quinta-feira, 19 de março de 2026
A difícil e bela missão de ser pai
Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Mensagem do Papa Francisco para
o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações
Tema: “São
José: o sonho da vocação”
Retomemos a Mensagem do Papa
Francisco para o dia do Bom Pastor (4º Domingo da Páscoa) e o 58º Dia Mundial
de oração pelas vocações (2021).
A mensagem tinha como motivação
o Ano especial dedicado a São José (08/12/2020-08/12/2021), por ocasião do 150º
aniversário da declaração dele como Padroeiro da Igreja universal da Igreja, do
Papa PIO IX.
Apresentou-nos São José, embora
não tenha sido famoso, tão pouco os Evangelhos transcrevam uma palavra sequer,
como modelo de toda vocação realizada com amor e expressão de alegria, a partir
de três palavras-chaves: sonho, serviço e fidelidade.
1º Sonho – São
José, através dos sonhos que Deus lhe inspirou, fez da sua existência um dom,
como nos falam os Evangelhos de seus quatro sonhos (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19.22).
A partir destes, São José soube
alterar os seus planos para executar os misteriosos projetos de Deus, ainda que
tivesse que sacrificar os próprios.
Que ele ajude a todos, sobretudo
aos jovens em discernimento, a realizar os sonhos que Deus tem para cada um;
inspire a corajosa intrepidez de dizer «sim» ao Senhor, que sempre surpreende e
nunca desilude, disse o Papa.
2º - Serviço -
ele viveu em tudo para os outros e nunca para si mesmo, com capacidade de amar
sem nada reservar para si próprio, encarnando o sentido oblativo da vida, de
modo que toda a verdadeira vocação nasce do dom de si mesmo, que é a maturação
do simples sacrifício; assim como no sacerdócio e na vida consagrada, ou
qualquer outra vocação, requer-se esta maturidade.
São José é como a mão estendida
do Pai Celeste para o Seu Filho na terra, sendo modelo para todas as vocações,
pois para isto são chamadas: “ser as mãos operosas do Pai
em prol dos Seus filhos e filhas.”
3º - Fidelidade –
A vocação de José se realiza na fidelidade incondicional a Deus, como um homem
justo (Mt 1,19), que, no trabalho silencioso de cada dia, persevera na adesão a
Deus e aos Seus desígnios, tudo repassando com paciência, pois sabia que a
existência se constrói apenas sobre uma contínua adesão às grandes opções, e
isto corresponde à laboriosidade calma e constante com que desempenhou a
profissão humilde de carpinteiro (cf. Mt 13, 55).
Esta fidelidade se alimentava
das palavras recebidas em sonho, em permanente convite para que não tivesse
medo, porque Deus é fiel às Suas promessas: “José, filho de David, não
temas’ (Mt 1, 20).
A todos nós, o Papa dirigiu palavras,
para que não tenhamos medo de dar nossa resposta “...quando, por entre
incertezas e hesitações, sentes como inadiável o desejo de Lhe doar a vida. São
as palavras que te repete quando no lugar onde estás, talvez no meio de
dificuldades e incompreensões, te esforças por seguir diariamente a Sua
vontade. São as palavras que descobres quando, ao longo do itinerário da
chamada, retornas ao primeiro amor. São as palavras que, como um refrão,
acompanham quem diz sim a Deus com a vida como São José: na fidelidade de cada
dia”.
Finalizou a Mensagem expressando
o desejo de que, assim como na casa de Nazaré, onde reinava “uma
alegria cristalina” (como diz um hino litúrgico), ela se faça presente
em todos os lugares, como em nossos seminários, institutos religiosos e
residências paroquiais:
“É a alegria que
vos desejo a vós, irmãos e irmãs que generosamente fizestes de Deus o sonho da
vida, para O servir nos irmãos e irmãs que vos estão
confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é
testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que
desaparecem sem gerar a alegria. São José, guardião das vocações, vos acompanhe
com coração de pai!”
Grandeza e santidade de um carpinteiro de Nazaré chamado José
“Dize-me, José, quando conheceste Maria? Terá sido em uma manhã de primavera, quando ela voltava da fonte do vilarejo com seu cântaro na cabeça e a mão na cintura, esbelta como um lírio? Ou em um dia de sábado, enquanto conversava à parte com as jovens de Nazaré sob o arco da sinagoga? Ou ainda em uma tarde de verão, em um campo de trigo, enquanto, abaixando seus esplêndidos olhos para não revelar o pudor da pobreza, se afanava na humilde tarefa da colheita? Ou quando te retribuiu o sorriso e te tocou a cabeça com sua primeira carícia, que talvez tenha sido sua primeira aceitação, e tu não o sabias (e, à noite, encharcaste teu travesseiro com lágrimas de felicidade...)? Ela te escrevia cartas de amor?
Talvez, sim (e o sorriso que acompanha o movimento de teus olhos para o armário de tintas e vernizes dá-me a entender que, em um desses frascos vazios, que já não se abrem, ainda guardas uma daquelas cartas).
Então, uma noite, te revestiste de coragem e te aproximaste de sua janela, perfumada com manjericão e menta, e lhe cantaste suavemente os versos do Cântico dos Cânticos: "Levanta-te, minha amada, formosa minha, vem a mim! Vê o inverno: já passou! Olha a chuva: já se foi! As flores florescem na terra, o tempo da poda vem vindo e o canto da rolinha se faz ouvir em nosso campo. Despontam figos na figueira e a vinha florida exala perfume.
Levanta, minha amada, formosa minha, vem a mim! Pomba minha, que se aninha nos vãos do rochedo, pela fenda dos barrancos... Deixa-me ver teu rosto, deixa-me ouvir tua voz, pois teu rosto é tão formoso e tão doce tua voz!" (2,10-14). E tua amada, tua pomba, tua formosa se levantou de verdade. Saiu ao teu encontro, fazendo-te estremecer. Tomou tua mão na sua, e enquanto o coração te estalava no peito, te confiou ali, sob as estrelas, um grande segredo. Só tu, sonhador, podias entendê-la. Falou-te do Deus de Israel.
De um anjo do Senhor. De um mistério escondido pelos séculos e agora escondido em seu ventre. De um projeto maior que o universo e mais alto que o firmamento que se estendia sobre ti e ela.
Então, pediu-te que saísses de sua vida, que lhe dissesses adeus e a esquecesses para sempre. Foi aí que a estreitastes junto a teu coração pela primeira vez, e lhe dissestes com tremor: "De minha parte, renuncio voluntariamente a meus planos.
Quero partilhar os teus, Maria, contanto que me deixes estar contigo". Ela te respondeu que sim, e tu lhe tocaste o ventre com uma carícia: foi tua primeira benção para a Igreja nascente (...).
E penso que tiveste mais coragem para partilhar o projeto de Maria do que ela, inicialmente, para partilhar o Projeto do Senhor. Ela apostou tudo na onipotência do Criador, mas tu apostaste tudo na fragilidade de uma criatura. Ela teve mais fé, mas tu tiveste mais esperança. E a caridade fez o resto, em ti e nela”.
PS: Texto de Dom Tonino Bello para reflexão, no ano que de São José, declarado pelo Papa Francisco; iniciado em 08 de dezembro de 2020, e a ser encerrado no dia 08 de dezembro de 2021.
Texto completo, em italiano, encontra-se em: La carezza de Dio: lettera a Giuseppe. Molfetta: Meridiana | Luce e Vita, 2021.
Antonino Bello (mais conhecido como Dom Tonino).
Aprendamos com São José
Solenidade em louvor a São José, o esposo de Maria
Celebramos no dia 19 de março a Solenidade de São José, esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e patrono da Igreja, e a Liturgia da Palavra nos apresenta estas leituras: 2Sm 7, 4-5a.12-14a; Rm 4, 13.16-18.22; Mt 1, 16.18-21.24.
Um modelo de coragem, e reconheceu na humanidade de Jesus, a Sua divindade.
“Salve, guardião do Redentor
e esposo da Virgem Maria!
A vós, Deus confiou o Seu Filho;
em vós, Maria depositou a sua confiança;
convosco, Cristo tornou-Se homem.
Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós
e guiai-nos no caminho da vida.
Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem,
e defendei-nos de todo o mal. Amém”.
PS: Se desejar, acesse o link e confira a carta na integra:







