domingo, 22 de março de 2026

Removamos as pedras de cada dia


 

Removamos as pedras de cada dia
 
“Tirai a pedra!” (cf. Jo 11,39),
 
Vejamos este pequeno comentário:
 
“Em seguida, grita em alta voz: “Lázaro, vem para fora!” E Lázaro vem para fora. É o triunfo da vida sobre a morte, da fé sobre a incredulidade!
 
Um agricultor do interior de Minas, sobre este versículo, comentou: “A nós cabe retirar a pedra. E aí Deus ressuscita a comunidade. Tem gente que não quer tirar a pedra e, por isso a comunidade deles não tem vida!” (1)
 
Removamos as pedras: da resignação, da desesperança, do preconceito, da falta de solidariedade, do medo, da indiferença, da acomodação, da apatia, da incredulidade, do congelamento do convívio fraterno...
 
E Jesus se faz presença em nossa vida com Sua Palavra - “Lázaro, vem para fora!” (Jo 11, 43).
 
Jesus diz a cada um de nós –“Vem para fora!”:
 
“Vem para fora dos teus pecados capitais!
Vem para fora de tua soberba!
Vem para fora de tua avareza!
Vem para fora de tua luxúria!
 
Vem para fora de tua ira!
Vem para fora de tua gula!
Vem para fora de tua inveja!
Vem para fora de tua preguiça!
 
Vem para fora de teu egoísmo!
Vem para fora de teu desespero!
Vem para fora de tua indiferença!
Vem para fora da tua falta de esperança!
 
Vem para fora da tua ausência de solidariedade!
Vem para fora do exílio da compaixão em teu coração!
Vem para fora da cumplicidade com o mal!
Vem para fora da conivência com atitudes que tornam a vida um pesadelo!
 
Vem para fora de tuas dependências, que te roubam a sobriedade e a paz!
Vem para fora da injustiça, cometida ou compactuada, pequenas ou grandes!
 
Vem para fora do teu eu sepulcral e adentre o meu coração dilatado pela lança na Cruz, para que nele coubesses e reencontrasses o amor, o perdão, a ternura e quanto mais precisasses para ser feliz.
 
Vem para fora do teu eu de miséria, adentre o meu coração de misericórdia, tome meu leve fardo e meu suave jugo, porque sou manso e humilde de coração.
 
Toma tua cruz e, com a renúncia necessária, liberta-te de todas as amarras, que te impeçam de ser livre e feliz, pois, na Cruz morrendo, foi para a liberdade que Eu te libertei (cf. Gl 5,1).
 
Retira o sudário que oculta a tua face, contempla meu rosto vivo, glorioso e Ressuscitado, e seja no mundo sinal da misericórdia do Pai; ama-Me em cada pessoa, que deves amar e servir, na mais bela expressão do autêntico amor, com o meu Espírito.”
 
Concluo com as palavras do Prefácio da Santa Missa e de Santo André de Creta respectivamente:
 
- “Sendo Ele verdadeiro homem, chorou o amigo Lázaro e, Deus eterno, do túmulo o tirou. Compadecido da humanidade, leva-nos à vida nova pelos mistérios pascais"
 
- “Lázaro sai, como amigo eu te ordeno. Como Senhor eu te ordeno: sai. Que o mau cheiro do teu corpo prove a Ressurreição. Que as faixas do teu enterro sejam desatadas, para que possam reconhecer Àquele que foi colocado no túmulo. Sai, sai do túmulo e ensina-lhes como toda a criação será vivificada naquele momento, quando a trombeta proclamar a ressurreição dos mortos.” (2)
 
 
(1) Mesters, Lopes e Orofino
(2)  Santo André de Creta, Bispo (séc. VIII)

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG