segunda-feira, 18 de maio de 2026

Lembra-te, catequista

                                                


Lembra-te, catequista

“Irmãos, se, pois, com tua boca confessares Jesus como Senhor e, no teu coração, creres que Deus O ressuscitou dos mortos, serás salvo” (Rm 10,9)

Catequista, lembra-te sempre: creia no coração e professa com os lábios e com tua vida:

- Tens a missão de anunciar em comunhão com os ensinamentos da Igreja que “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado, ao terceiro dia, foi ressuscitado, segundo as Escrituras; e apareceu a Cefas e, depois aos doze” (1Cor 15,3-5);

- Professa a fé no Mistério da Páscoa, o coração da fé da Igreja, pois como nos falou o Apóstolo Paulo – “Se Cristo não ressuscitou, vã é a nossa pregação, e vã nossa fé” (1 Cor 15,14);

- Viva a comunhão com Jesus Cristo, morto e ressuscitado, vivo e sempre presente, finalidade última de toda a ação eclesial, e, portanto, da catequese, sendo assim, de todo/a catequista.

Catequista, lembra-te sempre: creia no coração e professa com os lábios e com tua vida:

- Que és mensageiro de esperança que brota da fé na Ressurreição do Senhor, pois “se é só para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, somos dentre todos os homens, os mais dignos de compaixão”,  como também nos falou o Apóstolo Paulo, Doutor das Nações (1 Cor 15,19);

Que tendo feito o encontro dos encontros, com o Ressuscitado, és chamado a sair de si, indo ao encontro do outro, para comunicar a Sua Divina Presença que mudou a tua vida, dando a ela novo sentido, bem como alargou os seus horizontes, porque é próprio de quem ama, deleitar-se no encontro com o Amado, alegre e perseverante caminho de santificação;

Que és um servo inútil, de modo que Ele cresça e nós desapareçamos, pois Ele, Jesus Cristo, é o Alfa e Ômega, a chave de toda a história, e acompanha toda pessoa, para que revele o indizível e imensurável amor de Deus que nos criou à Sua imagem e semelhança, nos redimiu pelo Sangue Redentor de Seu Filho, e derramou o Seu amor em nossos corações por meio do Espírito Santo (Rm 5,5).

Catequista, lembra-te sempre: creia no coração e professa com os lábios e com tua vida:

Que “do lado do Senhor saiu Sangue e Água (Jo 19,34), e contempla sempre este significado místico e profundo: Água e Sangue, símbolos do Batismo e da Eucaristia;

-  Que “foi destes Sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo Batismo e pela Eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de Seu lado trespassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa” (1);

E medita sempre no que falou, com propriedade, um santo da Igreja -“Talvez vos perturbe a enormidade de meus sofrimentos por vós. Não tenhais medo. Estes cravos não me provocam dor, mas cravam mais profundamente em mim o amor por vós.  Estas Chagas não me fazem soltar gemidos, mas vos introduzem ainda mais intimamente em meu coração. O meu corpo, ao ser estirado na Cruz, não aumenta o meu sofrimento, mas dilata espaços do coração para vos acolher. Meu Sangue não é uma perda para mim, mas é o preço do vosso resgate” (2).

Catequista, lembra-te sempre: creia no coração e professa com os lábios e com tua vida:

- Que contas com o protagonista da Evangelização, o Paráclito, o Espírito Santo, e podes com Ele contar, pois “Branda e suave é a Sua aproximação; benigna e agradá­vel é a Sua presença; levíssimo é o Seu jugo! A Sua chegada é precedida por esplêndidos raios de luz e ciência. Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, ilu­minar a alma de quem o recebe, e, depois, por meio desse, a alma dos outros.” (3);

- Que és um arauto da Boa Nova de Jesus, e não és um pregador de si mesmo, tão pouco das ideias que passam, pois não duram mais que um amanhecer, e que murcham antes do entardecer, ou como as gotas do orvalho que secam pelos primeiros raios do sol, mas pregas a Palavra que não passa, Palavra de Vida Eterna, a nós comunicada pelo Sol Nascente que nos veio visitar, Jesus; 

- Deves pautar o trabalho catequético, tendo nas mãos e na mente as orientações dos Diretórios, Diretrizes e sábios ensinamentos da Igreja, com sua longa e rica tradição, e assim jamais te perdes no labirinto dos pensamentos e sentimentos, e tão somente assim não deixas se perder  alegria e paixão pela vida, encanto e ternura e ressignifica toda a existência própria e daqueles e daquelas a quem te foram confiados, catequizandos/as. 

Catequista, lembra-te sempre: creia no coração e professa com os lábios e com tua vida:

- Que vivendo a graça do batismo, e como Igreja participas de sua alegre missão, contando com Maria, a Mãe do Senhor, que resplandece dócil à ação do Espírito Santo, porque soube escutar e acolher em si a Palavra de Deus, tornando-se a “Realização mais pura da fé” (4); catequista por excelência, exemplar e pedagoga da evangelização, modelo para a transmissão da fé;

- És eterno aprendiz de Maria, a mais perfeita dos discípulos do Senhor, por sua humildade, ternura, contemplação, carinho e cuidado com os outros, ao educar Seu Amado Filho Jesus, o Verbo feito Carne, em atitudes de fidelidade à justiça e obediência à vontade de Deus Pai, muitas vezes no recolhimento e silêncio no mais profundo de seu coração, em permanente atitude de oração.

Assim como Maria Santíssima, a Mãe da Igreja Sinodal, povo de Deus que caminha juntos, presidiu com a sua oração o início da evangelização, sob a ação do Espírito Santo, sabes que podes com ela contar, pois ela continua intercedendo em todo o tempo para que todas as pessoas encontrem a Cristo, por meio da fé n’Ele, a fim de que sejam salvas, recebendo em plenitude a vida dos filhos de Deus. Amém.

 

 

(1)       São João Crisóstomo (séc. IV)

(2)      São Pedro Crisólogo (séc. V)

(3)      São Cirilo de Jerusalém (séc. IV)

(4)      Catecismo da Igreja Católica parágrafo n.149

PS: Inspirado nos parágrafos 427-428 – do Diretório para a Catequese–  Documento da Igreja – n.61

 

Quem fora prometido, veio em nosso socorro!

                                               


Quem fora prometido, veio em nosso socorro!
 
Saí a procura, pelas ruas, praças e jardins,
De alguém que comigo acredita no poder de sonhar.
Na certeza de que sonhos coletivos não serão apenas sonhos.
Porque uma luz de sagrados compromissos nasce inevitavelmente,
E acredita não serem, para sempre, as noites escuras da alma.
 
Vamos sonhar juntos a paz mais que desejável, possível,
Desde que não fique para amanhã, mas que começa no instante
Em que os pés se põem a caminho edificando pontes
Que aproximam, encurtam distâncias, fraternidade promovida.
Enamorados pela beleza da existência, sacralidade da vida.
 
Temos a fé que impulsiona, a esperança que não decepciona,
A caridade que, nas entranhas da coração de quem crê, inflama,
Com a presença e ação do Espírito que vem ao nosso encontro:
“Branda e suave é a Sua aproximação; benigna e agradá­vel é a Sua presença; levíssimo é o Seu jugo!” (1)
 
“A Sua chegada é precedida por esplêndidos raios de luz e ciência. 
Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho: 
vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, ilu­minar a alma de quem O recebe, e, depois,
por meio desse, a alma dos outros”.  (2)
 
Ele vem caminhar conosco, basta suplicarmos.
Não estamos sós, temos um Advogado, Consolador,
Amável Paráclito, que nos conhece mais que nós a nós mesmos.
Habita no profundo de nós: conhece nossas angústias e esperanças,
Alegrias e tristezas e nos confia uma missão a realizar. Amém.
 
“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis...”
 
 
(1) ;(2) São Cirilo de Jerusalém (séc. IV)

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações...

                                                                          

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações...

Retomemos a Catequese do Bispo São Cirilo de Jerusalém (Séc. IV), sobre o Espírito Santo, em preparação da Festa de Pentecostes, quando Ele foi enviado à Igreja reunida.

“A água que Eu lhe der se tornará nele fonte de água viva, que jorra para a vida eterna (Jo 4,14). Água diferente, esta que vive e jorra; mas jorra apenas sobre os que são dignos dela. Por que motivo o Senhor dá o nome de "água" à graça do Espírito Santo? Certamente porque tudo tem necessidade de água; ela sustenta as ervas e os animais.

A água das chuvas cai dos céus; e embora caia sempre do mesmo modo e na mesma forma, produz efeitos muito variados. De fato, o efeito que produz na palmeira não é o mesmo que produz na videira; e assim em todas as coisas, apesar de sua natureza ser sempre a mesma e não poder ser diferente de si própria.

Na verdade, a chuva não se modifica a si mesma em qualquer das suas manifestações. Contudo, ao cair sobre a terra, acomoda-se às estruturas dos seres que a recebem, dando a cada um deles o que necessita.

Com o Espírito Santo acontece o mesmo. Sendo único, com uma única maneira de ser e indivisível, distribui a graça a cada um conforme lhe apraz. E assim como a árvore ressequida, ao receber água, produz novos rebentos, assim também a alma pecadora, ao receber do Espírito Santo o dom do arrependimento, produz frutos de justiça. O Espírito tem um só e o mesmo modo de ser; mas, por vontade de Deus e pelos méritos de Cristo, produz efeitos diversos.

Serve-se da língua de uns para comunicar o dom da sabedoria; ilumina a inteligência de outros com o dom da profecia. A este dá o poder de expulsar os demônios; àquele concede o dom de interpretar as Sagradas Escrituras.

A uns fortalece na temperança, a outros ensina a misericórdia; a estes inspira a prática do jejum e como suportar as austeridades da vida ascética; e àqueles o domínio das tendências carnais; a outros ainda prepara para o martírio. Enfim, manifesta-se de modo diferente em cada um, mas permanece sempre igual a Si mesmo, como está escrito: A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum (1Cor 12, 5).

Branda e suave é a Sua aproximação; benigna e agradá­vel é a Sua presença; levíssimo é o Seu jugo! A Sua chegada é precedida por esplêndidos raios de luz e ciência. Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, ilu­minar a alma de quem o recebe, e, depois, por meio desse, a alma dos outros.

Quem se encontra nas trevas, ao nascer do sol recebe nos olhos a sua luz, começando a enxergar claramente coisas que até então não via. Assim também, aquele que se tornou digno do Espírito Santo, recebe na alma a Sua luz e, elevado acima da inteligência humana, começa a ver o que antes ignorava”.

Oremos:

Vinde, Espírito Santo, pois nada somos ou podemos sem Vós.
Vinde e derramai sobre nós os Vossos sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, ciência, fortaleza, temor e piedade.

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações,
para nos salvar, e que a triste mansão dos mortos não seja nossa última possibilidade de permanência, mas a luminosidade divina.

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações,
Para nos curar de nossas enfermidades, físicas ou espirituais,
E então curados, vivamos total fidelidade ao Projeto divino.

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações,
Para nos ensinar os sagrados preceitos a serem vividos, para que
Tornemos a vida mais humana, bela e fraterna.

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações,
Para nos aconselhar, sobretudo quando parecer não haver saídas,
E a vida parecer uma eterna noite sem perspectiva de novo dia.

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações,
Para nos fortalecer nos sagrados compromissos de nosso Batismo,
Para que profetas, sacerdotes e reis sejamos, sem medo ou omissão. 

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações,
Para nos consolar, quando não virmos acontecer o desabrochar de
Projetos pelos quais nos empenhamos, e novos caminhos refazer.

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações,
Para nos iluminar, sobretudo nestes dias difíceis por que passamos,
Em que se matam valores e princípios que jamais poderiam ser sacrificados.

Vinde, Espírito Santo, com o amor entranhado em nossos corações.
Vinde com a Vossa força e graça, para que realizemos fielmente a Vossa vontade e a manifestemos por uma vida santa. Amém! Aleluia!

Acolhamos o Sopro do Espírito!

                                                        

Acolhamos o Sopro do Espírito!

A alegria da Ressurreição transborda no coração de cada fiel e de toda a Igreja, sobretudo no Tempo Pascal.

A Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, porém, nunca nos permite ancorar a barca nas margens. É preciso sempre avançar na missão evangelizadora, com a certeza de que nunca estamos sozinhos: “Ele caminha conosco”.

Jesus soprando sobre a comunidade reunida confiou-lhes o Espírito Santo para continuar Sua missão:

“A paz esteja convosco. Como o Pai Me enviou, também Eu vos envio. Recebam o Espírito Santo, A quem perdoarem os pecados, eles lhes serão perdoados, a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos” (Jo 20,21-23).

Acolhamos o sopro do Espírito
Para edificar a Igreja, nutrida da Eucaristia, instrumento do Reino a ser construído.

Somos desafiados a construir uma comunidade com identidade e rosto pascal: Perseverante na Doutrina dos Apóstolos, promotora da Comunhão Fraterna; na Partilha do Pão (Eucaristia) e na Oração, à luz dos Atos dos Apóstolos.

Acolhamos o sopro do Espírito,
Como Igreja que nasce da escuta da Palavra, promovendo a verdadeira comunhão, na prece e no louvor, na catequese e no partir do Pão: o Pão da Eucaristia e o pão cotidiano.

Acolhamos o sopro do Espírito,
Para que nos seja concedida a graça que faz da Igreja o Corpo de Cristo; fazendo com que todos seus membros, unidos pelos laços da caridade, sejamos perseverantes e firmes na unidade do corpo.

Acolhamos o sopro do Espírito,
Para que a Igreja seja um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, conservando com toda solicitude a unidade do Espírito no vínculo da paz: “Aplicai-vos a guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito” (Ef 3,1-4).

Acolhamos o sopro do Espírito,
Na participação ativa, piedosa e frutuosa em cada Eucaristia, de modo que nossos corações sempre arderão ao Escutar a Palavra divina, nossos olhos sempre se abrirão no partir do Pão.

Acolhamos o sopro do Espírito,
Na inadiável alegria da escuta atenta da Palavra e na partilha celebrada e vivida, a fim de que contemplemos o transbordamento da alegria pascal que somos chamados a vivenciar e testemunhar. 

Como os discípulos de Emaús, percebendo a presença do Ressuscitado que conosco quer caminhar e o Pão partilhar, continuemos nossa missão.

A realidade vazia do túmulo apontou para o mundo uma nova realidade: cada coração humano foi plenificado com a presença da força do Ressuscitado.

Nada pode impedir Sua ação.
Rompe-se todo medo,
Ilumina-se toda escuridão.
Ele está no centro da nossa
comunidade comunicando o grande Shalom:

Paz e Vida em plenitude que brota da Sua Ressurreição.
Aleluia!

O inadiável desafio da integração pastoral

                                                              

O inadiável desafio da integração pastoral

Uma temática muito oportuna e necessária: a integração das pastorais; a comunhão daqueles que, pelo Batismo e pela graça divina (não por próprios méritos), participam da ação evangelizadora, colaborando na edificação da Igreja a serviço do Reino de Deus.

À luz da Sagrada Escritura, façamos nossa reflexão, fundamentados nos Apóstolos Pedro e Paulo e nos ensinamentos do Papa Clemente I (séc. I), que muita luz nos trará para a construção e solidificação da integração pastoral, na maturação da concórdia e mútua ajuda.

É mais do que necessário que, com tenacidade e decidida coragem, nos empenhemos na construção da paz e, por mais que o façamos ainda será pouco para que sejamos, de fato, a visibilidade esplendorosa do rosto do Cristo Ressuscitado.

Portanto, mais do que caminharmos de mãos dadas, precisamos de um coração aberto ao outro, na acolhida, na sinceridade de relacionamentos, no perdão, na abertura e amadurecimento, fazendo valer o que os apóstolos nos ensinaram. 

Mais que mãos dadas, são corações seduzidos, apaixonados e enraizados no amor de Cristo que nos farão mais fraternos, mais credíveis testemunhas do Ressuscitado.

Um aprendizado fundamental enraíza-se na vivência das virtudes teologais - fé, esperança e caridade -, como tão bem é nos apresentado no Catecismo da Igreja Católica (n. 1813).

A integração pastoral é importante, entretanto, somente chegaremos a ela através da Palavra de Deus, que mais do que ser lida e refletida, precisa ser acolhida, vivida e testemunhada, plantada na fertilidade de nosso coração e entranhada no mais profundo de nossa alma.

Voltemo-nos às palavras do Papa Bento XVI:    

"Não se trata de anunciar uma Palavra anestesiante, mas desinstaladora, que chama à conversão, que torna acessível o encontro com Ele, através do qual floresce uma humanidade nova".

Todo tempo seja para nós como um grande Pentecostes, um sopro do Espírito; que a Palavra de Deus não fique apenas no conhecimento, mas seja iluminadora de nossos pensamentos, palavras e ações. E assim, nos coloquemos de mãos dadas a caminho do Reino.

Há um longo caminho a percorrer, sem medos, recuos, acovardamento e deserção. O Ressuscitado conosco caminha, Seu Espírito conosco está para fidelidade maior ao Projeto do Pai.

Sem a integração pastoral, empobrecemos o espírito da Pastoral de Conjunto, e perdemos a força da ação Evangelizadora.

Renovemos a nossa fé

                                                       

Renovemos a nossa fé

Retomo um trecho da Carta do Diácono e Doutor da Igreja, Santo Efrém (Séc. IV), a um discípulo seu, em que faz uma profissão de fé:

“Cremos em um só Deus, o Pai todo-poderoso, e em seu Filho único, Jesus Cristo, nosso Senhor, por quem se fez o universo, e no Espírito Santo, ou seja, na Santíssima Trindade, que é a divindade integral.

Ele é Deus, Ele estava em Deus, Ele é a Luz que vem da Luz, Ele é o Senhor que vem do Senhor.

Ele foi gerado, não criado. Foi gerado como homem. Ele não é algo criado, é Deus.

Foi gerado pela Santíssima Virgem Maria, a mulher que trouxe a Deus em seu seio.

Ele assumiu a carne do homem para o nosso bem, (desceu) à terra, e elevou-Se dela.

Escolheu pregadores para Si, aos Santos Apóstolos, cujas vozes, de acordo com o que está escrito, ouvem-se em toda a terra.

Foi crucificado. Foi atravessado pela lança. Dali veio nossa salvação, Água e Sangue, a saber, o Batismo e o Sangue glorioso, pois aquele que não recebeu o Sangue não foi batizado” (1)

Exorta o discípulo a manter a fé, para que Deus esteja com ele, concedendo a salvação e libertação e a paz em todos os seus dias.

Dirigindo-se ao discípulo como filho querido no Senhor, proclama a Salvação que está no Senhor, pedindo que este recorde dele também no Senhor, a quem pertencem a glória e o poder, pelos séculos dos séculos.

Que também esta seja a nossa profissão de fé, que nos faz intrépidos na fé, renovados na esperança e inflamados na caridade.

(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes – pp.473-474

Em poucas palavras...

                                       

                 

“Não sejamos cães mudos” 

“Não sejamos cães mudos, não sejamos sentinelas caladas, não sejamos mercenários que fogem dos lobos, mas pastores solícitos, vigilantes sobre o rebanho de Cristo. 

Enquanto Deus nos der forças, preguemos toda a doutrina do Senhor ao grande e ao pequeno, ao rico e ao pobre, e a todas as classes e idades, oportuna e inoportunamente, tal como São Gregório escreveu em sua Regra Pastoral.” (1)

 

(1) São Bonifácio, Bispo e Mártir – Nascido em 673 e martirizado em 754


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