Reflitamos:
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Templo e templos: Mesmo amor e zelo tenhamos!
Templo e templos: Mesmo amor e zelo tenhamos!
O zelo pela casa do Senhor e o amor pelos
Seus templos vivos, os pobres...
Retomemos a homilia escrita pelo Bispo São João Crisóstomo (séc. IV), sobre o Evangelho de São Mateus, que nos convida a refletir sobre o templo e os templos de Deus.
“Queres honrar o corpo de Cristo? Não o desprezes quando nu, não o honres com vestes de seda e abandones fora no frio e na nudez o aflito.
Pois aquele que disse: Isto é o meu Corpo (Mt 26,2) e confirmou com a palavra, é o mesmo que falou: Tu Me viste faminto e não Me alimentaste (Mt 25,35); e: O que não fizeste a um destes mais pequeninos, não o fizeste a mim (Mt 25,45). Este não tem necessidade de vestes, mas de corações puros, aquele, porém, precisa de grande cuidado...
Aprendamos, portanto, a raciocinar e a reverenciar a Cristo como lhe agrada... Assim, honra-O tu com a honra prescrita em lei, distribuindo tua fortuna com os pobres. Deus não precisa de vasos de ouro, mas de almas de ouro.
Que proveito haveria, se a mesa de Cristo está coberta de taças de ouro e Ele próprio morre de fome? Sacia primeiro o faminto e, depois, do que sobrar, adorna sua mesa.
Fazes um cálice de ouro e não dás um copo de água? Que necessidade há de cobrir a mesa com véus tecidos de ouro, se não lhe concederes nem mesmo a coberta necessária? Que lucro haverá? Diz-me: se vês alguém que precisa de alimento e, deixando-o lá, vais rodear a mesa, de ouro, será que te agradecerá ou, ao contrário, se indignará? Que acontecerá se ao vê-lo coberto de andrajos e morto de frio, deixas de dar as vestes, mandas levantar colunas douradas, declarando fazê-lo em sua honra? Não se julgaria isto objeto de zombaria e extrema afronta? Pensa também isto a respeito de Cristo, quando errante e peregrino vagueia sem teto.
Não O recebes como hóspede, mas ornas o pavimento, as paredes e os capitéis das colunas, prendes com cadeias de prata as lâmpadas, e a Ele, preso em grilhões no cárcere, nem sequer te atreves a vê-Lo.
Torno a dizer que não proíbo tais adornos, mas que com eles haja também cuidado pelos outros. Ou melhor, exorto a que se faça isto em primeiro lugar. Daquilo, se alguém não o faz, jamais é acusado; isto porém, se alguém o negligencia, provoca-lhe a geena e fogo inextinguível, suplico com os demônios.
Por conseguinte, enquanto adornas a casa, não desprezes o irmão aflito, pois ele é mais precioso que o templo.”
São João Crisóstomo possuía uma capacidade excepcional para explicar a Boa Nova de Jesus Cristo, na linguagem e cultura do seu tempo.
Dava forte ênfase às consequências sociais do Evangelho; era, ao mesmo tempo, invejável o seu esforço para tornar bela a oração e para transmitir a reflexão teológica de forma poética.
Reflitamos:
- De que modo cuidamos da Casa do Senhor e de tudo quanto esteja relacionado?
- Quanto de recurso financeiro e de tempo investimos no cuidado do Senhor, na pessoa dos pobres que nos interpelam, como Sua real presença?
- A preocupação que temos com o esplendor de nossos templos e liturgia é a mesma que temos com o resgate do esplendor do brilho dos olhos de nossos irmãos empobrecidos?
Oremos:
Senhor, que eu cuide de Ti em cada irmão e irmã empobrecido, com o mesmo amor com que cuido do culto e de Tua casa;
Senhor, que o zelo, a promoção da vida e da dignidade dos pobres me consuma como me consome o zelo pela Tua casa.
Senhor, que este zelo inseparável, irrenunciável e inadiável,
Por nós seja vivido, porque para Vós agradável e louvável!
Senhor, não permita que caiamos em omissões execráveis,
detestáveis e lamentáveis, porque por Vós inadmissíveis e impensáveis!
Amém!
PS: Oportuno para celebrar a dedicação de uma igreja.
Senhor, quero falar contigo...
Senhor, quero falar contigo...
Senhor Jesus,
Vós que Ressuscitastes e estais sentado à direita de Deus,
Sois a luz penetrante que invade minha alma,
Iluminai os lugares mais sombrios
e obscuros de minha mente e pensamento,
Para que eu possa no mundo resplandecer a Vossa divina luz:
Com palavras, gestos, renovados compromissos batismais.
Com palavras, gestos, renovados compromissos batismais.
Senhor Jesus, para quem é impossível ocultar o que sou e quem sou,
pois conheceis o mais profundo de mim, pois bem aqui habitais.
Ajudai-me a perceber Vossa maviosa presença,
sem jamais o esmorecimento e o pretenso retorno a “Emaús”,
sem qualquer chama de alegria e esperança.
Reavivai em mim o sonho puro, a doce confiança,
um coração terno de criança.
Ajudai-me a perceber Vossa maviosa presença,
sem jamais o esmorecimento e o pretenso retorno a “Emaús”,
sem qualquer chama de alegria e esperança.
Reavivai em mim o sonho puro, a doce confiança,
um coração terno de criança.
Senhor Jesus, que quereis comigo estabelecer
uma relação de profundidade/intimidade,
Que eu saiba corresponder à altura, ao Vosso incrível Amor,
extremado na Morte de Cruz.
Que a lógica por mim vivida preencha todo meu ser.
extremado na Morte de Cruz.
Que a lógica por mim vivida preencha todo meu ser.
Renove minha postura diante do outro e do mundo,
porque se meu coração Pelo “fogo devorador” do Vosso Espírito, inflamado, passos firmados na santificação.
porque se meu coração Pelo “fogo devorador” do Vosso Espírito, inflamado, passos firmados na santificação.
Senhor Jesus, que eu tenha coragem de confrontar
a minha existência com a luz da Vossa Verdade.
a minha existência com a luz da Vossa Verdade.
Que não haja em mim espaço para a lógica
da malícia, maldade, crueldade, infidelidade.
Somente pelo Vosso Amor incomparável, indizível,
quero sedimentar cada momento:
Na família, na Igreja, na sociedade, no mundo,
impregnado pela Vossa Divina Palavra,
Nutrir-me do Pão de Imortalidade,
inebriar-me do Vinho do Sagrado Cálice:
ser Vosso fermento.
da malícia, maldade, crueldade, infidelidade.
Somente pelo Vosso Amor incomparável, indizível,
quero sedimentar cada momento:
Na família, na Igreja, na sociedade, no mundo,
impregnado pela Vossa Divina Palavra,
Nutrir-me do Pão de Imortalidade,
inebriar-me do Vinho do Sagrado Cálice:
ser Vosso fermento.
Senhor Jesus, que cada passo dado,
cada página escrita, com a tinta do Amor
cada página escrita, com a tinta do Amor
Do Vosso Santo Espírito o tenha sido,
pois assim esperais de mim, é o que anseias.
Que eu lance âncoras na eternidade,
num presente vivido em contínuos mergulhos
No mar infinito de Vossa misericórdia, caridade, amor, ternura e bondade.
pois assim esperais de mim, é o que anseias.
Que eu lance âncoras na eternidade,
num presente vivido em contínuos mergulhos
No mar infinito de Vossa misericórdia, caridade, amor, ternura e bondade.
Somente assim serei de fato Pascal,
buscando a glória da imortalidade.
buscando a glória da imortalidade.
Senhor Jesus que descestes à mansão triste e escura dos mortos;
Vós que por Amor não evitastes as entranhas obscuras do túmulo;
Que suportastes ser o Grão de Trigo no chão caído, morto,
Para que na glória fosseis pelo Pai Ressuscitado, Glorificado.
Que vivendo e crendo em Vós,
um dia eu seja elevado para o alto, onde estais.
Que suportastes ser o Grão de Trigo no chão caído, morto,
Para que na glória fosseis pelo Pai Ressuscitado, Glorificado.
Que vivendo e crendo em Vós,
um dia eu seja elevado para o alto, onde estais.
Senhor Jesus, como Vos amo!
Senhor Jesus, como Vos adoro!
Senhor Jesus, como nada ainda Vos amo!
Como nada ainda Vos adoro!
Senhor Jesus, como nada ainda Vos amo!
Como nada ainda Vos adoro!
Senhor Jesus, por mais que Vos ame,
Jamais Vos amarei como me amais.
Senhor Jesus, uma súplica última:
Dilatai as medidas de meu coração.Amém.
Senhor Jesus, uma súplica última:
Dilatai as medidas de meu coração.Amém.
Em poucas palavras...
“Não podeis chamar Pai nosso...”
“Não podeis chamar Pai nosso ao Deus de toda a bondade, se conservais um coração duro e pouco humano, pois em tal caso já não tendes a marca de bondade do Pai Celestial”(1)
(1) Homilia do Bispo e Doutor São João Crisóstomo (séc. VI) sobre a porta estreita
Em poucas palavras...
Ó Espírito Santo de Deus!
Supliquemos a presença e a ajuda do Espírito
Para os sinais dos tempos sabermos interpretar;
A reconciliação com o próximo realizar
E da corrente do pecado, a liberdade alcançar.
Com o Espírito Santo de Deus
Discernimento e interpretação;
Reconciliação e comunhão;
Vida nova e a alegria da libertação.
PS: Inspirado em Romanos (Rm7,18-25. )
O Sol do Amor amadurece nossa liberdade
O Sol do Amor amadurece nossa liberdade
Todos ansiamos pela liberdade, que não se confunde em estar sem cadeias, sem saber em que direção andar, sem meta que dê um sentido à caminhada, pois se assim o fosse seria apenas ausência de constrangimento ou espontaneidade inconsequente.
Ser livre não significa que a ninguém tenhamos que obedecer, mas ser alguém que a Deus obedece, em total adesão a Cristo que, na obediência ao Pai, alcançou a verdadeira liberdade.
Livre somos quando permanecemos plenamente fiéis ao Pai e realizamos a Sua vontade, assim como Jesus o fez, até a morte e morte de Cruz, o lugar de maturação de nossa liberdade, na alegria dos frutos Pascais.
Não há liberdade se não tivermos a maturidade para o carregar da cruz cotidiana, silenciosamente, sem esmorecimentos, fazendo progressos na atuação da fé, esforços na caridade e dando firmeza à esperança.
Ser livre é experimentar a presença e ação de Deus, que é amor em nossa vida, pois “Somente o Sol do Amor faz amadurecer a liberdade", enfrentando os momentos de adversidades e crise, pois assim, tomamos consciência de nossa incondicional adesão ao Senhor.
Ser livre é confiar na Palavra do Senhor e jamais andar a deriva, ou na travessia do mar, não naufragar em nossas fraquezas, mediocridade, incertezas e medos, confiando na presença e ação divina, que nos ampara e nos toma pela mão, porque é nosso refúgio e proteção.
Provemos e vejamos como o Senhor é bom para quem n’Ele encontra o seu refúgio, e assim a autêntica liberdade desejada alcança, e não se perde, também, na travessia do vale escuro da existência, iluminado e assistido pela luz divina que nos ilumina.
Fonte de inspiração: Romanos 6, 12-18; Missal Cotidiano – Editora Paulus - p.1406
Sejam nossas palavras temperadas com sal
Sejam nossas palavras temperadas com sal
"Que a palavra de vocês seja sempre agradável, temperada com sal, de tal modo que saibam responder a cada um como convém” (Cl 4,6)
O Apóstolo Paulo, na passagem da Carta aos Colossenses (Cl 4, 2-6), nos exorta a viver na vigilância e na oração.
Vejamos o que nos diz a Nota da Bíblia Edição Pastoral:
“O texto é perpassado por um clima de oração. Os motivos para rezar são diversos: para permanecer vigilantes com relação às doutrinas estranhas, para render graças pela salvação alcançada, para que a Palavra continue seu caminho missionário, para que o Projeto de Cristo seja conhecido (Rm 6,12-14; Ef 6,18-20). Por causa desse Projeto, Paulo está preso (Cl 4,3.10.18). Palavra ‘temperada com sal’ é o modo como os antigos se referiam à palavra sábia e oportuna”.
Deste modo, reflitamos sobre a necessária vigilância, acompanhada de oração, para que nossas palavras sejam agradáveis, temperadas com sal, ou seja, sábias e oportunas, em todos os momentos e em todas as situações.
Na Carta aos Efésios (Ef 4,29), o Apóstolo também nos diz:
“Que da boca de vocês não saia nenhuma palavra que prejudique, mas palavras boas para a edificação no momento oportuno, a fim de que façam bem para aqueles que as ouvem”.
Roguemos a Deus para que a Sua Palavra esteja sempre em nossos lábios e coração, pois a boca fala do que o coração está cheio, nos disse o Senhor Jesus (Lc 6,45).
Sejamos iluminados pelo Espírito do Senhor, para que não nos faltem palavras sábias e oportunas para corrigir, exortar, edificar, na vida familiar, eclesial e social.
Sejam nossas palavras acompanhadas de conteúdo necessário para que se tornem credíveis, com o sal necessário para “temperar” novos e saborosos relacionamentos fraternos.
Sejam nossas palavras “temperadas com sal” na exata medida, para que venhamos a dar sabor a vida de tantos quantos convivemos: palavras sábias, equilibradas e que retratam o desejo e o compromisso de um mundo melhor.
Urge que aqueles que conduzem o “rebanho” tenham sempre palavras temperadas com o sal na exata medida, para que sejam revigorados em sua fé, renovados na esperança e inflamados na caridade.
Oremos, finalmente, por todos os que nos governam para que também não faltem a estes palavras temperadas com sal, para que sejam credíveis em suas palavras e atitudes na promoção do bem comum, na promoção de uma sociedade justa e fraterna.
Em poucas palavras...
Fortaleçamos os vínculos da caridade
“Deus eterno e onipotente, que reunis os Vossos fiéis dispersos e os conservais na unidade, olhai com bondade para todo o Povo de Cristo, para que vivam unidos pela integridade da fé e pelo vínculo da caridade todos aqueles que foram consagrados pelo mesmo Batismo”. (1)
(1) Lecionário Comentado – Volume Quaresma/Páscoa – Editora Paulus – 2011 – p.638
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