quinta-feira, 2 de julho de 2026

Ser profeta: plantar a esperança

 


Ser profeta: plantar a esperança 

Reflexão à luz da passagem do Livro do Profeta Ezequiel (Ez 37,12-14).

Em um contexto de dor, sofrimento, lágrimas, luto, Ezequiel, o Profeta da esperança, enfrenta o exílio, a deportação, a desolação, com o desafio de plantar a esperança no coração de quem em nada mais cria, nada mais esperava.

Os “ossos ressequidos”, que voltarão a ter vida, mencionados ao longo capítulo, sinalizam que ainda há esperança:

“Ó meu povo, vou abrir as vossas sepulturas e conduzir-vos para a terra de Israel” (Ez 37, 12). E ainda: “Porei em vós o meu espírito, para que vivais e vos colocarei em vossa terra. Então sabereis que Eu, o Senhor, digo e faço – oráculo do Senhor” (Ez 37, 14).

Reflitamos:

- De que modo sou um sinal de esperança, assim como foi o Profeta Ezequiel?

- Quais são as realidades de morte que clamam pela ação profética, como Igreja que somos?

“Pai Nosso que estais nos céus...”

Deus jamais abandona o Seu povo

 




Deus jamais abandona o Seu povo 

Reflexão à luz da passagem do Livro do Profeta Ezequiel (Ez 17,22-24).

Vemos o Povo de Deus exilado na Babilônia, que jamais ficou esquecido por Deus, porque Ele é fiel à Sua Aliança. 

O Ministério profético de Ezequiel se dá neste contexto dificílimo vivido pelo Povo de Deus, marcado pela deportação e infidelidade. Cabe ao Profeta provocar a conversão e a esperança de voltar à sua terra e reconstruir sua história. 

Apesar das dramáticas circunstâncias vividas pelo povo, o Profeta tem uma palavra de confiança: Deus não abandonou o Seu Povo, e irá construir com ele uma nova história de salvação e de graça. 

O Profeta expressa a vontade amorosa de Deus e exorta a todos para uma atitude de humildade, na abertura e acolhida dos apelos e desafios de Deus. 

As palavras de Ezequiel revelam a ação infalível de Deus, que não esquece os Seus compromissos, jamais abandona o Povo com quem Se comprometeu, de modo que o medo e o pessimismo devem ceder lugar à confiança e à esperança. Deus não desiste de nós, porque nos ama e quer nos salvar. 

“Mesmo afogado na angústia e no sofrimento, mesmo mergulhado num horizonte de desespero, Israel tem de aprender a confiar nesse Deus que é sempre fiel às Suas promessas e aos compromissos que assumiu com o Seu Povo no âmbito da Aliança. Tudo pode cair, tudo pode falhar; só Deus não falha.” (1) 

Celebremos a alegria de trabalhar pelo Reino de Deus, apesar de nosso trabalho parecer insignificante e desprezível, mas não o é aos olhos de Deus, que tem um Projeto de vida plena e feliz para toda humanidade. Nisto consiste a graça da vocação profética. 

Como é bom trabalhar na construção do Reino, como Igreja serva e servidora, misericordiosa e missionária, como nos lembra o Objetivo das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023) a ser renovado no próximo ano:

EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude”

  

(1) http://www.dehonianos.org/portal

 

Profetas do Reino de Deus: iniciativa divina

 


Profetas do Reino de Deus: iniciativa divina

Refletimos sobre a vocação do Profeta Ezequiel à luz da passagem (Ez 2,2-5).

Toda vocação profética, é uma iniciativa de Deus e uma resposta humana, para ser no meio do Povo a voz de Deus: a missão do Profeta consiste em falar e atuar em nome de Deus.

O Profeta Ezequiel exerce o ministério profético no difícil tempo do exílio na Babilônia, e é chamado de “o Profeta da esperança”, denunciando as infidelidades a Javé que levaram o povo ao exílio, e também destruindo as falsas esperanças dos exilados, levando-os a confiar tão apenas em Deus, que não os abandonou e os reconduzirá de volta à sua terra.

O ministério do Profeta Ezequiel nos revela que Deus chama homens e mulheres frágeis e limitados e sua missão consiste em apresentar Sua proposta, ou seja, ser uma voz humana que indique os caminhos de Deus.

Percebemos a distância existente entre o sonho de Deus para a humanidade e a realidade vivida.

A missão do profeta, no seguimento do Senhor, não é a busca do prazer, sucesso, vedetismo, holofotes, mas é algo sério, profundo e que dá sentido à vida.

Deste modo, a vocação profética por vezes comporta perseguição, sofrimento e marginalização, e por isto, é preciso vencer todo medo, comodismo, preguiça que nos impeçam de viver esta missão.

Reflitamos:

- Quem são e onde estão os profetas hoje?

- O que mais nos impede a vivência da vocação profética?

- Temos consciência de que as fragilidades não são obstáculos para a vivência da vocação profética?

Concluindo, pelo Batismo, também recebemos a missão de sermos profetas, ungidos à imagem de Cristo. Como profetas, a fim de que vivamos com os olhos postos em Deus e os olhos postos no mundo (uma mão na Bíblia e a outra no jornal diário), contando com a presença e a ação do Espírito Santo.

 

Pelo Batismo, continuamos a missão de Jesus vivendo a vocação como graça e enfrentando as possíveis dificuldades.

É Deus que nos chama para a vocação profética apesar de nossas limitações, mas somente uma paixão profunda por Jesus nos fará profetas, aguentando o espinho na carne, enfrentando e superando incompreensões, oposições e acusações.

Reflitamos:

- Qual é a minha vocação na Igreja e no mundo?

- De que modo me abro à graça divina para viver a vocação e enfrentar possíveis dificuldades?

- Para onde Deus me envia?

- Como se manifesta em mim a graça divina?

Tão somente enraizados no amor de Deus e nutridos pelo Pão da Imortalidade, iluminados pela Palavra do Senhor, e com a força e luz do Santo Espírito é que poderemos realizar com solicitude e ardor a missão profética recebida no dia de nosso Batismo.

Voltemo-nos à oração depois da comunhão da Solenidade de Pedro e Paulo, que muito nos fortalece no discipulado e missão para sermos hoje os profetas no mundo como Deus tanto espera:

Oremos:

“Concedei-nos, ó Deus, por esta Eucaristia, viver de tal modo na Vossa Igreja que, perseverando na Fração do Pão e na Doutrina dos Apóstolos, e enraizados no Vosso Amor, sejamos um só coração e uma só alma. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

Conversão e fidelidade ao projeto divino

 


Conversão e fidelidade ao projeto divino

Reflexão à luz da passagem do Livro do Profeta Ezequiel (Ez 18,25-28).

Vemos a missão do Profeta Ezequiel, o “Profeta da esperança”, num período que marca a volta do exílio e o recomeço de uma nova história.

O Profeta tem que destruir as falsas esperanças, provocar atitudes de conversão e responsabilidade pela própria história de cada um diante de Deus.

Deve ressuscitar a confiança e a esperança do povo em Deus. De nada ajudará o povo ficar culpando os antepassados, ou atribuir a Deus a culpa de seus pecados e infidelidades.

O presente está em nossas mãos para que correspondamos à vontade divina, assegurando um futuro novo e melhor.

O Profeta chama à responsabilidade a cada um, pois de nada adianta procurar culpados se antes não nos revermos diante de Deus e de Sua proposta.

Também nos assegura que Deus está sempre presente no meio de Seu povo, nunca o abandona, sendo que o contrário pode acontecer, e se isto ocorre as consequências são extremamente danosas.

Toda infidelidade a Deus traz frutos amargos: sofrimentos, desolação, enfraquecimento. De outro lado, a fidelidade a Deus é fonte de bênçãos. Deus está sempre pronto a selar aliança de amor conosco, e não nos é permitido ficar com rodeios, desculpas evasivas e subterfúgios que nos afastam d’Ele e de nossa felicidade.

É preciso que o povo tenha consciência de seus limites e não acuse Deus como o responsável pelos erros que comete. Deste modo, novo horizonte de vida e liberdade se abrirá diante dele. 

Torna-se necessário revermos como realizamos o que a nós é próprio; como e com que intensidade e fidelidade aos preceitos de Deus, a Sua adoração em Espírito e verdade se vivemos.

Deus em Sua fidelidade não se alegra com nossa flutuabilidade, incoerência e contradição.

 Reflitamos:

- Diante d’Ele qual é a nossa resposta?

- Quais são os nossos compromissos?

- Qual é a nossa parcela de culpa diante dos sinais de morte? 
- Qual é a nossa participação na construção da cultura da vida, em total fidelidade ao Senhor?

- O que preciso fazer para me converter?

Procuremos a mais perfeita coerência entre o que cremos e o que vivemos, para que o mundo veja Cristo em nós, e como Paulo, digamos: “E já não sou eu que vivo: é Cristo que vive em mim. E a vida que vivo agora na carne, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim.” (Gl 2,20)

Tão somente assim viveremos num contínuo processo de conversão para maior fidelidade ao Projeto Divino, como nos exorta o Profeta Ezequiel.

 

Temos sede de Deus

                                                     

Temos sede de Deus

Sejamos iluminados pela Homilia do Presbítero São Jerônimo (séc. V) aos neófitos, à luz do Salmo 41.

“Como o cervo deseja as fontes das águas, assim minha alma te deseja, ó Deus. Como aqueles cervos desejam as fontes das águas, assim os nossos cervos que, afastando-se do Egito e do século, afogaram o faraó em suas águas e mataram todo o seu exército no batismo, depois da morte do diabo, desejam as fontes da Igreja, isto é, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Que o Pai seja dito fonte, encontramos em Jeremias: Afastaram-me a Mim, fonte de água viva, e cavaram para si cisternas rachadas que não podem reter as águas. Sobre o Filho, lemos em certo lugar: Abandonaram a fonte da sabedoria. E sobre o Espírito Santo: Quem beber da água que Eu lhe der, dele brotará uma fonte de água que jorra para a vida eterna, que logo o Evangelista explica tratar-se do Espírito Santo nesta Palavra do Salvador. Prova-se assim claramente que as três fontes da Igreja são o mistério da Trindade.  

A esta Trindade aspira o fiel, aspira o batizado que diz: Minha alma tem sede de Deus, fonte viva. Não quer ver a Deus apenas de leve, mas com todo o ardor, todo abrasado em sede. Com efeito, antes do Batismo, os futuros cristãos falavam entre si e diziam: Quando irei e me apresentarei diante da face de Deus? Agora obtiveram o que pediam: vieram e ficaram diante da face de Deus, apresentaram-se ante o altar, perante o mistério do Salvador.

Admitidos no Corpo de Cristo e renascidos na fonte da vida, proclamam com confiança: Entrarei no lugar do admirável tabernáculo, até a casa de Deus. A casa de Deus é a Igreja, é ela o admirável tabernáculo, nele mora a voz da exultação e do louvor, o ruído dos convivas.

Dizei, portanto, vós que agora, guiados por nós, vos revestistes de Cristo, fostes retirados pela Palavra de Deus do mar deste mundo como um peixinho preso pelo anzol. Em nós, porém, a natureza se transformou, pois enquanto os peixes morrem, quando retirados das águas, a nós os Apóstolos nos tiraram e pescaram do mar deste mundo para que de mortos passemos a vivos. Enquanto estávamos no século, com os olhos nas profundezas, nossa vida se passava no lodo. Depois de erguidos das ondas, começamos a ver o sol, começamos a olhar a verdadeira luz; e deslumbrados pela imensa alegria dizemos a nossa alma: Espera em Deus porque O louvarei, a Ele, salvação de minha face e meu Deus”.

Oremos:

Ó Eterna Trindade Santa, Vos glorificamos,
Vós que sois a fonte genuína e inesgotável da Igreja,
A Divina Fonte de amor, alegria, vida, luz e paz,
E quanto mais precisamos para o encontro da felicidade,
E do sentido para o existir, no tempo presente e
Também para o tempo futuro, o desabrochar da eternidade: céu.

Desejamos ardentemente contemplar Vossa divina face,
Com o coração abrasado de sede, diante de Vosso altar,
Contemplando na Eucaristia Vossa divina presença,
Assim como no silêncio do sacrário,
Pois estais presente no tão sublime Sacramento,
Que adoramos e contemplamos,
Os joelhos dobramos, com nossos lábios, louvamos e suplicamos.

Suplicamos que nos tireis sempre do mar deste mundo,
Atraídos por Vós e por Vossa Palavra e Projeto de Vida,
Aconteça em nós o que dissestes ao Vosso servo:
Fomos retirados pela Palavra de Deus do mar deste mundo,
Como um peixinho preso pelo anzol, e de fato, em nós
A natureza se transformou: “pois enquanto os peixes morrem,
Quando retirados das águas, a nós os Apóstolos nos tiraram e pescaram do mar deste mundo para que de mortos passemos a vivos”.

Então, retirados do mar deste mundo,
Abrasados de sede de modo especial do amor,
Do qual sois, Trindade Santíssima e Eterna,
A única e insubstituível Fonte,
Animados e iluminados pela Vossa presença no Pão Palavra,
Alimentados e revigorados 
pela mesma presença no Pão da Eucaristia,
Viveremos a graça da vocação que nos concedestes:
Reis, sacerdotes e profetas seremos,
Irradiando Vossa luz onde quer que estejamos. Amém.


(1) Liturgia das Horas – Editora Paulus - pp. 392-393.

A Teofania em nossas noites escuras

A Teofania em nossas noites escuras

Teofania: termo que vem da língua grega, composto por dois vocábulos: “Theós” - Deus e “phaneroô” - aparecer.

Deste modo, Teofania é o termo teológico utilizado para descrever alguma manifestação visível e temporária de Deus na forma que Ele quiser. Diferentemente da Encarnação, que é a manifestação permanente.

Deus pode aparecer na forma humana ou através de fenômenos da natureza grandiosos e impressionantes, manifestando às Suas criaturas o Seu Amor, bondade, ternura, compaixão, poder…

Elias experimentou a Teofania na passagem do murmúrio da leve brisa. Deus não estava no furacão que fendia as montanhas, nem no terremoto, nem no fogo (1Rs 19,9-12).

Com Pedro, a Teofania se deu naquela noite em que os discípulos viram o Senhor andando sobre as águas e ficaram cheios de medo.

Naquela noite o Senhor foi confundido com um fantasma (o medo cria fantasmas), mas Pedro ouviu Sua voz dizendo: “Vem”, e com medo se pôs a afundar merecendo do Senhor a advertência:

“Homem fraco na fé, porque duvidaste”, até que diante da presença segura do Senhor arrancasse do profundo de seu coração uma bela profissão de fé” – “Verdadeiramente, Tu és Filho de Deus” (Mt 14,22-33).

Em nossas vidas, podemos experimentar verdadeiras Teofanias, sobretudo nos momentos que nos parecem mais adversos, como se uma eterna noite escura se anunciasse, Deus sempre manifesta Sua presença amorosa, confortadora...

Cremos que o amor e a luz de Deus nos acompanham, de modo que  a noite da escuridão foi iluminada com a aurora da madrugada da Ressurreição!

Como Paulo, enfrentando cada dificuldade com a força do Espírito Santo: “Nós nos gloriamos também nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a perseverança, e a perseverança produz a virtude comprovada, a virtude comprovada a esperança. E a esperança não desaponta, porque o Amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (Rm 5, 3-5).

Viver é se colocar sempre a caminho, captando a Teofania em nosso cotidiano, noite e dia; captando o murmúrio da leve Brisa de Deus, que comunica Sua presença e nos garante o “andar sobre as águas”, enfrentando o mar da vida.

Nada pode nos paralisar

                                                  

Nada pode nos paralisar

Com a passagem do Evangelho da quinta-feira da 13ª semana do Tempo Comum (Mt 9,1-8), refletimos sobre o  poder que Jesus tem, não somente de perdoar os pecados da humanidade, bem como de libertá-la das possíveis paralisias físicas, e também de outras com maiores consequências: a paralisia espiritual.

Jesus é a manifestação da misericórdia de Deus que pode ser experimentada de diversos modos, e um deles é através do Sacramento da Penitência com uma sincera, válida, e frutuosa confissão junto a um Presbítero da Igreja.

Há aqueles que não gostam de se confessar, por vezes pela dificuldade de como e o que confessar. Evidentemente, que podemos confessar diretamente com Deus, mas não podemos prescindir e ignorar a forma salutar da confissão individual; quando o penitente reconhece a sua miséria, com seus limites e imperfeições, e curva-se diante da misericórdia de Deus.

Confessar é no mínimo um ato de humildade e de coragem; de colocar-se diante de si mesmo, do outro e de Deus, numa abertura necessária para reconhecer os pecados cometidos, as faltas que possam ter prejudicado os relacionamentos com Deus e com o outro.

Há uma forma de paralisia que brota da ausência do perdão, matando amizades, amores, convivências, lares, projetos, sonhos, conquistas...

Reflitamos sobre a misericórdia de Deus e a nossa realidade incontestável de pecadores que somos, assim como sobre as paralisias das quais temos que ser libertos.

Quanto ao paralítico curado, como não pensar nas múltiplas manifestações de paralisias das quais podemos estar acometidos?

Muitos pelas dificuldades enfrentadas, e a maior delas, a morte de um ente querido, são levados até mesmo à perda do sentido e da razão de viver.

Não podemos paralisar nem mesmo diante da morte de um ente querido, ainda que esposo/esposa, mãe/pai, filho/filha, irmão/irmã, e mesmo um amigo que tenhamos apreço como a um irmão.

Os Apóstolos não ficaram paralisados diante da morte de Jesus, ao contrário, fazendo a experiência de Sua Ressurreição, contemplando Sua nova presença, redimensionaram e reorientaram os passos da Igreja nascente.

A fé na Ressurreição, a força do Ressuscitado rompe as portas fechadas do medo que nos paralisa, fragiliza, e nos faz sucumbir em possíveis mediocridades dos recuos.

Oremos:

Ó Deus, fonte de Misericórdia,
Suplico Vosso perdão,
Reconheço meus pecados, em pensamentos,
palavras, atos e omissão.

Coloco-me em Vossas mãos,
Que Vossa misericórdia penetre as fibras mais íntimas do meu ser.
Renovai-me, Senhor, revesti-me com Vosso Amor.
Fazei-me uma nova criatura, para a Vossa imagem melhor refletir.

Libertai-me, Senhor, de toda e qualquer paralisia,
Que me impeça sinceros compromissos com o Vosso Reino.
Que Vossa Palavra ressoe no mais profundo de mim,
Para que a vocação profética do Batismo se reacenda.

Que me alegre ser Vossa presença, Vossa voz,
A tantos que precisarem de Vossa Palavra ouvir.
Quero tão apenas, Senhor, por Vós ser perdoado e liberto.
E a quem precisar ser um sinal de Vossa misericórdia e poder. Amém! 

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG