sábado, 25 de janeiro de 2025
Permanecer na cidade e alegremente anunciar a Boa-Nova do Evangelho! (2009) (25/01)
Permanecer na cidade e alegremente anunciar a Boa-Nova do Evangelho!
Iniciando mais um ano com as bênçãos de Deus e com a proteção de Maria, Mãe de Deus, Mãe da Igreja, é importante retomarmos os caminhos que devemos trilhar.
Jamais poderemos nos esquecer dos desafios para a Evangelização na Cidade em que moramos. Porém, ainda que tão grandes o sejam, não serão maiores que a força e a imensurável graça divina que nos acompanha (são desafios comuns a toda grande cidade)
Converter – conversão em todos os níveis e de todos os envolvidos na Evangelização: leigos (as), consagrados (as), ordenados. Conversão das estruturas para que se intensifique a comunhão e a participação, respondendo aos apelos da acolhida, realidade de pastoral urbana missionária e ecumênica.
Acolher os irmãos e irmãs com alegria, como comunidade do Amor na alegre fraternidade e ternura.
Defender a vida, desde a sua concepção até o seu declínio natural, respondendo aos clamores que emergem na defesa da mesma, ressaltando sua dignidade e sacralidade. Defender a vida também enquanto meio ambiente, numa espiritualidade ecológica.
Comunicar a Boa-Nova do Evangelho através dos Meios de Comunicação já existentes, e ampliar a necessária penetração nos novos areópagos da cidade: Internet, rádio, TV, jornais, escolas, universidades, hospitais, shoppings; dar passos para o fortalecimento da Comissão Missionária Paroquial (COMIPA).
Catequizar e Evangelizar - Não é suficiente a catequese é preciso Evangelizar, permear a vida toda com o Evangelho, fazendo do mesmo princípio ético de conduta e promoção do bem comum, construção de uma sociedade justa e fraterna. Alargar os horizontes da Pastoral Paroquial, numa necessária conversão e vitalização.
Revigorar a Família diante dos incontáveis desafios (fragmentação, desestruturação, falta de diálogo...), para que ela seja sacrário vivo da vida, espaço primeiro e privilegiado da formação humana, espiritual, psicológica, assimilação dos valores que devem nortear a vida de toda pessoa e a pessoa toda para sempre...
Reavivar a evangélica opção preferencial pelos pobres no revigoramento e comprometimento sociopolítico, em busca de políticas públicas que assegurem vida, parcerias viáveis, fortalecimento dos diversos conselhos paritários...
Que os desafios apresentados, em mais um ano de intensa atividade pastoral e ação evangelizadora, encontrem corajosas respostas de todos nós: padres e agentes de pastoral, e de todos os batizados.
Que o mesmo Espírito que pousou sobre Jesus na Sinagoga de Nazaré continue repousando sobre nós para que tenhamos o Espírito do Senhor: Espírito de sabedoria e discernimento, Espírito de conselho e fortaleza, Espírito de ciência, temor e piedade (Is 11,1-3a).
Sendo a fé viva quando são as obras que falam, deixemos as obras falarem no cuidado do rebanho, por Deus, a nós confiado! (1Pd 5,1-4).
sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
Paulo, Apóstolo da liberdade autêntica! (25/01)
Paulo, Apóstolo da liberdade autêntica!
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou.
Ficai, pois firmes e não vos deixeis amarrar de novo
ao jugo da escravidão.” (Gl 5, 1)
Liberdade é a possibilidade de agir conforme a própria vontade, mas dentro dos limites da lei e das normas racionais socialmente aceitas. Ela é manifestação de um estado ou condição de quem é livre.
A liberdade pressupõe a supressão das formas de opressão anormais, ilegítimas e imorais. Amadurecimento da autonomia, independência.
Não há liberdade quando alguém está submetido a qualquer espécie de constrangimento físico ou moral, bem como impossibilitado de ir e vir.
Algumas vezes a liberdade se transveste como licença, permissão: toda a liberdade de falar, de expressar sentimentos, pareceres, não aprovação, correção, expressão do que passa no recôndito obscuro de nossa alma, sem medo de retaliação.
A liberdade se manifesta, às vezes, em surpreendente familiaridade.
Liberdade como a inexistência de quaisquer amarras, laços, correntes concretas, espirituais, imaginárias, irreais.
Liberdade de sentimento, pensamento, asas para o voo da imaginação, da criação, da invenção, da superação...
Liberdade seguida de muitos nomes; que abrevio fazendo uso da minha liberdade de também não ter que tudo dizer.
Reflitamos sobre a liberdade cristã que o Apóstolo viveu intensamente na relação de amor com o Ressuscitado, e para tanto retomemos a passagem bíblica (1Cor 9,16-19.22-23) em que ele afirma: “Ai de mim se eu não evangelizar”.
A liberdade para Paulo não consiste em fazer o que lhe apetece, o que corresponda à sua vontade, mas em acolher livremente o que Deus pensou de belo, de bom, de verdadeiro para cada um de nós, sem que nos apropriemos de Seu Projeto.
A liberdade que Paulo vivenciou é a Liberdade alcançada para quem vive no Espírito, e que deve ser manifestada na obediência à vontade divina, vivida e sentida no mais profundo do ser. Na gratuidade vivida, sem se prevalecer de nenhuma posição, título, privilégio. Viveu a gratuidade para ganhar o maior número possível de pessoas para a causa de Cristo. A liberdade cresce proporcionalmente à gratuidade vivida para com Deus.
Gratidão para com Deus, Paulo a vive intensamente, e por diversas vezes foi reconhecedor de sua condição não merecedora de ser Apóstolo do Senhor.
O Apóstolo por diversas vezes soube expressar como ninguém nossa pequenez e a nossa condição de não merecedores do quanto Deus fez, faz e pode fazer por nós.
A liberdade por ele vivida em invejável fidelidade, levou à libação de sua vida: combateu o bom combate da fé. Impressionante, também, é a lista de sofrimentos que passou por amor a Cristo e ao Evangelho (cf. 2Cor 12). Nada fez por iniciativa própria, mas por iniciativa divina (v.17).
A liberdade vivida por Paulo é testemunhada pela sua dedicação total – “tudo faço por causa do Evangelho” – (v. 23). Por último, ainda que não o seja, a liberdade é testemunhada pela sua coerência de vida: vivia pessoalmente o que anunciava com absoluta disponibilidade para os desígnios divinos.
Liberdade assim no Espírito Paulo viveu, e como ele muitos outros que a Igreja reconhece e venera e que chama de Santos.
Num mundo onde o conceito de liberdade muitas vezes se confunde com a libertinagem ou a expressão de egoísmo, de individualismo, do capricho da realização das vontades próprias, ainda que em prejuízo do outro e até do planeta em que habitamos, precisamos colocar na pauta das discussões a verdadeira liberdade.
Muito se fala de liberdade, mas talvez possamos estar apressadamente e irresponsavelmente dela nos afastando.
Aprendamos com Paulo a verdadeira liberdade que vem do Espírito. Voltemo-nos aos conceitos primeiros de liberdade que o Apóstolo anunciou e testemunhou na obediência, fidelidade, gratidão, gratuidade, coerência:
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Ficai, pois firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão.” (Gl 5, 1)
Chamados pelo Senhor (23/01)
Chamados pelo Senhor
Na passagem do Evangelho da Liturgia da 2ª sexta-feira do Tempo Comum, vemos Jesus chamando livremente doze discípulos, para viverem em comunidade, com Ele, a fim de prepará-los para constituir o novo Israel, colaboradores de Sua missão (Mc 3,13-19).
Este chamado dos doze é um mistério, porque Jesus chamou livremente quem Ele bem quis, a partir de critérios difíceis de serem humanamente compreendidos.
No Antigo Testamento, o povo de Israel é formado por Deus a partir das doze tribos dos descendentes de Abraão. Com Jesus, a Igreja se constituirá no novo povo de Deus, o povo da Nova Aliança, formado a partir dos doze discípulos escolhidos por Jesus e enviados por Ele, com poder para pregar e, com a Sua autoridade, expulsar todo o tipo de mal.
No seguimento de Jesus Cristo, como discípulos missionários, para cumprir a missão que Ele nos confia, algumas exigências, entre tantas, não podem ser esquecidas:
1. O necessário cultivo da intimidade com Jesus, nutrindo uma amizade que os configura totalmente a Ele.
2. Esta intimidade e amizade devem crescer constantemente no cultivo da meditação, oração, que consiste num diálogo contínuo com Ele; em recolhimentos necessários, silêncios fecundados pela Sua Palavra.
3. O discípulo, mais que alguém que anuncia, é alguém que permitiu que a Palavra do Divino Mestre entranhasse em seu coração, criando raízes, e se torna, portanto, também testemunha pelos frutos, ou seja, pelas obras que devem acompanhar o anúncio.
4. Alimentar-se da Verdadeira Comida e Bebida, no Banquete da Eucaristia, para prolongar na vida o que se celebrou no Altar, evitando quaisquer possibilidades de separação entre o que se celebra e o que se vive, o que se vive e o que se celebra. A Eucaristia é o Alimento indispensável dos discípulos missionários do Senhor, porque, a Eucaristia é de fato o ápice e a fonte de toda a sua vida.
Reflitamos:
- Como vivemos estas exigências?
- Quais outras exigências poderiam ser lembradas?
Supliquemos a força e a luz do Espírito Santo, protagonista principal da Evangelização, para que continuemos em plena fidelidade ao Senhor Jesus, que também nos chamou, e não pelos nossos méritos.
Vivamos incondicional e renovado compromisso com a Boa-Nova do Reino de Deus, do qual somos apenas instrumentos, o que não nos permite fragilização e desânimo, apesar das dificuldades que possamos encontrar pelo caminho.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2025
Nossa missão é revelar a bondade divina (22/01)
Nossa missão é revelar a bondade divina
“Tu és o Filho de Deus!”
(Mc 3,11)
Na quinta-feira da segunda Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 3,7-12), que nos apresenta a ação de Jesus Cristo, curando e expulsando os espíritos maus.
Jesus está envolvido por uma grande multidão de doentes por Ele curados, ou à espera de uma cura.
Sua missão é revelar o amor de Deus, curando e libertando todos que a Ele acorrerem com fé.
A libertação da doença faz parte de Sua tarefa como o Messias tão esperado, revelando assim a face paterna de Deus e Sua bondade, sobretudo para com os que mais precisam.
Nossa missão, como discípulos missionários do Senhor, também consiste em revelar a bondade de Deus, empenhados pela cura física e espiritual de todos, através do anúncio da Palavra de Deus, na graça dos Sacramentos que a Igreja ricamente pode comunicar.
Deste modo, é fundamental que fortaleçamos todas as Pastorais de nossas comunidades, para que se coloquem a serviço da vida plena e de todos.
Fortaleçamos os quatros pilares da comunidade: da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.
Nossas comunidades serão cada vez mais sinais e instrumentos do Reino, ao anunciar a Palavra de Deus, celebrar e prolongar a Eucaristia no cotidiano; viver a caridade expressa em compromisso com um mundo novo, sem dor, doenças e morte; vivendo assim a ação missionária que não a permite ficar serena e tranquila dentro de seus espaços.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2025
A Vós suplicamos, ó Pai! (21/01)
A Vós suplicamos, ó Pai!
Ó Pai de Jesus Cristo, Nosso Senhor, Vós que enviastes Vosso Filho unigênito ao mundo, para nos libertar da escravidão do pecado, nós Vos pedimos, com o coração confiante e abertos à ação do Vosso Espírito:
Renovai, em nosso meio, os prodígios de Vossa Misericórdia, para que, com nossos corações curados de todas as formas de incredulidade e egoísmo, possamos viver sempre de Vós, por Vós e em Vós, libertos de todo pecado e do poder da morte que nos inquieta.
Libertai-nos do espírito farisaico, que não acolheu Vosso Filho, ao contrário, fecharam em si mesmos, e não acolheram o Vinho Novo que Ele trouxe ao mundo, porque fixaram pensamentos e desejo da morte do Vosso Filho.
Ajudai-nos, portanto, ó Pai, acolher Vosso Filho, Sua Palavra, Pessoa e Projeto, não O vendo como um profeta incômodo, mas como alguém que tira a tranquilidade, alguém que não dá tréguas à iniquidade, à duplicidade, à falsidade.
Não permitais, ó Pai, que busquemos a nós mesmos e não a Verdade, que é o Vosso Filho, a fim de não nos condenarmos, fechando-nos à Salvação que Ele nos alcançou. Amém.
Fonte inspiradora - Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 659 – Evangelho de Marcos (Mc 3,1-6)
PS: Apropriada para refletirmos sobre a passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 6, 6-11)
Obrigado, Senhor, pela cura de nossas mãos (21/01)
Obrigado, Senhor, pela cura de nossas mãos
“Estende a mão”, disseste naquele dia ao homem da mão seca, na Sinagoga. Assim se fez, e tão logo ela ficou curada (Mc 3, 1-6).
Obrigado, Senhor, por Te compadeceres da paralisia da nossa mão e, sobretudo, a mais terrível delas, a paralisia do nosso coração.
Obrigado, Senhor, por curar a paralisia das nossas mãos e do nosso coração. Que, contigo e por Ti, sejamos oblação santa ao Pai, em favor dos irmãos.
Obrigado, Senhor, por colocar-nos sempre no centro das Tuas atenções, e curar nossas mãos, para que possamos abri-las e acolher o dom, que és Tu mesmo.
Obrigado, Senhor, por Te colocares em nossas mãos, por amor, no Pão e no Vinho, Corpo e Sangue Teus, para saciar a nossa fome e a nossa sede de amor, vida e paz.
Obrigado, Senhor, que, com o teu exemplo, ensina-nos a não fecharmos as mãos, guardando só para nós os Teus dons, em abominável empobrecimento.
Obrigado, Senhor, por ensinar-nos a abrir a mão, em alegre atitude de partilha, serviço e doação da própria vida, sobretudo a dos mais empobrecidos.
Obrigado, Senhor, por nos ensinar a usar as mãos para abençoar, santificar e jamais promover violência, que macule a nossa alma com a nódoa do pecado.
Obrigado, Senhor, que, para curar nossas mãos e todas as nossas feridas, suportastes as chagas dolorosas em Tuas mãos, presas pelos cravos, na humilhante morte de Cruz.
Obrigado, Senhor, pelo Teu Espírito de amor, que nos faz entrar no movimento de amor oblativo, que inauguraste no mundo com a Tua Encarnação.
Obrigado, Senhor, por nos ensinar que a gratuidade e a oferta nos tornam livres e felizes, plenos de vida, que somente Tu podes nos conceder.
Obrigado, Senhor, porque vieste reabrir o caminho que nos conduz a Deus, e Te fizeste para nós o próprio Caminho, a Verdade e a vida (Jo 14,6).
Obrigado, Senhor, por teres nos ensinado a colocar a vida acima da lei, porque ela é, antes de tudo, sagrada e sopro de vida do Teu Pai. Amém.
Fonte inspiradora: www.dehonianos.org
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