quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
A leitura e a grande travessia
Em poucas palavras...
Com quem nos identificamos?
“Perante esta página do Evangelho (Mc 3, 20-21), o leitor não pode deixar de se perguntar com quem se identifica: com a multidão ansiosa que aperta Jesus, mas O julga fora de si? Com os discípulos que O ouvem e são instruídos por Ele? Com os parentes que queriam detê-Lo?” (1)
(1) Lecionário Comentado – Volume I do Tempo Comum – Editora Paulus – Lisboa – pág. 105
Em poucas palavras...
Peregrinos na fé
"Eu vos peço: amai comigo, correi crendo comigo, desejemos a Pátria Celeste, suspiremos pela Pátria do alto, sintamo-nos como peregrinos aqui" - Santo Agostinho (séc. V)
Palavras... Homônimos que fazem a diferença!
Nosso sim cotidiano ao chamado divino
A natureza da verdadeira religião
A natureza da verdadeira religião
Com a passagem do Livro
de Samuel (1 Sm 15,16-23), refletimos sobre a natureza da verdadeira religião’,
que trata das relações de homens e mulheres com Deus.
Segundo o comentário do
Missal Cotidiano, essas relações podem ser falsificadas de dois modos: pela
presunção e pela ilusão:
“A presunção é
a posição de quem diz: ‘Quanto a mim, vivo a religião a meu modo, não quero imposições
de ninguém: vou à Igreja quando tenho vontade, pratico as ações que me sinto
inclinado a praticar ou, não faço nada disso’.
A ilusão,
ao contrário, leva a agir não por inclinação, mas por ignorância, ou porque,
tomadas pelo engano do sentimento que faz com que deem muita importância a
coisas secundárias ou a práticas supersticiosas, as pessoas se descuidam das
que têm relevância fundamental.”
No entanto, a mensagem cristã
‘é de “suprema liberdade” (RC, 92), com um conteúdo bem preciso: “É Deus
quem primeiro Se dirige ao homem, é Deus que faz ao homem uma ‘proposta’. Só o
conhecimento dessa proposta dá ao homem a possibilidade de estabelecer com Deus
um relacionamento autêntico. A escuta da Palavra de Deus e a genuína
interpretação que lhe dão os pastores da Igreja oferecem esta possibilidade”.
Oremos:
Ó Deus,
afastai de nós toda tentação de vivermos uma religião conforme nossos gostos,
marcados pela presunção ou ilusão, o que nos levaria a uma pseudorreligião, e
seríamos como sal sem sabor que nada mais presta, senão para ser pisado, e uma
luz que não irradiaria a Vossa divina luz a quantos precisam.
Concedei-nos,
na acolhida e escuta atenta da Vossa Palavra, que Vosso Filho Jesus Cristo nos
transmitiu, colocá-La em prática, fortalecendo vínculos de relacionamentos
autênticos Convosco, a fim de que nãos sejamos meros ouvintes, mas praticantes,
contando com a presença e ação do Vosso Espírito Santo. Amém.
Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 647-648







