quarta-feira, 14 de maio de 2025

São Matias, testemunha qualificada da Ressurreição do Senhor

                                                                         

São Matias, testemunha qualificada da Ressurreição do Senhor

No dia 14 de maio, celebraremos a Festa do Apóstolo São Matias, que foi escolhido para o lugar de Judas Iscariotes, sejamos enriquecidos pela Homilia escrita pelo Bispo São João Crisóstomo (séc. IV), sobre os Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse (At 1,15). Pedro, a quem Cristo tinha confiado o rebanho, movido pelo fervor do seu zelo e porque era o primeiro do grupo apostólico, foi o primeiro a tomar a palavra: Irmãos, é preciso escolher dentre nós (cf. At 1,22). Ouve a opinião de todos, a fim de que o escolhido seja bem aceito, evitando a inveja que poderia surgir. Pois, estas coisas, com frequência, são origem de grandes males. 

Mas Pedro não tinha autoridade para escolher por si só? É claro que tinha. Mas absteve-se, para não demonstrar favoritismo. Além disso, ainda não tinha recebido o Espírito Santo. Então eles apresentaram dois homens: José, chamado Barsabás, que tinha o apelido de Justo, e Matias (At 1,23). Não foi Pedro que os apresentou, mas todos.

O que ele fez foi aconselhar esta eleição, mostrando que a iniciativa não era sua, mas fora anteriormente anunciada pela profecia. Sua intervenção nesse caso foi interpretar a profecia e não impor um preceito.

E continua: É preciso dentre os homens que nos acompanharam (cf. At 1,21-22). Repara como se empenha em que tenham sido testemunhas oculares; embora o Espírito Santo devesse ainda vir sobre eles, dá a isso grande importância.

Dentre os homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, a começar pelo batismo de João (At 1,21-22). Refere-se àqueles que conviveram com Jesus, e não aos que eram apenas discípulos. De fato, eram muitos os que o seguiam desde o princípio.

Vê como diz o Evangelho: Era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus (Jo 1,40). 

Durante todo o tempo em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, a começar pelo Batismo de João. Com razão assinala este ponto de partida, já que ninguém conhecia por experiência o que antes se passara, mas foram ensinados pelo Espírito Santo. 

Até ao dia em que foi elevado ao céu. Agora, é preciso que um deles se junte a nós para ser testemunha da Sua ressurreição (At 1,22). Não disse: ‘testemunha de tudo o mais’, porém, testemunha de Sua Ressurreição.

Na verdade, seria mais digno de fé quem pudesse testemunhar: ‘Aquele que vimos comer e beber e que foi crucificado, foi esse que ressuscitou’. Não interessava ser testemunha do tempo anterior nem do seguinte nem dos milagres, mas simplesmente da Ressurreição. 
Porque todos os outros fatos eram manifestos e públicos; só a Ressurreição tinha acontecido secretamente e só eles a conheciam.

E rezaram juntos, dizendo: Senhor, Tu conheces o coração de todos. Mostra-nos (At 1,24). Tu, nós não. Com acerto O invocam como Aquele que conhece os corações, pois a eleição deveria ser feita por Ele e não por mais ninguém. Assim falavam com toda a confiança, porque a eleição era absolutamente necessária. Não disseram: ‘Escolhe’, mas: Mostra-nos quem escolheste (At 1,24). Bem sabiam que tudo está predestinado por Deus. 

Então tiraram a sorte entre os dois (At 1,26). Ainda não se julgavam dignos de fazer por si mesmos a eleição; por isso, desejaram ser esclarecidos por algum sinal”. (1)

Renovemos, portanto, nesta Festa, a alegria de também termos sido chamados para o seguimento do Senhor, como discípulos missionários, e assim contados entre os eleitos.

Agradeçamos a Deus por esta graça a nós confiada de proclamar Sua Palavra e realizar, com a presença e ação do Espírito, os sinais que Jesus realizou entre nós como vemos na passagem do Evangelho de Marcos (Mc 16,15-20).

Oremos:

“Ó Deus, que associastes São Matias ao colégio dos apóstolos, concedei-nos, por sua intercessão, que na alegria de sermos agraciados por Vosso amor, mereçamos ser contados entre os eleitos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, una unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”

(1) Liturgia das Horas - volume II - Quaresma/Páscoa - pág. 1579-1580

Como os Discípulos de Emaús, suplicamos: “Fica conosco, Senhor”

                                                          

Como os Discípulos de Emaús, suplicamos:
“Fica conosco, Senhor”

Recordemos as palavras do Papa Bento XVI, quando da Realização da V Conferência Geral Latino América e do Caribe (2007).

Façamos nossa a súplica dos Discípulos de Emaús: ‘Fica conosco, Senhor’ - "Fica conosco, pois a noite vai caindo e o dia está no ocaso" (Lc 24, 29).

“Fica conosco, Senhor, acompanha-nos mesmo se nem sempre te soubemos reconhecer. Fica conosco, porque se vão tornando mais densas à nossa volta as sombras, e Tu és a Luz; em nossos corações insinua-se o desespero, e Tu os fazes arder com a esperança da Páscoa.

Estamos cansados do caminho, mas Tu nos confortas na Fração do Pão para anunciar a nossos irmãos que na verdade Tu ressuscitaste e que nos deste a missão de ser testemunhas da Tua Ressurreição.

Fica conosco, Senhor, quando à volta da nossa fé católica surgem as nuvens da dúvida, do cansaço ou da dificuldade: Tu, que és a própria Verdade como revelador do Pai, ilumina as nossas mentes com a Tua Palavra; ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti.

Fica nas nossas famílias, ilumina-as nas suas dúvidas, ampara-as nas suas dificuldades, conforta-as nos seus sofrimentos e na fadiga cotidiana, quando à sua volta se adensam sombras que ameaçam a sua unidade e a sua natureza.

Tu que és a Vida, permanece nos nossos lares, para que continuem a ser berços onde nasce a vida humana abundante e generosamente, onde se acolhe, se ama, se respeite a vida desde a sua concepção até ao seu fim natural.

Permanece, Senhor, com os que nas nossas sociedades são mais vulneráveis; permanece com os pobres e humildes, com os indígenas e afro-americanos, que nem sempre encontraram espaços e apoio para expressar a riqueza da sua cultura e a sabedoria da sua identidade.

Permanece, Senhor, com as nossas crianças e com os nossos jovens, que são a esperança e a riqueza do nosso Continente, protege-os das tantas insídias que atentam contra a sua inocência e contra as suas legítimas esperanças.

Óh Bom Pastor, permanece com os nossos idosos e com os nossos enfermos! Fortalece todos na sua fé para que sejam Teus discípulos e missionários!”

Oração a Nossa Senhora da Alegria Pascal

                                                               

Oração a Nossa Senhora da Alegria Pascal

Ó Mãe da Alegria Pascal, corajosamente,
Soubestes viver os Mistérios da Paixão,
E alcançastes a glória da Ressurreição.
Fostes Assunta ao céu e estais junto de vosso Filho,
Coroada, porque sois Rainha do mundo.

Peço vossa intercessão, junto a Deus, por todos nós,
De modo especial pelas nossas famílias.

Que Ele nos livre de toda adversidade e de todo mal:
Doenças, desemprego, perigos de tantos nomes,
Desunião, pela falta do diálogo e compreensão.

Ajudai-nos a sermos bons seguidores do vosso adorado Filho,
Lendo e refletindo a Palavra Sagrada,
D’Ele nos alimentando na Eucaristia,
E participando ativamente de nossa comunidade,
Procurando fazer tudo o que Ele nos diz.

De modo especial, amarmos como Ele nos amou,
Orientando a nossa vida pela justiça e verdade
Participando da construção da paz e da fraternidade.
Amém!

Em poucas palavras...

                                                               


Jesus, o “Pantocrátor”

“Jesus cumpriu perfeitamente a obra do Pai e a sua oração, como o seu sacrifício estende-se até à consumação do tempo. A oração da «Hora» preenche os últimos tempos e leva-os à sua consumação. Jesus, o Filho a Quem o Pai tudo deu, entrega-Se todo ao Pai; e, ao mesmo tempo, exprime-Se com uma liberdade soberana (Jo 17,11.13.19.24), segundo o poder que o Pai Lhe deu sobre toda a carne. O Filho, que Se fez Servo, é o Senhor, o Pantocrátor. O nosso Sumo-Sacerdote que ora por nós é também Aquele que em nós ora e o Deus que nos atende.” (1)

 

 

(1)  Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 2749

 


Em poucas palavras...

                                               


Amar a Deus é resposta a um dom

“Parece um paradoxo, mas é verdade profunda: para o homem, amar a Deus significa antes de tudo deixar-se amar por Ele, porque amar a Deus nunca é iniciativa do homem, mas sempre resposta a um dom.” (1)

 

(1)Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág. 440

 

 

Em poucas palavras...

                                                            


As virtudes divinas

“Por estas (Cartas Paulinas), se as lerdes com atenção, sereis edificados na fé que vos foi dada. Ela é a mãe de todos nós (Gl 4,26), seguida pela esperança, precedida pela caridade em Deus, em Cristo e no próximo. Quem estiver envolvido por elas, cumpre o mandamento da justiça; pois quem tem a caridade mantém longe de si o pecado.” (1)

 

(1)       Bispo e Doutor da Igreja,  Santo Agostinho (séc. V)

Em poucas palavras...

 


Os sete dons do Espírito Santo

“Os sete dons do Espírito Santo são: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus. Pertencem em plenitude a Cristo, filho de David (Is 11,1-2). Completam e levam à perfeição as virtudes de quem os recebe. Tornam os fiéis dóceis, na obediência pronta, às inspirações divinas.

«Que o vosso espírito de bondade me conduza pelo caminho reto» (Sl 143, 10). «Todos aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus […]; se somos filhos, também somos herdeiros: herdeiros de Deus, coerdeiros de Cristo» (Rm 8, 14.17).” (1)


 

(1)              Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1831

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