sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Em poucas palavras... (No deserto do mundo, caminhar com a força do Espírito)

                                                     


No deserto do mundo, caminhar com a força do Espírito

Oremos:

“Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob,

Deus da vida e das gerações,

Deus da Salvação,

realizai, ainda hoje as Vossas maravilhas,

para que no deserto do mundo

caminhemos com a força do Vosso Espírito

em direção ao Reino que há de vir.” Amém!   (1)

 

(1) Lecionário Comentado – Volume I Tempo Comum – Editora Paulus– Lisboa – 2010 - p. 396

Em poucas palavras... (Todos os Santos)

                                     


Santos e pecadores o somos

“Não há santos sem passado, nem pecadores sem futuro" (1)

 

(1) Frase frequentemente atribuída ao Cardeal François-Xavier Nguyên Vân Thuân, um cardeal vietnamita.

Bem-Aventuranças: a carteira de identidade do cristão (Todos os Santos)

                                                  


Bem-Aventuranças: a carteira de identidade do cristão 
 
Celebramos no dia 1º de novembro a Solenidade de todos os Santos e Santas (no Brasil é transferida para o domingo seguinte, quando dia 1º for um dia da semana).
 
Santidade é um caminho a ser percorrido, ou mesmo, podemos dizer como que a subida de uma escada, degrau por degrau, de modo que, não há santidade alcançada plenamente e para sempre.
 
Ela consiste num processo contínuo de lapidação, para que o esplendor da verdade e da caridade aconteça em nós, até o encontro com a plenitude da luz que se dá no céu!
 
Celebramos a memória de todos os santos e santas, canonizados ou não pela Igreja, e tantos outros que hoje cantam a Deus, no Céu, o perfeito louvor, intercedendo a Deus por nós.
 
Devemos venerá-los e jamais adora-los, pois tão somente a Deus se adora. “Santo é um pecador de quem Deus teve misericórdia”, conforme afirmação atribuída a Santo Agostinho.
 
São exemplos a serem imitados – cada santo tem uma marca forte e apaixonante no seguimento de Jesus – podemos aprender com eles.
 
A santidade é participar da vida de Deus, e deve ser compreendida como dom de Deus e nossa resposta a Ele:
 
“A santidade cristã manifesta-se, pois, como uma participação na vida de Deus, que se realiza com os meios que a Igreja nos oferece, particularmente com os sacramentos.
 
A santidade não é o fruto do esforço humano, que procura alcançar a Deus com suas forças, e até com heroísmo; ela é dom do amor de Deus e resposta do homem à iniciativa divina” (1)
 
Com o batismo, alcançamos a filiação, recebemos a semente de imortalidade,  e com a Ressurreição, a imagem perfeita de Cristo, e o nosso futuro é a pertença e a semelhança de Deus – imagem perfeita de Cristo.
 
Deste modo, as Bem-Aventuranças (Mt 5,1-12)  são caminho que leva à santidade, com uma ética própria, que renova a pessoa, a comunidade e a sociedade, porque, se vividas, provocam mudança radical de vida.
 
Compreendamos as Bem-Aventuranças:
 
- Os pobres em espírito:  mais do que no sentido econômico e social, são os humildes, pecadores e abertos ao perdão. Ser pobre é ter o olhar voltado para o futuro, para a eternidade, confiando totalmente em Deus.
 
- Os que “choram” partilham o sofrimento do outro.
 
- Os “mansos” mantém a serenidade sempre!
 
- A prática da justiça consiste no fazer a vontade de Deus.
 
- A Pureza de coração é sinônimo de retidão...
 
- Somos como discípulos promotores da paz e impulsionados pela misericórdia divina.
 
- Temos a serenidade e maturidade para enfrentar as adversidades, calúnias e perseguições.
 
A Igreja haverá sempre de nos ensinar que, na comunhão dos santos, não caminhamos sós, e contamos com aqueles que lavaram a suas vestes no Sangue do Cordeiro, que hoje contemplam a face do Pai, continuam vivos em nosso coração, como exemplos a serem imitados, sedentos da Salvação divina, que tão somente Deus pode nos alcançar.
 
Sejamos santos como Deus é Santo, vivendo iluminados e conduzidos pelas Bem-Aventuranças, caminho de santidade e felicidade plena e verdadeira. Sejam as Bem-Aventuranças a carteira de identidade do cristão (cf. Papa Francisco).
 
 
 
(1) Missal Dominical – Editora Paulus - p. 1367

A verdadeira felicidade (Todos os Santos)

                                                       



A verdadeira felicidade
 
A título de aprofundamento da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,17.20-26; Mt 5,1-12), sobre as Bem-Aventuranças, que Jesus Cristo apresentou como projeto de vida para Seus discípulos, retomemos esta reflexão de Pe. José David Quintal Vieira, scj:
 
 “Desiludido pela vida, um beduíno isolou-se no deserto. Depois de muito andar entrou numa gruta tão enigmática como a sua vida.
 
Olhando as paredes nuas e frias, seguiu um rasto de luz.
 
– Entra, meu irmão – encorajou-o uma voz benévola.
 
Na penumbra viu então um eremita em oração.
 
– Tu vives aqui? – perguntou surpreso – Como consegues resistir sem conforto e longe de todos? Como podes ser feliz aqui?
 
O eremita sorriu:
 
– Eu vivo pobre mas tenho um grande tesouro. Olha para cima – E apontou para uma pequena abertura no teto da gruta – Que vês?
 
– Não vejo nada.
 
– De certeza que não descobres nada?
 
– Só um pedaço do céu…
 
– Só um pedaço de céu?! E não te parece que é um tesouro maravilhoso?
 
Jesus Cristo apresenta-nos hoje uma proposta de felicidade. Muitas vezes a nossa felicidade parece um projeto adiado: Só seremos felizes quando tivermos isto, quando fizermos aquilo, quando chegarmos ali… Depois ficamos frustrados porque a felicidade continua mais à frente, qual alvo móvel.
 
A felicidade é um caminho. Aproveite todos os momentos que tem, eles são um cantinho do céu. Não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo, com ou sem lágrimas. A felicidade é uma viagem, não um destino.”
 
Montanha (Evangelho de Mateus) ou planície (Evangelho de Lucas), de fato, as Bem-Aventuranças nos apontam um paradoxal caminho de felicidade, muitas vezes em total oposição à felicidade que o mundo propõe.
 
A exemplo do beduíno, tenhamos no horizonte o “pedaço do céu” para, com coragem, darmos testemunho de fé, como peregrinos de esperança, na vivência da caridade.
 
De fato, a felicidade é uma viagem que fazemos e não um destino, com suas renúncias, fidelidade e oração.
 
Importa que não nos percamos nesta viagem, e, assim, já sentiremos o gosto da verdadeira felicidade. 

Em poucas palavras... (Todos os Santos)

 


“As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus”

“As bem-aventuranças retratam o rosto de Jesus Cristo e descrevem-nos a sua caridade: exprimem a vocação dos fiéis associados à glória da Sua Paixão e Ressurreição; definem os atos e atitudes características da vida cristã; são as promessas paradoxais que sustentam a esperança no meio das tribulações; anunciam aos discípulos as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas; já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos”

 

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1717

Em poucas palavras... (Todos os Santos)

                                


   



                                         Santidade...

Ser Santo significa ser totalmente de Deus, vivendo um cristianismo libertado, esperançoso, comprometido e exigente, numa vida espiritual sólida e permanente.



Lavemos nossas vestes no Sangue do Cordeiro (Todos os Santos)

                                                          

Lavemos nossas vestes no Sangue do Cordeiro

A Solenidade de Todos os Santos nos convida a viver intensamente a realidade mais profunda e misteriosa da Igreja, que ainda peregrina na terra (Igreja militante), saboreia e vive os bens do céu (Igreja triunfante).

Unimo-nos, pela Celebração da Eucaristia, jubilosos, com todos os santos, ou seja, com aqueles que percorreram o caminho das Bem-Aventuranças, acolheram Jesus Cristo e a Boa-Nova do Reino, lavaram as “vestes no Sangue do Cordeiro”, e agora estão na glória celeste.

Estão diante de Deus e do Cordeiro de vestes brancas (símbolo de glória celeste), e com as palmas nas mãos (símbolo de martírio, da vitória e da alegria).

Adoram a Deus e ao Cordeiro, continuamente, pois d’Eles receberam a Salvação e a eternidade, e a graça de contemplar a face divina, de alcançar o que professaram.

Celebrando esta Solenidade, renovemos a graça de também nos inserir na mesma caminhada, peregrinando na sombra da fé, até que um dia alcancemos a luminosidade eterna, vivendo as Bem-Aventuranças, sendo pobres, mansos, misericordiosos, pacificadores, corajosos nas adversidades, provações e perseguições por causa de Jesus e Seu Evangelho, como Igreja que somos.

Sejamos discípulos e missionários do Senhor; d’Ele que “foi tão pobre, que nasceu numa estrebaria; tão manso, que se propôs como modelo desta virtude (cf.Mt 11,29; 21,5); tão misericordioso, que pôde afirmar: ‘Quero misericórdia e não o sacrifício’ (Mt 9,13; cf Os 6,6); tão pacificador, que Se tornou ‘a nossa paz’ (Ef 2,14); tão puro de coração, que pôde afirmar: ‘O Meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou e realizar a Sua Obra’ (Jo 4,34); tão ‘perseguido’, que acabou por morrer mártir” (1)

Tenhamos o olhar fixo em Jesus, Aquele que não somente nos deu as Bem-Aventuranças como um projeto de vida, mas as viveu perfeita e plenamente.

Vivamos a vocação à santidade, que é de todos os membros da Igreja, e assim, que os pensamentos, sentimentos e atitudes de Jesus sejam para nós fonte de graça, e as Bem-Aventuranças, um caminho em direção à santidade. 

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