 2 Tm 1,6-10), a fim de que sejam, portanto, construtores da esperança, edificando pontes de comunhão e paz – jamais muros de isolamento e separação; alegres discípulos missionários, e promotores da fecunda comunhão eclesial na mais enriquecedora diversidade de dons e ministérios, com a proteção de Maria, a Estrela da Evangelização. Amém.
Da caridade inativa, mórbida, inoperante...
A importância do diálogo na construção de pontes de paz
O discípulo
missionário do Senhor constrói pontes de paz, com os mesmos pensamentos e
sentimentos de Jesus, o Bom Pastor, na prática do Mandamento do amor a Deus e
ao próximo, inseparavelmente, com abertura, paciência e diálogo com o outro,
sem jamais edificar muros que criam separações e inimizades.
Urge aprender
com Ele, num processo contínuo de conversão, sobretudo neste Tempo da Quaresma,
abertos ao diálogo, como nos propôs a Campanha da Fraternidade Ecumênica (2021), com o tema: “Fraternidade e diálogo: compromisso de amor”; tendo
como lema: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”
(Ef 2,14).
Vivendo a
Quaresma como tempo favorável de penitência, conversão e reconciliação,
redescubramos a força e a beleza do diálogo, como um caminho de relações mais
amorosas e fraternas.
Sejamos
no coração do mundo um raio da luz divina, comunicando o gosto e a beleza da
vida, pela qual o Senhor Se entregou, morreu e Ressuscitou, e este é, também,
nosso caminho e nosso destino: somos Pascais, carregando em vasos de argila o
tesouro do Espírito, como templos divinos.
PS: Publicado no informativo Água da Fonte – Paróquia Sant’Ana – Água Boa - MG