domingo, 16 de agosto de 2026

Com Maria, aprendamos a Evangelizar

                                                       

Com Maria, aprendamos a Evangelizar

Trilhemos com ardor na missão evangelizadora, proclamando oportuna e inoportunamente a Palavra de Deus (cf. 2Tm 4,2).

Muitos são os desafios da ação evangelizadora, mas não podemos jamais nos descuidar, para que, com amor zelo e alegria, firmemos nossos passos na fidelidade do anúncio e testemunho da Boa-Nova do Evangelho.

Voltemos nosso olhar para Maria, a Mãe de Jesus, a Estrela da Evangelização, e sejamos iluminados pelo que dela nos falam os Evangelhos e a Tradição da Igreja, sobretudo na formulação e compreensão dos Dogmas Marianos (Maternidade Divina, Virgindade Perpétua, Imaculada Conceição e Assunção aos céus).

Muitas lições temos a aprender com Maria, para que, de fato, sejamos discípulos missionários do Seu Filho, tendo d’Ele mesmos pensamentos e sentimentos, totalmente a Ele configurados e confiantes, assim como Ela nos disse no primeiro sinal das Bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser “ (Jo 2, 5). 

A primeira lição é a abertura aos planos divinos, quando ela disse sim ao anjo Gabriel para ser a Mãe do Salvador. Também nós, quantas vezes inspirados em Maria, damos nosso sim para que a vontade de Deus prevaleça.

Com ela, aprendemos a prontidão e a disponibilidade para servir a quem precisa, como Ela o fez ao se dirigir apressadamente na região montanhosa, grávida, para servir sua prima Isabel, também grávida, em idade avançada. Sem desculpas e lentidão, o discípulo deve colocar-se sempre em atitude de amor, doação e serviço.

Nesta mesma visita, temos ainda outras lições: em tempos sombrios, em que a verdade duela com a mentira, o amor com o ódio, a vida com a morte, irradiarmos alegria e luz, como sinais e instrumentos da presença do Espírito Santo que nos assiste

E, com o Magnificat cantado por ela, aprendemos o canto da esperança dos pobres, que em Deus confiam e se comprometem com um mundo novo, marcado por novas relações políticas, econômicas, religiosas e sociais.

Com Maria, aprendemos a contemplar e a confiar na presença e ação misericordiosa de Deus, que não se distancia da história, mas nela Se encarna na Pessoa de Jesus, e nesta encarnação, nossa humanidade é resgatada, reconciliada, e voltamos à plena comunhão, que no Paraíso, por desobediência e desejo de onipotência, perdemos. O pecado, que entrara por um homem, por outro, Jesus, foi definitivamente destruído.

No Mistério da Paixão, também aprendemos com Maria, o amor incondicional ao Filho, de quem não se separou, permanecendo fiel, em dores, lágrimas vertidas e a alma em indescritível sofrimento. Ela permaneceu aos pés da cruz até o fim, e assim nos ensina também a mesma fidelidade viver: com renúncias necessárias cotidianamente, nossa cruz tomar, completando em nossa carne o que falta à Paixão de Cristo, por amor à Sua Igreja (Cl 1, 24).

No Mistério Pascal, Maria testemunha a fé no Cristo vivo, glorioso, Ressuscitado, quando se encontra com os discípulos para a Ceia (At 1,14); alimenta-se do Corpo e Sangue do Filho que fora gerado em seu ventre, agora dado em comida e bebida para os discípulos, Pão que alimenta, Bebida que inebria.

Na fidelidade ao Senhor, Maria sempre vivenciou o bom combate da fé, e hoje um dos sinais desta fidelidade se manifesta no fortalecimento de nossas Pastorais, sobretudo as pastorais Sociais e os compromissos da Campanha da Fraternidade que não podem ser esquecidos.

Contemos com Maria, Mãe de Deus e nossa, que conosco caminha. Não tenhamos medo, como discípulos missionários, pois ela sempre está presente na vida e ação da Igreja, para que no empenho irrenunciável com o Reino de Deus pelo Seu Filho inaugurado, nos comprometamos para que todos tenhamos vida plena e feliz.

Sejamos assistidos pelo Paráclito, o Advogado, o Espírito Santo que é, de fato, o verdadeiro protagonista da Ação Evangelizadora, mas empenhados em sermos aprendizes das mais belas lições que Maria nos ensina, sempre lançando redes em água mais profundas (cf. Lc 5,1-11).

Com Maria, a Estrela da Evangelização, sejamos fiéis discípulos missionários do Senhor, caminhando e peregrinando na esperança.

“O Senhor derrubou do trono os poderosos”

                                                        

“O Senhor derrubou do trono os poderosos”

A história da humanidade já escreveu páginas execráveis com milhões de vítimas, sangue derramado de inocentes, por causa do delírio de onipotência.

Este delírio já cegou, não poucas vezes, a humanidade, multiplicando suas vítimas, com holocaustos; promoção insana da miséria; guerras fratricidas; discriminações abomináveis e exclusões indesejáveis, vilipendiando a dignidade e sacralidade da existência humana, desde sua concepção até seu declínio natural.

É sempre necessário vencer a grande tentação da condição humana,  que vem desde o Éden, o grande pecado de nossos pais, a herança que todos participamos pelo pecado original, que nos marca quando do nascimento.

Vigilância se faz necessária para que a ilusão não se sedimente em nossa mente e coração, com ilusórias promessas de realização em todos os âmbitos da vida, como promessa de felicidade plena.

Abertura ao Espírito e escuta de Sua voz são fundamentais para que compreendamos e realizemos o Projeto d’Aquele que nos criou, com o abandono de caprichos e astúcias pessoais que possam nos cegar ou nos fazer surdos aos clamores que sobem aos céus, fazendo-nos dar vida e força às asas de desejos indesejáveis e impronunciáveis.

Oremos:

Senhor, Vos pedimos que nos livreis do delírio de onipotência que nos cega, nos faz prisioneiros de nós mesmos, asfixiados pelos interesses mesquinhos, desejos, cobiça, presunção e petulância.

Senhor, libertai-nos do delírio de onipotência, pois, ainda que não percebamos, ele rompe os laços sagrados da fraternidade, afastando-nos de Vós, que quereis ser e sois tão próximo e íntimo a nós.

Senhor, queremos com Vossa Mãe, Maria, lutar corajosamente contra a serpente e o mal, para que sejamos livres de todas as amarras, pois foi para a liberdade que nos libertastes (Gl 5,1).

Senhor, com Vossa Mãe, queremos também fortalecer nossa luta interior contra o mal, ultrapassando as mesmas dificuldades e tentações na realização do plano de Salvação que tendes para nós.

Senhor, com Vossa Mãe, concebida sem a mancha do pecado, da desobediência, da infidelidade, o mais perfeito modelo de amor,  fidelidade e atitude, também queremos amar-Vos e testemunharmos como discípulos missionários Vossos.

Senhor, com Vossa Mãe, tão humana e inteiramente sim para Deus; assim também queremos fazer.

Senhor, concedei-nos a graça de que a devoção à Vossa Mãe consista em imitá-la em suas incontáveis virtudes,  libertos do terrível delírio de onipotência com suas faces maculadas de pecado. 

Senhor, afastai o perigo da onipotência humana, que nos aprisiona e nos mergulha no mar do pecado, e mergulhemos no Mar de Vossa bondade, pela Onipotência de Misericórdia.

Senhor, contando com a onipotência suplicante de Vossa Mãe Maria, preparando assim, Vossa vinda gloriosa, assistidos pelo Vosso Espírito, em plena fidelidade ao Projeto de Vosso Pai. Amém.

Oração do Papa Francisco a Nossa Senhora

                                     


                 Oração do Papa Francisco a Nossa Senhora

“Ó Maria, Tu sempre brilhas em nosso caminho como sinal de salvação e esperança.

Nós nos entregamos a Ti, Saúde dos Enfermos, que na Cruz foste associada à dor de Jesus, mantendo firme a Tua fé.

Tu, Salvação do povo romano, sabes do que precisamos e temos a certeza de que garantirás, como em Caná da Galileia, que a alegria e a celebração possam retornar após este momento de provação.

Ajuda-nos, Mãe do Divino Amor, a nos conformarmos com a vontade do Pai e a fazer o que Jesus nos disser.

Ele que tomou sobre Si nossos sofrimentos e tomou sobre Si nossas dores para nos levar, através da Cruz, à alegria da Ressurreição. Amém.

Sob a Tua proteção, buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus.

