sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
No silêncio, a Santíssima Trindade agia...
Tempo do Advento: alegria renovada na missão
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025
Brincar com elas, um precioso deleite...
Brincar com elas, um precioso deleite...
Brinco com as palavras para falar da Palavra; brinco com os verbos para falar do Verbo, deleito-me com o espiritual para falar do Espírito, comunico porque a essência de Deus é a comunicação.
Procuro fortalecer laços de fraternidade
Inspirado na bela e Santíssima Trindade!
Crendo e aprofundando a amizade com Deus,
Fonte e alimento da profunda comunhão,
Rompo, com os textos, as correntes
Porque Sua Palavra é fonte de libertação!
Magia das palavras portadoras de encantos,
efeitos inesperados, corações fortalecidos...
Ora corações alegrados,
esperança revigorada e vitais sonhos refeitos...
Ora nem tanto assim.
Ora, ora! Como digo,
Importa a palavra ter comunicado
E, o melhor de mim, ter dado
Na ânsia de algo ter semeado...
Vigilantes, orantes e firmes na fé
Vigilantes, orantes e firmes na
fé
Reflexão à luz da passagem do Livro de Tiago:
“Irmãos, ficai firmes até à
vinda do Senhor. Vede o agricultor: ele espera o precioso fruto da terra e fica
firme até cair a chuva do outono ou da primavera. Também vós, ficai firmes e
fortalecei vossos corações, porque a vinda do Senhor está próxima. Eis que o
juiz está às portas.” (Tg 5,7-8.9b)
Dando os primeiros passos neste
Tempo do Advento, tempo fecundo de vigilância e oração, nos
preparamos para celebrar o nascimento do Salvador, e renovar sagrados
compromissos na espera de Sua vinda gloriosa.
Deste modo, somos exortados pelo
Apóstolo para que fiquemos firmes até a vinda do Senhor, fortalecendo nossos
corações, porque a Sua vinda está próxima.
Mas como nos mantermos firmes e
fortalecermos nossos corações, quando enfrentamos não poucas dificuldades,
agravadas pela pandemia que ainda persiste, bem como outras situações adversas,
como a violência, violação da vida, tanto da pessoa como de todo o planeta?
De fato, como nos fala o Cardeal
José Tolentino de Mendonça, vimos o início de uma crise “poliédrica”, que
nos desafia à conversão e reorientação dos rumos de nossa história:
“Que tempo é este que estamos a
viver? A que o havemos de comparar? Podemos, efetivamente, olhar apenas para o
assédio devastador desta crise que começa por ser sanitária, mas que depressa
contaminou tantos outros âmbitos, tornando-se uma crise poliédrica: econômica,
social, política, eclesial, civilizacional... Este não é o momento para fazer
cair os braços em desânimo, mas é um tempo para apostas de confiança... Não é
só um tempo para fechar a semente no celeiro enquanto se aguardam as condições
que considerarmos propícias: este é um tempo bom para os semeadores saírem para
o campo, para os pescadores se aventurarem ao lago. Não é só uma estação para
gerir aflições crescentes: é também a ocasião em que Deus nos ordena que
arrisquemos como Igreja e que compremos um campo novo.”
Iluminados pela palavra do
Apóstolo, na oração desta tarde, caminhemos sem jamais vacilar na fé, esmorecer
na esperança e esfriar na caridade.
Oremos:
“Despertai, ó Deus, o Vosso
poder e socorrei-nos com a Vossa força, para que Vossa misericórdia apresse a
Salvação que nossos pecados retardam. Por N. S. J. C. Amém.” (1)
(1) Oração das Vésperas –
quinta-feira da 1ª Semana do Advento.
Escrito em dezembro de 2022.
A solidez da Palavra Divina e a vida cristã
Rezando com os Salmos - Sl 104 (105)
Maravilhas faz por nós, o Senhor
“– 1 Dai graças ao Senhor,
gritai Seu nome,
anunciai entre as nações Seus grandes feitos!
– 2 Cantai, entoai salmos para Ele,
publicai todas as Suas maravilhas!
– 3 Gloriai-vos em Seu nome que é santo,
exulte o coração que busca a Deus!
– 4 Procurai o Senhor Deus e Seu poder,
buscai constantemente a Sua face!
– 5 Lembrai as maravilhas que Ele fez,
Seus prodígios e as palavras de Seus lábios!
– 6 Descendentes de Abraão, Seu servidor,
e filhos de Jacó, Seu escolhido,
– 7 Ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus,
vigoram Suas leis em toda a terra.
– 8 Ele sempre se recorda da Aliança,
promulgada a incontáveis gerações;
– 9 da Aliança que Ele fez com Abraão,
e do Seu santo juramento a Isaac.
– 10 Confirmou Sua Promessa a Jacó,
a Israel como perpétua Aliança,
– 11 quando disse: ‘Hei de dar-vos Canaã,
esta terra que, por sorte, é vossa herança’.
– 12 Quando ainda eram bem pouco numerosos
e estrangeiros no país, onde acamparam,
– 13 mudavam de nação para nação,
e de reinos para povos diferentes,
– 14 não consentiu que nenhum povo os oprimisse,
e até reis Ele puniu por causa deles.
– 15 Disse Ele: ‘Não toqueis nos meus ungidos,
e a nenhum de meus profetas maltrateis!’
– 16 Mandou vir, então, a fome sobre a terra
e os privou de todo pão que os sustentava;
– 17 um homem enviara à sua frente,
José que foi vendido como escravo.
– 18 Apertaram os seus pés entre grilhões
e amarraram seu pescoço com correntes,
– 19 até que se cumprisse o que previra,
e a palavra do Senhor lhe deu razão
– 20 Ordenou, então, o rei que o libertassem,
o soberano das nações mandou soltá-lo;
– 21 fez dele o senhor de Sua casa,
e de todos os seus bens o despenseiro,
– 22 para dar ordens a seus nobres à vontade
e ensinar sabedoria aos anciãos.
– 23 Foi então que Israel entrou no Egito
e Jacó foi habitar no país de Cam.
– 24 Deus deu um grande crescimento a Seu povo
e o fez mais forte que os próprios opressores.
– 25 Ele mudou seus corações para odiá-lo,
e trataram com má-fé seus servidores.
– 26 Então mandou Moisés, Seu mensageiro,
e igualmente Aarão, Seu escolhido;
– 27 por meio deles realizou muitos prodígios
e, na terra do Egito, maravilhas.
– 28 Enviou trevas e fez tudo escurecer,
mas eles resistiram às Suas ordens.
– 29 Então, em sangue transformou as suas águas
e assim fez perecer todos os peixes.
– 30 A terra deles fervilhou de tantas rãs,
que até nos quartos de seus reis elas saltavam.
– 31 Ele ordenou, e vieram moscas como nuvens
e mosquitos sobre toda a região.
– 32 Granizo em vez de chuva lhes mandou,
chamas de fogo sobre toda a sua terra.
– 33 Estragou as suas vinhas e figueiras,
e as árvores do campo derrubou.
– 34 Ele deu ordens e vieram gafanhotos,
e também vieram grilos incontáveis;
– 35 Eles comeram toda erva do país
e devoraram o produto de seus campos.
– 36 Matou na própria terra os primogênitos,
a fina flor de sua força varonil.
– 37 Fez sair com ouro e prata o povo Eleito,
nenhum doente se encontrava em suas tribos.
– 38 O Egito se alegrou quando partiram,
tomado de pavor diante deles.
– 39 Uma nuvem estendeu para abrigá-los,
deu-lhes fogo para a noite iluminar.
– 40 Pediram e mandou-lhes codornizes,
o Senhor os saciou com pão do céu.
– 41 Fendeu a rocha e as águas irromperam
e correram qual torrente no deserto.
– 42 Ele lembrou-se de Seu santo juramento
que fizera a Abraão, Seu servidor.
– 43 Fez sair com grande júbilo o Seu povo,
e Seus Eleitos entre gritos de alegria.
– 44 Então lhes deu as terras das nações,
e desfrutaram as riquezas desses povos,
– 45 para guardarem os preceitos do Senhor
e obedecerem fielmente à Sua lei.”
O Salmo
104(105) nos apresenta o Senhor Deus que é fiel às Suas promessas:
“Exortação
a recordar a história, para que o povo eleito se conserve fiel ao Deus fiel.
Este cumpriu a promessa feita a Abraão, levando seu povo a morar no Egito, a
passar o mar vermelho e a conquistar a Terra prometida.” (1)
Também os
apóstolos anunciam as maravilhas de Deus rezadas na vinda de Cristo, como nos
lembra Santo Atanásio.
Glorifiquemos
a Deus que age incansavelmente em nosso favor, multiplicando incontáveis
maravilhas em todo o tempo. Amém.
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB –
p. 816
Rezando com os Salmos - Sl 103 (104)
A minha alma bendiz ao Senhor
“–1 Bendize, ó minha alma,
ao Senhor!
Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!
–2 De majestade e esplendor Vos revestis
e de luz Vos envolveis como num manto.
–3 Estendeis qual uma tenda o firmamento,
construís Vosso palácio sobre as águas;
– das nuvens Vós fazeis o Vosso carro,
do vento caminhais por sobre as asas;
–4 dos ventos fazeis Vossos mensageiros,
do fogo e chama fazeis Vossos servidores.
–5 A terra vós firmastes em suas bases,
ficará firme pelos séculos sem fim;
–6 os mares a cobriam como um manto,
e as águas envolviam as montanhas.
–7 Ante a Vossa ameaça elas fugiram,
e tremeram ao ouvir Vosso trovão;
–8 saltaram montes e desceram pelos vales
ao lugar que destinastes para elas;
–9 elas não passam dos limites que fixastes,
e não voltam a cobrir de novo a terra.
–10 Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes
que passam serpeando entre as montanhas;
–11 dão de beber aos animais todos do campo,
e os da selva nelas matam sua sede;
–12 às suas margens vêm morar os passarinhos,
entre os ramos eles erguem o seu canto.
–13 De Vossa casa as montanhas irrigais,
com Vossos frutos saciais a terra inteira;
–14 fazeis crescer os verdes pastos para o gado
e as plantas que são úteis para o homem;
–15 para da terra extrair o seu sustento
e o vinho que alegra o coração,
– o óleo que ilumina a sua face
e o pão que revigora suas forças.
–16 As árvores do Senhor são bem viçosas
e os cedros que no Líbano plantou;
–17 as aves ali fazem os seus ninhos
e a cegonha faz a casa em suas copas;
–18 os altos montes são refúgio dos cabritos,
os rochedos são abrigo das marmotas.
–19 Para o tempo assinalar destes a lua,
e o sol conhece a hora de se pôr;
–20 estendeis a escuridão e vem a noite,
logo as feras andam soltas na floresta;
–21 eis que rugem os leões, buscando a presa,
e de Deus eles reclamam seu sustento.
–22 Quando o sol vai despontando, se retiram,
e de novo vão deitar-se em suas tocas.
–23 Então o homem sai para o trabalho,
para a labuta que se estende até à tarde.
=24 Quão numerosas, ó Senhor, são Vossas obras,
e que sabedoria em todas elas!
Encheu-se a terra com as Vossas criaturas!
=25 Eis o mar tão espaçoso e tão imenso,
no qual se movem seres incontáveis,
gigantescos animais e pequeninos;
=26 nele os navios vão seguindo as suas rotas,
e o monstro do oceano que criastes
nele vive e dentro dele se diverte.
–27 Todos eles, ó Senhor, de Vós esperam
que a seu tempo Vós lhes deis o alimento;
–28 Vós lhes dais o que comer e eles recolhem,
Vós abris a Vossa mão e eles se fartam.
=29 Se escondeis a Vossa face, se apavoram,
se tirais o seu respiro, eles perecem
e voltam para o pó de onde vieram;
–30 enviais o Vosso espírito e renascem
e da terra toda a face renovais.
–31 Que a glória do Senhor perdure sempre,
e alegre-se o Senhor em Suas obras!
–32 Ele olha para a terra, ela estremece;
quando toca as montanhas, lançam fogo.
–33 Vou cantar ao Senhor Deus por toda a vida,
salmodiar para o meu Deus enquanto existo.
–34 Hoje seja-Lhe agradável o meu canto,
pois o Senhor é a minha grande alegria!
=35 Desapareçam desta terra os pecadores,
e pereçam os perversos para sempre!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor!”
O Salmo
103(104) é um Hino a Deus Criador:
“A glória
de Deus se revela nas criaturas, nos dons da natureza, na luz e nas trevas.
Alegre-se Deus, e nós também, com tudo o que Ele criou.” (1)
Como novas
criaturas em Cristo, bendigamos a Deus com alegria este Hino, pois o que era antigo passou:
“Portanto,
se alguém está em Cristo, é uma criatura nova. O que era antigo passou; eis que
tudo se faz novo”(2Cor 5,17). Amém.
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 814






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