domingo, 1 de fevereiro de 2026

Em poucas palavras... (IVDTCA)

                                         



                              Jesus, o modelo das Bem-Aventuranças

“O Verbo fez-Se carne, para ser o nosso modelo de santidade: «Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim [...]» (Mt 11, 29). «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim» (Jo 14, 6).

E o Pai, na montanha da Transfiguração, ordena: «Escutai-o» (Mc 9, 7; Dt 6,4-5). De fato, Ele é o modelo das Bem-Aventuranças e a norma da Lei nova: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 15, 12). Este amor implica a oferta efetiva de nós mesmos, no seu seguimento (Mc 8,34).” (1)

 

 

(1)              Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 459

“Buscar a justiça com fome e sede: isto é santidade” (IVDTCA)

                                                           

“Buscar a justiça com fome e sede: isto é santidade”

Uma reflexão sobre a Bem-Aventurança - “Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mt 5,6), à luz dos parágrafos (n. 77-79) da Exortação Apostólica “Gaudete Et exsultate”, do Papa Francisco (2018).

Todos nós temos experiência de fome e sede, que consiste em experiências muito intensas, pois são necessidades primárias de nossa sobrevivência.

Também há pessoas que, com esta mesma intensidade, aspiram pela justiça e buscam-na com um desejo muito forte.

A estas, Jesus diz que serão saciadas, porque a justiça, mais cedo ou mais tarde, chega, e nós podemos colaborar para torná-la possível, embora nem sempre vejamos os resultados deste compromisso.

No entanto, a justiça que Jesus propõe, não é como a que o mundo procura; uma justiça, muitas vezes, manchada por interesses mesquinhos, manipulada para um lado ou para outro, tendo como consequência tantas pessoas que sofrem por causa das injustiças.

O Papa constata que “alguns desistem de lutar pela verdadeira justiça, e optam por subir para o carro do vencedor. Isto não tem nada a ver com a fome e sede de justiça que Jesus louva”.

Esta justiça se manifesta nas decisões que cada um deve tomar a fim de que seja justo, e depois se manifesta na busca da justiça para os pobres e vulneráveis, como falou o profeta Isaías – “Procurai o que é justo, socorrei os oprimidos, fazei justiça aos órfãos, defendei as viúvas” (Is 1, 17).

Sendo assim, entenda-se justiça como sinônimo de fidelidade à vontade de Deus com toda a nossa vida, na solidariedade e compromissos com os mais empobrecidos e indefesos.

O Papa conclui afirmando que santidade consiste na busca da justiça com fome e sede.

Bem-Aventuranças: único caminho para a felicidade (IVDTCA)

                                                        

Bem-Aventuranças: único caminho para a felicidade

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 5-12a), em que Jesus nos apresenta o Sermão da Montanha, que se vividas é o único e autêntico caminho para a felicidade que tanto desejamos e buscamos.

Vemos em sua proposta, um programa de felicidade: Paradoxal caminho da felicidade, porque tão diferente da felicidade que o mundo oferece, porque as Bem-aventuranças vividas, inevitavelmente a cruz cotidiana deve ser assumida e carregada, com suas necessárias renúncias, para maior liberdade e fidelidade no seguimento ao Senhor.

Importa acolhê-lo, quer na montanha (Evangelho de Mateus - Mt 5,1-12a), ou mesmo na planície (Evangelho de Lucas - Lc 6,20-26).

É fundamental que vivamos este Projeto na planície de nosso cotidiano. Não podemos ficar para sempre na montanha, ainda que nos seja tentador (Pedro que o diga).

Enquanto o mundo novo não irrompe nas relações entre nós, os “ais” de Jesus ecoam no mais profundo de nosso coração, bem como o convite à vivência das Bem-aventuranças.

Quando os “ais” de Jesus são acolhidos (Lc 6,20-26), rompe-se e supera-se todo egoísmo, prepotência, injustiça, exploração, ilusões, dolorosas frustrações, porque não confiaremos demais nas pessoas (prescindindo de Deus), tão pouco em nós (em execrável autossuficiência), nem confiaremos nas coisas em si, nos bens que passam...

Quando as Bem-aventuranças são encarnadas, inauguram-se relações de partilha, solidariedade, comunhão e amor, humildade, gratuidade, doação... Ganham vigor as relações fraternas.

Celebrando  a Eucaristia, experimentamos a força do Ressuscitado, subimos a montanha Sagrada, onde Deus Se revela e nos envolve com Seu sopro e rompemos com o velho mundo e sua enganadora proposta de felicidade.

Precisamos subir sempre a Montanha Sagrada e respirar o ar de Deus que nos refaz de nossos cansaços, fortalece-nos para suportar sofrimentos, superando quaisquer sinais de marginalização, para que o Reino de Deus aconteça.

Ainda que alcançado por caminhos tão diferentes daquele que a humanidade teima em propor... A felicidade divina é alcançada não por quem tem todos os tesouros da terra, mas por quem fizer de Deus seu grande e belo tesouro.

Nossas comunidades precisam encarnar o Projeto das Bem-aventuranças! Elas são caminhos para se viver com absoluta confiança em Deus e chegar até Ele, alcançando o desejo mais profundo d’Ele para nós, e que desde a concepção desejamos: A felicidade! Para a felicidade que Deus nos criou! É este o genuíno e irremovível Projeto de Deus para nós!

A fé na Ressurreição faz-nos comprometidos com o Projeto das Bem-aventuranças, alcançando a felicidade desde já, para desabrochar plenamente na madrugada de nossa Páscoa.

A felicidade está ao nosso alcance, mas saibamos o caminho único para alcançá-la: o caminho da Bem-Aventuranças.

Este caminho passa pela cruz, nem sempre pela humanidade, entendido!
Por quem recebeu o Batismo, nem sempre bem assumido!
Caminho da cruz, aparente sinal de fracasso e desilusão,
Mas para quem crê, vitória, alegria transbordante no coração! 
Sejamos pobres em espírito porque a Eles pertence o Reino dos Céus, disse o Senhor.

Jesus: Sua Palavra e ação nos libertam (IVDTCB)


Jesus: Sua Palavra e ação nos libertam

“O que é isso? Um ensinamento novo, dado com autoridade...
Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!”

Com a Liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum (ano B), refletimos sobre o Projeto de liberdade e vida plena que Deus tem para a humanidade, que se contrapõe aos projetos marcados pelo egoísmo, escravidão de toda forma e morte.

Tendo iniciado um novo Ano Litúrgico, à luz do Evangelho de São Marcos, somos convidados a seguir, cada vez mais de perto e decididamente, o Senhor, que nos chamou e nos enviou a viver a vida nova que nos foi concedida pela graça do Batismo.

Na passagem da primeira Leitura (Dt 18,15-20), temos a experiência profética de Moisés, e, com isto, vemos que o Profeta é alguém escolhido por Deus, por Ele chamado e enviado para comunicar a Sua Palavra viva à humanidade e ser sinal da presença divina.

Urge ouvir os Profetas que verdadeiramente falam em nome de Deus, em todo o tempo, uma vez que haveremos de prestar contas se fecharmos os ouvidos e o coração ao Seu Projeto, comunicado por estas vozes que jamais se calaram, e jamais se calarão.

Sendo escolhido por Deus, ninguém é Profeta por escolha própria, tornando-se apenas um instrumento nas mãos de Deus, vivendo em total fidelidade a Deus e absoluto empenho no cumprir desta missão.

Por isto, o Profeta precisa estar exclusivamente a serviço de Deus, e jamais conduzir sua vida por esquemas pessoais, interesseiros e egoístas.

Oportuna são as palavras do Missal:

“O profetismo, conhecido em todo o Oriente Antigo, apresenta na Bíblia aspectos originais de que Moisés e Elias continuam a ser modelos. Como dantes, também hoje continua a haver Profetas. O critério da sua autenticidade é a Palavra sempre viva de Deus e o seu vínculo a Jesus Cristo”. (1)

Na passagem da segunda Leitura (1 Cor 7, 32-35), o Apóstolo Paulo continua falando sobre as verdadeiras prioridades que devem marcar a vida daquele que abraçou a fé, não se deixando desviar pelas realidades transitórias, afinal, o tempo está abreviado e a figura deste mundo passa.

É nítida a pretensão do Apóstolo de apresentar, a quem professa a fé no Senhor, uma proposta de vida com equilíbrio, sabendo discernir entre as coisas que passam e as que são eternas, que consiste num aprendizado permanente na definição das escolhas, numa vida marcada pela generosidade, alegria e doação.

Seja qual for nossa vocação e condição de vida, devemos nos unir ao Senhor com um coração indiviso.

Na passagem do Evangelho (Mc 1,21-28), vemos a ação de Jesus, o Filho de Deus, que vem cumprir o Projeto de libertação.

Depois de apresentar o chamamento dos discípulos, o Evangelista apresenta uma jornada ministerial do Senhor, com Sua autoridade revelada no ensino e diante dos “espíritos impuros”.

Com Sua Palavra e ação, Jesus renova aqueles que O acolhem e acreditam em Sua Palavra, tornando-os verdadeiramente livres do egoísmo, do pecado e da própria morte.

A ação de Jesus faz suscitar a interrogação daqueles que O viram ensinar e expulsar os demônios: “Que vem a ser isto? Uma nova doutrina e com que autoridade!”. Também nós devemos nos perguntar “quem é Jesus para nós?”

Jesus veio nos libertar de tudo o que nos faça “prisioneiros” e nos roube a vida e a alegria de viver. Com Sua Palavra e ação, Jesus nos revela que Deus não desistiu da humanidade, e quer conduzi-la à vida plena e feliz.

Seus seguidores não poderão cruzar os braços, continuando a Sua missão na luta contra os “demônios” de tantos nomes, que roubam a vida e a liberdade das pessoas.

O discípulo de Jesus, com Sua Palavra e presença, luta na libertação de todos os demônios que desfiguram as pessoas, para que estabeleçamos relações mais fraternas.

Ser discípulo consistirá em percorrer o mesmo caminho que Ele percorreu, lutando até o fim, em total doação da vida para que tenhamos um mundo mais humano, mais livre, mais solidário, mais justo e mais fraterno; sendo assim é inconcebível que os discípulos cruzem os braços, de olhos voltados para o céu.

Há um mundo a ser transformado e, como Igreja em saída (como tem insistido o Papa Francisco), não podemos ficar fechados em nossas sacristias, mas assumir corajosamente, com a força do Espírito, com sabedoria e criatividade, a dimensão missionária, elemento constitutivo da Igreja, presença nas mais diversas realidades, em incansável empenho para a transformação das realidades:  familiar, social, política, econômica, cultural, do trabalho e da comunicação.

Nem sempre isto se dá de modo tranquilo, porque pode gerar conflitos, divisões, sofrimentos, incompreensões, perseguições, mas vale a pena, porque é fiel Aquele que prometeu jamais nos desamparar, jamais nos deixar órfãos na missão por Ele confiada, afinal nos comunicou o Seu Espírito, que nos assiste em todos os momentos.

O discípulo de Jesus é alguém que embarcou nesta aventura de amor que dá sentido à vida, o que nos torna cúmplices e instrumentos nas mãos de Deus, para que construamos um mundo novo, de homens e mulheres livres e felizes.

Com o coração seduzido e inflamado por Aquele que voltou para nós o Seu olhar de amor e nos chamou pelo nome, não há como voltar atrás.

Quem pelo Senhor sentiu-se amado, já não pode mais viver sem o Seu Amor, a Sua Palavra e presença.



(1) Missal Quotidiano, Dominical e Ferial – Editora Paulus – Lisboa – p. 1177

Não há profecia sem a chama do Amor Divino (IVDTCC)


Não há profecia sem a chama do Amor Divino

No 4º Domingo do Tempo Comum (Ano C), continuamos a reflexão sobre a Missão de Jesus que é a missão da Igreja, sob a ação do mesmo Espírito que pousou sobre Ele e O acompanhou em todos os momentos na fidelidade ao Pai.

Nesta missão, como discípulos missionários, vivendo a vocação profética pelo Batismo, podemos viver experiências difíceis como perseguições, incompreensões, obstáculos a serem transpostos, mas o amor "ágape" fala sempre mais alto.

Na passagem da primeira Leitura (Jr 1,4-5.17-19), contemplamos a figura do Profeta Jeremias que foi escolhido, consagrado e constituído Profeta por Deus.

Como os demais Profetas, trilhou um árduo caminho de sofrimento, solidão, risco por possuir uma consciência crítica, ser defensor da verdadeira paz, nutrir a verdadeira esperança e confiança na defesa dos pobres, tudo fazendo por amor.

O Profeta é por excelência alguém que se encontrou com Deus e Sua Palavra e aceitou viver o desígnio divino. Ninguém é Profeta por iniciativa própria.

Enviado por Deus, vive o caminho profético, conjugando e vivendo os verbos denunciar, criticar, demolir, destruir, edificar e plantar, consumindo-se e vivendo intensamente a missão por Deus confiada.

Reflitamos:

- Ontem Jeremias, e hoje quem são os Profetas, aqueles que têm olhos voltados para Deus sem desviar o seu olhar para a realidade na qual estão inseridos?

- Onde e como vivemos a vocação profética recebida no dia de nosso Batismo?

- Como estamos conjugando e vivendo os verbos denunciar, criticar, demolir, destruir, edificar e plantar?

A passagem da segunda Leitura (1Cor 12,31-13,13) aparentemente desconectada da primeira e do Evangelho, mas apenas aparentemente, pois se a virtude do Amor divino não nos mover, não nos impulsionar, jamais viveremos a vocação profética, não suportaremos o peso da cruz a ser carregada, cotidianamente, com as renúncias necessárias.

Trata-se do “hino ao amor” que já inspirou poetas e Profetas. Há quem chame esta passagem de “o Cântico dos Cânticos da Nova Aliança”.

Paulo retrata o amor como o dom maior e eterno a ser vivido por todo aquele que segue Jesus, e que 
possui uma superioridade incontestável sobre qualquer outro carisma.

O caminho do amor é o caminho mais seguro, mais acessível a todos, e consiste no caminho insubstituível que conduz à Salvação.

Não se trata de um amor qualquer, trata-se do amor-'ágape', onde não há resquícios de egoísmo, mas é o amor gratuito, desinteressado, sincero, fraterno, que se preocupa com o outro, sofre pelo outro, que procura o bem do outro sem nada esperar em troca.

O Apóstolo enumera 15 características ou qualidades do verdadeiro amor, sendo sete apresentadas de forma positiva, e as outras de forma negativa.

Resumindo, a passagem pode ser dividida em três partes:

1 - O confronto entre a caridade e os carismas – (13,1-3);
2 - As características principais e operativas da caridade – (13,4-7);
3 - A perfeição da caridade e sua perenidade – (13,8-13).

Reflitamos:

- Qual é a qualidade do amor que vivemos na comunidade cristã?

- Vivemos o amor cristão, o amor "ágape", o amor generoso, por pura gratuidade?

Na passagem do Evangelho (Lc 4,21-30) descreve a rejeição enfrentada por Jesus, quando desprezado pelos habitantes de Nazaré e pelos próprios parentes, por não compreenderem e não aceitarem a Sua missão.

A missão de Jesus frustra na medida em que não propicia espetáculos. O Deus a quem Jesus vive fidelidade até o fim tem uma séria proposta de salvação a ser concretizada na vida daquele que crê.

Assim como os Profetas, o próprio Senhor enfrentou a incompreensão, a incredulidade, a solidão, o risco, a doação e autoentrega de Sua vida.

Reflitamos:

- Quem é Jesus para mim? Qual Sua missão e como a vivo?
- Como vivo a minha fidelidade a Jesus, como discípulo missionário?

- Quais as incompreensões e rejeições que passo por causa do anúncio e testemunho da Boa-Nova?
- Sinto alegria em continuar, sob a ação do Espírito, como Igreja, a missão de Jesus?

Concluindo: O amor é o “motor” de nossa missão, o amor-"ágape": Cristo que ama em nós. Somos vocacionados para o amor, para a profecia, sob a ação do Espírito Santo.

Se inflamados por este amor, continuaremos nosso caminho vivendo a vocação profética, sendo no mundo luz, da terra o sal, sem jamais perder o sabor.

A chama da profecia (IVDTCB)


A chama da profecia

A Liturgia do 4º Domingo do Tempo Comum (ano B) é um grande convite para reflexão e aprofundamento de nossos compromissos proféticos com o Projeto de Deus. 

Não é possível que nos conformemos com os projetos de egoísmo e de morte que roubam a beleza do mundo escravizando as pessoas, roubando-lhes a dignidade. O Projeto de Deus é de liberdade e vida plena.

Deus incansável em Seu Amor suscita Profetas para fazê-lo acontecer e ainda mais, envia Seu próprio Filho, Jesus, cuja ação libertadora aprofundaremos com o Evangelho.  Deus não se cansa da humanidade!

No entanto, para que a missão profética seja realizada é preciso tomar consciência das realidades transitórias e com sabedoria perceber as prioridades que nos consomem e nos movem.

Na passagem da primeira Leitura (Dt 18, 15-20) o Povo de Deus é exortado à fidelidade, à Aliança com Deus e ao cumprimento de Sua Lei. Cabe ao Profeta ser a voz do próprio Deus; aquele que fala em Seu nome. É preciso que o povo saiba distinguir quais sãos os falsos e os verdadeiros Profetas.

É preciso ouvir os Profetas quando, de fato, falam em nome de Deus, porque o ser profeta não é uma iniciativa humana, antes é uma prerrogativa divina. Ele escolhe a quem bem quer para transmitir Sua Mensagem.

Ninguém é Profeta por escolha própria. É ele apenas um instrumento nas mãos de Deus, e para tanto deve viver em fidelidade absoluta e em empenho total.  Está ele a serviço de Deus, exclusivamente.

Na passagem da segunda Leitura (1 Cor 7,32-35), continuamos a reflexão sobre o que é efêmero e eterno. Lembrando o que disse o Apóstolo Paulo “a figura deste mundo passa”, o tempo é breve e é preciso saber definir as escolhas, sem jamais ancorar a vida em realidades transitórias.

Paulo fala ainda da riqueza do celibato em favor do Reino, que se confere a quem o abraçou livre, alegre e conscientemente (desprendimento, doação, disponibilidade).

Na passagem do Evangelho (Mc 1,21-28), Jesus Se revela como o Messias libertador. Ele está em Cafarnaum e liberta um homem possuído por um espírito mau. Fala e age com autoridade, diferente dos escribas. Liberta em pleno sábado, colocando a vida acima da Lei. Age com a autoridade que o Pai Lhe confiou.

Somente Deus pode em qualquer tempo devolver a vida e a liberdade perdidas. Não há tempo para o mal ser feito, mas há todo tempo do mundo para que o bem seja feito.

A ação de Jesus junto aos discípulos é um anúncio de que veio libertar a pessoa de tudo aquilo que a faz prisioneira, roubando-lhe a vida, a dignidade. Ele mesmo dirá “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10,10).

Os seguidores de Jesus terão que continuar esta missão, não poderão cruzar os braços diante da aparente força do mal, mas superar todo sentimento de indiferença e impotência.

O discípulo de Jesus deverá ter o coração seduzido para não realizar mal sua missão; libertando-se dos espíritos maus, iluminado pelo Espírito do Senhor será precioso instrumento do Reino de Deus.

Há realidades a serem transformadas (política, econômica, social, trabalho, família). É preciso que embarquemos nesta aventura tornando-nos cúmplices de Deus na construção de um mundo novo.

O discípulo vivendo a missão profética sabe que pode contar com a força da Palavra para agir com autoridade, consciente que sua ação é a ação do próprio Jesus.

Supliquemos a Deus para que o Seu Espírito pouse sobre cada um de nós, para que a chama profética acesa no Batismo assim se mantenha, renovando nossa fidelidade ao Projeto de Amor e Vida que Deus tem para nós.

Deste modo, por Deus libertos, e d'Ele instrumentos fiéis e corajosos de libertação, para que vislumbremos e participemos de uma nova realidade.

Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal

sábado, 31 de janeiro de 2026

A esperança cristã nos dá coragem na travessia

                                         


A esperança cristã nos dá coragem na travessia

Mantenhamos viva a esperança cristã, pois tão somente ela retorna e realiza a esperança do povo eleito, que tem a sua origem e modelo na esperança de Abraão, o qual, em Isaac, foi cumulado das promessas de Deus e purificado pela provação do sacrifício (cf. Gn 17,4-8; 22,1-18).

Fortaleçamos a esperança cristã e acreditemos nas promessas divinas contra toda a esperança humana, a exemplo de Abraão que teve esperança e acreditou, e como nos falou o Apóstolo Paulo, tornou-se pai de muitas nações (cf. Rm 4, 18).

Testemunhemos a esperança cristã que se manifestou, desde o princípio na pregação de Jesus, no anúncio das Bem-Aventuranças, pois tão somente elas elevam a nossa esperança para o céu, como nova terra prometida e traçam o nosso caminho através das provações próprias e presentes na vida dos discípulos missionários do Senhor.

Sejamos guardados e firmados, por Deus, na esperança que não nos decepciona (Rm 5,5), pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo e da sua dolorosa paixão e gloriosa Ressurreição.

Continuemos nossa travessia no mar revoltoso, contra todos os ventos e tempestades, ancorados na esperança que é “a âncora da alma, inabalável e segura” que penetra [...]«onde entrou Jesus como nosso precursor» (Hb 6, 19-20).

Sejamos armados pela esperança, a arma que nos protege no combate da salvação: “Revistamo-nos com a couraça da fé e da caridade, com o capacete da esperança da salvação” (1 Ts 5, 8). Proporciona-nos alegria, mesmo no meio da provação: “alegres na esperança, pacientes na tribulação” (Rm 12, 12).

Trilhemos o caminho da perfeição e santidade, revigorados e nutridos pela oração, particularmente na oração do Pai-Nosso, resumo de tudo o que a esperança nos faz desejar, participantes do Sagrado Banquete, alimentados pelo Pão da Palavra e da Eucaristia. Amém.


PS: Fonte inspiradora: Catecismo da Igreja Católica – parágrafos n. 1819-1820

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