Não desprezes as nossas súplicas, nós que estamos na provação, e livra-nos de todo perigo, Virgem gloriosa e abençoada.”


PS: Oração feita na Missa celebrada pelo Papa no Santuário do Divino Amor, dia 11 de março de 2020 – Itália

O fogo purificador do amor de Deus (XXDTCC)

O fogo purificador do amor de Deus

Com a Liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum (ano C), refletimos sobre a radicalidade da missão, como discípulos missionários do Senhor, na vivência da vocação profética que Ele nos confia.

A passagem da primeira Leitura (Jr 38,4-6;8-10) nos apresenta a missão do Profeta Jeremias, que testemunha, à luz da verdade e com coerência, o Projeto que Deus tem para a humanidade.

A missão do Profeta atrai dos chefes do povo o ódio, e deste a desconfiança. No entanto, confiando em Deus, não se omite em sua missão, ainda que pague com o preço da própria vida (abandono, solidão, traição, desolação...).

A atividade profética de Jeremias se deu numa época muito complicada em termos históricos (a partir de 627 a.C. até bem depois da queda de Jerusalém em 586 a.C.).

A sua vida foi constantemente arriscada por causa da Palavra de Deus e de sua missão profética, por isso é modelo do Profeta que  dá sua própria vida para que a Palavra de Deus ecoe no mundo e na vida da humanidade.

O Profeta, como Jeremias, sabe que Deus está sempre ao lado dos que anunciam e testemunham fielmente a Sua Palavra, de modo que suportam perseguição e marginalização pelo mundo e pelos poderosos. Assim é a história de Jeremias: incompreendido, humilhado, esmagado, abandonado (não por Deus, que é sempre presença amiga e reconfortante).

De fato, o caminho percorrido pelo Profeta: “não é um percurso fácil, nem carreira recheada de êxitos humanos, nem um caminho atapetado pelo entusiasmo e pelas palmas das multidões; mas é um caminho de cruz, de sofrimento, de incompreensão, com o poder daqueles que pretendem construir o mundo sobre valores de egoísmo, de prepotência, de orgulho, de morte” (1)

Reflitamos:
- O que tenho a aprender com o Profeta Jeremias?
- Como vivo a vocação profética?
- Sinto a presença de Deus em todos os momentos da minha vida?


A segunda Leitura nos apresenta uma passagem da Epístola aos Hebreus (Hb 12,1-4). Trata-se de uma mensagem dirigida a uma comunidade cansada, acomodada, desanimada diante das dificuldades e do aparente fracasso da missão.

A comunidade vive num contexto de hostilidade e o autor exorta para que os cristãos corram, incansável e determinantemente, para a meta, que é o próprio Cristo, e assim alcançará a vitória, a Salvação.

Para tanto, os cristãos precisam despojar-se do fardo do pecado (egoísmo, comodismo, autossuficiência), tendo Jesus Cristo como modelo fundamental, pois Ele enfrentou a Cruz e sentou-Se à direita do trono de Deus:

“O caminho do cristão não é um passeio fácil e descomprometido, mas um caminho duro e difícil que não se compadece com ‘meias tintas’ nem com compromissos mornos e a ‘meio gás’. Exige coragem para vencer os obstáculos, capacidade de luta para enfrentar a oposição, compromissos profundos e radicais.” (2)

Reflitamos:
- Como está a vida de fé de nossa comunidade?
- Quais os obstáculos que encontramos no caminho, na vivência de nossa fé?
- Como testemunho com radicalidade o amor de Deus?

Na passagem do Evangelho (Lc 12,49-53), o Evangelista  nos apresenta a missão de Jesus: “lançar fogo a terra”, ou seja, colocar fim ao egoísmo, escravidão do pecado, inaugurando assim o Reino de Deus.

No entanto, trata-se de uma proposta exigente e radical: “Vós pensais que vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, Eu vos digo, vim trazer divisão” (Lc 12,51).

Como entender estas difíceis Palavras de Jesus? Consideremos que tem em Seu horizonte a Cruz, e é nesta perspectiva que devemos compreender Suas Palavras, segundo o Evangelista Lucas: é uma mensagem catequética para preparar os discípulos para a compreensão da missão de Jesus, a radicalidade do Reino e as exigências para todos os que aderirem à Sua proposta e se puserem no mesmo caminho.

O simbolismo do fogo: Jesus veio revelar à humanidade a santidade de Deus; com isto a destruição do egoísmo, da injustiça, da opressão que roubam a beleza da vida em todos os seus âmbitos e sentidos. Lucas retomará o simbolismo do fogo em Pentecostes, quando o Espírito foi enviado aos discípulos reunidos, na imagem das línguas de fogo.

O fogo que Jesus veio acender é um fogo purificador e transformador que deve atingir o coração de todos nós e transformar a nossa vida. O fogo que Ele traz à terra é o fogo do amor que desmascara nossas recusas, mas ao mesmo tempo as purifica.

Jesus veio comunicar uma paz diferente (não a paz dos cemitérios, da “pax romana”, uma paz apodrecida). A paz que Ele veio comunicar é o “Shalom”, plenitude de vida para todos, de modo especial para os empobrecidos, para os marginalizados.

E isto não se dá sem os conflitos, denúncias, interpelações de conversão: alguns aceitarão, outros a rejeitarão e O eliminarão na morte de Cruz:

“Jesus veio trazer a paz, mas a paz que é vida plena vivida com exigência e coerência; essa paz não se faz com ‘meias tintas’, com meias verdades, com jogos de equilíbrio que não chateiam ninguém, mas também não transformam nada. A proposta de Jesus é exigente e radical; assim, não pode deixar de criar divisão.” (3)

A Paz que Jesus veio comunicar é fruto do amor desconcertante por causa de sua exigência maior, que consiste no amor aos inimigos, assim como é o amor do Pai que Ele anuncia e testemunha:

“Jesus veio pôr a nu o nosso coração. Escolher por ou contra Jesus: inevitavelmente, surgirão conflitos”. (4)

Reflitamos:
- Sentimos o fogo do Espírito aceso em nossos corações, na vida da comunidade?
- O que entendemos por paz e qual nosso compromisso com ela?
- Quando, de fato, somos causa de divisão por causa da Palavra e da Pessoa de Jesus e não por causa de nossas fraquezas, imperfeições e pecado?

Que o nosso coração seja inflamado pelo fogo purificador do amor do Senhor, tão somente assim seremos verdadeiros discípulos Seus, e viveremos com ardor e coragem a vocação profética que Ele nos confia.

Acendei, Senhor, em nós a chama do Vosso divino amor!


(1) (2) (3) (4) cf. www.dehonianos.org.br

Fé viva, graças alcançadas (XXDTCA)

Fé viva, graças alcançadas

Com a Liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum (ano A) podemos contemplar a Salvação de Deus concedida a todos, que é a expressão de Sua misericórdia, e tem uma dimensão universal, pois se estende a todos os povos. Ninguém é excluído do Seu Projeto de Amor e Salvação.

Na passagem da primeira Leitura (Is 56,1.6-7) refletimos sobre um período extremamente difícil do Povo de Deus: momento de reconstrução. O contexto é de retorno, o cenário é desolador, os desafios são de toda ordem...

Entretanto, o Profeta, homem da esperança, anuncia o tempo novo, onde todos deverão abrir-se ao outro, todos deverão participar do desafio da reconstrução.

A Salvação de Deus, como foi dito, destina-se a todos, inclusive os estrangeiros que também dela são destinatários e, portanto, acolhidos e envolvidos nesta missão de restauração, alcançando também a Salvação.

Na passagem da segunda Leitura (Rm 11,13-15.29-32) mais uma vez o Apóstolo Paulo insiste que a Salvação de Deus destina-se a todos. A Misericórdia Divina não abandona e não exclui ninguém.

Deus só quer o bem dos Seus filhos e não se deixa vencer pelas nossas misérias, ao contrário, serve-Se delas, por vezes, para nos fazer voltar ao caminho do Seu amor, beneficiando-nos com a Sua Misericórdia.

É nesta ordem de ideias que se move São Paulo ao afirmar que a infidelidade de Israel não será definitiva. O fechamento do Povo de Israel, portanto, possibilitou que a Salvação de Deus se estendesse a todos os povos, houve abertura aos gentios.

Na passagem do Evangelho (Mt 15,21-28) contemplamos uma cena comovente: a humildade, a confiança, a súplica, a fé daquela mulher “cananeia”, uma pagã, habitante de uma região não recomendada pelos judeus.

Aprendemos com ela que temos que pedir a Deus com fé.  Embarcar na aventura do Reino é cultivar uma fé autêntica, abrir-se a graça da Salvação, ainda que não a mereçamos.

A postura da “cananeia” é totalmente contrária à atitude dos fariseus e doutores da Lei, que por sua vez é marcada por preconceitos e autossuficiência, totalmente fechados à Salvação oferecida por Jesus e às Suas propostas. São duas atitudes totalmente opostas diante de Jesus.
Ao atender a súplica daquela mulher Jesus desmascara todos os preconceitos. A aparente dureza das palavras de Jesus são, antes de mais nada, para revelar a atitude contrária de Seus opositores.

A humildade da mulher é revelada pela pedagogia de Jesus – “receba a minha salvação”. Jesus revela a misericórdia de Deus, um amor que se volta incansavelmente a quem a Ele acorre com fé.

Reflitamos:

- Deus está sempre pronto para curar, salvar, libertar... E eu estou aberto e pronto para o agir de Deus?
- Como nossa comunidade testemunha o amor inclusivo de Deus pelos pobres?

- Vivemos a Misericórdia Divina, que é universal, operativa e inclusiva, porque a todos se destina?
- Como nos abrirmos e acolhemos a Salvação de Deus?

- A “cananeia” de um lado, fariseus e doutores da lei de outro. Quem é de fato o verdadeiro crente?
- A passagem do Evangelho ajuda a comunidade a refletir sobre sua postura. Somos uma comunidade que acolhe e favorece a salvação a todos?

 O que a atitude da “cananeia” tem a nos ensinar?

Finalizando, vemos que assim se constrói o Reino de Deus: com fé, confiança, humildade, persistência, abertura, universalidade...

Aprendamos com a “Cananeia”!
Não nos fechemos ao Projeto de Salvação de Deus!
Abramo-nos à Divina Misericórdia que Jesus
viveu e anunciou, e ao mundo nos enviou
para que o mesmo fizéssemos.

sábado, 15 de agosto de 2026

Oração do Ano Vocacional de 1983

                                              


Oração do Ano Vocacional de 1983 

Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos Teu forte e suave convite:
“Vem e segue-me”.
Derrama sobre nós o Teu Espírito,
que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho
e generosidade para seguir Tua voz. 

Senhor, que a Messe não se perca por falta de Operários.
Desperta nossas comunidades para a Missão.
Ensina nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino
na vida consagrada e religiosa. 

Senhor, que o Rebanho não pereça por falta de Pastores.
Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e ministros.
Dá perseverança a nossos seminaristas.
Desperta o coração de nossos jovens
para o ministério pastoral em Tua Igreja. 

Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
chama-nos para o serviço de Teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder SIM.
Amém. (1)

 

PS: A abertura oficial do Ano Vocacional ocorreu no 20º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, em 24 de abril de 1983. E esta Oração Vocacional é rezada ainda hoje.

Se desejar, acesse e confira:

https://www.cnbb.org.br/jubileu-do-1d-ano-vocacional-do-brasil-1/


As pétalas do Ipê cobrirão as cinzas da morte

                                              



As pétalas do Ipê cobrirão as cinzas da morte

Ao leitor dedico tão apenas alguns versos,
Que muito dirão, há mais neles ainda imerso.
Que as pétalas do Ipê cubram as tristes
Marcas das cinzas deitadas pelo chão.

As pétalas cobrirão as cinzas da morte
Que floresça a límpida inspiração
Sobre as cinzas deste complexo chão,
Emaranhado na mente, fincado no coração,
Conto com Deus e Sua colaboração.

As pétalas cobrirão as cinzas da morte
Enquanto a Primavera não chega
Rezo, contemplo sinais de vida e morte,
Mãos elevo em súplicas mais que ardentes,
Para que vida seja gerada das sementes.

As pétalas cobrirão as cinzas da morte
Flores vêm e sempre virão
Teimosamente em cada Primavera.
Nossos olhos contemplarão
E nossos lábios então louvarão!

Enquanto a Primavera não chega, 
o  Ipê Amarelo se antecipa e generosamente encanta o nosso olhar. 
Suas pétalas cobrem as cinzas funestas, tristes, gritantes... 
em sinal da Esperança que sempre haveremos de cultivar!

Enquanto a Primavera não chega...
As pétalas do Ipê cobrirão as cinzas da morte.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG