quinta-feira, 2 de julho de 2026

Ladainha ao Bom Jesus de Matosinho (Bom Jesus)

                                                      


Ladainha ao Bom Jesus de Matosinho

Ó Bom Jesus, Mestre da oração, confiantes Vos suplicamos:

Ensinai-nos a rezar e a viver como irmãos e irmãs.        Bom Jesus, ouvi-nos.

Inspirai-nos, a caminhar juntos como irmãos e irmãs.     Bom Jesus, ouvi-nos.

Auxiliai-nos, a fim de que sejamos servos de todos e dos últimos. Bom Jesus, ouvi-nos.

Orientai-nos, para que vivamos sem preconceito ou discriminação. Bom Jesus, ouvi-nos.

Inflamai nossos corações com amor fraterno, como Vós amastes. Bom Jesus, ouvi-nos.

Concedei-nos a graça de não julgarmos nossos irmãos e irmãs. Bom Jesus, ouvi-nos.

Fortalecei nosso espírito de solidariedade com os mais necessitados. Bom Jesus, ouvi-nos.

Ajudai-nos a anunciar a Paz como fruto do perdão, da reconciliação e da justiça. Bom Jesus, ouvi-nos.

Iluminai nosso caminho na comunhão, participação e missão como Igreja Sinodal. Bom Jesus, ouvi-nos.

Ajudai-nos a promover a Vida plena. Bom Jesus, ouvi-nos.

Solidificai nossos compromissos com a Fraternidade e a Amizade Social, com esperança no coração enraizada.  Bom Jesus, ouvi-nos.

Guiai nossos passos, para que sejamos peregrinos da esperança. Bom Jesus, ouvi-nos.

Amém.

 

PS: Ladainha escrita a partir dos temas do Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos - Conceição do Mato Dentro - MG - de 13 a 24 de junho de 2024.

 

Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas

                                        


Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas

Nossas comunidades eclesiais missionárias são espaços sagrados em que se procura viver autenticamente a Palavra de Deus, como herdeiros da bênção que o Senhor nos agraciou.

Neste sentido, as Palavras do Apóstolo Pedro são iluminadoras:

“Sede todos unânimes, compassivos, fraternos, misericordiosos e humildes. Não pagueis o mal com o mal, nem ofensa com ofensa. Ao contrário, abençoai, porque para isto fostes chamados: para serdes herdeiros da bênção.” (1)

Oportunas as palavras atribuídas a diferentes autores, como nos falou o Papa São João XXIII:

“Mas é preciso manter também a norma comum que, expressa com palavras diversas, se atribui a diferentes autores: nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade.” (2)

Supliquemos a Deus para que nos conceda a graça de assim vivermos, como discípulos missionários do Senhor, com o coração ardente e os pés sempre a caminho.

 

 

(1)         Primeira Carta de São Pedro (1 Pd 3,8-9)

(2)        Sobre o conhecimento da verdade, restauração da unidade e da paz na caridade – Papa São João XXIII – 29/06/1959

A vida é uma travessia para a eternidade

                                           


A vida é uma travessia para a eternidade

Quando reconhecemos Deus para viver plenamente no mundo da realidade, sabemos de onde viemos, nos movemos e somos.

É preciso saber viver, conscientes de que a vida é caminho; mas precisamos saber de onde viemos e para onde nos dirigimos, pois quem não sabe aonde quer chegar, tanto faz o caminho.

Salutar aprender e reconhecer que não somos obra do acaso, mas fruto de um imenso amor, e que todo nascimento humano é fruto de amor, porém cada nascimento e todos os nascimentos são frutos de um maior, de um infinito amor, o Amor de Deus.

Devemos aprender a reconhecer nossa história pessoal, que é na exata medida, uma história de salvação, pois Deus interveio e sempre intervém para nos libertar, para promover nossa verdadeira e plena maturação humana na história.

Creiamos que Deus vem sempre ao nosso encontro, sobretudo nas situações mais sombrias e adversas, para nos conduzir a uma pátria de felicidade que somente Ele pode nos alcançar (conceder).

Viver é, portanto, uma grande passagem, ou ainda, uma grande travessia, que se iniciou no ventre de uma mãe, e desabrocha no horizonte da eternidade, o céu, e deste modo, somente reconhecendo Deus, reconhecemo-nos, de fato, a nós mesmos, e nossa vida fica plena de sentido e destino. Amém.

 

PS: Fonte – Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem do Livro de Gênesis (Gn 4,32-40) – Editora Paulus – p.1123

O amor é forte como a morte!

                                                              

O amor é forte como a morte!

