quarta-feira, 21 de maio de 2025
Assistidos e conduzidos pelo Espírito
Quando há amor, amante e amado não se separam!
Nada podemos sem Jesus
Que as palavras de Cristo permaneçam em nós
Que as Palavras de
Cristo permaneçam em nós
Sejamos enriquecidos pelo comentário
sobre o Evangelho de São João, escrito pelo bispo Santo Agostinho:
“Se permanecerdes em
Mim, diz o Senhor, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que
quiserdes e ser-vos-á concedido. Quem permanece em Cristo, que pode querer
senão o que agrada a Cristo? Quem permanecem no Salvador, que pode querer senão
o que não é alheio à salvação?
De fato, queremos
algumas coisas porque estamos em Cristo, mas queremos outras coisas porque
ainda estamos neste mundo. Porque permanecemos neste mundo, somos por vezes
impelidos a pedir o que nem sabemos se nos convém. Mas não suceda isto em nós,
se permanecemos em Cristo, que, quando pedimos, não faça senão o que nos
convém.
Portanto,
permanecendo n’Ele, quando as Suas palavras permanecem em nós, pediremos o que
queremos e ser-nos-á concedido. Porque se pedimos e não nos é concedido, não
pedimos o que permanece n’Ele nem o que está nas Suas palavras que permanecem
em nós, mas o que provém da cobiça e da enfermidade da carne, que não está
n’Ele e na qual não permanecem as Suas palavras.
Está de acordo com as
Suas palavras a oração que Ele mesmo nos ensinou, quando dizemos: Pai nosso,
que estais nos céus. Não nos afastemos das palavras e do sentido desta oração
nas nossas petições, e ser-nos-á concedido o que pedimos.
Só podemos dizer que
as Suas Palavras permanecem em nós, quando fazemos o que Ele nos mandou e
amamos o que prometeu. Mas quando as Suas Palavras permanecem na memória e não
se encontram no modo de viver, o ramo não está inserido na videira, porque não
recebe a vida da raiz.
A esta diferença se
pode aplicar o que diz a Escritura: Guardam na memória os seus mandamentos,
para os cumprir. Muitos guardam-nos na memória para os desprezar, ou até para
os ridicularizar e atacar.
As palavras de Cristo
não permanecem naqueles que de algum modo tem contato com elas, mas não aderem
a elas. Por isso não serão para eles um benefício, mas um testemunho adverso. E
porque estão neles sem permanecerem neles, só as têm para serem julgados por
elas...”.
Bem afirmou o bispo – “Só
podemos dizer que as Suas Palavras permanecem em nós, quando fazemos o que Ele
nos mandou e amamos o que prometeu.”.
Como discípulos missionários do Senhor,
devemos nos empenhar para maior fidelidade à Palavra de Deus e, também, para
colocá-la em prática, não nos tornando apenas meros ouvintes.
Quanto mais profundo nosso amor pelo
Senhor, mais empenho neste propósito. Podemos afirmar que a vivência e
testemunho da Palavra de Deus é diretamente proporcional ao amor que por Ele
temos e nutrimos.
Oremos:
Senhor Jesus, seja a nossa
participação na Mesa da Eucaristia, tempo de graça e fortalecimento deste santo
propósito, até que possamos alcançar a glória da eternidade e para sempre
imersos no amor da Santíssima Trindade. Amém.
Rezando com os Salmos - Sl 45 (46)
O Senhor é nosso refúgio e a nossa força
“–1 Ao maestro do coro.
Cântico dos filhos de Coré. Segundo ‘As virgens’. Cântico.
Com o Salmo 45(46) renovamos nossa confiança e esperança no
Senhor, nosso refúgio e vigor:
“Hino
em louvor de Jerusalém, morada divina, descrita como uma espécie de paraíso
terrestre; exortação a confiar em Deus, que vive no templo, no meio do seu
povo, e sempre o socorreu nos grandes perigos.” (1)
De
fato, na plenitude dos tempos, Deus veio morar entre nós – “E a Palavra se fez Carne e veio morar entre nós, e nós contemplamos a
Sua glória.” (cf. Jo 1,14).
E ainda:
“Tudo
isso aconteceu para cumprir o que havia sido dito pelo Senhor, por meio do
profeta: ‘Eis que a virgem ficará grávida e dará à luz um filho. Ele será
chamado pelo nome de Emanuel’, que significa: Deus conosco.” (cf. Mt 1,22-23).
Permaneçamos firmes e inabaláveis em todas as circunstâncias,
confiantes na presença e na ação divina, que nos revigora e encoraja, para que,
com fidelidade incondicional, com renúncias necessárias, carreguemos nossa cruz
de cada dia (cf. Lc 9,23).
(1)
Comentário da Bíblia Edições CNBB pág. 765







