quinta-feira, 4 de setembro de 2025

"Muito obrigado"

                                                      


"Muito obrigado"

Sejamos enriquecidos pelo “Tratado sobre Gratidão”, de Santo Tomás de Aquino: 

"A gratidão se compõe de diversos graus. O primeiro consiste em reconhecer (ut recognoscat) o benefício recebido; o segundo, em louvar e dar graças (ut gratias agat); o terceiro, em retribuir (ut retribuat) de acordo com suas possibilidades e segundo as circunstâncias mais oportunas de tempo e lugar" (II-II, 107, 2, c).

São os três níveis assim compreendidos:

O nível superficial: reconhecimento intelectual, cerebral;

O nível intermediário: agradecimento, dar graças a alguém por aquilo que esse alguém fez por nós; 

O nível mais profundo: retribuição, vínculo, quando nos sentirmos vinculados e comprometidos com as pessoas.

O nível mais difícil, o terceiro, o “obrigado”, deve ser compreendido assim: “Fico-vos obrigado”; “Fico obrigado perante vós”; “Fico vinculado perante vós”. Sentimos a necessidade de corresponder ao outro.

Sendo assim, quando dizemos “obrigado” a alguém, não basta o reconhecimento, ou o dar graças, é preciso o estabelecimento de um vínculo de comprometimento e resposta ao bem recebido.

Em relação a Deus, quando dizemos “obrigado, ó Deus”, reconhecemos que somente Deus é Deus e nós somos criaturas d’Ele, do qual tudo nos vem e tudo nos é concedido. Não apenas reconhecemos, mas damos graças aos bens que Ele nos concede e sentimos necessidade de correspondência ao bem que nos fez. Quanto mais profundo for nosso obrigado, maior será nossa necessidade de correspondência.

Dizer obrigado a Deus é sentir a necessidade de fazer algo bom para Ele e Suas criaturas, inseparavelmente.

O “obrigado” a Deus, que sai de nossos lábios, pede, de cada um de nós, renovação de sagrados compromissos com Ele e com Suas criaturas, colocando em comum o melhor que temos e possuímos, para que toda a vida seja melhor, em todos os seus âmbitos e sentidos. 

Em poucas palavras...

                           


A garantia da justiça social

“A sociedade garante a justiça social, quando realiza as condições que permitem às associações e aos indivíduos obterem o que lhes é devido, segundo a sua natureza e vocação. A justiça social está ligada ao bem comum e ao exercício da autoridade.”

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1928.

Em poucas palavras...

                                                


Nossa intimidade com Cristo

“A pertença a Cristo implica uma ruptura, pois determina uma opção...

A intimidade com Cristo torna-se comunhão e alimenta uma fé capaz de transportar montanhas.”

 

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus -  da passagem (1 Cor 7,25-31) – pág. 1252

Em poucas palavras...

                                                 


A fé é vida de amor

“A razão é que a fé não é só um relacionamento pessoal com Cristo, mas um relacionamento comunitário. Se escandalizo o irmão, ofendo a Cristo. A fé é vida de amor!”  (1)

 

(1)        Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 1258 - passagem bíblica  - 1 Cor 8,1b-7.11-13

Em poucas palavras...

                                         


Iluminados pelo Livro dos Provérbios

“Temos necessidade de planificar, fazer projetos, o que requer reflexão antes de agir, estudo dos fins e dos meios, para não ficarmos a meio caminho... de mãos vazias (Pr 21,5).

Não fechar os ouvidos ao grito do pobre (Pr 21,13) significa ser aberto à situação de outrem, capaz de tomar a peito a justiça e o amor, assemelhar-se a Deus.”  (1)

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 1301

Em poucas palavras...

                                     


Disciplina e entrega “paulinas” na ação evangelizadora

“Para aceitar o Evangelho e assimilá-lo em profundidade, é necessário treino, exercício, domínio do corpo, capacidade de luta.

Para evangelizar, o cristão deve ser totalmente consagrado a Deus no sentido paulino da ‘escravidão’; deve estar em contínuo exercício de ascese, deve poder dominar o próprio corpo, para chegar a uma ‘existência verdadeiramente nova’” (1)

 

 

(1)        Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 1262 – passagem bíblica – (1 Cor 9,16-19.22b-27)

Em poucas palavras...

                                                


Reconciliação com Deus e com a Igreja são inseparáveis

“As palavras ligar e desligar significam: aquele que vós excluirdes da vossa comunhão, ficará também excluído da comunhão com Deus; aquele que de novo receberdes na vossa comunhão, também Deus o acolherá na sua. A reconciliação com a Igreja é inseparável da reconciliação com Deus.” (1)

 

(1)               Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1445

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