                            Morte: De quem? Quando? Onde?
                            Morte: O que dizer? Como compreendê-la?

O Bispo Balduíno de Cantuária (séc. XII), em seu Tratado, nos enriquece e nos fortalece sobre o mistério da morte na perscpetiva da fé no Cristo Ressuscitado.

“Forte é o amor, que tem poder para privar-nos do dom da vida. Forte é o amor que tem poder para restituir-nos o gozo de uma vida melhor.

Forte é a morte, poderosa para despojar-nos do revestimento deste corpo. Forte é o amor, poderoso para roubar os despojos da morte e no-los entregar de novo.

Forte é a morte; a ela o homem não pode resistir. Forte é o amor que pode vencê-la, embotar-lhe o aguilhão, travar-lhe o ímpeto, quebrantar-lhe a vitória. Assim será quando for insultada e ouvir: Onde está, ó morte teu aguilhão? Onde está, ó morte, a tua vitória? (cf. Os 13,14 e 1 Cor 15,55).

O amor é forte como a morte (cf. Ct 8,6), porque é a morte da morte o amor de Cristo. Por isto diz: Eu serei tua morte, ó morte; serei tua mordedura, ó inferno (cf. Os 13,14). Também o amor com que amamos a Cristo é forte como a morte, é uma espécie de morte pela extinção da vida antiga, a destruição dos vícios e a rejeição das obras mortas.

Este nosso amor para com Cristo é uma espécie de intercâmbio, embora o Seu amor por nós seja incomparável e o nosso, uma semelhança à Sua imagem.  Pois ele nos amou primeiro (cf 1 Jo 4,10) e pelo exemplo de amor que nos propôs, fez-se para nós um sinete que nos torna conforme à sua imagem; Depusemos a imagem terrena e nos revestimos da celeste; da forma como somos amados, assim amamos. Nisto deixou-nos o exemplo para que sigamos suas pegadas (cf 1 Pd 2,21).

Por isso Ele diz: Põe-Me como um selo sobre teu coração (cf. Ct 8,6). Como se dissesse: “Ama-Me como Eu te amo. Conserva-Me em tua mente e em tua memória; em tua vontade, em teu suspiro; no gemido e no soluço.
Lembra-te homem, de que forma te fiz, quando te pus acima das outras criaturas, com que dignidade te enobreci; como te coroei de glória e de honra; coloquei-te pouco abaixo dos anjos; como tudo submeti aos teus pés. Lembra-te não apenas de quanto fiz por ti, mas quantas crueldades e afrontas por ti suportei. 
Reconhece que ages mal contra Mim quando não Me amas. Quem assim te ama, senão Eu? Quem te criou senão Eu? Quem te remiu senão Eu?

Arranca de mim, Senhor, o coração de pedra. Tira o coração de pedra, tira o coração incircunciso; dá-me um coração novo, coração de carne, coração puro! Tu, purificador dos corações e amante dos corações puros, apossa-Te do meu coração e nele habita, envolvendo-o e enchendo-o. Tu, superior ao que tenho de mais alto, interior ao que tenho de mais íntimo! Tu, forma da beleza e selo da santidade, marca meu coração com Tua imagem. Sela meu coração sob Tua misericórdia. Deus de meu coração e meu quinhão.  Deus para sempre (cf. Sl 72,26). Amém”.

Quando a morte abruptamente invade nossa casa, com a morte de alguém de nossa família, ou mesmo amigos, são arruinados nossos sonhos, desmorona projetos; nossas forças e seguranças são roubadas e nossos afetos feridos.

Morte: Turbulência, virulência, violência, se não contemplada pela fé, demência, carência, falências múltiplas...

Ó Morte! 
Com quem e como vencê-la?

Colocando-se como criatura, em atitude de súplica, diante do Criador. Como criaturas frágeis e limitadas que somos, precisamos acolher silenciosamente os mistérios da vida e da morte, mergulhando com toda a confiança no mistério de Seu amor e redenção.

Diante do mistério da morte uma palavra é indispensável:

Cristo Ressuscitou!
N’Ele a morte da morte.
N’Ele a morte de nossa morte.
N’Ele a possibilidade do rompimento 
da barreira última de nossa história.

Crendo no Ressuscitado e na vida eterna, 
a morte será o início de outra vida 
que não conhecerá epílogo, 
pois o amor é eterno.
N’Ele e com Ele, 
nos tornamos eternos.

Creio, Senhor, mas aumentai a minha fé, Te suplico!

(1) Liturgia das Horas - Volume IV Tempo Comum - pág. 59-60

O pecado capital da inveja

                                                            

O pecado capital da inveja

“A inveja pode levar às piores ações.
‘É pela inveja do demônio que a morte
entrou no mundo’ (Sb 2, 24).

O Apóstolo Tiago em sua Epístola (Tg 3,16-4,3) nos apresenta alguns problemas que maculam a comunidade: 
ivalidade, desordem de toda espécie de más ações, a desordem das paixões dentro de cada pessoa, e por fim a cobiça.

Destaco a inveja, um dos sete pecados capitais que muito destrói a comunidade, a família ou qualquer outro espaço de vivência e relacionamento.

O Catecismo da Igreja, que nos enriquece, para que todos nos coloquemos em atitude de conversão, banindo quaisquer sentimentos de inveja que possam tomar conta de nossa mente e coração:

“A inveja pode levar às piores ações (Gn 4,3-8). É pela inveja do demônio que a morte entrou no mundo: 

‘Nós nos combatemos mutuamente, e é a inveja que nos arma uns contra os outros... Se todos procuram por todos os meios abalar o Corpo de Cristo, onde acabaremos? Nós estamos enfraquecendo o Corpo de Cristo... Declaramo-nos membros de um mesmo organismo e nos devoramos como feras’ (São João Crisóstomo).

A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo imoderado de sua apropriação, mesmo indevida. Quando deseja um grave mal ao próximo, é um pecado mortal:

Santo Agostinho via na inveja ‘o pecado diabólico por excelência’.

‘Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado por sua prosperidade’ (São Gregório Magno).

A inveja representa uma das formas da tristeza e, portanto, uma recusa da caridade; o batizado lutará contra ela, mediante a benevolência. A inveja provém muitas vezes do orgulho; o batizado se exercitará no caminho da humildade:

‘Quereríeis ver Deus glorificado por vós? Pois bem, alegrai-vos com os progressos do vosso irmão e imediatamente Deus será glorificado por vós. Deus será louvado, dirão, porque seu servo soube vencer a inveja, colocando a sua alegria nos méritos dos outros’(São João Crisóstomo”. (1)

Para vencermos este pecado, peçamos a Deus o dom da fortaleza, para que gastemos nossas forças no desenvolvimento das capacidades que nos foram dadas pela graça divina.

Não devemos invejar ninguém, pois cada pessoa tem seus dons, qualidades, capacidades. Importa que cada um desenvolva as aptidões que possui, e as coloque generosamente a serviço do outro.

Sentimento de inveja nutrido traz enfraquecimento e empobrecimento. Sentimento da inveja vencido nos faz mais fortes e agradecidos a Deus pelos bens e graças que Ele nos oferece.


(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafos nn. 2538-2540
Apropriado para a passagem do Livro dos Números (Nm 12,1-13)

Imitar Jesus na vida e na morte

                                                                  


Imitar Jesus na vida e na morte

Sejamos enriquecidos pelo Tratado sobre a Encarnação do Senhor, escrito pelo Bispo Teodoreto de Ciro (séc. V).

Com liberdade, vai Jesus ao encontro dos sofrimentos preditos a Seu respeito. Por várias vezes os prenunciou aos discípulos, tendo mesmo repreendido a Pedro que repelia o anúncio da Paixão, e declarou que por eles se daria a salvação do mundo.

Por isso apresentou-Se aos que vinham buscá-Lo, dizendo: Sou Eu a quem procurais (cf. Jo 18,5). Acusado, não respondeu. Podendo esconder-Se, não o quis, embora por mais de uma vez Se tenha furtado às ciladas dos perseguidores.

Chora sobre Jerusalém que pela incredulidade atraía para si a ruína e prediz a suprema destruição do templo outrora famoso.

Com toda a paciência suporta ser batido na cabeça por homem duplamente escravo. Esbofeteado, cuspido, injuriado, atormentado, flagelado e por fim crucificado e dado por companheiro de suplícios a dois ladrões, contado entre os homicidas e celerados.

Bebe o vinagre e o fel produzidos pela má videira, coroado de espinhos em lugar de louros e cachos de uva. Escarnecido com a púrpura, batido com a cana, ferido o lado pela lança e enfim levado ao sepulcro.

Tudo isto sofreu enquanto operava nossa salvação. Pois àqueles que se haviam escravizado ao pecado eram devidos os castigos do pecado. Ele, isento de todo pecado, tendo cumprido toda a justiça, suportou a pena dos pecadores, destruindo por Sua Cruz o antigo decreto de maldição.

Cristo, assim diz Paulo, nos remiu da maldição da lei, feito maldição por nós; por que está escrito: Maldito todo aquele que pende do lenho (Gl 3,13; cf. Dt 21,23). Com a coroa de espinhos põe fim ao castigo de Adão. Pois, após o pecado, este ouvira: Maldita a terra em teus trabalhos; germinarão para ti espinhos e abrolhos (cf. Gn 3,17-18).

Com o fel bebeu a amargura e a dor da vida humana passível e mortal. Pelo vinagre assumiu em Si a mudança do ser humano para o pior e concedeu a volta ao melhor. A púrpura significava o reino; a cana, o frágil poder do diabo. A bofetada publicava nossa liberdade, tolerando as injúrias, flagelos e chagas a nós devidas.

O lado aberto, à semelhança de Adão, deixa sair não a mulher que, por seu erro, gerou a morte, mas a fonte de vida que com dupla torrente vivifica o mundo. Uma, no Batistério, nos renova e cobre com a veste imortal; outra, à Mesa Divina, alimenta os renascidos como leite aos pequeninos”.

Refletimos sobre a ação redentora de Jesus, que curou nossos tormentos, e contemplamos o imenso amor de Deus por nós.

Ressoando a Carta de Paulo aos Efésios (Ef 4,30-5,2) somos convidados a sermos imitadores de Deus.

Imitá-Lo na vida e na morte para sermos merecedores da vida eterna. Carregando nossa cruz, com renúncias e coragem. renascidos com a Água que jorrou do Seu coração, sejamos também alimentados do mesmo lugar, com a vitalidade do Pão e Sangue Eucarísticos – remédio de imortalidade, antídoto para não morrermos.

Concluindo, somos remetidos às palavras de Santo Tomás de Aquino, séculos mais tarde:

“De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais”.

A chama profética não pode ser apagada

                           

A chama profética não pode ser apagada

Ser Profeta é ler a História com os olhos
iluminados pelo Espírito que vem do alto.

Assim foram e são os Profetas que se colocaram e se colocam numa caminhada de fé, tornando fecundo o tempo do silêncio, da escuta e fecundação da Palavra.

De modo especial nos atemos à vocação profética de Ezequiel (=Deus fortaleça) que foi Sacerdote e, ao mesmo tempo Profeta.

Escreve durante o período difícil e dramático do exílio na Babilônia, que iniciou em 597 a.C. e sua mensagem ultrapassa o seu tempo iluminando a nossa própria História.

É interessante a passagem (Ez 2,8-3,4) - “Pela primeira vez num texto profético, Deus não entrega à Sua Palavra apenas oralmente, mas oferece um livro que Ezequiel deverá transformar na sua própria linfa vital. A missão profética não é só uma profissão, mas toca a íntima existência do eleito” (LC 108).

O rolo estava escrito no verso, e no reverso as “lamentações, gemidos e prantos” acenando para a difícil missão do Profeta. Abundância da Palavra divina (verso e reverso), mas de conteúdo intenso e que vai comprometer a vida daquele que Deus chamou, pois vocação profética é dom divino e resposta humana. Ninguém é Profeta pelo seu próprio querer.

A Palavra é a linfa vital de nossa vida. Sem ela sucumbimos à mesmice, à mediocridade, e nos exilamos de nós mesmos, como numa fuga de compromissos inauguradores de novos tempos.

Assimilar a Palavra, ruminá-la, assimilá-la a tal ponto que esteja impressa nas entranhas do coração, para que a boca fale do que o coração esteja pleno.

É a Palavra de Deus a linfa vital de que tanto precisamos, para que a chama profética jamais se apague em nós.

A Palavra anunciada, vivida, testemunhada, no silêncio e na Oração, no ardor permanente da missão que comunicará luz ao mundo.

É preciso vigilância para que não se apague a chama profética, a luz de que a obscuridade do mundo tanto precisa. A realidade na qual somos inseridos, a História da humanidade precisa de luminares proféticos que a conduza para horizontes nunca vistos, nunca vividos, como utopia, ou ainda mais, como o horizonte do Reino de Deus, pelo qual nos enamoramos para sempre, na fidelidade ao Senhor, com a força e a vida do Espírito.

Com a linfa vital da Palavra do Pai, com o Sopro do Espírito, seduzidos e fascinados por Cristo, seremos a presença de Ezequiel em nosso tempo.

Que as lamentações, gemidos e prantos não nos acomodem, nem nos façam recuar na fidelidade do carregar da cruz.

Transformar esta dura realidade num contexto de mudança de época, é imperativo necessário em nossa vida, inspirados numa passagem do Livro do Apocalipse:

“E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis."
(Ap 21,1.4-5).

Pai Nosso que estais nos céus...

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG