sábado, 2 de maio de 2026

Em poucas palavras...

                                                            


“Em Cristo nós temos tudo...”

“Em Cristo nós temos tudo. Aproxime-se a Ele toda alma, tanto a que está maculada com pecados carnais como a que ainda está cravada com os cravos da avareza e como a que por entregar-se à meditação assídua está no caminho da perfeição e, finalmente, aquela que já é perfeita com muitas virtudes.

O Senhor é imensamente rico. Cristo é tudo para nós: se desejas curar uma ferida, Ele é médico; se te abrasa o ardor da febre, Ele é fonte; se te vês oprimido pela iniquidade, Ele é santidade; se necessitas de auxílio; é fortaleza; se tens fome, é alimento. Degustai e vede, como é bom Javé; bem-aventurado o homem que se abriga n’Ele.” (1)

 

(1) Do Tratado sobre a virgindade cap.15-16 ou livro 3 - Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja (séc. IV).


Uma súplica ao Deus rico em misericórdia

 

Uma súplica ao Deus rico em misericórdia

“Quem me viu, viu o Pai” (Jo 14,9)

Ó Deus, Vós que sois tão misericordioso, compassivo conosco, feitos à Vossa imagem e semelhança, plasmados da terra virgem, e acolhedores do sopro de vida do Vosso Espírito, nós Vos adoramos e glorificamos por meio do Vosso Filho e Senhor nosso.

Ó Deus, que por meio do Vosso Filho, o Cordeiro Imolado, tirais o pecado de todo o mundo, acolhei nossa penitência e concedei-nos a graça de fazer resplandecer Vossa luz  a todos quantos possamos, bem como iluminar o mundo, por vezes, tão sombrio e obscuro.

Ó Deus, Vós que sois rico em misericórdia, infinitamente justo e lento para a ira, e cuja face nos foi revelada por meio do Vosso Filho, volvei para nós Vosso olhar de ternura e bondade, e derramai em nossos corações o Vosso divino amor por, meio do Santo Espírito. Amém.

Cremos na divindade e humanidade de Jesus

                                                                      

Cremos na divindade e humanidade de Jesus

No dia dois de maio, celebramos a Memória de Santo Atanásio (séc. IV), Bispo, que acompanhou o Bispo Alexandre, a quem sucedeu no episcopado.

Combateu corajosamente contra os arianos, e, consequentemente, enfrentou sofrimentos, sendo várias vezes condenado ao exílio.
Este Sermão é um dos seus escritos na defesa da verdadeira fé, sobre a Encarnação do Verbo.

“O Verbo de Deus, incorpóreo, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, se bem que antes não estivesse ausente. De fato, nenhuma região do mundo jamais esteve privada de Sua presença, porque, pela união com Seu Pai, Ele estava em todas as coisas e em todo lugar.

Por amor de nós, veio a este mundo, isto é, mostrou-Se a nós de modo sensível. Compadecido da fraqueza do gênero humano, comovido pelo nosso estado de corrupção, não suportando ver-nos dominados pela morte, tomou um corpo semelhante ao nosso.

Assim fez para que não perecesse o que fora criado nem se tornasse inútil a obra de Seu Pai e Sua ao criar o homem. Ele não quis apenas habitar num corpo ou somente tornar-Se visível. Se quisesse apenas tornar-Se visível, teria certamente assumido um corpo mais excelente; mas assumiu o nosso corpo.

Construiu no seio da Virgem um templo para Si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. Assim, pois, assumindo um corpo semelhante ao nosso, e porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, Ele, no Seu imenso amor por nós, ofereceu-o ao Pai, aceitando morrer por todos os homens.

Deste modo, a lei da morte, promulgada contra a humanidade inteira, ficou anulada para aqueles que morrem em comunhão com Ele. Tendo ferido o corpo do Senhor, a morte perdeu a possibilidade de fazer mal aos outros homens, seus semelhantes. Além disso, reconduziu o gênero humano da corrupção para a incorruptibilidade, da morte para a vida, fazendo desaparecer a morte – como a palha é consumida pelo fogo – por meio do corpo que assumira e pelo poder da Ressurreição.

Assumiu, portanto, um corpo mortal, para que esse corpo, unido ao Verbo que está acima de tudo, pudesse morrer por todos. E porque era habitação do Verbo, o corpo assumido tornou-se imortal e, pelo poder da Ressurreição, remédio de imortalidade para toda a humanidade. Entregando à morte o corpo que tinha assumido, Ele o ofereceu como sacrifício e vítima puríssima, libertando assim da morte todos os seus semelhantes; pois o ofereceu em sacrifício por todos.

O Verbo de Deus, que é superior a todas as coisas, entregando e oferecendo em sacrifício o Seu corpo, templo e instrumento da divindade, pagou com a Sua morte a dívida que todos tínhamos contraído. Deste modo, o Filho incorruptível de Deus, tornando-Se solidário com todos os homens por um corpo semelhante ao seu, tornou a todos participantes da Sua imortalidade, a título de justiça com a promessa da imortalidade. Por conseguinte, a corrupção da morte já não tem poder algum sobre os homens, por causa do Verbo que por meio do Seu corpo habita neles”.

Jesus, tendo Se encarnado, assumiu nossa condição corpórea, fazendo-Se igual a nós, exceto no pecado, para nos redimir:

“Construiu no seio da Virgem um templo para si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. Assim, pois, assumindo um corpo semelhante ao nosso, e porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, ele, no seu imenso amor por nós, ofereceu-o ao Pai, aceitando morrer por todos os homens”.

Oremos:

“Deus eterno e todo-poderoso, que nos destes em Santo Atanásio um exímio defensor da divindade de Vosso Filho, concedei-nos, por sua doutrina e proteção, crescer continuamente no Vosso conhecimento e no Vosso amor. Por N. S. J. C. Amém”.

Ó Mãe e Senhora nossa

                                                                    

Ó Mãe e Senhora nossa

Ó Mãe e Senhora nossa, contemplo tua coragem ao permanecer de pé diante da Cruz do teu Filho, lembrando-se de tudo o que foi dito acerca d’Ele, na Anunciação e em outros acontecimentos.

Ó Mãe e Senhora nossa, contemplo teus passos apressados ao encontro de tua prima, na mais bela visitação, ressoando em mim, as palavras pronunciadas por Isabel: “Feliz daquela que acreditou”.

Ó Mãe e Senhora nossa, contemplo-te mergulhada em teu silêncio orante, com confiança inigualável em Deus, trazendo em si mesma a novidade radical da fé: o início da Nova Aliança por meio do teu Filho.

Ó Mãe e Senhora nossa, medito na graça de ter sido a primeira entre as criaturas humanas admitidas à descoberta de Cristo, ao lado de José, com quem vivia na mesma casa em Nazaré.

Ó Mãe e Senhora nossa, medito no que ouviste ao reencontrar teu Filho no Templo, em resposta à tua indagação de Mãe: – “Por que procedeste assim conosco?”, e obteve como resposta do teu Filho, o Menino Jesus: –“Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?”.

Ó Mãe e Senhora nossa, reflito sobre as palavras do Evangelista, que ouviste ao lado de José, ditas pelo teu Filho, e embora não as compreendendo, guardaste estas palavras no silêncio profundo do coração (Lc 2, 48-50).

Ó Mãe e Senhora nossa, medito sobre tua abertura ao Mistério da filiação divina d’Aquele que foi gerado em teu ventre, e assim, progredindo na intimidade com este Mistério, somente mediante a fé, em atitude contemplativa e confiante em Deus.

Ó Mãe e Senhora nossa, contemplo tua amável e maternal presença constantemente ao lado do teu Filho, sob o mesmo teto, e conservando fielmente a união com Ele, em genuína atitude de fé.

Ó Mãe e Senhora nossa, contemplo tua vida durante muitos anos, permanecendo na intimidade com o mistério do teu Filho, e avançando no seu itinerário de fé, na medida em que Jesus «crescia em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens» (Lc 2, 52).

Ó Mãe e Senhora nossa, contemplo tua coragem no aperto do coração, unida a uma espécie de “noite da fé”, à noite da agonia, da paixão do teu Filho, na hora derradeira do Mistério da Redenção da humanidade.

Ó Mãe e Senhora nossa, contemplo teu carinho e cuidado com teu Filho, desde o ventre até o último momento, manifestando, assim, cada vez mais, aos olhos da humanidade, a predileção que o Pai tinha por Ele, Mistério que ultrapassa nossa humana compreensão.

Ó Mãe e Senhora nossa, louvo pela graça de tê-la como Mãe de Deus e da Igreja, portanto, também nossa Mãe, no céu, Rainha coroada, e com teus filhos, presente, por mais árdua que seja nossa jornada, contamos sempre com teu carinho e ternura maternal. Amém.


Fonte inspiradora: Mater et Magistra n.17 – Papa São João Paulo II

Em poucas palavras... (Maria)

                                             


Com Maria na Paixão e Morte do Seu Filho

“Maria também está em Jerusalém, perto do seu Filho para celebrar a Páscoa: a última Páscoa judaica e a primeira Páscoa em que o seu Filho é o Sacerdote e a Vítima.

Não nos separemos dEla. Nossa Senhora ensinar-nos-á a ser constantes, a lutar até o pormenor, a crescer continuamente no amor por Jesus.

Permaneçamos a seu lado para contemplar com Ela a Paixão, a Morte e a Ressurreição do seu Filho. Não encontraremos lugar mais privilegiado.” (1)

 

(1)Coleção Falar com Deus – Volume I – Advento. Natal, Epifania. Quaresma. Semana Santa. Páscoa – Francisco Fernández Carvajal – Editora Quadrante – 2025 – p.559

Ó Mãe do Bom Pastor

                                                   

 
Ó Mãe do Bom Pastor

Ó Mãe do Bom Pastor, mais uma vez venho a ti,
Porque sei que posso contar contigo em todos os momentos,
Abrir meu coração, gritar minhas dores, pranto, lamentos.
 
Ó Mãe do Bom Pastor, bem conheceste a dor de teu Amado Filho,
No cuidado de cada um, com carinho de um bom pastor,
E foste testemunha de tamanho cuidado do rebanho por amor.
 
Ó Mãe do Bom Pastor, ajuda-nos neste duro combate da fé,
Sedentos de amor e vida, da Água Viva do teu Filho tão somente,
Quando vemos a secura da alma no tempo sombrio presente.
 
Ó Mãe do Bom Pastor, tuas mãos prepararam pães do cotidiano,
Para saciar a fome do teu Amado Filho, para as forças refazer,
Acolhei-nos e tuas mãos estendei de amanhecer em amanhecer.
 
Ó Mãe do Bom Pastor, que seguiste os passos de teu Amado,
Não permitas que nos desviemos ou desistamos do Caminho,
Proteja nossos pés das dores das pedras e dos espinhos.
 
Ó Mãe do Bom Pastor, que te fizeste sempre presente
Na vida de Teu Amado Filho, como nas primeiras Eucaristias
Teu olhar nos acompanha, ó Amantíssima Mãe, Santa Maria. Amém.

Maria: Mãe da Igreja Sinodal, um povo que caminha junto

                                                   


Maria: Mãe da Igreja Sinodal, um povo que caminha junto
 
 “Todos perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as santas mulheres e Maria, a Mãe de Jesus...” (At 1,14)
 
Os Apóstolos estavam reunidos no Cenáculo, animados pelo mesmo amor, e ao centro encontrava-se a Mãe de Deus, de modo que, no dia de Pentecostes, o Espírito Santo, que já habitava em Maria desde o mistério da sua Imaculada Conceição, fixando nela a Sua morada de uma maneira nova.
 
A tradição da Igreja viu, nesta cena, a maternidade espiritual de Maria sobre toda a Igreja, sendo ela o “coração da Igreja nascente”, colaborando ativamente com a ação do Espírito Santo.
 
O Concílio Vaticano II assim nos apresenta Maria: “Redimida de um modo eminente e em previsão dos méritos do seu Filho, e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel, Maria é enriquecida com a sublime missão e a dignidade de ser a Mãe do Filho de Deus e, por isso, filha predileta do Pai e Sacrário do Espírito Santo, com o dom de uma graça tão extraordinária que supera de longe todas as criaturas celestes e terrenas”.
 
À Maria, mãe da Igreja, recorramos pedindo a graça de sermos conduzidos e assistidos pelo Espírito, como ela tão bem o fez, a fim de que sejamos uma Igreja verdadeiramente Sinodal, Povo de Deus que caminha junto, intensificando nossa participação na vida da Igreja, fortalecendo os vínculos de comunhão fraterna, e assim, vivamos a missão como solícitos e alegres discípulos missionários do Seu Amado Filho, Jesus Cristo. Ele é a Cabeça e nós, Igreja, o Seu Corpo.
 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG