quinta-feira, 28 de agosto de 2025
Amor de compaixão
“Se quiseres encontrar misericórdia”
Abundantemente derramada no Seu Sagrado Coração trespassado.
“Se quiseres, porém encontrar misericórdia,
Antes de Sua chegada perdoa.
Se algo foi feito contra ti, dá do que tens
Se
Quando dás do que é d’Ele é devolução”
Porque antes o Amor de Deus foi derramado em nosso coração.
Em permanente tempo de Páscoa, na alegria da Ressurreição,
Eis para mim e para ti tão bela missão!
Em poucas palavras...
Antes, adquirir virtudes
“Procurai adquirir as virtudes que julgais faltarem nos vossos irmãos, e já não lhes vereis os defeitos, porque vós mesmos não os tereis” (1)
(1) Santo Agostinho, Comentário sobre os salmos, 30, 2, 7
Uma conversa hipotética e interminável...
a não ser de ajudar a crescer e amadurecer
no que há de essencial do cristianismo: Amar!
Livre pensar para evangelicamente amar!
— “O amor é a plenitude da lei” e “O amor jamais passará”
E uma terceira, se também eu puder pedir:
por que o amor é indizível!
Reconciliados pelo Sangue de Cristo
Reconciliados
pelo Sangue de Cristo
Sejamos
enriquecidos pelo comentário sobre os salmos, escrito pelo bispo Santo Ambrósio
(séc. IV), em que nos apresenta Jesus Cristo, que por Seu Sangue reconciliou o
mundo com Deus.
“Se
Cristo reconciliou o mundo com Deus, então não necessitava Ele de
reconciliação. Por qual pecado Seu expiaria, se não conheceu pecado algum? E
ainda, ao pedirem os judeus a didracma que, pela lei, se dava pelo pecado, disse
a Pedro: Simão, de quem os reis da terra recebem tributos ou
impostos, de seus filhos ou dos estranhos? Respondeu Pedro: Dos estranhos, e o
Senhor: Logo, os filhos estão livres. Mas para não lhes causarem embaraço,
lança o anzol e tira o primeiro peixe que apanhar, abre-lhe a boca e
encontrarás um estáter; toma-o e paga-o por mim e por ti (Mt 17,25-27).
Demonstrou,
assim, não ser obrigado à expiação de pecados; não era servo do pecado, mas
livre de todo erro o Filho de Deus. O Filho liberta, o servo é réu. Logo, livre
de tudo, não tem Ele de dar o preço de redenção de Sua alma; o preço de Seu Sangue
pode derramar-se pelo universo para redimir o pecado de todos. Com justiça
liberta a outros, quem nada deve por Si.
Digo
mais. Não apenas Cristo não tem preço a pagar por Sua redenção ou expiação pelo
pecado, mas, a respeito de qualquer homem, pode-se entender não deva cada um
pagar o próprio resgate. Porque a expiação de todos é Cristo, é a redenção do
universo.
De
que homem será o sangue capaz de alcançar sua redenção, se pela redenção de
todos Cristo já derramou Seu Sangue? Haverá sangue comparável ao Sangue de
Cristo? ou que homem tão poderoso que possa dar algo pela própria expiação, de
maior valor do que a expiação que Cristo ofereceu em Si mesmo, Ele, o único a
reconciliar por Seu Sangue o mundo com Deus? Que maior Hóstia, que sacrifício
mais excelente, que melhor advogado do que Aquele que pelo pecado de todos Se
fez súplica e entregou a vida como redenção por nós?
Não se cogita da expiação ou redenção de cada um, porque o preço de todos é o Sangue de Cristo, com o qual o Senhor Jesus nos redimiu e só ele nos reconciliou com o Pai, e trabalhou até o fim, pois assumiu nossas tarefas ao dizer: Vinde a mim, todos vós que lutais, e Eu vos aliviarei (Mt 11,28).”
Glorifiquemos
a Deus que, pelo Sangue de Seu Filho, nos alcançou a reconciliação, para que
com a presença do Espírito, vivamos a vida nova que alcançamos pela graça do
Batismo.
Reconciliados
com Deus, podemos estabelecer vínculos de comunhão e fraternidade, superando
toda e qualquer forma de violação da vida.
Reconciliados pelo Sangue de Cristo, como novas criaturas, somos
chamados, como discípulos missionários, a buscar sempre as coisas do alto (Cl
3,1-3).
Glorifiquemos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém.
Em poucas palavras...
Jesus: ora em nós, por nós e recebe a nossa Oração
“Ele ora por nós como nosso Sacerdote; ora em nós como nossa cabeça e recebe a nossa Oração como nosso Deus. Reconheçamos n’Ele a nossa voz, e em nós a Sua voz. (...)
Ele ora na Sua condição de servo, e recebe a nossa Oração na Sua condição de Deus; ali é criatura, aqui o Criador; sem sofrer mudança, assumiu a condição mutável da criatura, fazendo de nós, juntamente com Ele, um só homem, cabeça e corpo. Nossa Oração, pois, se dirige a Ele, por Ele e n'Ele; oramos juntamente com Ele e Ele ora juntamente conosco.” (1)
(1) Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja – séc. V







