quarta-feira, 4 de março de 2026
Como o fragor de muitas águas Deus nos fala!
Como o fragor de muitas águas Deus nos fala!
A Voz Divina como o fragor de muitas águas!
O julgamento final e as obras de misericórdia
O julgamento final e as obras de misericórdia
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 25,31-46), que nos fala sobre o juízo final, quando o Senhor virá em Sua glória para nos julgar a todos.
Trata-se de uma passagem fundamental para todos nós, pois nos ilumina para que vivamos uma religião pura e verdadeira aos olhos de Deus.
Deste modo, nossas orações, tudo o que professamos e celebramos, precisa ser mais do que nunca acompanhado de compromissos concretos, como vemos nas obras de Misericórdia Corporais e Espirituais:
Obras de misericórdia corporais: Dar de comer a quem tem fome; dar de beber a quem tem sede; vestir os nus; dar pousada aos peregrinos; assistir aos enfermos; visitar os presos; enterrar os mortos.
Obras de misericórdia espirituais: Dar bom conselho; ensinar os ignorantes; corrigir os que erram; consolar os aflitos; perdoar as injúrias; sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; rogar a Deus por vivos e defuntos.
São iluminadoras as palavras do Bispo e Doutor Santo Agostinho sobre esta passagem:
“Todo o mal que os maus fazem é registado – e eles não o sabem. No dia em que ‘Deus virá e não se calará’ (Sl 50, 3) [...]. Então, Ele Se voltará para os da Sua esquerda: ‘Na terra, dir-lhes-á, Eu tinha posto para vós os meus pobrezinhos, Eu, Cabeça deles, estava no céu sentado à direita do Pai – mas na terra os meus membros tinham fome: o que vós tivésseis dado aos meus membros, teria chegado à Cabeça. Quando Eu coloquei os meus pobrezinhos na terra, constituí-os vossos portadores para trazerem as vossas boas obras ao meu tesouro. Vós nada depositastes nas mãos deles: por isso nada encontrais em Mim’” (1).
Tenhamos sempre esta solicitude para com os “pobrezinhos na terra”, pois são eles os “portadores” que levam nossas boas obras ao tesouro do Senhor.
Empenhemo-nos neste “depósito”, para que possamos ouvir dos lábios do Senhor:
“Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo” (Mt 25,34).
(1) Sermão de Santo Agostinho – cf. Catecismo da Igreja Católica n. 1039
PS: Apropriado para o dia de Finados ou da Solenidade de Cristo Rei e Senhor do Universo, quando se proclama esta passagem do Evangelho de Mateus (Mt 25,31-46)
Em poucas palavras... (IIIDTQA)
“Nascentes, lençóis de água e pântanos”
“Em nosso
percurso existencial encontramos, muitas vezes, pessoas que são
verdadeiras nascentes. São límpidas e transparentes,
inspiradoras e mobilizadora, habitualmente delicadas. Estar na presença delas é
saciar nossa sede, saímos renovados. São pessoas-fonte que despertam em nós o
desejo de acessar nosso manancial interior de desejos, criatividade e busca… É
ali, na fonte interior, que a vida se renova.
Outras
vezes nos encontramos com pessoas que são verdadeiros lençóis de
água. Subterrâneas, circulam debaixo da terra, discretas,
silenciosas, mas surpreendentemente criativas. Trabalham no silêncio e fazem
mover a engrenagem do mundo com seus gestos escondidos, simples, mas eficazes;
suas presenças fazem a diferença. Sem elas não seria possível a vida.
É certo
que também há as pessoas pântano, pessoas charco, pessoas “águas
paradas” ou águas poluídas, pessoas “enxurrada” que tudo destroem. Claramente,
nem todas as águas são boas!” (1)
(1)
Comentário sobre a passagem
do Evangelho de João (Jo 4,5-42) – Adroaldo Palaoro, SJ
A indulgência jubilar e a prática das obras de misericórdia
A
indulgência jubilar e a prática das obras de misericórdia
“A indulgência está, portanto, ligada
também às obras de misericórdia e de penitência, com as quais se testemunha a
conversão empreendida.
Os fiéis, seguindo o exemplo e mandato
de Cristo, sejam encorajados a praticar mais frequentemente obras de caridade
ou misericórdia, principalmente a serviço daqueles irmãos que se encontram
oprimidos por diversas necessidades.
Mais concretamente redescubram ‘as obras de misericórdia corporais; dar
comida aos famintos, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, acolher o
estrangeiro, assistir aos doentes, visitar os presos, sepultar os mortos’
(Misericordiae Vultus, n.15) e redescubram também as ‘obras de misericórdia espirituais: aconselhar os duvidosos, ensinar
os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas,
suportar com paciência a injustiças, rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos’
(Misericordiae Vultus, n.15).” (1)
(1) Dicastério para a Evangelização – Jubileu 2025- Textos
Litúrgicos – Normas sobre a Concessão da Indulgência Jubilar - Edições CNBB –
pág. 65-66
AAno Jubilar: 2025
A fina flor da esperança
Na Sagrada Escritura, encontramos diversas passagens que não nos permitem ver a crise como ponto final. Dentre elas: “Os que odeiam Iaweh o adularia, e o tempo deles teria passado para sempre. Eu o alimentaria com a flor do trigo, e com o mel do rochedo te saciaria” (Sl 81,16-17).







