domingo, 8 de fevereiro de 2026

Sejamos Luz do Senhor

Sejamos Luz do Senhor

Seja nossa fé luminosa...

O sol, ainda que não o vejamos em certas manhãs, como que despertando de um sono bem dormido, ocupa o lugar da lua que se recolhe silenciosamente para noutro lugar a noite encantar, novamente comunica seus raios, seu calor, sua vitalidade.

A luminosidade do sol foi precedida pela luminosidade das estrelas e da lua. E assim sucedem os dias, numa perfeita sintonia, harmonia, sincronia. É a noite que cede lugar ao dia.

Assim também deve ser a luz que devemos irradiar, pela graça batismal recebida. O próprio Senhor nos disse que somos a luz do mundo (Mt 5,14), e disse também: “Eu Sou a luz do mundo, quem me segue, não anda nas trevas mas terá a luz da vida” (Jo 8,12); e no mesmo Evangelho: “Enquanto estou no mundo Eu sou a luz” (Jo 9, 5).

Também não podemos esquecer as palavras do Apóstolo Paulo: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz” (Cf. Ef 5,8). Em outra passagem novamente insiste: “Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas” (Cf. 1Ts 5,5).

Nisto consiste a missão do discípulo missionário do Senhor no mundo: ser luz do Senhor.

Somos luz do Senhor quando fagulhamos o fogo do Espírito, que faz arder nosso coração, para que o mundo seja mais terno, quando por vezes, somos sobressaltados com a frieza diante da vida, com mortes absurdas, inadmissíveis, a fome ceifando vidas de inocentes e outros fatos que muito bem conhecemos, se a frieza não nos congelou a sensibilidade, e se não tenhamos permitido que o sentimento de impotência, ou indiferença tenha nos cegado os olhos, e petrificado nosso coração.

Somos luz do Senhor quando feixes de luz irradiamos em todos os âmbitos de nossa vida: família, comunidade, trabalho, cultura, lazer, meios de comunicação. Em todo lugar real e também nos espaços virtuais (mídias).

Somos luz do Senhor quando luciluzimos, quando não nos cansamos de irradiar permanentemente a luz divina, com palavras e gestos concretos.

Somos luz do Senhor quando como um pincel de luz, comunicamos raios de luz em todas as situações, em todas as horas, sobretudo nas mais difíceis, mais sombrias, naquelas horas em que a morte leva para a eternidade quem amamos...

Importa ser sempre a luz do Senhor, noite e dia. 

Volto ao Apóstolo para concluir a reflexão:

“Sede irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus, inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual deveis resplandecer como astros no mundo..."  (Fl 2,15).

Tempo de evangelizar (VDTCC)

                                                   

Tempo de evangelizar

Quando acabou de falar, disse a Simão:
“Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca’.” (Lc 5, 4)
 
Noite de fracasso, redes vazias.
Nada mais a não ser esperar por outro dia...
 
A presença do Senhor à beira do mar,
Diálogo para novidade comunicar.
 
A ordem a Pedro é dada, sabe a quem a Igreja confiará:
Pedro, avançar para águas mais profundas, redes lançar.
 
A ordem não é apenas de um carpinteiro,
Que, provavelmente, nada saberia sobre pescaria.
 
Pedro, pescador como Tiago e João,
Por ofício, a missão o Senhor a ele confia.
 
Não coloca em dúvida a Palavra do Senhor,
Ainda que possua toda experiência.
 
Para pescar,  as exigências próprias necessárias:
Observação, paciência, persistência e confiança.
 
Serão elas marcantes na nova missão,
a barca da Igreja, por mares agitados a condução.
 
À frente da Igreja, necessárias virtudes,
Somadas à sua humildade, obediência de um pecador.
 
Manhã que mudou seus planos para sempre,
De homens, o Senhor o fez o primeiro pescador.
 
Agora é nossa hora, como peregrinos de esperança,
Na Palavra do Senhor, com ousadia, sem medo, confiar.
 
É tempo de também lançarmos nossas redes,
Para águas profundas, avançar: tempo de evangelizar.
 
Pedro, um pecador, mais que um pescador,
Ensina-nos a evangelizar com mesmo amor e ardor. Amém.
 

Confiemos plenamente na Palavra de Deus (VDTCC)

Confiemos plenamente na Palavra de Deus

“Avancemos para águas mais profundas”

Com a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 5,1-11), contemplamos a presença e ação de Jesus que assegura  a grande pesca milagrosa.

A passagem pode ser dividida em três partes:

- A descrição do lugar da pregação de Jesus (v. 1-3);
- A pesca milagrosa (v.4-10a);
- O chamamento de Simão (v. 10b-11).

Através de Sua presença e Palavra, Jesus nos revela a face de Deus, que vai sempre ao encontro do homem, de suas necessidades, e  manifesta Sua ação gloriosa nos momentos de aparente fracasso, transformando-os em êxitos, que revelam Sua magnificência e onipotência e amor incondicional por nós.

Estar na barca de Jesus (símbolo da Igreja), exige que escutemos a Sua Palavra e O reconheçamos como a presença de Deus em nosso meio; aceitando a Sua proposta libertadora e deixando tudo por Ele, com a certeza de êxito numa “pesca milagrosa”:

“A pesca extraordinária é símbolo da atividade futura de Pedro: o seu barco, ou seja, a Igreja, tem em nome de Jesus, a tarefa de ‘pescar’ os homens para o Reino dos Céus. E Jesus está sempre junto dos Seus para os ajudar” (1)

Reflitamos:

- Estamos na barca de Jesus, de fato?
- Escutamos Sua voz, Sua Palavra?

- Reconhecemos Sua presença em nosso meio?
- Aceitamos Sua missão libertadora a nós confiada?
- Somos capazes de tudo deixar por causa de Sua Proposta?

Sigamos Jesus crendo na força, ação e presença do Ressuscitado, confiando plenamente em Sua Palavra, assim como fez o Apóstolo Pedro, e todos os que se puseram a caminho, como discípulos missionários Seus.

(1) Leccionário Comentado - Volume Tempo Comum I- Editora Paulus - pág.215

Com Deus não há fracassos (VDTCC)

                                                     


Com Deus não há fracassos

“Avancemos para águas mais profundas”

No 5º Domingo do Tempo Comum (Ano C) somos convidados a refletir sobre a nossa vocação e rever a sua história.

Com a passagem da primeira Leitura (Is 6,1-2a.3-8), refletimos sobre a vocação de Isaías: primeiramente vemos que a vocação é obra de Deus; também temos a objeção e o reconhecimento da condição impura daquele que é chamado; finalmente, a aceitação da missão pelo Profeta.

Como vemos,  a vocação profética é, inevitavelmente, um caminho de cruz, superando o egoísmo, o medo e a preguiça, enfrentando todas as dificuldades, sofrimentos, conflitos e confrontos. É preciso ter sensibilidade para ouvir o apelo e chamado de Deus, e coragem para viver uma resposta a Ele na missão confiada.

Enriquecedora a afirmação do Missal Dominical:

“O homem não tem poder sobre Deus. Ora, o Profeta
não anuncia uma doutrina abstrata, meramente humana,
mas o Deus vivo; ele é Profeta se Deus Se lhe revela,
se o chama, se o envia. Revelação, vocação
e missão estão estreitamente unidas.”

Com a passagem da segunda Leitura (1 Cor 15, 1-11) refletimos sobre a Ressurreição, que por sua vez trata-se de uma realidade que dá forma à vida do discípulo, levando-o a enfrentar sem medo as forças da injustiça e da morte.

É o mais antigo querigma (anúncio) da Morte e Ressurreição de Cristo, já com ligação à redenção dos pecados. Paulo reafirma com vigor e paixão esta verdade.

O Apóstolo Paulo escreve para uma comunidade cujo contexto cultural é de não aceitação da unidade do corpo e da alma, com influências das filosofias dualistas (viam no corpo uma realidade negativa e na alma uma realidade ideal e nobre) e com isto a dificuldade de aceitação da ressurreição integral do homem.

O Apóstolo anuncia a Ressurreição, e sua argumentação é clara e explícita: ressuscitaremos da mesma forma um dia, porque Cristo Ressuscitou, do contrário vazia é a nossa fé.

A Ressurreição de Cristo é um fato real, mas ao mesmo tempo sobrenatural e meta-histórico, porque ultrapassa completamente quaisquer categorias humanas de espaço e de tempo, e nos insere necessariamente no contexto da fé.

A fé na Ressurreição foi testemunhada pela transformação ocorrida no coração dos discípulos, antes cheios de medo, frustrados e acovardados, tornando-se intrépidos mensageiros e testemunhas de Jesus Cristo, Vivo e Ressuscitado.

Com a fé e presença de Jesus Ressuscitado, o medo cede lugar para a coragem; a frieza para o ardor e a missão se realiza pelo testemunho.

A comunidade cristã é chamada a fazer, ao longo da história, este mesmo itinerário de descoberta, superação, conversão e testemunho da força que vem do Cristo Vivo e Ressuscitado.

Na passagem do Evangelho (Lc 5, 1-11) contemplamos a presença e ação de Jesus que assegura  a grande pesca milagrosa. 

Contemplamos a ação de Deus que vai sempre ao encontro da humanidade, de suas necessidades, manifesta Sua ação gloriosa nos momentos de aparente fracasso transformando-os em êxitos que revelam Sua magnificência e onipotência e amor incondicional por nós.

A passagem pode ser dividida em três partes:

- A descrição do lugar da pregação de Jesus (v. 1-3);
- A pesca milagrosa (v.4-10a);
- O chamamento de Simão (v. 10b-11).

Estar na barca de Jesus (símbolo da Igreja) exige que escutemos a Sua Palavra e O reconheçamos como a presença de Deus em nosso meio; aceitando a Sua proposta libertadora e deixando tudo por Ele, com a certeza de êxito numa “pesca milagrosa”:

“A pesca extraordinária é símbolo da atividade futura de Pedro: o seu barco, ou seja, a Igreja, tem em nome de Jesus, a tarefa de ‘pescar’ os homens para o Reino dos Céus. E Jesus está sempre junto dos Seus para os ajudar” (1)

Reflitamos:

- Estamos na barca de Jesus, de fato?
- Escutamos Sua voz, Sua Palavra?
- Reconhecemos Sua presença em nosso meio?
- Aceitamos Sua missão libertadora a nos confiada?
- Somos capazes de tudo deixar por causa de Sua Proposta?

Sigamos Jesus como Isaías, Pedro, Paulo e tantos outros, crendo na força, ação e presença do Ressuscitado. É necessário que façamos como eles, nos reconhecendo pecadores para o verdadeiro encontro com o Senhor.



(1) Leccionário Comentado - Volume I - Tempo Comum - Editora Paulus - pág. 215

A Oração revigora e ilumina a nossa ação (VDTCB)

                                                            

A Oração revigora e ilumina a nossa ação

A passagem do Evangelho (Mc 1,29-39) proclamada no 5º Domingo do Tempo Comum (ano B) nos apresenta alguns pontos a serem destacados:

- Jesus, após ter saído da sinagoga, foi com Tiago e João à casa de Simão e André.
- A sogra de Pedro que estava febril foi curada pelo Senhor,  e se pôs a servir a todos.

- Ao cair da tarde, diante da casa de Pedro, a cidade inteira encontrava-se reunida, e Jesus curou muitas pessoas, assim como expulsou muitos demônios.

- Quando ainda era escuro, Jesus levantou-Se e foi rezar num lugar deserto. Procurado pelos discípulos, comunica a Sua missão de pregar em outras aldeias, o que Seus discípulos também deverão fazer.

Na missão evangelizadora, na construção de um mundo com suas alegrias e dores, sorrisos e lágrimas, em constante busca de uma felicidade sem sombras e um amor sem ilusão, Jesus nos revela a força da Oração.

Tanto para Jesus como para os discípulos, a Oração é o cume e a fonte da ação; é força para nos libertar de toda forma de tentação (no deserto, Jesus venceu o diabo pela força da Palavra e da Oração).

Ela é como que um momento de paragem nas atividades para que se  renovem as forças; é o momento em que se toma consciência do que Deus quer de nós, sem o que podemos fazer muitas coisas, mas não necessariamente o que Deus quer e como Ele quer que sejam feitas.

A Oração dá tom e vigor novos ao nosso agir, porque somente na comunhão e no diálogo íntimo com Deus percebemos quais são os Seus Projetos e renovamos as forças para nos empenharmos na transformação do mundo.

A Oração é, na exata medida, uma relação de intimidade com Deus e plena abertura para o que Ele quer nos dizer, caminhos apontar, compromissos maiores nos apresentar.

Como discípulos missionários do Senhor, é necessário que encontremos espaço, tempo para a Oração, para o diálogo com Deus.

Sem a Oração nos fragilizamos e como cegos e surdos e indiferentes ao mundo ficamos, e assim perdemos a força profética, porque nada teremos a comunicar, e tão pouco faremos o que Deus espera de nós.

Curados pelo Senhor de toda febre que nos imobiliza, mantenhamos a alegria e o ardor do serviço, nutridos, de modo especialíssimo, no Banquete da Eucaristia.

Revigorados, saberemos enfrentar os sofrimentos, as adversidades próprias da ação evangelizadora.

Em contínua vigilância e Oração, não naufragaremos no oceano inesgotável de sofrimento e dificuldades que a vida possa nos apresentar:

“É preciso retirar-se regularmente para a solidão para orar, pois só em Deus está a consolação que não defrauda, a recompensa acima de todo o mérito aos que cumprem sua missão” (1)



(1) Missal Quotidiano e dominical e ferial -  Paulus – Lisboa - p.1215

Sagrados compromissos com o Reino (VDTCB)

                                                           

Sagrados compromissos com o Reino

Para aprofundamento da Liturgia do  5º Domingo do Tempo Comum (ano B), acolhamos um trecho da Homilia de Raniero Cantalamessa:

“Se a salvação do homem dependesse de um simples voltar atrás, para a condição paradisíaca, bastaria eliminar do mundo o suor e a dor, com tudo o que estas palavras implicam; em outros termos, bastaria a promoção humana...

Mas para o crente a salvação está ‘à frente’, não atrás. Não consiste em voltar no paraíso perdido, mas em entrar no Reino de Deus anunciado por Cristo; não é um retorno ao antigo e ao natural, mas ‘uma renovação para melhor’.

De pronto, a promoção humana assume para nós um significado totalmente diferente; é em função do Reino; é preparação evangélica, isto é, é um elevar o homem para que se torne apto para entrar no Reino de Deus (cf. Lc 9,62). Ela não pode ficar, por isso, sem a evangelização...

O esforço para a promoção humana deve ‘preparar a matéria para o Reino dos céus (Gaudium et spes n.38). A Redenção coroa assim – não anula – a criação...”

‘A obra redentora de Cristo, que por natureza visa salvar os homens, compreende também a restauração de toda a ordem temporal. Daí que a missão da Igreja consiste não só em levar aos homens a mensagem e a graça de Cristo, mas também em penetrar e atuar com o espírito do Evangelho as realidades temporais’ (Apostalicam Actuositatem n.5)”.  (1)

Algumas considerações:

- Não vivemos um saudosismo do paraíso, como algo perdido e que ficou nos primórdios da existência. Antes, este é desafio e compromisso a ser construído, com práticas mais humanas e fraternas, sobretudo quando vivermos a expressão maior do que o cristianismo nos apresenta: o amor a Deus e ao próximo (o primeiro na ordem dos preceitos, e o segundo na ordem da execução, como tão bem nos falou o Bispo e Doutor Santo Agostinho);

- A evangelização não é apenas uma promoção humana, no entanto, ela não a dispensa, pois o anúncio da Boa-Nova do Reino, pressupõe a promoção humana, o empenho para superar toda forma de dor, sofrimento, miséria, desigualdade, violência, injustiça etc.

- A evangelização engloba a existência humana, portanto, tudo que diz respeito aos homens e mulheres, diz respeito à própria Igreja, assim como suas alegrias e tristezas, angústias e esperanças, como tão bem ressaltou a “Gaudium Et Spes” (Documento do Vaticano II);

- Destaca-se, de modo especial, o protagonismo de cristãos leigos e leigas na construção de uma sociedade justa e fraterna, por seu anúncio e testemunho; animados e fortalecidos pelos que se consagram de modo pleno à vida sacerdotal (clero) e religiosas, que são motivadores, animadores destes neste árduo e desafiador testemunho no vasto e complicado mundo da economia, da política, da cultura, da economia, dos meios de comunicação e em outros âmbitos, como nos falou o Bem-aventurado Paulo VI na “Evangelli Nuntiandi” (n.70):

Os leigos, a quem a sua vocação específica coloca no meio do mundo e à frente de tarefas as mais variadas na ordem temporal, devem também eles, através disso mesmo, atuar uma singular forma de evangelização... O campo próprio da sua atividade evangelizadora é o mesmo mundo vasto e complicado da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos ‘mass media’ e, ainda, outras realidades abertas para a evangelização, como sejam o amor, a família, a educação das crianças e dos adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento.

Recolhidos e revigorados pela oração, continuemos, com alegria e coragem, a missão que o Senhor nos confiou, com a força do Espírito, que nos anima e nos assiste, para que o Reino de Deus se faça presente em nosso meio.


(1) O Verbo Se faz Carne – Raniero Cantalamessa - Editora Ave Maria – 2013  - pp.351-352

Como é bom ser Discípulo do Amado! (VDTCB)

                                                           

Como é bom ser Discípulo do Amado!

A Liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum (ano B) propicia a reflexão sobre qual é o sentido do sofrimento e da dor que acompanham a caminhada da humanidade, apesar de Deus possuir um Projeto de vida plena e felicidade infinita para todos.

Com a passagem da primeira Leitura (Jó 7, 1-4.6-7) refletimos sobre o sofrimento do justo, do inocente. Como explicar o sofrimento dos bons, dos justos, dos inocentes?

O sofrimento de Jó leva-nos a afirmar que fora de Deus não há nenhuma possibilidade de salvação: Deus é nossa única esperança. O grito de revolta de Jó é ao mesmo tempo a afirmação de que somente em Deus encontra-se o sentido da existência e da salvação.

Jó procura o verdadeiro rosto de Deus – “... numa busca apaixonada, emotiva, dramática, veemente, temperada pelo sofrimento, marcada pela rebeldia e, às vezes, pela revolta, Jó chega ao face a face com Deus. Descobre um Deus onipotente, desconcertante, incompreensível, que ultrapassa infinitamente as lógicas humanas; mas descobre também um Deus que ama com Amor de Pai cada uma das Suas criaturas. Jó reconhece, então, a sua pequenez e finitude, a sua incapacidade para compreender os Projetos de Deus. Reconhece que ele não pode julgar Deus, nem entendê-Lo à luz da lógica dos homens. A Jó, o homem finito e limitado, só resta uma coisa: entregar-se totalmente nas mãos desse Deus incompreensível, mas cheio de Amor, e confiar plenamente n'Ele. É isso que Jó faz, finalmente” (1).

Reflitamos:

- Como enfrentamos a dor e sofrimento em nossa vida?
- O que eles nos ensinam?

- O que aprendemos com Jó?
- Como e onde procuramos encontrar a verdadeira Face de Deus?

Com a passagem da segunda Leitura (1 Cor 9,16-19.22-23), mais uma vez contemplamos a ação evangelizadora de Paulo, feita na liberdade, fidelidade, gratuidade e obediência incondicional.

Quando alguém, como Paulo, encontra Cristo e se torna Seu discípulo não pode ficar parado, mas tem que dar testemunho, incansavelmente. Por amor a Deus e aos irmãos está sempre pronto a tudo sacrificar e até mesmo se sacrificar. 

Paulo por excelência é aquele que a Cristo encontrou, por Ele se apaixonou e daí o imperativo da evangelização que sai de sua boca, porque antes se encontra impresso na alma, nas entranhas de seu coração – “ai de mim se eu não evangelizar” (1 Cor 9,16).

Quando o Amor de Deus é absoluto em nossa vida, o tempo é uma figura que passa, as coisas têm o seu exato sentido e tamanho.

Em nossas comunidades eclesiais, na vida da Igreja, muitos problemas deixariam de existir ou tornar-se-iam menores, se nossa paixão por Jesus fosse maior. O amor é bem maior pelo qual se renuncia aos bens menores.

Aprendamos com o Apóstolo a fazer da vida um dom a Cristo, ao Reino, aos irmãos. 

Que nossos projetos pessoais sejam sempre subordinados aos Projetos divinos, e que a nossa vontade seja a de Deus, e jamais imponhamos a Deus a nossa vontade, e tão somente assim poderemos rezar com autenticidade a Oração do Pai Nosso que o Senhor nos ensinou.

Na passagem do Evangelho (Mc 1,29-39), encontramos a verdadeira preocupação de Deus a partir da atividade pastoral de Jesus, que torna o Reino uma realidade na vida das pessoas.

A ação de Jesus é para nos libertar de nossas misérias mais profundas, sejam quais forem. 

Jesus Se aproxima da sogra de Pedro, levanta-a, tomando-a pela mão, e esta, curada, põe-se a servir. 

Assim acontece quando o Senhor de nós Se aproxima, toca-nos, cura-nos, põe-nos de pé, para amar e servir. Assim é a atitude e a vida de quem crê no Ressuscitado

Reflitamos:

- Não nos falta uma verdadeira paixão por Jesus?
- Não nos falta uma paixão mais sincera, mais inflamada, mais comprometida com a Igreja e o Reino?

Oremos:

Ó Deus, concedei-nos que enraizados em Vosso Amor de Pai, 
sejamos  alegres e corajosas testemunhas do Reino. Por N.S.J.C. Amém.



Fonte de pesquisa: (1) www.Dehonianos.org/portal 

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