sexta-feira, 18 de julho de 2025

Uma súplica de perdão e reconciliação

 


 

Uma súplica de perdão e reconciliação

Ó Deus, ajudai-nos na reconciliação com nosso próximo, amando não somente a quem nos ama, mas também amarmos, orarmos e perdoarmos os nossos inimigos (Mt 5,43-44).

Reconciliados convosco e com nosso próximo, sejamos testemunhas de que o amor é mais forte que o pecado, e que é condição fundamental da reconciliação (2 Cor 5,18-21).

Transfigurai-nos, configurando nosso coração, para que seja semelhante ao Coração do Vosso Amado Filho, redimidos pelo Santo Espírito. Amém.

 

 

(1) Fonte de inspiração - Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2844

 

Quanto maior a escuridão, mais a luz ilumina

                                                          

Quanto maior a escuridão, mais a luz ilumina

Sempre refletindo sobre o momento atual, que exige de nós o testemunho de uma fé Pascal, que não nos permita vacilar, retomo trechos de quatro músicas, que muito me inspiram neste bom propósito:

“Nada a temer senão o correr da luta. Nada a fazer senão esquecer o medo. Abrir o peito à força numa procura. Fugir às armadilhas da mata escura...” (Milton Nascimento);

Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz...” (Legião Urbana);

 “Ei medo... eu não te escuto mais, você, não me leva a nada. E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou. E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou...” (Jota Quest).

Quando a sua história tira a minha para dançar. Como bailarina salta e gira sem cansar. Vence a gravidade e fica leve até voar. Vendo a gente toda a gente busca o seu par. Quando um coração se acalma e volta “pro” lugar. A esperança sonolenta acorda e vai brincar. Toda a melodia é um farol guia em alto mar. Quando uma canção consola alguém valeu cantar. Quando uma canção consola alguém valeu cantar” (Oswaldo Montenegro).

Portanto, se o medo tomar conta de nós em algum momento, se a aparente derrota parecer querer devorar nossas forças, que também as canções nos embalem em novos sonhos, novas procuras, novos encontros, que somente se refazem com a presença e a Vida Nova do Ressuscitado. Aleluia!

Em poucas palavras...

 


Eucaristia autêntica: passagens necessárias

“Toda a vida cristã é contínua ‘passagem’, da morte do pecado à vida da graça, de uma vida a uma ‘mais-vida’, do egoísmo ao amor.

Dá-se deveras esta ‘passagem’? Todo dia? Num surto de doação sempre generosa aos irmãos, como Cristo, que morreu por nós?

Se não, a Eucaristia, nossa páscoa, é mera cerimônia, nada diz à vida; faltar-nos-á alegria, porque não somos ‘ressuscitados’” (1)

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus sobre a passagem do Livro do Êxodo (Êx 11,10-12.14)- pág. 1037

Em poucas palavras... (Eucaristia)

                                                           


A Santíssima Eucaristia

 

“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre sobre a terra – é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da história e vem iluminar nosso caminho.” (1)

 

(1)Papa São João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia – 2003.

 

 

 

Em poucas palavras...

                                                         


Perdão: o amor é mais forte que o pecado

"A oração cristã vai até ao perdão dos inimigos (Mt 5,43-44). Transfigura o discípulo, configurando-o com o seu Mestre. O perdão é o cume da oração cristã; o dom da oração só pode ser recebido num coração em sintonia com a compaixão divina.

O perdão testemunha também que, no nosso mundo, o amor é mais forte que o pecado. 

Os mártires de ontem e de hoje dão este testemunho de Jesus. O perdão é a condição fundamental da reconciliação (2 Cor 5,18-21) dos filhos de Deus com o seu Pai e dos homens entre si”.

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2844

O Pão da Vida, dai-nos, Senhor

                                         

O Pão da Vida, dai-nos, Senhor

À luz do Tratado sobre os Mistérios, escrito pelo bispo Santo Ambrósio (Séc. IV), reflitamos sobre a Eucaristia aos neófitos.

“O povo purificado, enriquecido com estas vestes, adianta-se para o altar de Cristo, dizendo: E entrarei até o altar de Deus, do Deus que alegra a minha juventude.

Despidas as vestimentas do antigo erro, renovada a juventude como a da águia, apressa-se em ir participar do celeste banquete. Chega, e, ao ver a ornamentação do santo altar, exclama: O Senhor é meu pastor, nada me falta; levou-me a boas pastagens. Conduziu-me às águas da quietude. E mais adiante: Mesmo que caminhe em meio às sombras da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo. Teu cajado e teu bastão são meus arrimos. Preparaste diante de mim uma mesa contra aqueles que me perseguem. Ungiste com óleo minha cabeça e como é luminoso teu cálice embriagador!

Coisa admirável o ter Deus feito chover o maná para sustentar com o alimento celeste os patriarcas. Por isso se disse: O homem comeu o pão dos anjos. No entanto, aqueles que comeram deste pão, todos eles morreram no deserto; o alimento, porém, que tu recebes, pão vivo que desceu do céu, comunica a substância da vida eterna e quem quer que dele comer não morrerá eternamente, pois é o corpo de Cristo.

Considera agora qual deles é de maior valor: o pão dos anjos ou a carne de Cristo, que é o corpo da vida. Aquele maná vem do céu; este está acima do céu. Aquele, do céu; este, do Senhor dos céus. Aquele é corruptível, se guardado para o dia seguinte; este é totalmente imune de corrupção e quem o tomar piedosamente não poderá experimentar a corrupção.

Para aqueles brotou a água da pedra; para ti, o sangue de Cristo. Àqueles, por um momento, a água saciou; a ti o sangue do Senhor refresca para sempre. O povo antigo bebe e tem sede; tu, ao beberes, não podes mais sentir sede, pois, de fato, aquilo era sombra, enquanto isto é realidade.

Se já admiras a sombra, qual não será tua admiração da realidade? Escuta como é sombra o acontecido aos patriarcas: Bebiam da pedra que os seguia; a pedra era CristoMas Deus não se agradou de muitos deles, pois caíram mortos no deserto. Estas coisas foram feitas em figura para nós. Conheces agora o que tem maior valor: a luz supera a sombra; a realidade, a figura; o corpo do Criador vale mais do que o maná do céu.” (1)

A Eucaristia é o alimento indispensável para que vivamos a graça do batismo, e darmos testemunhos da fé, esperança e caridade, virtudes divinas que nos movem, sobretudo para nós, peregrinos da esperança.

Neófitos (recém-batizados) ou não, todos precisamos deste alimento salutar e de eternidade.

Fundamental que participemos dominicalmente das Missas e tanto quanto possível das Missas nos dias da semana.

A Eucaristia é o ponto alto e a fonte de toda a nossa vida, para carregarmos com fidelidade nossa cruz de cada dia com suas renúncias necessárias.

   

(1) Liturgia das Horas - oportuna para aprofundamento da passagem do Evangelho de João (Jo 6, 24-35) proclamada no 18º Domingo do Tempo Comum.

Josué, exemplo de fidelidade ao Senhor

                                                  


Josué, exemplo de fidelidade ao Senhor 

A passagem da primeira leitura do Livro de Josué (Js 24,1-2a.15-17.18b), por volta do século XII a.C, retrata sua fase final.
 
Jamais prescindir de Deus, é a grande mensagem desta passagem para a História da Humanidade em todo o tempo.
 
É uma catequese sobre o poder do Senhor a serviço do povo, que, por sua vez precisa aceitar os dons divinos e corresponder com fidelidade à Aliança com Deus e aos Mandamentos, de modo que o Povo de Deus não pode ser seduzido por outros deuses.
 
Renovar sempre os compromissos com o Senhor é certeza de vida e liberdade. Somente em Deus e com Ele se pode encontrar a vida em plenitude. 
 
Preciosa é a afirmação de Josué na escolha: “Se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses e a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor” (Js 24,15).
 
Deste modo, Josué é apresentado como modelo de líder: vive o que fala, assume e testemunha.
 
Também nossas famílias precisam deste testemunho de Josué, para que, como pequenas Igrejas domésticas, sejam espaço do aprendizado e vivência dos preceitos divinos, a fim de resplandecer a luz divina no mundo.

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