sábado, 24 de maio de 2025

Coragem e fidelidade no discipulado (09/05)

                                                            


Coragem e fidelidade no discipulado

No 5º sábado do Tempo da Páscoa, ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 15,18-21), em que Jesus afirma que Seus discípulos não são do mundo, porque por Ele, foram escolhidos e apartados do mundo:

“Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro me odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo gostaria daquilo que lhe pertence. Mas porque não sois do mundo, porque Eu vos escolhi e apartei do mundo, o mundo por isso vos odeia.” (Jo 15,18-19).

Sejamos enriquecidos pelas palavras de H. Van den Bussche:

 “O tema da amizade e da intimidade induz, pela analogia dos opostos, ao tema do ódio e do desconhecimento que o pequeno rebanho dos discípulos sofrerá por parte do mundo.

O cristão é testemunha da Cruz, pelo amor que consagra aos irmãos, pelo ódio que sofre do mundo. Porque o mundo não cessará nunca de odiar os cristãos.

Não se poderia confiar nos discípulos que buscassem a simpatia do mundo ou dela gozassem. Não que o cristão deva afastar esta simpatia, nem tampouco cultivar o sofrimento com misticismos mórbidos.

Sem ir atrás das provações, bastar-lhe-á aceitar as que vierem; toda complacência nelas é suspeita. Deve, porém, estar pronto, e isto basta, a sofrer as perseguições do mundo, por sua fidelidade ao Senhor. Porque o ódio do mundo é inseparável de sua condição de discípulo.” (1)

Todo discípulo missionário do Senhor, no testemunho da amizade, intimidade e fidelidade a Ele, não está isento do ódio, incompreensão, perseguição ou indiferença do mundo, até mesmo o ato extremo do martírio, como a história testemunha:

“Os acontecimentos de Jesus iluminam e colocam na sua justa perspectiva as perguntas dos discípulos: a perseguição faz parte da história da Salvação. Mais precisamente: é a Via-Sacra que continua. Com dois aspectos: a perseguição não significa a ausência de Deus, mas o Seu modo de estar presente ao contrário das expectativas humanas; além disso a caminhada do discípulo é acompanhada pela certeza de que a última palavra é a de Deus: ‘Se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa’ (Cf. Jo 15,20)” (1)

Conduzida e assistida pelo Espírito, nossas comunidades devem ser a comunhão de pessoas livres e disponíveis para o discipulado, sem projetos teológicos-pastorais preestabelecidos, de modo que vivam na fecunda e desejada sinodalidade e fidelidade à Doutrina e ao Magistério da Igreja, com sua palavra e ensinamentos.

Assim lemos no Lecionário Comentado:

“Se as nossas comunidades proclamam pouco a novidade evangélica, se correm o risco de propor uma notícia pouco alegre e prevista, não é porventura porque se fecharam nos seus projetos, aos quais quereriam que o próximo Senhor se adequasse?” (3)

Roguemos a Deus para que vivamos incondicional fidelidade ao Evangelho, e seja a nossa vida por Ele iluminada e conduzida, determinando nossos pensamentos e ações, sem medo ou omissões.

Oremos:

“Ó Deus, que dais força aos débeis e perseverança a quem em Vós confia, dai-nos a comunhão de fé e amor com o Vosso Filho crucificado e ressuscitado, para partilharmos a alegria perfeita do Vosso Reino” (4). Amém.

 

(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1998 - p.447

(2) Lecionário Comentado – Volume Quaresma/Páscoa - Editora Paulus – Lisboa – 2009 – p.563

(3) (4) idem – pp.563-564

 

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Não somos servos, mas amigos do Senhor (08/05)

                                                                 

Não somos servos, mas amigos do Senhor

As passagens bíblicasLiturgia da Palavra da 5ª sexta-feira do Tempo da Páscoa: At 15,22-31; Sl 56(57); Jo 15,12-17.

O acontecimento na primeira Leitura: o Concílio de Jerusalém (séc. I).

Primeira mensagemA necessária ação e presença do Espírito Santo, para discernir as situações mais diversas na vida da Igreja:

“Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis” (At 15,28).

O contexto da passagem do Evangelhoo discurso da última Ceia – o contexto da despedida de Jesus dos Seus discípulos.

Segunda mensagemO Mandamento do Amor: “Amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei” (Jo 15,12). – é nosso distintivo, que nos diferencia como seguidores do Senhor. Trata-se de Mandamento, ordem e não apenas um conselho sentimental que pode ser passageiro e estéril.

Terceira mensagemJesus nos chama e nos trata como amigos e não como servos – a alegria e graça de sermos amigos de Jesus e ampliar esta relação com todos os que nos rodeiam, sobretudo os mais empobrecidos – “Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai” (Jo 15,15).

Quarta mensagem: fomos escolhidos pelo Senhor, ainda que sem méritos, antes, porque Deus é misericórdia – sintamos a alegria imensurável desta escolha que o Senhor fez – “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi...” (Jo 15, 16).

Quinta mensagemescolhidos pelo Senhor para produzir frutos, e frutos que permaneçam (cf. Jo 15,16): frutos de amor, bondade, partilha, justiça, fraternidade, comunhão, paciência...

Sexta mensagem: nada falta aos amigos de Jesus, pois podem se dirigir ao Seu Pai, e tudo alcançarão – “O que, então, pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá” (Jo 15,16).

Orando com a Igreja - (Oração depois da Comunhão da Missa):

“Tendo participado do Sacramento do Corpo e do Sangue do Vosso Filho, nós vos suplicamos, ó Deus, que nos faça crescer em caridade a Eucaristia que Ele nos mandou realizar em Sua Memória. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.”

A presença do Espírito e a missão da Igreja (08/05)

                                                                

A presença do Espírito e a missão da Igreja

Na sexta-feira da 5ª semana do Tempo Pascal, ouviremos a passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 15,22-31), em que nos fala das decisões do Concílio de Jerusalém, e da carta enviada aos irmãos da Igreja de Antioquia, com as decisões.

Trata-se do epílogo de uma controvérsia de que sai a Igreja reforçada na comunhão, purificada na prática; mais dinâmica e eficiente na ação apostólica, expressão de autêntica sinodalidade.

Sejamos enriquecidos pelo Comentário do Missal Cotidiano, que nos ajuda a edificar uma Igreja decididamente missionária, viva e criativa:

“O encontro da Igreja com os pagãos (de ontem e de hoje) obriga-a sempre a um esforço de purificação, de busca do essencial; numa palavra, de fidelidade a seu Senhor e fundador. Só uma Igreja missionária é viva, criativa fiel a si mesma. Uma Igreja que defende suas posições internas sem ardor nem audácia é uma Igreja em decomposição” 

Tudo isto é possível, contando com a presença constante e ativa do Espírito, pois sem o mesmo, estaríamos órfãos e incapazes de encontrar luzes para os caminhos, e para acertadas decisões, como vemos afirmado no Missal Cotidiano:

“A presença constante e ativa do Espírito preserva a Igreja desse processo de morte, e impele-a sempre a novas direções. A consciência da Igreja de ter consigo o Espírito (v. 28) não supõe nem pretende para ela o monopólio da verdade (notar certo conceito material de infalibilidade), mas a certeza de que, entre os erros e deficiências, ele permanece substancialmente fiel à mensagem de Cristo, seu fundador”.(1)

Deste modo, em todos os momentos precisamos invocar e nos abrir ao sopro e luz do Espírito Santo, que enche os corações dos fiéis com Seu Amor e Sabedoria, para que trilhemos os caminhos de fidelidade ao Senhor, empenhados na edificação da Igreja a serviço do Reino, que Deus nos envia a anunciar e da construção participar.


(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1998 – p.442

quarta-feira, 21 de maio de 2025

“Eu sou a Videira e vós sois os ramos” (06/05)

                                                                        

“Eu sou a Videira e vós sois os ramos”

Na Liturgia da quarta-feira da 5ª Semana do Tempo Pascal, ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 15,1-8), sobre a “Verdadeira Videira”, que é o próprio Cristo Jesus.

Refletimos sobre a nossa união com Cristo, que deve ser intensa para que possamos ter vida plena e os frutos por Deus esperados produzirmos.

À luz da Carta de São João (1Jo 3,18-24), ser cristão é acreditar em Jesus Cristo e amar-nos uns aos outros como Ele nos amou. O amor ao próximo é critério para afirmarmos se conhecemos ou não a Deus, para afirmarmos a realização ou não da Sua vontade, pela palavra e obras que possamos fazer.

Quando deixamos que o amor conduza a nossa vida, estamos no caminho da verdade. Coração aberto ao amor se traduz em serviço e partilha, na mais bela comunhão com Deus.

Somente o amor autêntico vivido nos liberta de todas as dúvidas e inquietações; dá-nos a serenidade necessária e a certeza de que estamos no caminho certo da felicidade e vida eterna, assim como somente a adesão a Jesus e o amor vivido se tornam fonte de frutos saborosos por Deus esperados.

A passagem do Evangelho (Jo 15,1-8) deve ser compreendida no contexto da despedida de Jesus.

Com a Parábola da Videira, Jesus exorta os discípulos para que permaneçam com Ele. Está próxima a Sua partida, entrega, Paixão e Morte, mas também próxima está a Sua Ressurreição e presença para sempre no meio deles.

João nos apresenta a comunidade da Nova Aliança com o distintivo do amor e serviço.

Notamos a insistência do Evangelista no verbo “permanecer” – oito vezes. Permanecer com Jesus implica em adesão, solidez na fé, estabilidade, constância, continuidade, frutos abundantes. Permanecer é adesão e renovação constante.

Permanecer é ficar com Ele, viver Seu Mandamento de Amor, para que nossa vida corresponda com a Sua Vida. Sem Jesus a comunidade viveria uma esterilidade indesejável.

É preciso, como cristão, viver para Jesus Cristo e como Ele. Podas serão inevitáveis para que mais frutos sejam produzidos, mas somente o ramo unido a Jesus produzirá os frutos saborosos.

Reflitamos: 

- A quem queremos aderir nossa vida?
- Com quem queremos ser configurados, enxertados?

Haverá sempre a possibilidade de enxertar-se em outras “árvores”, mas o resultado é o óbvio: insatisfação, frustração, egoísmo, morte e autossuficiência...

A Parábola fala de ramos que, se não unidos à videira, morrerão, secarão, serão queimados. Isto ocorre quando seduções indesejáveis norteiam nossa vida: dinheiro, êxito a qualquer preço, moda, poder, aplausos, orgulho, amor próprio excludente, a inversão de valores que deem sentido à vida.

Também menciona as podas necessárias para novos frutos, que consistem nas provações do cotidiano, na cruz a ser carregada com renúncias, sacrifícios, abertura ao outro, humildade, simplicidade, perdão, superação...

É preciso que façamos constante revisão de vida e assim renovemos  nossa adesão ao Senhor, ao Seu Evangelho.

Renovemos nosso amor e pertença à Igreja, que nasceu de Seu lado direito, quando Seu Coração trespassado o foi.

Como membros ativos da comunidade, vejamos quais são as podas necessárias que precisamos ter coragem de suportar, para que os frutos saborosos de Deus possamos produzir, para que todos tenhamos vida e vida plena.

Saciemo-nos com a Seiva do Amor, que emana abundantemente em cada Eucaristia celebrada, em cada Palavra ouvida, acolhida e na vida encarnada.

Não podemos viver sem Jesus, assim como não podemos viver sem o Seu Amor.

Bem diz o canto:

“Meu Senhor despojou-Se de Si, sendo Deus
Se fez homem, Se entregou e morreu numa Cruz. [...]
Eu Te amo, sou louco de amor por Ti, meu Jesus

Tu és minha paz, minha luz, meu Rei e meu Bom Pastor
Eu Te amo, sou louco de amor por Ti, meu Jesus
Tu és minha paz, minha luz, meu Deus, meu Senhor. [...]”

“O inverno presente e a primavera futura” (06/05)

                                                           

“O inverno presente e a primavera futura”

Para aprofundamento da passagem do Evangelho (Jo 15,1-8),  reflitamos sobre um trecho do Comentário de Orígenes (séc. III).

“Toda planta, após a morte do inverno, espera a ressurreição da primavera. Portanto, se também nós somos enxertados na morte de Cristo no inverno deste mundo e da vida presente, verificamos que, na primavera futura, produzimos frutos de justiça sugados da seiva de Sua raiz; e se estamos enxertados em Cristo, será necessário que, como os ramos da Videira verdadeira, o Pai nos pode, Ele que é o agricultor, para que demos fruto abundante” (1).

Estamos vivendo o tempo do “inverno deste mundo”, mas a fé cultivada alimenta nossa esperança de que haverá a “primavera futura”, com frutos abundantes.

No entanto, as podas se fazem necessárias, para que mais frutos produzamos, e assim, mais ainda a caridade seja expressa em gestos concretos de amor e solidariedade.

Nutrimos nossa fé, esperança e caridade com a Seiva do Amor que nos vem do Espírito.

Nisto consiste a vida dos discípulos missionários: passar do inverno deste mundo e da vida presente à primavera futura, suportando, com maturidade, as podas necessárias, certos de que não nos falta a Seiva do Amor do Deus, por meio do Seu Espírito, que é abundantemente derramado em nossos corações.

Oremos:

Ó Deus, que nos inseristes em Cristo como ramos na verdadeira vide, dai-nos o Vosso Espírito, para que amando-nos uns aos outros com sincero amor, nos tornemos primícias de uma Humanidade nova e produzamos frutos de santidade e de paz” (2). Amém!


(1)         Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 – p.355
(2) Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa – 2011 – Vol. Quaresma/Páscoa – p.533

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai (06/05)

                                                        

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai

Assim Se apresentou Jesus, na passagem do Evangelho de João (Jo 15,1-8): “Eu sou a Verdadeira Videira e meu Pai é o agricultor”. E ainda: “Eu sou a Videira e vós os ramos”.

Notável é a presença do verbo “permanecer”, ao longo da passagem, o que nos leva a refletir e rezar:

Oremos:

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, para dar frutos de amor, bondade, justiça, comunhão, vida, fraternidade e paz, pois sem Ti sou apenas um ramo seco, que morrerá sem nada produzir.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, perseverando até o fim, unido a Ti, quaisquer que sejam as situações, dificuldades, provações, que tenha que passar, mas contando com a Seiva do Teu Espírito, a Seiva do Amor.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, na travessia do vale escuro do cotidiano, e enfrentar as noites escuras da secura da alma, certo de Tua divina e iluminadora presença, porque estás vivo e Ressuscitado.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo,  na fidelidade à missão que me confiaste e vivendo o Novo Mandamento que nos deste: “amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei”.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, vivendo os inseparáveis Mandamentos do amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, vivendo um amor sem arrependimento, incondicional e eterno, até a morte, para um dia entrar na plenitude do amor e luz: céu.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo em Tua Igreja, Teu corpo, comunidade dos que creem em Ti, em Tua divindade e humanidade, inseparáveis, que veio ao nosso encontro para nos redimir de todo pecado para uma Vida Nova.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, inseparavelmente, portanto, de Tua Igreja, onde a vida se move na linha do dom e do serviço, mesmo que nela estejam presentes o pecado e a fraqueza própria da condição humana.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, na fidelidade ao Projeto de Teu Amado Pai, e envolvido pelo Teu Santo Espírito de Amor, contando com a ternura, carinho e presença de Tua amantíssima Mãe, que jamais nos abandona. Amém.


Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa 2011 – Vol. Quaresma / Páscoa – p.552

Assistidos e conduzidos pelo Espírito (06/05)

                                                     

Assistidos e conduzidos pelo Espírito

Não estamos sozinhos na caminhada cristã, o Senhor nos acompanha, com a presença e a ação do Espírito Santo, possibilitando-nos a atenção aos apelos da realidade na qual nos inserimos.

A passagem dos Atos dos Apóstolos (At 15,1-32), retratando o “Concílio de Jerusalém”, nos fala a ação do Espírito Santo, presente para o discernimento do que é, de fato, essencial ou acessório na caminhada da Igreja. Foi o primeiro grande conflito enfrentado pela Igreja.

A entrada dos pagãos ao cristianismo fez surgir uma polêmica questão: impor ou não aos pagãos a Lei de Moisés. A Salvação vem da circuncisão e pela observância da Lei judaica ou unicamente por meio de Cristo. Conclui-se que, é pela Graça do Senhor que se chega à Salvação.

Aprende-se com a assistência do Espírito o que deve ser mantido ou superado na Igreja. É o Espírito que age, ilumina e fortalece. Deste modo, a Igreja não pode perder a audácia, a imaginação, a liberdade, o desprendimento necessário e a vigilante escuta do Espírito, no enfrentamento dos desafios que o mundo apresenta.

Invoquemos sempre a presença e a ação do Espírito, que nos conduz e assiste com os sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, temor de Deus e piedade.

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG