domingo, 4 de janeiro de 2026

A Solenidade da Epifania do Senhor (Epifania)

                                                        

A Solenidade da Epifania do Senhor

Na Solenidade da Epifania do Senhor, Salvador de todos os povos, sejamos iluminados pelo Sermão do Papa São Leão Magno (séc. V):

“Quando os três magos foram conduzidos pelo esplendor de uma nova estrela para virem adorar a Jesus, eles não O viram expulsando a demônios, ressuscitando aos mortos, dando vista aos cegos, curando os aleijados, dando a faculdade de falar aos mudos, ou qualquer outro ato que revelava seu poder divino; mas viram um Menino que guardava silêncio, tranquilo, confiado aos cuidados de Sua mãe.

Não aparecia d’Ele nenhum sinal de Seu poder, mas lhes ofereceu a visão de um grande espetáculo: Sua humildade. Por isso o espetáculo deste Santo Menino, o Filho de Deus, apresentava aos seus olhares um ensinamento que mais tarde devia ser proclamado, e o que ainda não proferia o som de sua voz, o simples fato de ver-lhe fazia já que Ele o ensinasse.

Toda a vitória do Salvador, que subjugou o diabo e ao mundo, começou pela humildade e se consumou pela humildade. Começou na perseguição, Seus dias assinalados, e também os terminou na perseguição.

Ao menino não lhe tem faltado o sofrimento, e ao que fora chamado a sofrer não lhe faltou a simplicidade da infância, pois o Unigênito de Deus aceitou, só pela humilhação de Sua  majestade, nascer voluntariamente homem e poder ser morto pelos homens.

Se, pelo privilégio de Sua humildade, Deus onipotente tem tornado nossa causa tão má, e se destruiu a morte e ao autor da morte, não repelindo o que lhe faziam sofrer os perseguidores, mas suportando com grande brandura e por obediência a seu Pai as crueldades dos que se levantavam contra Ele, quanto mais nós temos de ser humildes e pacientes, visto que, se nos advém alguma provação, isto nunca acontece sem tê-la merecido? Quem se gloriará de ter um coração casto e de estar limpo do pecado? E, como disse São João, se dissermos que não temos pecado nos enganaríamos a nós mesmos e a verdade não estaria conosco. Quem se encontrará livre de falta, de modo que a justiça nada tenha de que reprovar-lhe ou a misericórdia divina que perdoar-lhe?

Por isso, amadíssimos, a prática da sabedoria cristã não consiste nem na abundância de palavras, nem da habilidade para discutir, nem no desejo de louvor e de glória, mas na sincera e voluntária humildade, que o Senhor Jesus Cristo tem escolhido e ensinado como verdadeira força desde o seio de Sua mãe até o suplício da Cruz.

Pois quando Seus discípulos disputaram entre si, como narra o Evangelista, quem será o maior no Reino dos Céus, Ele, chamando para junto de si um menino, colocou-o no meio deles e disse: ‘em verdade vos digo, se não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Pois o que se humilhar até fazer-se semelhante a uma destas crianças, este será grande no Reino dos Céus’.

Cristo ama a infância, que Ele mesmo viveu ao princípio em Sua alma e em Seu corpo. Cristo ama a infância, mestra da humildade, regra de inocência, modelo de simplicidade.

Cristo ama a infância; para ela orienta os costumes dos maiores, para ela conduz a ancianidade. Aos que eleva ao Reino eterno os atrai a Seu próprio exemplo.

Mas se quisermos ser capazes de compreender perfeitamente como é possível chegar a uma conversão tão admirável, e por qual transformação temos de ir á idade dos meninos, deixemos que São Paulo nos instrua e nos diga: ‘Não sejais crianças quanto ao modo de julgar: na malícia, sim, sede crianças, porém adultos no juízo’.

Não se trata, pois de voltar aos jogos da infância nem às imperfeições do começo, mas em tomar uma coisa que convém também aos anos da maturidade, ou seja, que nossas agitações interiores passem prontamente, que rapidamente encontremos a paz, não guardemos rancor pelas ofensas, nem cobicemos as honras, mas amemos estarmos unidos, e guardemos uma igualdade conforme a natureza.

