sábado, 30 de agosto de 2025
Catequista: comunicar a Palavra do Amado
Catequista: dom, graça e missão
“Cristo está no coração da Catequese”
“Cristo está no coração da Catequese”
O Catecismo da Igreja Católica, nos parágrafos 426/429, nos apresenta uma Pessoa no coração da Catequese, que é Jesus de Nazaré, o Filho único do Pai, que sofreu e morreu por nós, e que agora ressuscitado, vive conosco para sempre.
Na catequese, portanto, é Cristo, o Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado; e tudo o mais se diz referência a Ele.
Deste modo, segundo o Catecismo, catequizar consiste em:
- revelar, na Pessoa de Cristo, todo o desígnio eterno de Deus;
- procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais por Ele realizados;
- levar à comunhão com Jesus Cristo, pois, somente Ele pode levar ao amor do Pai, no Espírito, e fazer-nos participar na vida da Santíssima Trindade.
Ainda, segundo o Catecismo, é tão somente Cristo que ensina, e nós somos porta-vozes. Deste modo, o/a catequista precisa:
- procurar o conhecimento de Jesus Cristo;
- aceitar perder tudo para ganhar Cristo e encontrar-se n'Ele e conhecê-Lo;
- crer na força da Sua ressurreição e participar na comunhão com os Seus sofrimentos;
- conformar-se com Ele na morte, na esperança de chegar a ressuscitar dos mortos (Fl 3, 8-11);
- fazer brotar em si o desejo de anunciar Jesus Cristo, evangelizando e levando os outros ao sim da fé n’Ele;
- conhecer o Símbolo da fé (Creio) e as verdades nele contidas.
Supliquemos a Deus o fortalecimento de nossos/as catequistas na graça desta missão, sempre assistidos e conduzidos pela ação do Espírito Santo.
Ser Catequista: cativar e cultivar
Catequese permanente, frutos abundantes
Catequese permanente, frutos abundantes
O tema da
iniciação à vida cristã e a necessária catequese permanente, que nos
possibilita um crescimento constante mais do que desejável, é de extrema
pertinência.
Sabemos,
porém, que o caminho de fé feito pela comunidade tem momentos diversos, como
nos ilumina as palavras do Apóstolo Paulo aos Romanos:
”Nós nos gloriamos também
nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança, a perseverança
a virtude comprovada, e a virtude comprovada a esperança. E a esperança não
decepciona porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito
Santo que nos foi dado” (Rm 5,3-5).
Em comunhão
com a Igreja do Brasil, cremos que a família é local privilegiado para que se
incentive a iniciação à vida cristã, como muito bem expressa as Diretrizes da
Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (Doc. 94, n 40):
“Há um grande desafio que
questiona a fundo a maneira como estamos educando na fé e como estamos
alimentando a experiência cristã. Trata-se, portanto, de desenvolver, em nossas
comunidades, um processo de iniciação à vida cristã que conduza a um encontro
pessoal, cada vez maior com Jesus Cristo [...] É preciso ajudar as pessoas a
conhecer Jesus Cristo, fascinar-se por Ele e optar por segui-Lo”.
Neste processo
de catequese permanente, tudo façamos para solidificar e santificar nossas
famílias, como santuários da vida, que no silêncio orante fazem a Palavra de
Deus florescer e frutificar, num permanente encontro e reencontro com o Senhor,
fascinados por Ele, pois quanto mais verdadeiro ele for, maior nosso empenho,
dedicação e busca de caminhos, para que continuemos lançando as sementes do
novo de Deus, que é sempre o melhor que está por vir.
Urge buscar
novos caminhos de evangelização, sobretudo para a desafiante realidade da
família, que deve estar inserida num processo permanente de formação
catequética.
Ainda que muitas
sejam as dificuldades, não podemos esmorecer. Tribulações suportadas e
enfrentadas na perseverança, acompanhada da esperança, um novo horizonte para a
família e para o mundo é possível, porque o amor de Deus é sempre derramado
abundantemente em nossos corações pelo Espírito Santo que anima e conduz à Sua
Igreja.
Quanto mais
verdadeiro for nosso encontro com o Senhor, e quanto maior for nosso fascínio
por Ele, maior será nosso empenho, dedicação e busca de caminhos, para que
continuemos lançando as sementes do novo de Deus, que é sempre o melhor que
está por vir.
Sentindo-nos
amados por Deus Uno e Trino, fonte inesgotável de amor, maior necessidade
sentiremos em corresponder ao Seu amor.
Quanto mais
nos sentirmos amados pelo Deus Uno e Trino, fonte inesgotável de amor, maior
será em nosso coração o apelo de resposta concreta e frutuosa a Ele.
De fato,
amor exige amor, e amor fiel, que suporta as tribulações na perseverança, com a
semente da esperança germinada com amor e fé, e tão somente cumpriremos o
Mandamento que Ele nos deu: “Amai-vos
uns aos outros assim como Eu vos amei” (Jo 13,34).
Nisto consiste a missão do catequista
na vida da comunidade: alegre e corajosa testemunha do Senhor, com a força do
Espírito, com plena confiança e fidelidade ao Projeto do amor de Deus para toda
a humanidade.
Catequistas, eu os vejo, ouço e sinto...
Multipliquemos os talentos que o Senhor nos deu
Trata-se de uma coleção de sentenças sobre a sabedoria, construída ao longo de vários séculos e atribuída a Salomão.
Indispensável, também, é a dependência de Deus; que quando autêntica, amplia a nossa liberdade e nos realiza plenamente.
A volta de Jesus se dará no final dos tempos, na parusia, mas enquanto isto, na espera, os dias sejam passados na vigilância e não no esmorecimento, deserção, fuga, mas vivendo coerentemente as opções do Batismo.
Ao contrário, é procurar caminhos e respostas para os mesmos, vivendo os ensinamentos de Jesus: os valores eternos para que o mundo seja transformado, no mais belo sentido da esperança, que é a serena expectativa.
num contexto do esquecimento e perda do entusiasmo inicial, a comunidade se instalara na mediocridade, rotina, comodismo, facilidades, desânimo, desinteresse e deserção.
O Evangelista acena para o horizonte final da história humana: a segunda vinda do Senhor, mas, enquanto isto, é preciso multiplicar os talentos que Ele nos confiou, pois Ele voltará e nos julgará conforme nosso comportamento em Sua ausência.
Agora é o nosso tempo, e com o nosso coração o Senhor continuará amando os últimos, os pecadores que estão a nossa volta.
Com nossos braços estendidos e mãos abertas o Senhor acolherá os que vivem na miséria, na busca do sentido, da acolhida, de um pedaço de pão, porque é com nossos pés que Ele continuará Se dirigindo ao encontro de cada pessoa que mais precisa.
- Há o tempo de Sua presença e comunicação dos dons; o tempo de Sua ausência e confiança em nós depositada e haverá o tempo de Sua volta. O que temos para apresentar?
- Não há lugar para cristãos apáticos e acomodados, é preciso ter coragem de arriscar. O que faço para que Cristo seja conhecido e amado?
- Quais são os talentos que Deus me confiou?


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