domingo, 7 de dezembro de 2025

Santo Ambrósio, o intrépido pastor

                                                                  

Santo Ambrósio, o intrépido pastor

“o segredo está em amplas e profundas
meditações sobre a Sagrada Escritura” 

A Igreja celebra no dia 7 de dezembro a memória de Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja, nascido por volta do ano 340, um autêntico pastor da Igreja que teve que lutar corajosamente contra a desagregação da sociedade do seu tempo. 

Lutou também contra o paganismo e o arianismo (teoria segundo a qual Jesus Cristo não era nem homem nem Deus, mas um ser intermediário que era superior aos homens e inferior ao Deus Pai).

O Missal Cotidiano assim nos apresenta: “Nascido de família romano cristã, e educado em Roma, tornou-se governador da Ligúria e Emília. Trazido a Milão para impedir tumultos entre católicos e arianos na eleição do novo bispo, foi imprevistamente aclamado bispo pelo povo”.

Embora catecúmeno, teve de aceitar, sendo Ordenado oito dias depois (08/12/374).

Foi um pai para os pobres e um grande benfeitor de todos os oprimidos. Conseguia ser enérgico, constante, e possuidor de vivo senso do que é prático e realizável, com raros dotes de administrador e homem de governo.

Sua atuação pastoral foi marcada por ideias claras, firmes e de retos objetivos, com bom senso aliado à marca de bondade e amabilidade. 

Além de tudo isto, reformou a Liturgia que levou o seu nome: “ambrosiana”, e nos enriqueceu com hinos religiosos. 

Consta ainda no “De officiis” (II, 136) uma corajosa afirmação e testemunho, como verdadeiro Apóstolo da caridade, pois todos recorriam a ele em qualquer necessidade, e chegou mesmo a vender vasos sagrados para o resgate de escravos – “Se a Igreja tem ouro, não é para guardá-lo, mas para dá-lo a quem dele necessita”.

Mas, chama atenção outro fato: Santo Agostinho o ouvia com entusiasmo, e foi por ele preparado à conversão e recebido na Igreja.

O Missal ainda nos diz qual o segredo da sua penetrante pregação: “o segredo está em amplas e profundas meditações sobre a Sagrada Escritura”. 

Um bispo de grande zelo apostólico, serenidade, sabedoria, coragem, fé intrépida, viva e comprometida, espiritualidade profunda...

Trata-se de um exemplo de pastor que a Igreja nos apresenta, e o temos como modelo de fidelidade no seguimento do Senhor, e contar com sua intercessão na glória da eternidade, uma graça tão indizível Deus nos concede!

Oremos:

“Ó Deus, que fizestes o bispo Santo Ambrósio doutor da fé católica
e exemplo de intrépido pastor, despertai na Vossa Igreja
homens segundo o Vosso coração, que a governem
com força e sabedoria. Por N. S. J. C. Amém!”

Pe. Tito, sua História precisa ser conhecida!

                                                


Pe. Tito, sua História precisa ser conhecida!

Em junho de 2010, recebi da redação do jornal Folha Diocesana (Diocese de Guarulhos-SP) a grata incumbência de entrevistar o Pe. Tito, figura ilustre de nossa Diocese, que  escreveu uma belíssima e riquíssima História.

Foram duas horas inesquecíveis, em que ele com impressionante vivacidade e lucidez se dedicou a esta entrevista. 

O leitor poderá se deliciar com suas respostas, refletir e aprofundar sobre a vida de um Sacerdote e, ainda, encontrar elementos questionadores no êxito da Missão Evangelizadora.

Nome: Pe. Antonio Testa, carinhosamente chamado de Pe. Tito,
Pároco Emérito da Paróquia Santo Antonio de Gopoúva

Nascimento: dia 13 de maio de 1917
Pai: João Testa e Mãe: Eva Brunelli Testa
Local de Nascimento: Jaú - SP
Data da Ordenação: 16 de janeiro de 1944

O que o motivou a ser Sacerdote?
A amizade com os padres, o fato de ser coroinha e o incentivo dos meus pais.

A qual Congregação o senhor pertence?
A Congregação de Nossa Senhora de Sion, mas quase toda minha vida foi dedicada a Cidade de Guarulhos, hoje Diocese.

Onde foram os seus primeiros anos de Ministério Sacerdotal?
Ipiranga -SP, Petrópolis - RJ, São Sebastião do Paraíso - MG e Guarulhos -SP de 1952 até o presente momento.

Quais funções significativas o senhor ocupou na Congregação?
Superior Geral da Congregação de 1959 a 1965 e Mestre de Noviço em Guarulhos. Fui também Professor de Cosmologia.

O senhor possui algum título?
Sim. Comendador do Vaticano e Cidadão Guarulhense.

Já trabalhou no exterior?
Sim. Como seminarista fui para a Bélgica (1939), e, em plena Segunda Guerra Mundial, tive que voltar para o Brasil (1941). Trabalhei também na França e Portugal

O que o senhor poderia nos contar sobre a Segunda Guerra Mundial?
Foram anos dificílimos... Fui testemunha de execuções sumárias de judeus, passei fome, sede, permaneci, por sete dias, recluso num trem sem nenhuma condição, etc.

Quais os sopros do Espírito trazidos pelo Concílio Vaticano II (1962-1965)?
Renovação total na Igreja, mais abertura para sua presença no mundo, maior compreensão e participação na vida litúrgica, maior participação feminina, mais espaço para o ministério dos cristãos leigos, maior valorização dos Sacramentos, a compreensão da língua na realização dos cultos...

Quais são as maiores dificuldades encontradas no seu Ministério Presbiteral?
Trabalhar na formação de noviços e o trabalho com enfermos infecto-contagiosos (hanseníase).

Nestes 66 anos de Vida Sacerdotal, qual é a sua maior alegria?
O dia da Ordenação e ajudar a Diocese de Guarulhos quando ainda nem era Diocese.

Quais são as âncoras que o fortalece em seu Ministério Sacerdotal?
Formação permanente, fé, oração, Sacramentos, sobretudo a Santa Eucaristia, Terço, devoção a Nossa Senhora, configuração a Jesus Cristo, no mistério da dor e da alegria, saúde e doença...

 O senhor tem acompanhado as últimas notícias sobre a vida dos Sacerdotes na mídia? Qual o seu parecer?
Leio um Jornal de Grande Circulação e, em comunhão com o Papa, sinto muita tristeza e, ao mesmo tempo, sei que não se restringe a Igreja, lamentavelmente.

Qual a saída para superação destes fatos?
Quer na família, quer no seminário a educação é fundamental. É preciso ter critérios na admissão de vocacionados. Precisamos tomar como exemplo inúmeros casos de Sacerdotes que são exemplares por suas vidas, testemunhos, doação e entrega à Igreja.

Estamos terminando o Ano Sacerdotal que o Papa nos presenteou com o tema: “Fidelidade de Cristo, Fidelidade do Sacerdote”. O Senhor acredita que correspondemos aos anseios do Papa?
Na medida do possível sim. Com 93 anos não consigo estar nas atividades, encontros realizados pelos padres. E como gostaria de participar! Sempre procuro justificar ao Bispo, através do Pároco, quando não posso comparecer.

Que avaliação o senhor faz do Pontificado do Papa Bento XVI?
No começo fiquei preocupado...  Porém, ele está fazendo um ótimo Pontificado e uma excelente transição para o próximo Papa. Suas Encíclicas são admiráveis, menciono “Deus Caritas est”. Creio que aprendeu muito com o seu antecessor, o Papa João Paulo II.  

Estamos em Plena realização do Projeto Missionário Diocesano. Quais são as áreas, frentes e realidades que mais nos desafiam para o anúncio da Boa Nova?
A realidade da juventude, a família, é preciso reavivar a participação dos católicos afastados que não tem participação assídua, fortalecimento da espiritualidade em todos os âmbitos.

Como padres, como podemos nos ajudar mutuamente na realização do ministério?
Com confiança, amizade, valorizando os dons do outro, eliminando ciúmes, promovendo encontros de partilha...

Qual a mensagem do senhor para as famílias?
Primeiramente constituir a família na Palavra de Deus, educar os filhos na fé, guardar os Mandamentos da Lei Divina...



PS: Publicado no jornal Folha Diocesana – Edição nº 167 – postado hoje em homenagem ao Pe. Tito (96 anos) que entrou na Glória de Deus no dia 07/12/2013.

Vive para sempre quem n’Ele vive e crê

                                               


Vive para sempre quem n’Ele vive e crê

“Os justos brilharão como o sol no
Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça.” (Mt 13, 43)

Ele também completou a corrida,
Guardou a fé, combateu o bom combate,
Foi diante de Deus se apresentar no céu,
Para receber a coroa da glória
Pelo Senhor prometida, e aos justos reservada.