É um grande bem, de fato, que não saibamos alimentar nem ter gosto pelo mal, pois inferir e devolver injúria é própria da sabedoria deste mundo. Pelo contrário, não devolver mal por mal é próprio da infância espiritual, toda cheia de equanimidade cristã.

A esta semelhança com as crianças nos convida, amadíssimos, o Mistério da Festa de hoje. Esta é a forma de humildade que nos ensina o Salvador adorado pelos magos.” (1)


(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes – 2013 - pp.299-301

Em poucas palavras... (Epifania)

 


“O grande Cristo, brilha mais que o Sol sobre todos os seres”

“«A vida derramou-se sobre todos os seres e todos são inundados duma grande luz: o Oriente dos orientes invade o universo e Aquele que era "antes da estrela da manhã" e antes dos astros, imortal e imenso, o grande Cristo, brilha mais que o Sol sobre todos os seres. É por isso que, para nós que n'Ele cremos, se instaura um dia de luz, longo, eterno, que não se extingue: a Páscoa mística»” (1)

 

(1)  Citado no parágrafo n. 1165 do Catecismo da Igreja Católica - Pseudo-Hipólito de Roma, In sanctum Pascha 1, 1-2: Studia patristica mediolanensia 15, 230-232 (PG 59, 755).

Com Ele, vamos mais longe... (Epifania)

                                                    

Com Ele, vamos mais longe...

Retomemos parte de um dos Sermões do Abade São Bernardo (séc. XIII) no qual reflete sobre o Mistério da Salvação:

“O Santo, que nascer de ti, será chamado Filho de Deus (cf. Lc 1,35), fonte de sabedoria, o Verbo do Pai nas alturas! Este Verbo, através de ti, Virgem Santa, se fará Carne, de modo que Aquele que diz: Eu no Pai e o Pai em mim (Jo 10,38), dirá também: Eu saí do Pai e vim (Jo 16,28)...

... Que poderia antes o homem pensar sobre Deus, a não ser talvez fabricando um ídolo no coração? Era incompreensível e inacessível, invisível e inteiramente impensável; agora, porém, quis ser compreendido, quis ser visto, quis ser pensado.

De que modo, perguntas? Por certo, reclinado no Presépio, deitado ao colo da Virgem, pregando no Monte, pernoitando em Oração; ou pendente da Cruz, pálido na morte, livre entre os mortos e dominando o inferno; ou ainda ressurgindo ao terceiro dia, mostrando aos Apóstolos as marcas dos cravos, sinais da vitória, e, por último, diante deles subindo ao mais alto do céu...”

Para muitos o Natal passado literalmente ficou no passado de um dia comemorado com noites mal dormidas, ceias fartas, músicas, precedidos de todos preparativos peculiares (árvores de natal, presépios, luzes piscando, o velho papai Noel esperado, amigos secretos...).

Para muitos o Natal se traduziu em maiores vendas, lucros esperados; para outros ficaram as dívidas programadas, cartões de crédito a serem cobertos nos dias de um ano Novo que se traduz na continuidade de virar páginas de uma agenda, arrancar folhinhas de um calendário...

- Mas o que ficou de bom e permanente desde o primeiro Natal ocorrido e o último celebrado?
- O que aquele Nascimento a cada ano celebrado inaugurou e, de fato, se renova no coração da humanidade?

É Natal ainda e sempre será quando contemplamos Jesus como São Bernardo nos convida a refletir: quando amamos com toda alma e entendimento e com toda força Aquele que até então incompreensível fez-Se compreendido por quem tem coração aberto e de boa vontade; acessível, tangível, visível, tocável para que os que se permitiram deixar tocar por mais belo Mistério de Sua Encarnação.

É Natal ainda e sempre será para quem não confinou o menino à frieza de uma estátua colocada num presépio. Mas para quem do coração uma manjedoura fez, e acolhendo Jesus também abraçou Seu Projeto de Vida e de Amor; para quem contemplou a Manjedoura associando-a imediatamente com a Cruz; para quem viu o Menino entrando na história da humanidade, e acreditou, mesmo sem ter visto, na entrada do Corpo do Morto na Glória de Deus, agora Ressuscitado.

É Natal e para sempre será para quem por Sua Luz se deixar guiar, reconhecendo na Criança a realeza, a divindade e a humanidade (ouro, incenso e mirra – presentes dos Reis Magos), fazendo prolongar a grande Festa da Epifania.

É Natal e para sempre será para quem d’Ele fizer sua verdadeira e imprescindível riqueza (ouro), único mediador (incenso) e exalar o Seu mais belo Perfume de Amor (mirra).

É Natal e para sempre será quando a Epifania em nossa vida se prolongar, pela luz divina nossa vida toda se iluminar.

Não há outra verdade mais bela e perene a acolher e aceitar.  Não há outro caminho a trilhar, não há outra vida a desejar, se não a eternidade alcançar.

Somente com Ele e para Ele haveremos de viver, para a eternidade merecer.

Em poucas palavras... (Epifania do Senhor)

                                                  


A luz de Cristo, única luz da Igreja

“«A luz dos povos é Cristo: por isso, este sagrado Concílio, reunido no Espírito Santo, deseja ardentemente iluminar todos os homens com a sua luz que resplandece no rosto da Igreja, anunciando o Evangelho a toda a criatura» (Lumen Gentium n.1).

É com estas palavras que começa a «Constituição Dogmática sobre a Igreja» do II Concilio do Vaticano. Desse modo, o Concílio mostra que o artigo de fé sobre a Igreja depende inteiramente dos artigos relativos a Jesus Cristo.

A Igreja não tem outra luz senão a de Cristo. Ela é, segundo uma imagem cara aos Padres da Igreja, comparável à lua, cuja luz é toda reflexo da do sol.” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 748

Em poucas palavras... (Epifania)

                                                 


“A Igreja é, por sua própria natureza, missionária...”

“«Consumada a obra que o Pai confiou ao Filho para cumprir na terra, no dia de Pentecostes foi enviado o Espírito Santo para que santificasse continuamente a Igreja» (LG 4).

Foi então que «a Igreja foi publicamente manifestada diante duma grande multidão» e «teve o seu início a difusão do Evangelho entre os gentios, por meio da pregação» (AG 4).

Porque é «convocação» de todos os homens à salvação, a Igreja é, por sua própria natureza, missionária, enviada por Cristo a todas as nações, para de todas fazer discípulos (Mt 28,19-20; AG 2,5-6).” (1)

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.767

A Divina Misericórdia veio ao encontro da miséria humana (Epifania do Senhor)

                                                 


A Divina Misericórdia veio ao encontro da miséria humana

“... Deus Se fez homem para
que o homem se tornasse Deus.”

O Bispo Santo Agostinho (séc. V), quando da Festa da Epifania, assim falou em seu Sermão:

“... Deus Se fez homem para que o homem se tornasse Deus. Para que o homem comesse o pão dos Anjos, o Senhor dos Anjos Se fez homem...

O homem pecou e tornou-se culpado; Deus nasceu como homem para libertar o culpado. O homem caiu, mas Deus desceu. O homem caiu miseravelmente, Deus desceu misericordiosamente; o homem caiu por orgulho, Deus desceu com a Sua graça...

Só nasceu sem pecado Aquele que não foi gerado por homem nem pela concupiscência da carne, mas pela obediência do Espírito”.

Mais tarde o Abade São Bernardo (séc. XII) nos questionou sobre a nossa resposta de amor à misericórdia divina:

“Poderá haver prova mais eloquente de Sua misericórdia do que assumir nossa miséria? Poderá haver maior prova de Amor do que o Verbo de Deus, Se tornar como a erva do campo por nossa causa?...

Não perguntes, ó homem, por que sofres, mas por que Ele sofreu por ti. Vendo tudo o que fez em teu favor, considera o quanto Ele te estima, e assim compreenderás a Sua bondade através de Sua humanidade, tanto maior Se revelou em Sua bondade; quanto mais Se humilhou por mim, tanto mais digno é agora do meu amor.”

Esta temática da miséria humana e misericórdia divina, bem como a Encarnação do Verbo que Se fez carne divinizando o homem, são recorrentes na Literatura Espiritual da Igreja, como podemos perceber ao refletir sobre o Tratado “Refutação de todas as heresias” do Presbítero Santo Hilário (séc. III):

“Não fundamentamos nossa fé em palavras sem sentido, nem nos deixamos arrastar pelos impulsos do coração ou persuadir pelo encanto de discursos eloquentes. Nossa fé se fundamenta nas Palavras pronunciadas pelo poder divino.

Estas Palavras, Deus as confiou a Seu Verbo que as pronunciou para afastar o homem da desobediência; não quis obrigá-lo à força, como a um escravo, mas chamou-o para uma decisão livre e responsável.

Esse Verbo, o Pai enviou à terra no fim dos tempos; não o queria mais pronunciado por meio dos Profetas nem anunciado por meio de prefigurações obscuras, mas ordenou que Se manifestasse de forma visível, a fim de que o mundo, ao vê-Lo, pudesse salvar-se.

Sabemos que o Verbo assumiu um corpo no seio da Virgem e transformou o homem velho em uma nova criatura. Sabemos que Ele Se fez homem da nossa mesma substância. Se não fosse assim, em vão nos teria mandado imitá-Lo como Mestre.

De fato, se esse Homem tivesse sido formado de outra substância, como poderia ordenar-me que fizesse as mesmas coisas que Ele fez, a mim, frágil que sou por natureza? Como poderíamos então dizer que Ele é bom e justo?

Para que não o julgássemos diferente de nós, suportou fadigas, quis ter fome e não recusou ter sede, dormiu para descansar, não rejeitou o sofrimento, submeteu-Se à morte e manifestou a Sua Ressurreição. Em tudo isto, ofereceu Sua própria humanidade como primícias, para que tu não desanimes no meio do sofrimento, mas, reconhecendo tua condição de homem, esperes também receber o que Deus lhe deu.

Quando contemplares Deus tal qual é, terás um corpo imortal e incorruptível, como a alma, e possuirás o Reino dos céus, tu que, peregrinando na terra, conheceste o Rei Celeste; viverás então na intimidade de Deus e serás herdeiro com Cristo.

Todos os males que suportaste sendo homem, Deus os permitiu precisamente porque és homem; mas tudo o que pertence a Deus, Ele promete conceder-te quando fores divinizado e te tornares imortal. Conhece-te a ti mesmo, reconhecendo a Deus que te criou; pois conhecer a Deus e ser por Ele conhecido é a sorte daquele que foi chamado por Deus.

Por conseguinte, não vos envolvais em contendas como inimigos, nem penseis em voltar atrás. Cristo é Deus acima de todas as coisas, Ele que decidiu libertar os homens do pecado, renovando o velho homem que tinha criado à Sua imagem desde o princípio, e manifestando nesta imagem renovada o amor que tem por ti.

Se obedeceres aos Seus Mandamentos e por tua bondade te tornares imitador d’Aquele que é o Bem supremo, serás semelhante a Ele e Ele te glorificará. Deus que tudo pode e tudo possui te divinizará para Sua glória.”

Bispos, Abades, Presbíteros, e tantos outros, deixaram no patrimônio espiritual da Igreja escritos como estes, que nos convidam a aprofundar nosso relacionamento de amor para com Deus.

Escrevamos uma História de correspondência à misericórdia divina, apesar de nossa miséria, e que esta reflexão nos lembre de quão preciosos somos aos olhos de Deus, a ponto de ter-Se feito um de nós para nos redimir, nos divinizar e nos eternizar em Sua Eterna presença, introduzindo-nos em Seu Sagrado Coração, que, quando trespassado pela lança, jorrou Sangue e Água.

Urge nos interrogarmos sobre o modo como podemos melhor corresponder à misericórdia divina a partir do que somos e fazemos, do que pensamos e sentimos. Somente assim, apesar da miséria que somos, revelaremos o imensurável Amor de Deus por nós.

Deste modo, a felicidade de uma pessoa, é diretamente proporcional ao quanto ela reconhece a sua miséria, e ao quanto procura corresponder à misericórdia divina.

Sejamos felizes vivendo este santo propósito!


PS: com vistas à Epifania do Senhor.

Epifania do Senhor: Deus Se revelou, nossa vida mudou… (Epifania)

                                                    

Epifania do Senhor:
Deus Se revelou, nossa vida mudou…

Aquele Menino que nasceu e Se manifestou ao mundo também passará pela realidade cruenta da morte para vencê-la, abrindo-nos a perspectiva de eternidade:

“Senhor, para os que creem em Vós a vida não é tirada, mas transformada, e desfeito nosso corpo mortal, nos é dado nos céus um corpo imperecível”, se por ora habitamos em casebres, nos é dado nos céus mansão celestial, pois Ele nos assegurou no Evangelho de João que na casa do Pai há muitas moradas, e Ele Se antecipou para nos prepará-la.

A Igreja nos oferece a cada ano a graça de celebrar a Solenidade da Epifania do Senhor que é a Manifestação de Jesus como Salvador de todos os povos e em todos os tempos…

Deus Se revela como Sol Nascente que veio nos visitar, a vida redimir, a humanidade, com Sua Luz resplandecente, iluminar!

São Pedro Crisólogo, Bispo do século V, assim nos apresentou esta bela Festa: 

“Hoje os magos que o procuravam resplandecente nas estrelas, O encontram num berço. Hoje os Magos veem claramente, envolvido em panos, Aquele que há muito tempo procuravam de modo obscuro nos astros.

Hoje os Magos contemplam maravilhados, no presépio, o céu na terra, a terra no céu, o homem em Deus, Deus no homem e, incluído no corpo pequenino de uma criança, Aquele que o universo não pode conter.

Vendo-O, proclamam sua fé e não discutem, oferecendo-Lhe místicos presentes: incenso a Deus, ouro ao rei e mirra ao que haveria de morrer. Assim o povo pagão, que era o último, tornou-se o primeiro, porque a fé dos Magos deu início à fé de todos os pagãos”.

No seguimento de Jesus, não seguimos mais uma estrela, mas o próprio Sol Nascente que nos veio visitar. O  menino da manjedoura é a luz do mundo, e pregando a Boa Nova do Reino Ele dirá – “Eu Sou a luz do mundo, quem Me segue não anda nas trevas, mas tem a luz da vida” (Jo 8,12)

Quem se deixa guiar pela luz divina poderá ser um pequeno e valioso sinal de Sua luz para tantos quantos precisarem.

Outra reflexão que a Festa nos desperta:
Os magos do Oriente dão ao Menino Deus o que têm de melhor. Reconhecem na Criança a realeza (Ouro), Ele é o grande Rei;
A divindade (Incenso), porque Ele é o sumo Deus;
A humanidade (Mirra), pré-anunciando a sepultura.
Jesus é divindade visibilizada na fragilidade de Sua humanidade e é Rei e Senhor de todas as nações.

Somos interpelados:
- A quem devemos nos curvar: a Herodes ou ao Deus vivo e verdadeiro?
Os magos nos deram a resposta, façamos o mesmo!

- Fomos, por Deus, presenteados, agraciados com o Verbo que Se fez Carne. Como podemos retribuir o Amor de Deus?

- Os reis magos levaram o que tinham de melhor para o Menino Deus. Em mais um ano que inicia, o que temos de melhor a oferecer?

Dando o melhor de nós mesmos a Deus, a Sua Igreja e ao próximo, vivendo o Mandamento do Amor a Deus, tendo-O como primeiro na ordem dos preceitos, amando-O no próximo como o primeiro Mandamento na ordem da execução (Santo Agostinho).

O verdadeiro encontro com Deus nos leva a rever nossos caminhos e se necessário ter a coragem de mudar. De fato, o caminho de Deus e Seus pensamentos não são os caminhos e pensamentos humanos.

Aquele que Se revelou, há de ser revelado.

Epifania é revelar ao mundo o Deus que desejamos, procuramos, encontramos e amamos:

“Senhor, que desejando eu Vos procure, procurando eu Vos deseje, amando-Vos eu Vos encontre, e encontrando eu Vos ame.” (Santo Anselmo).

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