sábado, 6 de setembro de 2025
A Lei a serviço da vida
Misericórdia acima de tudo
sexta-feira, 5 de setembro de 2025
Sedentos do Vinho Novo
Sejamos enriquecidos por um dos Sermões de um autor anônimo do século VI, que nos leva a refletir sobre a unidade da Igreja que, recebendo o dom do Espírito Santo, fala todas as línguas, de modo que todos se comunicam e se entendem.
Celebrai, pois, este dia como membros do único Corpo de Cristo.
Como preciso de Tua Palavra, ó Senhor
Como preciso de Tua Palavra, ó Senhor
No caminho, em todo o tempo, preciso de Tua Palavra: enquanto Pão para saciar a fome, enquanto Luz para iluminar as noites escuras, e quando da ausência de luz, em pleno meio-dia.
Tenho fome de Tua Palavra, e quero acolhê-la com respeito; conservando sua imutável pureza, sem nada alterar, nada acrescentar.
Vivê-la sem me inclinar às interpretações ao sabor de minhas vontades e caprichos, mas curvar-me à Tua vontade, que não necessariamente seja a minha, ainda que com renúncias e sacrifícios.
Tenho sede de Tua Palavra, como água cristalina, e saciada toda a sede, pôr-se a caminho na travessia de possíveis desertos cotidianos, até que possa fazer necessárias travessias.
Acolha eu Tua Palavra purificada, livre de escórias; a Palavra santa, na vigilância e atento para captá-la, compreendê-la e vivê-la a serviço do Reino, alcançado a graça da salvação.
Te peço, com humildade e confiança, um coração reto, sincero e livre de preocupações desnecessárias, sem apegos, a fim de que tenha tão apenas o pouco necessário, sem acúmulos, usar os bens necessários e abraçar os eternos.
Assim, dá-me sabedoria, para que saiba pedir o absolutamente necessário, sem incorrer em posturas medíocres, para que eu seja livre da opulência e da indigência, e tenha total disponibilidade e adesão a Ti no carregar da Cruz, tendo de Ti mesmos sentimentos. Amém.
PS: Fonte: Missal Cotidiano - Editora Paulus – passagem da Leitura – Provérbios (Pr 30,5-9) – p.1305
Rezando com os Salmos - Sl 78(79),1-5.8-11.13
Peregrinos de esperança e os clamores que sobem aos céus
“=1 Invadiram vossa herança os infiéis,
profanaram, ó Senhor, o vosso templo,
Jerusalém foi reduzida a ruínas!
–2 Lançaram aos abutres como pasto
os cadáveres dos vossos servidores;
– e às feras da floresta entregaram
os corpos dos fiéis, vossos eleitos.
=3 Derramaram o seu sangue como água
em torno das muralhas de Sião,
e não houve quem lhes desse sepultura!
=4 Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos,
um objeto de desprezo e zombaria
para os povos e àqueles que nos cercam.
=5 Mas até quando, ó Senhor, veremos isto?
Conservareis eternamente a vossa ira?
Como fogo arderá a vossa cólera?
=8 Não lembreis as nossas culpas do passado,
mas venha logo sobre nós vossa bondade,
pois estamos humilhados em extremo.
=9 Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador!
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!
Por vosso nome, perdoai nossos pecados!
–10 Por que há de se dizer entre os pagãos:
'Onde se encontra o seu Deus? Onde ele está?'
= Diante deles possam ver os nossos olhos
a vingança que tirais por vossos servos,
a vingança pelo sangue derramado.
=11 Até vós chegue o gemido dos cativos:
libertai com vosso braço poderoso
os que foram condenados a morrer!
=13 Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo,
celebraremos vosso nome para sempre,
de geração em geração vos louvaremos.”
O
Salmo 78(79),1-5.8-11.13 é uma lamentação sobre a destruição de Jerusalém:
“O triste espetáculo de Jerusalém
destruída pelos babilônios é interpretado como resultado das infidelidades do
povo à Aliança com o Senhor. Diante disso, o salmo pede castigo para os
inimigos e o perdão para o seu povo.” (1)
Jesus também chorou sobre
Jerusalém como vemos na passagem do Evangelho de Lucas (Lc 19,41-44):
“Se tu também reconhecesses, hoje, aquilo que conduz à paz!
Agora, porém, isso está escondido a teus olhos!”
Trata-se, portanto, de uma das páginas
evangélicas em que aparece mais claramente a profunda humanidade de Jesus. Ele
como qualquer pessoa Se comove e chora diante de fatos que provocam sofrimento,
como também aconteceu na morte de Seu amigo Lázaro (Jo 11,35).
Ainda hoje muitos são os sinais que
devem também nos interpelar pela compaixão e solidariedade, e nossas lágrimas
vertidas devem ser expressas em sagrados compromissos com a promoção e
edificação de um mundo mais justo e fraterno. Amém.
(1)
Comentário
da Bíblia Edições CNBB – pág. 795




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