Luz e Paz
“...Que a luz nos traga paz,
pureza ao coração:
longe a palavra falsa,
o pensamento vão...” (1)
(1) Liturgia das Horas - Hino das Laudes
Luz e Paz
“...Que a luz nos traga paz,
pureza ao coração:
longe a palavra falsa,
o pensamento vão...” (1)
(1) Liturgia das Horas - Hino das Laudes
Portadores da mais bela notícia
Oremos:
Senhor, por mais breve, simples e escondida que possa ser nossa vida, saibamos dar-lhe um valor infinito, tirando as pedras de tantos nomes do caminho, do coração de nosso próximo e do nosso, a fim de aplainar a estrada para a Vossa vinda gloriosa.
Senhor, que aprendamos com João Batista que, fortalecido na solidão do deserto, pela meditação e a penitência, procurou quase desaparecer ante de Vós, que deveis de fato ser ao mundo apresentado, Vossa Pessoa, Palavra e Projeto.
Senhor, renovai-nos em nós a graça e a alegria de sermos cristãos, e assim vivermos a missão de precursores Vosso, uma voz que grita no deserto do mundo, portadores Vosso e de Vossa Palavra, alegres mensageiros do Vosso Evangelho, sobretudo nas periferias existências que nos desafiam.
Senhor, colocamos em Vossas mãos nossa pobreza e impotência; nossa voz, nossas forças e toda a nossa vida, a serviço da Evangelização, como Igreja Sinodal, misericordiosa, alegre e missionária.
Senhor, que todos os dias do próximo ano, nos deixemos invadir pelas chamas de Vosso amor, a ponto de nos deixarmos queimar, como círios no altar, irradiando e testemunhando a Vossa Luz da Verdade, a serviço da vida e da esperança, sinais de Vossa Salvação presente entre nós. Amém.
Fontes: Lecionário Comentado – Volume Advento/Natal – pág.297-300 e Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 127
Evangelizadores
com ardor missionário
Iniciando
mais um ano de intensas atividades pastorais, é oportuno refletirmos, à luz do
parágrafo n. 875 do Catecismo da Igreja Católica, sobre a missão evangelizadora
de toda a Igreja.
Na
passagem da Carta aos Romanos, o apóstolo Paulo nos apresenta instigante questionamento:
«Como
hão de acreditar n’Aquele de quem não ouviram falar? E como hão de ouvir falar,
sem que alguém O anuncie? E como hão de anunciar, se não forem enviados?» (Rm
10, 14-15).
De
fato, como afirma o apóstolo, «A fé surge da pregação» (Rm 10, 17), de modo que ninguém,
nenhum indivíduo ou comunidade, pode anunciar a si mesmo o Evangelho.
Impensável
que alguém possa dar a si próprio o mandato e a missão de anunciar o Evangelho,
pois o enviado do Senhor fala e atua, não por autoridade própria, mas em
virtude da autoridade de Cristo, em nome de Cristo, pela graça d’Ele recebida.
Deste
modo, os bispos e presbíteros recebem a missão e a faculdade (o «poder
sagrado») de agir na pessoa de Cristo Cabeça e os diáconos a força de servir o
povo de Deus na «diaconia» da Liturgia, da Palavra e da caridade, em comunhão
com o bispo e com o seu presbitério.
Este
ministério é recebido por um Sacramento próprio. E na missão recebida os ministros
ordenados, na sinodalidade vivida, o fazem em comunhão com os diversos ministérios
assumidos pelos cristãos leigos e leigas das comunidades, pela graça do Batismo
recebido.
Urge que todos os batizados, com o Sacramento da Ordem ou não,
pela graça do batismo, se tornem alegres discípulos missionários do Senhor,
para anunciar e testemunhar a Palavra do Senhor em todo o tempo e em todo o
lugar - “E disse lhes: ‘Ide por todo o
mundo, proclamai o Evangelho a toda a criatura’” (Mc 16,15).