Por alguns instantes, olhei para o alto,
Contemplei silenciosamente a concha azulada,
E, como que num mergulho na amplidão azul,
Sentindo-me tão ínfimo diante da imensidão do céu,
Silenciei em Oração, coberto pela abóbada celeste.

Lembrei-me dele e d’Aquele a quem tanto amou,
E por sessenta e nove anos, como Presbítero, se entregou.
Dos noventa e seis anos de vida, marcas da graça da longevidade,
Vividos tão intensa e apaixonadamente, também
Abençoados por Maria, Mãe d’Aquele a quem se consagrou.

Logo me vieram dois versículos, que de lábios santos emanaram:
Primeiro, da Mãe Maria na Festa das Bodas de Caná:
“Fazei tudo o que Ele vos disser“ (Jo 2,5).
Depois as Palavras do Filho Amado sobre o destino dos justos:
“Os justos brilharão como o sol no Reino do meu Pai.

Sou testemunha do quanto ele procurou ser atento
A estas inesquecíveis e indispensáveis palavras da Mãe Santíssima;
Como testemunha também o sou do quanto ele procurou
Temer, amar e servir a Trindade Santíssima:
Um Pai de Amor, o Filho Redentor, o Espírito Santificador.

Anunciou com ardor a Onipotência de o amor de Deus.
Comunicou a mensagem de Jesus Misericordioso,
Firmando os passos da comunidade na desejável fidelidade
À Suma Perfeição, Bondade Infinita, Suprema Sabedoria:
Àquele que É, sempre Foi e sempre Será.

Testemunhou, por uma vida marcada pela simplicidade e pobreza,
Que a nossa maior riqueza não são aquelas que o ladrão rouba
Ou que a traça corrói, destrói, inevitavelmente.
Viveu assistido pela presença do Santo Paráclito, Consolador e Advogado,
Nutrido incontáveis vezes pelo Pão da Vida, Inebriado pelo Cálice Sagrado.

Homem de sabedoria incontestável,
Porque, solidamente, na fé educado,
Também com um grau de erudição notavelmente alcançado,
Reflexivo e orante, com invejável discrição,
Traduziu tudo isto em amor, entrega e doação.

Ele que trazia marcas nas palmas das mãos, e,
Dentre todas elas, a marca que jamais se pode apagar:
Daquele dia, daquela Unção, no dia sagrado de sua Ordenação.
Exalando o odor de Cristo em cada Bênção, em cada absolvição,
E, de modo especial, em cada Eucaristia com zelo Celebrada.

Tinha um lume no olhar para quantos a ele acorriam.
Em atenta escuta, uma palavra de luz sempre comunicava,
Solicitude para com os aflitos, os fragilizados, os desesperançados...
Sinal do Cristo Bom Pastor, com todas as limitações
Próprias de cada um de nós, como barro na mão do Oleiro.

Então a Palavra do Sublime Mestre ressoou em meu coração,
Seu corpo desceu alguns metros na sepultura,
Mas sua alma acolhida no abraço dos Anjos e Santos e de Maria,
Adentrou a porta do céu para mergulho na eternidade,
E como um sol brilhará no Reino do Pai.

Pe. Tito, mais um sol a brilhar no Reino do Pai!
Assim prometeu Jesus, assim eu creio, e tantos creem.
Como também assim espero, e tantos esperam,
Um dia, mesma graça, sem mérito algum, alcançar,
E a face do Deus de Amor eterno, contemplar, glorificar...


PS: Escrito por ocasião da páscoa de Pe Antonio Testa (saudoso Pe. Tito Pároco Emérito da Paróquia Santo Antônio do Gopoúva - Diocese de Guarulhos - SP - (07/12/2013).

A felicidade somente se alcança na sintonia com o querer de Deus

A felicidade somente se alcança na sintonia com o querer de Deus

Tu és feliz porque Deus te predestinou,
Te escolheu, te amou, te chamou,
Te consagrou e te enviou desde o dia do Batismo.

Tu és feliz porque soubeste ouvir o chamado,
Por não ter hesitado em ter dado a resposta,
Por ter ousado largar redes e barcas,
Como pescador de vidas humanas,
Ousando alcançar outras margens...

Tu és feliz porque tiveste ouvidos para a escuta divina,
Olhos para contemplar o horizonte do Projeto Divino
Mãos para abrir, participando da consagração do  Pão Divino,
Pés sempre prontos a caminho...

Tu és feliz porque nutres a paixão pelo Reino,
Deixando-se guiar pela luz divina, revitalizando-se com o sopro do Divino, sempre com Ele que é Caminho!

Tu és feliz porque soubeste dizer sim, como Maria,
Àquele que é fonte de toda felicidade!

Tu és feliz, porque ousaste vencer as próprias inquietações e temores,
Não tendo mais o coração dividido por possíveis amores.
Ouvidos e coração abertos aos pobres e seus inúmeros clamores.

Coragem!
O Senhor está contigo.
Nada temas, a não ser o temor de não corresponder ao que Deus espera de ti.

Nada te perturbe, a não ser a procura da adesão incondicional ao Senhor, que há de ser plena, radical, para sempre ao Deus que a ama desde sempre e para sempre.

Amém!

PS: Pe. Tito fez sua Páscoa dia 07 de dezembro de 2013.

Um pouco mais sobre o Padre Tito

                                 
Um pouco mais sobre o Padre Tito

Apresento o complemento da entrevista, que revela um pouco mais deste que foi um luminar para tantos quantos o conheceram:

O que é ser padre?
Em 1944: Missão
Em 2010: Ser “sal”                   

Qualidade comentada
Em 1944: Prestativo
Em 2010: Acolhimento Fraterno                          

Livros de Leitura
Em 1944: Clássicos
Em 2010: Livro sobre os Santos  

Uma devoção
Em 1944: Nossa Senhora
Em 2010: Nossa Senhora sempre!       

Um sonho           
Em 1944: Imitar um padre exemplar   
Em 2010: Completar minha vida na fidelidade ao Bom Deus

Uma dificuldade
Em 1944: transporte                          
Em 2010: “Velhice”

Uma música religiosa                        
Em 1944 “Com minha Mãe estarei...”
Em 2010: Oração da Família

Uma música não sacra:
Em 1944: “O So le mio”                    
Em 2010: Música clássica

Um cardápio:
Em 1944: Bolinho de carne
Em 2010: “Empadão”
                       
Livro Bíblico:        
Em 1944: Evangelhos
Em 2010: Evangelho de Lucas

Livro de cabeceira
Em 1944: Imitação de Cristo              
Em 2010: Imitação de Cristo              

Se pudesse eliminaria:                        
Em 1944: Guerra/violência                 
Em 2010: Discórdia entre os povos.

O SIM de Maria e o nosso SIM!

O SIM de Maria e o nosso SIM!

Pe. Tito,
Sessenta e nove anos de vida presbiteral
Todos eles por Maria acompanhados.
Contigo, somos convidados a refletir
Sobre o seu SIM mais de uma vez ecoado!

Em inextinguível fogo de Pentecostes,
Tua vida como sopro do Espírito se anuncia.
Linguagem do amor como eterno aprendizado,
Em cada Igreja e em cada Eucaristia.

Olhemos incansavelmente para Maria,
A contemplemos na manhã da Anunciação,
A contemplemos na tarde da Paixão,
Na Manhã de Pentecostes e da Ressurreição.

Meditemos o SIM que ecoou em cada momento,
Sempre na confiança e esperança,
Sem desespero, crises, neuras ou lamento,
Em sua pureza de alma, feito anjo/criança.

SIM de Maria pela Igreja vivido.
SIM de Maria pela Igreja assumido.
Certeza de um presente com futuro,
Pois com Maria no Caminho tudo é mais seguro!


PS: Pe. Tito, fez sua Páscoa no ano de 2013.

sábado, 6 de dezembro de 2025

ORAÇÃO DO JUBILEU (2025)

 


ORAÇÃO DO JUBILEU (2025)

Pai que estás nos céus,

 que nos deste no teu filho Jesus Cristo, nosso irmão,

e a chama de caridade

derramada nos nossos corações pelo Espírito Santo

despertem em nós a bem-aventurada esperança

para a vinda do teu Reino.

 

A tua graça nos transforme

em cultivadores diligentes das sementes do Evangelho

que fermentem a humanidade e o cosmos,

na espera confiante

dos novos céus e da nova terra,

quando, vencidas as potências do Mal,

se manifestar para sempre a tua glória.

 

A graça do Jubileu

reavive em nós, Peregrinos de Esperança,

o desejo dos bens celestes

e derrame sobre o mundo inteiro

a alegria e a paz

do nosso Redentor.

A ti, Deus bendito na eternidade,

louvor e glória pelos séculos dos séculos.

Amém. (1)

 

(1) Papa Francisco

 

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG