domingo, 1 de fevereiro de 2026

Em poucas palavras... (IVDTCA)

                                                        


“As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus”

“As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da Sua Paixão e Ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã; são as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos” (1) 

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1717

PS: Passagens do Evangelho - (Lc 6,17.20-26; Mt 5,1-12)

Em poucas palavras...

                                         


Bem-Aventuranças: o  cartão de identidade do cristão

“As Bem-aventuranças são de algum modo o cartão de identidade do cristão, que o identifica como seguidor de Jesus. 

Somos chamados a ser bem-aventurados, seguidores de Jesus, enfrentando os sofrimentos e angústias do nosso tempo com o espírito e o amor de Jesus.

Neste sentido, poderíamos assinalar novas situações para as vivermos com espírito renovado e sempre atual: felizes os que suportam com fé os males que outros lhes infligem e perdoam de coração; felizes os que olham nos olhos os descartados e marginalizados fazendo-se próximo deles; felizes os que reconhecem Deus em cada pessoa e lutam para que também outros o descubram; felizes os que protegem e cuidam da casa comum; felizes os que renunciam ao seu próprio bem-estar em benefício dos outros; felizes os que rezam e trabalham pela plena comunhão dos cristãos...

Todos eles são portadores da misericórdia e ternura de Deus, e d’Ele receberão sem dúvida a merecida recompensa.”

 

https://www.vatican.va/content/francesco/pt/homilies/2016/documents/papa-francesco_20161101_omelia-svezia-malmo.html

 

 

PS: Passagens do Evangelho - (Lc 6,17.20-26; Mt 5,1-12)

Em poucas palavras... (IVDTCA)

                                                 


Bem-Aventuranças: “bilhete de identidade do cristão”

“Jesus explicou, com toda a simplicidade, o que é ser santo (Mt 5,3-12; Lc 6,20-23). Estas são como o bilhete de identidade do cristão. Assim, se um de nós se questionar sobre ‘como fazer para chegar a ser um bom cristão’, a resposta é simples: é necessário fazer – cada qual a seu modo – aquilo que Jesus disse no Sermão das Bem-Aventuranças. Nelas está delineado o rosto do Mestre, que somos chamados a deixar transparecer no dia a dia da nossa vida.” (1)

 

(1)             Exortação Apostólica Gaudete et exsultate do Santo Pade Francisco – sobre a chamada à santidade no mundo atual – (Março de 2018) n. 63

Em poucas palavras...

                                                             

                          Santidade: revelar a Face de Cristo

Jamais Santidade poderá ser sinônimo de “beatice”, medo de viver, fuga, evasão, alienação. 

O mundo precisa de Santos e Santas que nos revelem a Face de Cristo, que nos comuniquem o Amor do Pai e nos iluminem com a Luz do Espírito.     


O Reino de Deus germina silenciosamente (XIDTCB)

                                                   

O Reino de Deus germina silenciosamente

No 11º Domingo do Tempo Comum (Ano B), a Liturgia da Palavra nos convida a renovar a alegria de trabalhar pelo Reino de Deus, fiéis à Aliança que Ele faz conosco, da qual jamais se esquece.

A passagem da primeira Leitura (Ez 17,22-24) retrata o tempo do exílio, e o Profeta procura manter acesa a chama da esperança do povo pela fidelidade de Deus e Sua Aliança. É preciso afastar todo medo e pessimismo.

O Profeta tem a árdua missão de destruir as falsas esperanças, denunciar as infidelidades, levando o povo a confiar plenamente em Javé, pois somente com Ele construirá uma nova história.

Aparentemente nosso trabalho parece ser insignificante, desprezível, mas não o é aos olhos de Deus que tem sempre um Projeto de Vida para a humanidade.

Deus chama quem bem quer para a construção deste Projeto, o que não necessariamente corresponde à lógica dos homens. Tudo pode cair, tudo pode falhar, mas somente Deus não falha. Deus ama Seu povo e quer salvá-lo.

É preciso corresponder à vontade amorosa de Deus com nossa humilde disponibilidade e acolhida dos Seus apelos e desafios.

Na passagem da segunda Leitura (2Cor 5,6-10), o Apóstolo Paulo anuncia que somos  peregrinos no tempo,  vocacionados para a eternidade, à vida definitiva. 

Não podemos nos curvar diante da cultura do provisório, do que é fácil e efêmero, mas caminhar com passos firmes para a eternidade, procurar o que é duradouro e nos assegure a vida definitiva.

Pela vida e palavras dos Apóstolos vemos que não é fácil seguir e servir o Senhor. A grandeza da missão comporta riscos, mas tem compensações sem medida.

Na passagem do Evangelho de São Marcos (Mc 4,26-34) encontramos duas Parábolas de Jesus sobre o Reino de Deus.

A Parábola é uma forma de linguagem que Jesus Se utiliza, acessível, viva, questionadora, concreta, desafiadora, evocadora e pedagógica, para semear a Palavra no coração e na mente dos Seus ouvintes. Fala coisas tão belas e profundas a partir de coisas simples do cotidiano.

Elas criam controvérsias, diálogo, questionamentos, num primeiro momento, depois se tornam provocadoras para novas atitudes e compromissos, mexendo com seus ouvintes.

Finalmente levam o ouvinte a tirar as consequências para a vida, pois ajuda a pensar e rever as atitudes, a própria vida, o compromisso com Jesus e o Reino.

“A primeira Parábola (da semente) afirma que o Reino de Deus é algo que uma vez semeado no coração da pessoa, germina e cresce por si só: tem uma força intrínseca (vv. 26-29). A segunda (do grão de mostarda) diz que o Reino de Deus é pequeno e aparentemente insignificante, mas crescerá até se tornar muito grande (vv. 30-32).” (1)

A grande mensagem destas duas Parábolas é que o Reino de Deus é uma iniciativa divina, e para que ele aconteça a comunidade precisa manter a serenidade, a confiança e a paciência. Importa lançar a Semente da Palavra do Reino no coração da humanidade.

A Parábola da semente tem sua mensagem própria: a nós cabe lançar a semente. Assim acontece o Reino, inaugurado e realizado na atitude da necessária paciência evangélica.

Deus não falha e no Seu tempo dará os frutos esperados, de modo que podemos afirmar categoricamente que o tempo d'Ele não é o nosso.

A Parábola da semente de mostarda, que se torna uma grande árvore, revela quão grande e belo é o Reino, que se inicia com pequenos gestos, daquilo que é aparentemente insignificante e desprezível.

Nos fatos aparentemente irrelevantes, na simplicidade e no transcorrer normal de cada dia, na insignificância e limites dos meios de que dispomos na evangelização, esconde-se o dinamismo divino que atua na história oferecendo e possibilitando à humanidade caminhos novos de vida plena e salvação.

“Jesus não é um homem de sucesso, de ibope. Ele lança uma sementinha, nada mais. E de repente, a sementinha brota. O que parecia nada, torna-se fecundo, árvore frondosa” (2)

Digamos sempre: “Como é bom trabalhar na construção do Reino como Igreja que somos!”

Tenhamos a paciência evangélica para continuarmos com alegria, como Igreja, lançando sementes no coração da humanidade, para que possam florir na alegre presença do Reino que já está em nosso meio com a Pessoa e a Palavra de Jesus, que vemos e acolhemos em cada Eucaristia, quando a Palavra é proclamada, acolhida e vivida, e o Pão é comungado e o cotidiano Eucaristizado!

Urge que Palavra de Deus caia em nosso coração, germine, floresça e frutifique, na confiança, esperança, humildade e paciência, como a mais bela expressão de uma frutuosa relação de amor com Deus. 


Oremos:

Venha, Senhor, o Vosso Reino, rezamos.
Venha, Senhor, o Vosso Reino, anunciamos.
Venha, Senhor, o Vosso Reino, testemunhamos.

(1) Lecionário Comentado - Volume Tempo Comum I - Editora Paulus - pág.518

(2) Liturgia Dominical - Mistério de Cristo formação dos fiéis (anos ABC) - pág.290


A Santidade desejável por Deus (IVDTCA)

                                                          

A Santidade desejável por Deus

Santidade é o estar bem com Deus, por isto ela é dom e missão. Deus no-la dá, mas nós devemos realizá-la em nossa vida e irradiá-la em todos os lugares.

Santidade: Dom e Missão.
Para que seja dom precisará de corações que não estejam cheios de si mesmos. Exige empenho para que aconteça a justiça de Deus e a promoção de Sua paz. Exige, portanto, desprendimento, conversão, abandono da autossuficiência.

A Santidade não é o destino de uns poucos, mas de uma imensa multidão. Todos os que, de alguma maneira, mesmo sem o saber, aderiram à causa de Cristo e o Seu Reino.

Ser Santo significa ser totalmente de Deus, vivendo um cristianismo libertado, esperançoso, comprometido e exigente, numa vida espiritual sólida e permanente.

Jamais Santidade poderá ser sinônimo de “beatice”, medo de viver, fuga, evasão, alienação. O mundo precisa de Santos e Santas que nos revelem a Face de Cristo, que nos comuniquem o Amor do Pai e nos iluminem com a Luz do Espírito.     

A Santidade é possível a todos os membros da Igreja, ela nos ensina, pois Deus quer que todos sejamos Santos, participantes de Sua Vida e Amor. O Pai deseja que, através da ação do Espírito Santo em nós, nos pareçamos cada vez mais com o Seu Filho Jesus Cristo.

Ela é o desenvolvimento da nossa filiação divina: “Desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto o veremos como Ele é” (1Jo 3,2).

Concluamos com as palavras do Missal Dominical:

“A Santidade cristã manifesta-se, pois, como uma participação na vida de Deus, que se realiza com os meios que a Igreja nos oferece, particularmente com os Sacramentos. A Santidade não é o fruto do esforço humano, que procura alcançar Deus com suas forças, e até com heroísmo; ela é dom do Amor de Deus e resposta do homem à iniciativa divina.” (1)

(1) Missal Dominical - Editora Paulus - 1995 - pág. 1367
Passagem do Evangelho - Mt 5,1-12a

Vocacionados para as Bem-Aventuranças (IVDTCA)

                                                                

Vocacionados para as Bem-Aventuranças

As Bem-Aventuranças estão no coração da pregação de Jesus, e o seu anúncio retorna às promessas feitas ao povo eleito, desde Abraão.

“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos céus.

Bem-aventurados sereis, quando, por minha causa, vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal de vós. Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos céus a vossa recompensa” (Mt 5, 3-12).

Elas retratam o rosto de Jesus Cristo, descrevendo Sua caridade e exprimindo a vocação dos fiéis, associados à glória da Sua paixão e Ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã.

São as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos.

Elas respondem ao desejo natural de felicidade, que por sua vez, é de origem divina.

Como falou o Bispo Santo Agostinho:

- “Todos nós, sem dúvida, queremos viver felizes, e não há entre os homens quem não dê o seu assentimento a esta afirmação, mesmo antes de ela ser plenamente enunciada”.

- “Como é então, Senhor, que eu Te procuro? De facto, quando Te procuro, ó meu Deus, é a vida feliz que eu procuro. Faz com que Te procure, para que a minha alma viva! Porque tal como o meu corpo vive da minha alma, assim a minha alma vive de Ti”.

E também afirmou Santo Tomás de Aquino: 

“Só Deus sacia'.

Sobre a Bem-Aventurança “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus”, disse Santo Agostinho:

“Lá, descansaremos e veremos: veremos e amaremos; amaremos e louvaremos. Eis o que acontecerá no fim sem fim. E que outro fim temos nós, sendo chegar ao Reino que não tem fim?”

As Bem-Aventuranças nos ensinam qual o fim último a que Deus nos chama: o Reino, a visão de Deus, a participação na natureza divina, a vida eterna, a filiação, o repouso em Deus.

E os caminhos que conduzem ao Reino dos céus são: o Decálogo, o Sermão da Montanha e a catequese apostólica, pois, por eles avançamos, passo a passo, pelos atos de cada dia, amparados pela graça do Espírito Santo; fecundados pela Palavra de Cristo, pouco a pouco, damos frutos na Igreja para a glória de Deus.

Fonte: Catecismo da Igreja Católica – parágrafos números 1716-1729


PS: Passagens do Evangelho - (Lc 6,17.20-26; Mt 5,1-12)

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