domingo, 11 de janeiro de 2026
Batismo: dom e graça divina (Batismo)
sábado, 10 de janeiro de 2026
Batismo de Jesus e a divina graça a nós alcançada (Batismo)
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de São
Marcos (Mc 1,7-11), em que Jesus é batizado por João Batista.
Com a aceitação
do Batismo, temos a investidura messiânica oficialmente, quando o Espírito
desce sobre Jesus – “O
que foi o Batismo para Cristo? Um mistério de manifestação do poder do Espírito
na fraqueza da carne” (1).
Diferente do
nosso, o Batismo de Jesus inaugura a sua vida pública e se vislumbra o caminho
que deverá percorrer: como Cordeiro será imolado e vai tirar todo o pecado do
mundo; Sua morte o fará como primogênito do verdadeiro Povo de Deus, a pedra
angular de um mundo novo.
Pelo Batismo,
somos incorporados no edifício do Reino, e recebemos um vínculo para sempre com
Jesus, com o Batismo no Espírito. Tornamo-nos pedras vivas da Sua Igreja – “Com o dom do
Espírito, todo homem atinge na fé, a contemplação e o gosto do Mistério do
plano da Salvação” (Gaudium et spes n. 15).
Para nós,
cristãos, “...o Batismo vai
buscar força às águas do Jordão, santificadas pela intervenção de Cristo”
(2), de modo que, pelo Batismo, na concepção Paulina – “...fomos ‘cosepultados’
na Sua morte salvífica, fomos ‘co-ressuscitados’ com Ele na vida nova, com Ele
subimos ao Céu e com Ele fomos conduzidos à direita do Pai, -expressão do Seu
braço forte, erguido para a Salvação de todos” (3).
Neste sentido,
podemos compreender, mais tarde as palavras de Jesus: “Devo receber um batismo e qual não é minha angústia,
enquanto ele não se consuma!” (Lc 12,50).
De fato, o
Batismo de Jesus nas águas do Jordão e Sua morte na cruz são a prova de sua messianidade
testemunhado pelo Espírito, água e Sangue, como nos fala o São João em sua
Primeira Carta (1 Jo 5,5-13), proclamada na passagem da primeira Leitura.
Contemplemos a
presença de Cristo continuamente atualizada nos Sacramentos da Igreja,
particularmente na água do Batismo que nos introduz na Igreja e nos comunica a
vida divina, e na Eucaristia, carne e sangue de Cristo, que “fonte e ápice da
vida cristã” (Sacrosanctum
Concilium n. 10 e Presbyterorum Ordinis
n. 5).
Trilhemos, como
batizados, discípulos missionários do Senhor, o itinerário de Cristo, a fim de
que se realize nossa santificação e nos empenhemos na salvação de todos, como
Igreja Sinodal que somos, sempre caminhando juntos, na comunhão, solidariedade
criando e fortalecendo vínculos fraternos.
Oremos:
“Ó Deus, sede a luz dos vossos fiéis e
abrasai seus corações com o esplendor de vossa glória, para reconhecerem sempre
o Salvador e a Ele aderirem totalmente. Por N.S.J.C. Amém.” (4)
(1)
Lecionário Comentado – Tempo do Advento/Natal – Editora Paulus –
2011 – pág. 320
(2)
Idem p. 320
(3)
Idem p. 320
(4)
Oração do Dia – Missa antes da Epifania do Senhor
PS: fonte de pesquisa – Missal Cotidiano – Editora Paulus -1998
– pág.138-139
Aprendamos com João Batista
Aprendamos com João Batista
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de João (Jo 3,22-30), em que nos apresenta uma comparação entre a missão de João Batista e de Jesus Cristo.
Diante do ciúme e inveja dos discípulos pela missão de Jesus, apresentamos quatro pontos da resposta de João Batista:
- Ele deu o que recebeu com o dom de Deus e não se busca a si próprio – “Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu” (Jo 3,27);
- Relembra o testemunho anterior dado a Jesus no qual afirma a superioridade de Jesus – “Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’” (Jo 3,28);
- Não se sente ofendido ou magoado, ao contrário, é tomado de grande alegria ao ver o afluxo de gente em torno de Jesus, porque ele é o amigo do esposo, desejoso apenas que a esposa (o povo) se encontre com o esposo (Jesus Cristo). Note-se que no Antigo Testamento, o matrimônio é símbolo da Aliança do Povo com Deus – “É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa” (Jo 3,29);
- A consciência de sua missão no plano de Deus é evidenciada – “Ele deve crescer, e eu diminuir” (Jo 3,30).
Com João Batista, temos algumas lições a aprender, como discípulos missionários do Senhor, a fim de que nosso discipulado cumpra a sua missão.
A humildade necessária, com a consciência de que não nos anunciamos, mas ao Senhor, e tudo devemos fazer com gratuidade e alegria, no serviço em favor de nossos irmãos e irmãs.
Que Deus nos dê a graça do aprendizado destas lições para o fecundo discipulado. Amém.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
A floresta de nossos sonhos
A
floresta de nossos sonhos
Sonhos,
quem não os tem, ora belos, ora nem tanto assim.
Sonhos
que ora nos movem, ora nos inquietam...
Se
somados um ao outro, formam uma grande floresta.
Não
haveria floresta sem a menor das sementes, folhas e flores.
Viver
é ter coragem de visitar a floresta de nossos sonhos.
Sonhos
que podem ser simples devaneios,
Sem
conexão com as marcas da realidade inserida;
Mas,
se relidos, podem alargar horizontes de medos e mesquinhez.
Sonhos
de loucos, de esperanças vãs e insensatas,
De
impossível realização, poderão dizer alguns,
Ou
apenas o silêncio, palavras contidas,
Pela
ausência da coragem, de sincera expressão.
Sonhos
acordados de poetas nas florestas encantadas,
Enamorados
pela vida, olhar transcendente,
Que
colore o cinza triste de paisagens sombrias
E
emprega a luminosidade para vencer o horror da escuridão.
Adentrar
as florestas de nossos sonhos em todas as estações.
No
verão, refrescar nas fontes revitalizantes da Palavra divina;
Na
primavera, não desistir de contar as flores de suave perfume;
No
inverno, aquecer-se na fogueira com o Fogo Divino.
No
outono, coragem de contemplar folhas caídas,
Podas
necessárias para um novo germinar, florescer,
Na
certeza de que frutos não haverão de faltar:
Saborosos
frutos do Espírito, Ele há de nos conceder.
Assim
são as florestas de nossos sonhos a serem visitadas.
Nelas,
por vezes, espaços desertificados ou ajardinados.
Dias
difíceis, tempos de escuridão e secura da alma,
Outros, nutridos em “cascatas de leite e mel”. Adentremos...
"Salve, Rainha”
“Venha a nós o Vosso Reino..."
Rezando com os Salmos - Sl 114 A (116A)
Nosso Deus é amor-compaixão
“–1 Eu amo o Senhor, porque
ouve
o grito da minha oração.
–2 Inclinou para mim Seu ouvido,
no dia em que eu o invoquei.
–3 Prendiam-me as cordas da morte,
apertavam-me os laços do abismo;
= invadiam-me angústia e tristeza:
4 eu então invoquei o Senhor:
"Salvai, ó Senhor, minha vida!
–5 O Senhor é justiça e bondade,
nosso Deus é amor-compaixão.
–6 É o Senhor quem defende os humildes:
eu estava oprimido, e salvou-me.
–7 Ó minh'alma, retorna à tua paz,
o Senhor é quem cuida de ti!
=8 Libertou minha vida da morte,
enxugou de meus olhos o pranto *
e livrou os meus pés do tropeço.
–9 Andarei na presença de Deus,
junto a Ele na terra dos vivos.”
O Salmo
114(116 A) é uma Ação de graças de alguém que foi salvo de grande provação e
preservado da morte, agradece a Deus e sente-se renovado no amor e na fé. (1)
Elevemos
a Deus ação de graças, certos de que é preciso que passemos por muitos
sofrimentos para entrar no Reino de Deus (cf. At 14,22). Amém.
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB –
p. 827







