quinta-feira, 21 de agosto de 2025

O Banquete Nupcial e a veste própria (20/08)

                                                    

O Banquete Nupcial e a veste própria
Ouvimos na Liturgia da quinta-feira da 20ª semana do Tempo Comum, a passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 22,1-14).

Jesus se apropria de uma imagem muito bela para nos falar como deve ser o mundo que Deus deseja para nós: a imagem do “Banquete”.

Esta mesma imagem foi fortemente utilizada pelo Profeta Isaías, quando em meio a sinais de morte e desolação, comunicou o desejo de Deus, um horizonte  esperançoso e promissor: um Banquete de amor e vida a toda humanidade oferecido. O Profeta, com sua palavra, exorta à confiança e à esperança, numa nova era de paz e de felicidade sem fim, porque Deus vai destruir a morte para sempre e vai enxugar as lágrimas de todas as faces, eliminando assim, o opróbrio que pesa sobre o Seu povo.

Esta feliz imagem de esperança do Banquete perpassará os discursos proféticos e se verá realizada na pessoa e missão de Jesus.

Deus está sempre nos convidando para participarmos de Seu Banquete de: Amor, vida, felicidade, alegria, paz. Mas de outro lado respeita a nossa liberdade, sem nos dispensar da veste nupcial necessária para dele participar: amor, partilha, serviço, misericórdia e o dom da vida.

Precisamos viver a gratuidade, a solidariedade e a partilha com os que mais precisam, procurando nos revitalizarmos da força indispensável que só pode vir de Deus – “tudo posso naquele que me fortalece” (Fl 4,13).

Participar do Banquete de Deus implica em estarmos na mais perfeita e profunda comunhão, amizade e intimidade com Ele e com nosso próximo. Como batizados, fomos revestidos por Cristo e, deste modo, somos sinais de comunhão com o outro, para que nossa comunhão com Deus seja credível, agradável e sinal do Banquete Eterno que prefiguramos em cada Eucaristia que celebramos e participamos.

Quanto mais a comunidade vivenciar as exigências mencionadas, mais ela dará espaço para a intervenção divina, abrindo-se à ação da força que o Senhor nos comunica pela ação e presença do Espírito.

Quanto mais o cristão tiver o coração aberto à partilha e ao dom de si mesmo, em atitude de despojamento, de entrega e de empenho, mais poderá sentir a manifestação divina.

Quanto maior a alegria de colaborar na missão, mais comprometido com ela se sente.

Que nossas comunidades sejam mais solícitas, generosas, solidárias e missionárias.

Não há exclusão no Banquete do Reino, mas há uma exigência: a veste; que consiste na prática da justiça, da qual as autoridades do tempo de Jesus estavam  desprovidas, tanto que O rejeitaram e O condenaram à morte. Diferentemente, os publicanos, pecadores, prostitutas, os que se encontravam “nas encruzilhadas à beira do caminho” O aceitaram e responderam positivamente ao seu convite, pondo-se num caminho de abertura e conversão à Sua Boa Nova.

Tanto a aceitação do convite do Profeta à conversão como o convite de Jesus, implica em dar prioridade e corresponder à altura do Amor de Deus, em compromissos incansáveis com os valores do Reino.

Com o Batismo se dá o início desta aceitação e compromisso para uma vida em  comunidade. Nesta vivência da fé, tanto o batizado como a própria comunidade corre o grande perigo de perder seu entusiasmo inicial, com consequente instalação e acomodação, esvaziando assim as exigências do Evangelho. É preciso eliminar toda autossuficiência e viver em total atitude de humildade, de pobreza e de simplicidade, numa dinâmica de constante conversão, uma vez que a Salvação não é conquista findada.

Reflitamos:

- Tenho aceitado este convite do Senhor?
- Tenho me comprometido com este Banquete?
- Estou devidamente “vestido” para dele participar?
- Deus nos ama apesar e por causa de nossas fraquezas e nos convida para nos assentarmos à mesa com Ele. Qual é a nossa resposta?

Que saibamos dar um alegre SIM a este convite. Por ora, participantes do Banquete da Eucaristia, até que um dia possamos participar do Banquete da Eternidade que o Senhor nos preparou e que só poderemos participar quando a morte irromper no horizonte de nossa existência, mas vencida, rompida, superada, com a fé na Ressurreição que nos garante a imortalidade e eternidade de amor  o Céu que tanto falamos, cremos e desejamos. Façamos por merecê-lo!

Oremos:

Ó Deus, Pai Santo, Vós que sois tão misericordioso, que desejais a Salvação do mundo inteiro, convidando para as núpcias do Vosso Filho Amado,

Nós vos pedimos, embora sem nenhum mérito, mas com toda confiança, que envieis a cada um de nós e a toda Igreja o Vosso Espírito, para que enriquecidos dos sete dons (sabedoria, entendimento, ciência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus), testemunhemos com alegria, esperança e confiança a fé que abraçamos, vivendo com ardor a missão por Vós confiada.

Que sejamos sempre revestidos da veste nupcial, para sermos dignos de participar de Vosso Banquete de Amor, vida, paz, felicidade, até que um dia possamos nos inebriar no Banquete da Eternidade, porque saciados e nutridos pelo Pão e Vinho de imortalidade. Amém!

São Pio X e a riqueza dos Salmos(21/08)

                                                       

São Pio X e a riqueza dos Salmos

“A mim me parece que os Salmos são como um espelho para quem salmodia, onde este se contempla a si e os movimentos de seu espírito, e, assim impressionado, os recita

No dia 21 de agosto, celebramos a Memória do Papa São Pio X (séc. XX), e refletimos sobre a Constituição Apostólica Divino aflatu, que ele escreveu sobre os Salmos.

“Compostos por divina inspiração, os salmos colecionados na Sagrada Escritura foram desde os inícios da Igreja empregados, como se sabe, não apenas para alimentar maravilhosamente a piedade dos fiéis que ofereciam sempre a Deus o sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que louvam seu nome (cf. Hb 13,15; Os 14,3); mas também, como já era costume na antiga Lei, para ocupar lugar eminente na sagrada liturgia e no ofício divino. Daí nasceu, na expressão de Basílio, ‘a voz da Igreja’ e a salmodia.

Salmodia que é ‘filha de sua hinodia, que sempre a Igreja canta diante do trono de Deus e do Cordeiro’, como expõe nosso predecessor Urbano VI. Assim a Igreja ensina aos homens particularmente devotados ao culto divino, conforme as palavras de Atanásio, ‘de que modo se deve louvar o Senhor e com que palavras dignamente’ confessá-lo.

A este respeito disse muito bem Agostinho: ‘Para ser bem louvado pelo homem, Deus mesmo se louvou; e, aceitando louvar-se, deu ao homem encontrar o modo de louvá-lo’.

Além disto, nos Salmos há uma maravilhosa força para despertar nos corações o desejo de todas as virtudes. Pois, ‘embora toda a nossa Escritura, tanto a antiga quanto a nova, seja inspirada por Deus e útil para a instrução, como está escrito (cf. 2Tm 3,16), o Livro dos Salmos porém, semelhante a um paraíso, que contém em si os frutos dos demais Livros, produz o canto, e, ainda mais, oferece seus próprios frutos unidos aos dos outros durante a salmodia’.

Essas palavras são novamente de Atanásio, que acrescenta: ‘A mim me parece que os Salmos são como um espelho para quem salmodia, onde este se contempla a si e os movimentos de seu espírito, e, assim impressionado, os recita’.

Também diz Agostinho nas Confissões: ‘Como chorei por causa de teus hinos e cânticos, vivamente comovido pelas suaves palavras do canto de tua Igreja! As palavras fluíam em meus ouvidos e instilava-se a verdade em meu coração, fazendo arder a piedade; corriam-me as lágrimas e sentia-me bem com elas’.

Na verdade, a quem não comovem aquelas frequentes passagens dos salmos onde se canta profundamente a imensa majestade de Deus, a onipotência, a indizível justiça, a bondade ou a clemência e todos os outros infinitos louvores?

A quem não inspiram iguais sentimentos as ações de graças pelos benefícios recebidos de Deus, ou as humildes e confiantes preces pelo que se deseja, ou os clamores do arrependimento dos pecados? A quem não inflama a cuidadosamente velada imagem do Cristo Redentor ‘cuja voz ouvia Agostinho em todos os Salmos a salmodiar, a gemer, a alegrar-se na esperança ou a suspirar pela realização?’”.

É inesgotável a riqueza da oração com os Salmos, como vemos na compreensão da Tradição da Igreja.

Quando rezamos os Salmos, sobretudo na Liturgia das Horas, temos que levar em conta ao menos quatro aspectos: o sentido literário, a dimensão cristológica, eclesiológica e escatológica.

Urge que redescubramos a beleza e riqueza dos Salmos, enriquecendo-nos em nossa espiritualidade, na fidelidade ao Senhor, como discípulos missionários seus.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Em poucas palavras... (23/08)

                                            




“A fé nos ajuda a explorar as dimensões da história...”

“A fé ajuda-nos a explorar as dimensões da história: dimensão de profundidade, ajudando-nos a nos elevar até à única fonte, Cristo Ressuscitado; dimensão da largura, ajudando-nos a inscrever o Evangelho na história dos homens; dimensão de altura, revelando-nos nos outros as capacidades criadoras escondidas para juntos conhecermos o amor de Cristo (cf. Ef 3,18s).” (1)

 

 

(1)               Missal Cotidiano - Editora Paulus - pag. 1224 - Comentário da passagem da Carta de Paulo aos Coríntios (1 Cor 2,10b-16)

Em poucas palavras... (28/08)

                                                          


 

“Deus, que nos criou sem nós...”


“«Deus, que nos criou sem nós, não quis salvar-nos sem nós» (Santo Agostinho). 

O acolhimento da sua misericórdia exige de nós a confissão das nossas faltas. 

«Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e para nos purificar de toda a maldade» (1 Jo 1,8-9)." (1)

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo  n. 1847

sábado, 16 de agosto de 2025

“A Rainha de toda a criação” (22/08)

                                                                     


“A Rainha de toda a criação”

Maria, nossa amantíssima Mãe, nós te louvamos por teres cuidado de Jesus, e agora cuidas com carinho e preocupação materna deste mundo ferido, em que se multiplicam tantos sinais de morte.

Maria, nossa amantíssima Mãe, assim como choraste com o coração trespassado a morte de Jesus, Teu Filho, assim também agora Te compadeces dos sofrimentos dos pobres crucificados, das criaturas deste mundo exterminadas pelo poder humano.

Maria, nossa amantíssima Mãe, tu que agora vives com Jesus, completamente transfigurada, todas as criaturas cantam a Tua beleza.

Maria, nossa amantíssima Mãe, tu és a Mulher «vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça» (Ap12, 1).

Maria, nossa amantíssima Mãe, tu és elevada ao céu, és Mãe e Rainha de toda a criação, no teu corpo glorificado, juntamente com Cristo ressuscitado, parte da criação alcançou toda a plenitude da sua beleza.

Maria, nossa amantíssima Mãe, não só conservas no teu coração toda a vida de Jesus, que “guardavas” cuidadosamente (cf.Lc2, 51), mas agora compreendes também o sentido de todas as coisas.

Maria, nossa amantíssima Mãe, nos te pedimos para que nos ajude a  contemplar este mundo com um olhar mais sapiente, e da Terra, nossa casa comum, com mais amor, cuidar e preservar, para que todos possam nela viver com humildade e dignidade.


Fonte: “Encíclica Laudato Si” – Papa Francisco – 2015 – n.241

terça-feira, 12 de agosto de 2025

O sim que Deus espera de nós (XXVIDTCA)

                                                    

O sim que Deus espera de nós

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,28-32).

Contemplamos Jesus subindo para Jerusalém na consumação de Sua missão Redentora, e somos convidados a refletir sobre a nossa responsabilidade pessoal na salvação.

Com Ele, temos muito aprender, por amor à vida se entregar e morrer, para com Ele também, um dia, se merecedores, ressuscitar, a glória de Deus contemplar.


Nossa vocação, que é verdadeiramente um Dom Divino, que pressupõe uma resposta humana. Dom, porque uma iniciativa divina, graça por Deus concedida, porém a resposta humana deve ser dada na liberdade da pessoa.

Assim é a história das vocações bíblicas, e o que vemos ao longo de toda a História. Como afirmou o Bispo Santo Agostinho: “Aquele que te criou sem a tua vontade, não te salva se tu não queres”.

Deus é o chamamento, nós somos a resposta, sem fundamentalismos e fanatismos, superficialismos… Deus nos chama e nós respondemos!

Identificados com Jesus, O seguiremos na liberdade, pois foi para a liberdade que Ele nos libertou (Gl 5,1), de modo que a liberdade é fruto do Espírito de Deus oferecido a cada pessoa.

A verdadeira liberdade é viver no amor. Quanto mais amarmos mais livres o seremos. A ausência do amor remete-nos ao passado da escravidão, da vida centrada em si mesmo, marcada pela falsa liberdade que se confunde com libertinagem, que se manifesta no egoísmo, no isolamento, no orgulho, na autossuficiência, no individualismo, no egocentrismo.

Somente se é livre quando se ama… Na resposta ao chamado de Deus, em todo o tempo, exige-se a paciência e confiança em Sua Misericórdia, renúncias, radicalidade da entrega, despojamento, disponibilidade, generosidade, entusiasmo, perseverança, constância, confiança, alegria, liberdade, amor, etc.

Urge que cortemos toda e qualquer amarra que nos impeça de fazer da nossa vida doação total, entrega incondicional, expressa no amor que ama até o fim, até as últimas consequências, assim como fez Jesus, que por amor Se entregou em favor de todos nós – “Tendo nos amado, amou-nos até o fim” (Jo 13, 1).

Nossas comunidades, hoje, são levadas a refletir se, de fato, são comunidades voltadas para o amor, se servem ao Reino na liberdade e alegria.

A Deus se ama e se serve sem hesitações e restrições. Urge que nos coloquemos a caminho, no bom combate da fé, como nos exorta Paulo em sua Carta a Timóteo (1Tm 6,12).

Ao convite amoroso de Deus, só nos resta responder na liberdade, com amor, em alegre e profunda adesão, a serviço do Reino nos colocando…

Deste modo, vemos que a salvação é oferecida a todas as pessoas, e podemos ter atitudes de ingratidão, marcada pela infidelidade, indiferença, fechamento ou docilidade expressa em alegre resposta e adesão contínua e incondicional ao Senhor, com o coração por Ele mais que seduzido, apaixonado, e assim, verdadeiros discípulos missionários d’Ele ser.

Deus, que tanto nos ama, chama a cada um de nós, quer Se encontrar conosco, como alguém assim expressou: “É agora que te amo, é agora que quero encontrar-te, estar contigo”.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

A vigilância e a caridade vivida (28/08)

 


A vigilância e a caridade vivida

“Levai o azeite convosco...”

Reflexão sobre a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 25,1-13), em que nos apresenta a parábola das dez virgens.

Sejamos enriquecidos pelo Sermão n.93 ao Evangelho feito pelo Bispo e Doutor da Igreja Santo Agostinho (354-430), em seu Ser, bispo de Hipona (Norte de África).

“Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as lamparinas. «A meio da noite, ouviu-se um brado». Que brado é este senão aquele de que fala o apóstolo Paulo: «Num instante, num abrir e fechar de olhos, ao som da trombeta final»? «Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados» (1Co 15,52).

Depois deste brado, que soará a meio da noite, que acontecerá? «Todas despertaram». Que quer isto dizer? O próprio Senhor nos diz: «É chegada a hora em que todos os que estão nos túmulos hão de ouvir a Sua voz e sairão» (Jo 5,28) […].

Que querem dizer estas palavras: «Não levaram azeite consigo»? Consigo, quer dizer nos seus corações. […] As virgens insensatas, que não levaram azeite com elas, procuraram agradar aos homens pela sua continência e pelas suas boas obras, simbolizadas pelas candeias.

Ora, se o motivo das suas boas obras é agradar aos homens, elas não levam azeite com elas. Mas vós, levai o azeite convosco; levai-o no vosso interior, onde penetra o olhar de Deus; trazei aí o testemunho de uma boa consciência. […] Se evitais o mal e se fazeis o bem para recolher lisonjas dos homens, então não tendes azeite no interior das vossas almas […].

Antes de estas virgens terem adormecido, não se disse que as suas candeias estivessem apagadas. As candeias das virgens prudentes brilhavam com um vivo fulgor, alimentadas pelo azeite interior, pela paz da consciência, pela glória secreta da alma, devido à caridade que a abrasa.

As candeias das virgens insensatas também brilhavam. E porquê? Porque a sua luz era mantida pelos louvores humanos. Quando se levantaram, isto é, na ressurreição dos mortos, começaram a pegar nas candeias, ou seja, a preparar as contas que deviam prestar a Deus pelas suas obras. Mas, nessa altura, já não haverá ninguém para as elogiar. […] Elas tentarão, como sempre tinham feito, brilhar com o azeite alheio, viver das lisonjas dos homens: «Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas candeias estão a apagar-se»”.

Urge que levemos o azeite no interior de nosso coração, o qual somente Deus pode ver:

“Mas vós, levai o azeite convosco; levai-o no vosso interior, onde penetra o olhar de Deus; trazei aí o testemunho de uma boa consciência”. 

Ressoa aqui as palavras do Senhor, apresentadas por Mateus no desenvolvimento das Bem-Aventuranças:

“Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus”. (Mt 5,16).

Na vigilância, esperando o Senhor que virá gloriosamente, é preciso que mantenhamos acesas nossas lâmpadas, vivendo a nossa fé que age pela caridade, como falou o Apóstolo Paulo (Gl 5,6).

Levemos, portanto, o “azeite” conosco, no mais profundo de nós, e que nossas obras, discipulado sejam a mais pura expressão do amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5,5).

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG