sábado, 29 de agosto de 2026
A Cruz e o Cálice
Não desistir diante das provações: da provação à perfeição
Não desistir diante das provações
Diante da história de todos nós, com suas páginas de provações, tribulações, dificuldades, tropeços e inquietações, como fazer a necessária superação?
Precisamos, a partir da fé, escrever novas páginas de paciência, esperança, perseverança, perfeição, integridade e de verdadeira alegria.
Como Igreja Sinodal, peregrinos de esperança, sejamos iluminados e fortalecidos pela Palavra de Deus, que é luz para o nosso caminho (Sl 119,105), no bom combate da fé (2 Tm 4,7-8).
Urge firmar nossos passos, escrevendo páginas de acrisolamento, amadurecimento, aperfeiçoamento, vivendo o Mistério da Paixão e Morte do Senhor, para com Ele Ressuscitar, e com Ele, sermos mais que vencedores:
– “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus” (Rm 8,37-39).
O Apóstolo São Paulo também nos ajuda neste santo propósito, como peregrinos do Senhor que somos:
- “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não decepciona, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,1-5).
Por fim, acolhamos e aprofundemos nossa reflexão, à luz das palavras do Apóstolo São Tiago:
- “Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma.” (Tg 1,2-4)
Nota-se um itinerário que o cristão precisa percorrer, na vivência da fé:
1º - A provação, como motivo de grande alegria;
2º - A comprovação da fé;
3º - A perseverança na fé;
4º - A geração da obra de perfeição;
5º - A perfeição e integridade (sem falta ou deficiência alguma).
Concluindo, vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica sobre o caminho da perfeição que devemos trilhar:
“O caminho da perfeição passa pela Cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso espiritual envolve ascese e mortificação, que levam gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças.” (1)
Façamos as renúncias necessárias, tomemos nossa cruz de cada dia e sigamos o Senhor (cf. Lc 9,23), cujo fardo é leve e o jugo é suave (cf. Mt 11,28-30), revitalizando-nos com o Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia, que são os imprescindíveis e divinos Pães de nossa vida, no tempo presente e na eternidade. Amém.
(1) Catecismo da Igreja Católica – n. 2015
“Loucura da Cruz” – Loucura do Amor
Uma vida que não vai em direção da Cruz não é cristã. É preciso viver a “loucura da Cruz” – a loucura do Amor em fidelidade ao Amor Maior, Jesus.
“A cruz é o único sacrifício de Cristo...”
“A cruz é o único sacrifício de Cristo...”
“A cruz é o único sacrifício de Cristo, mediador único entre Deus e os homens (1 Tm 2,5). Mas porque, na sua pessoa divina encarnada. «Ele Se uniu, de certo modo, a cada homem» (Gaudium et spes – GS n.22), «a todos dá a possibilidade de se associarem a este mistério pascal, por um modo só de Deus conhecido» (GS n.22).
Convida os discípulos a tomarem a sua cruz e a segui-Lo(Mt 16,24) porque sofreu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos (1 Pd 2,21).
De fato, quer associar ao seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os primeiros beneficiários (Mc 10,39; Jo, 21-18-19; Cl 1,24). Isto realiza-se, em sumo grau, em sua Mãe, associada, mais intimamente do que ninguém, ao mistério do seu sofrimento redentor (Lc 2,35):
«Há uma só escada verdadeira fora do paraíso; fora da cruz, não há outra escada por onde se suba ao céu» (Santa Rosa de Lima).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 618
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