segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Oração pela nossa terra

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Oração pela nossa terra

Deus Onipotente,
que estais presente em todo o universo
e na mais pequenina das vossas criaturas,

Vós que envolveis com a vossa ternura
tudo o que existe,
derramai em nós a força do vosso amor
para cuidarmos da vida e da beleza.

Inundai-nos de paz,
para que vivamos como irmãos e irmãs
sem prejudicar ninguém.

Ó Deus dos pobres,
ajudai-nos a resgatar
os abandonados e esquecidos desta terra
que valem tanto aos vossos olhos.

Curai a nossa vida,
para que protejamos o mundo
e não o depredemos,
para que semeemos beleza
e não poluição nem destruição.

Tocai os corações
daqueles que buscam apenas benefícios
à custa dos pobres e da terra.

Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa,
a contemplar com encanto,
a reconhecer que estamos profundamente unidos
com todas as criaturas
no nosso caminho para a vossa luz infinita.

Obrigado porque estais conosco todos os dias.
Sustentai-nos, por favor, na nossa luta
pela justiça, o amor e a paz.


PS: Encíclica “Laudato Si” – Papa Francisco (n. 246)

Com Pedro e Paulo sejamos peregrinos da esperança!

                                         


Com Pedro e Paulo sejamos peregrinos da esperança!

Assim nos falou o Apóstolo Pedro sobre a virtude divina da esperança:

“Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, para uma herança incorruptível, que não estraga, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus. Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos.” (1 Pd 1,3-5

E também em outros versículos:

“Por Ele, vós crestes em Deus, que o Ressuscitou dos mortos e Lhe deu a glória, de modo que a vossa fé e a vossa esperança estivessem postas em Deus.” (1 Pd 1,21)

“E quem há de fazer mal, se sois zelosos pelo bem? Mas se sofreis por causa da justiça, bem-aventurados sois! Não tenhais medo nenhum deles, nem fiqueis conturbados, antes, santificai a Cristo, o Senhor, em vossos corações, estando sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pede.” (1 Pd 3,15)

“O que nós esperamos, conforme sua promessa, são novos céus e nova terra, onde habitará a justiça. Assim, visto que tendes esta esperança, esforçai-vos ardorosamente para que Ele vos encontre em paz, vivendo uma vida sem mácula e irrepreensível” (2 Pd 3,13-14)

Quanto a Paulo, também nos enriqueceu na compreensão e vivência da virtude divina da esperança:

“Sede diligentes, sem preguiça, fervorosos de espírito, servindo ao Senhor, alegrando-vos na esperança, perseverando na tribulação, assíduos na oração” (Rm 12,12)

“Agora, portanto, permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade” (1 Cor 13,13)

“Pois se nós trabalhamos e lutamos, é porque pomos a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, sobretudo dos que tem fé. Eis o que devemos prescrever e ensinar.” (1 Tm 4,10-11)

Renovemos a cada dia a graça de sermos peregrinos da esperança, comprometidos com a Fraternidade e a Amizade Social, acolhendo as palavras dos Apóstolos, duas colunas da Igreja, que selaram com o sangue derramado a fidelidade ao Senhor, sempre movidos pelas virtudes divinas: fé, esperança e caridade.:

Oremos:

“Senhor nosso Deus, concedei-nos os auxílios necessários à salvação, pela intercessão dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, pelos quais destes à vossa Igreja os primeiros benefícios da fé. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.”

Bálsamo para as feridas de nossa alma

                                                          

Bálsamo para as feridas de nossa alma

Como afirma o Papa Francisco, na Encíclica Laudato Si’, o Universo desenvolve-se em Deus, que o preenche completamente.

Deste modo, temos um mistério a contemplar seja numa folha, numa vereda, no orvalho, no rosto do pobre.

O Papa ressalta que o ideal não é só passar da exterioridade à interioridade para descobrir a ação de Deus na alma, mas também chegar a encontrá-Lo em todas as coisas, como ensinava São Boaventura: “A contemplação é tanto mais elevada quanto mais o homem sente em si mesmo o efeito da graça divina ou quanto mais sabe reconhecer Deus nas outras criaturas”.

Na nota deste parágrafo, cita um mestre espiritual, Ali Al-Khawwas, que, partindo da sua própria experiência, assinalava a necessidade de não separar demasiado as criaturas do mundo e a experiência de Deus na interioridade:

“Não é preciso criticar preconceituosamente aqueles que procuram o êxtase na música ou na poesia. Há um ‘segredo’ sutil em cada um dos movimentos e dos sons deste mundo. Os iniciados chegam a captar o que dizem o vento que sopra, as árvores que se curvam, a água que corre, as moscas que zunem, as portas que rangem, o canto dos pássaros, o dedilhar de cordas, o silvo da flauta, o suspiro dos enfermos, o gemido dos aflitos…” (2)

Sejamos revigorados e iluminados pela Sagrada Escritura, para rever nossas posturas diante da existência, rever nossos critérios, valores e princípios, que muitas vezes clamam por conversão, colocando a vida em primeiro plano, acima do lucro, da ambição, do egoísmo com consequências conhecidas e que maculam a história.

Bebamos da fonte da Tradição da Igreja, como nos falou São João da Cruz:

“As montanhas têm cumes, são altas, imponentes, belas, graciosas, floridas e perfumadas. Como estas montanhas, é o meu Amado para mim. Os vales solitários são tranquilos, amenos, frescos, sombreados, ricos de doces águas. Pela variedade das suas árvores e pelo canto suave das aves, oferecem grande divertimento e encanto aos sentidos e, na sua solidão e silêncio, dão refrigério e repouso: como estes vales, é o meu Amado para mim”. (3)

Nestes tempos difíceis por que passamos, com acontecimentos que vitimam tantas pessoas, até mesmo com a morte, destruição da vida em todos os sentidos (vidas humanas e da terra), o planeta em que habitamos, nossa casa comum, recorramos à música ou à poesia, como bálsamo para alívio de nossas dores. Através delas e de outros meios, redescubramos o reencantamento pela vida, revigoramento de nossas forças, para irrenunciáveis compromissos em sua defesa.

(1)         - Encíclica Laudato Si’– Papa Francisco – 2015 – n.233
(2)        -  Nota citado pelo Papa Francisco na Encíclica Laudato Si’ – n.233 –
Eva De Vitray-Meyerovitch (ed.), Anthologie du soufisme (Paris 1978), 200. –
(3)        Citado na Laudato Si’  - n.234.

Em poucas palavras...

 


 

A necessária missão dos jovens

“Queridos jovens, ficarei feliz vendo-vos correr mais rápido do que os lentos e medrosos.

Correi «atraídos por aquele Rosto tão amado, que adoramos na sagrada Eucaristia e reconhecemos na carne do irmão que sofre.

O Espírito Santo vos impulsione nesta corrida para a frente. A Igreja precisa do vosso ímpeto, das vossas intuições, da vossa fé.

Nós temos necessidade disto! E quando chegardes aonde nós ainda não chegamos, tende a paciência de esperar por nós».”

 

(1) Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Christus vivit” parágrafo n.299

 

Peregrinemos vigilantes e orantes (VIIDTCC)


Peregrinemos vigilantes e orantes

Oremos:

Senhor Jesus, ajudai-nos a fazer progressos maiores na coerência entre o que pregamos e o que vivemos, tendo de Vós, mesmos pensamentos e sentimentos, perfeitamente a Vós configurados, renunciando a tudo que for preciso, carregando, cotidianamente, nossa cruz, com incondicional fidelidade.

Senhor Jesus, dai-nos mansidão de coração, para que o nosso seja como o Vosso, compreendendo os limites e fragilidades de nosso próximo, conscientes de que temos sempre uma trave a tirar de nossos olhos, e somente depois, tirarmos o cisco no olho de nossos irmãos.

Senhor Jesus, conduzi-nos no caminho da prudência necessária, para que possamos corresponder ao Vosso amor, numa fé viva que age pela caridade, multiplicando gestos de bondade, ternura, a fim de reacender a esperança no coração de todos com os quais convivemos.

Senhor Jesus, acolhendo e meditando Vossa Palavra, concedei-nos a sabedoria do Vosso Espírito, para que sejamos fieis ao plano de Vosso Pai, compreendendo e amando nossos irmãos, a fim de que não sejamos deles juízes; e tão pouco, cultivemos atitudes de presunção e maldade no coração. Amém.


PS: Inspirado no Evangelho de São Marcos (Mc 6,39-45) 

domingo, 23 de fevereiro de 2025

Amor sem limites (VIIDTCC)

                                                        

Amor sem limites

A Liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum (ano C) nos convida a crescer no amor ao próximo, ainda que este próximo seja nosso inimigo, alguém que nos magoou, ferindo-nos profundamente.

Somos vocacionados para viver um amor total, amor sem limites, vivendo a lógica do amor e não a lógica da violência.

Do alto da Cruz, Jesus Cristo nos ensina a perdoar – “Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc 23,34).

Na passagem da primeira Leitura, ouvimos o Primeiro Livro de Samuel (1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23).

Davi é a experiência de quem viveu uma nova lógica do amor, da misericórdia e do perdão e encontrou correspondência/recompensa de Deus. Sendo um homem de coração magnânimo, tendo a possibilidade da eliminação de seu inimigo, escolhe a atitude de perdão.

Com a passagem da segunda Leitura (1 Cor 15,45-49), continuamos a refletir sobre a Ressurreição. Crer nela é viver um amor com radicalidade e sem limitações, crendo no anúncio do mundo novo que nos espera além da terra, da própria morte.

A Ressurreição é a passagem para uma nova vida, onde continuaremos a ser nós próprios, mas sem os limites da materialidade do nosso corpo.

“A morte é o fim da vida; mas fim entendido como meta alcançada, como plenitude atingida, como nascimento para um mundo infinito, como termo final do processo de hominização, como realização total da utopia da vida plena. Sendo assim, haverá alguma razão para temermos a morte ou para vermos nela o fim de tudo – uma espécie de barreira que põe definitivamente fim à comunhão com aqueles que amamos?” (1)

A fé na Ressurreição nos liberta do medo de agir, de denunciar as forças de morte que oprimem e desfiguram o mundo.

A nossa corporeidade é oportunidade para o amor sem limites até que possamos mergulhar no horizonte infinito do amor de Deus, com um corpo celestial que é impossível de ser descrito.

“Que temos a perder, quando nos espera a vida plena, o mergulho no horizonte infinito de Deus – onde nem o ódio, nem a injustiça, nem a morte podem pôr fim a essa vida total que Deus reserva aos que percorreram, neste mundo, os caminhos do amor e da paz?” (2).

Na passagem do Evangelho (Lc 6,27-38), Jesus exige de Seus seguidores, um coração sempre disponível para o perdão, para a acolhida, de modo que vejamos no outro, mesmo no inimigo, um irmão nosso; por isto Jesus é a expressão máxima do amor e do perdão:

“Jesus vai muito mais além do que a doutrina do Antigo Testamento. Para Ele é preciso amar o próximo; e o próximo é, sem exceção, o outro – mesmo o inimigo, mesmo o que nos odeia, mesmo aquele que nos calunia e amaldiçoa, mesmo aquele de quem a história ou os ódios ancestrais nos separam” (3).

Portanto, o amor é a única forma para desarmar o ódio e a violência, e assim, somos chamados ao amor e ao perdão, para alcançar a verdadeira felicidade: não viver o perdão é carregar a inutilidade de um peso que somente nos faz mal.

Nesta passagem, encontramos a “regra de ouro”: “o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho vós também” – o amor não se limita a exclusão do mal, mas num compromisso sério e objetivo com o bem em favor do próximo.

Concluindo, os últimos séculos, que tem sido marcado pela violência (Guerras mundiais), desafiam-nos a inverter a lógica e a espiral da violência, num amor sem limites para recriarmos um mundo novo, mais justo e fraterno.

Cremos que a violência gera sempre mais violência e que somente o amor desarma a agressividade e transforma os corações dos maus e dos violentos.

Cremos na força desarmada do amor, que Jesus nos ensinou e até o fim viveu, e quer que o mesmo façamos.

Oremos:

“Ó Deus, que no Vosso Filho, despojado e humilhado na Cruz, revelastes a força do Amor, abri o nosso coração ao dom do Vosso Espírito e despedaçai as cadeias da violência e do ódio, para que, na vitória do bem sobre o mal, demos testemunho do Vosso Evangelho de paz. Amém”.


(1); (2); (3) – www.Dehonianos.org/portal

Consagrados à misericórdia divina

                                                            


Consagrados à misericórdia divina

“Sede misericordiosos 
como o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6,36)

Ó Deus de misericórdia, a Vós nos consagramos, sobretudo neste tempo tão difícil, marcado pela pandemia, e Vos pedimos para que nos ajudeis a sermos misericordiosos como Vós.

Deste modo, nos colocaremos ao lado de quem sofre, num caminho de caridade, proximidade fraterna, acolhida e ternura; e como testemunhas da misericórdia divina, derramaremos sobre as feridas dos enfermos, o óleo da consolação e o vinho da esperança.

A Vós consagramos todos aqueles que se colocam a serviço da vida dos enfermos: médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório, auxiliares e cuidadores destes, e inúmeros voluntários que doam seu tempo precioso a quem sofre, no ministério da consolação.

A Vós bendizemos pelos recentes progressos alcançados pela ciência médica, na defesa e promoção da vida; as pesquisas para vencermos velhas e novas enfermidades.

Pai eterno de misericórdia, pela dolorosa Paixão e Ressurreição do Vosso Filho, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. Amém!

 

Fonte inspiradora: Mensagem do Papa Francisco para o XXX Dia Mundial do Doente (2022)


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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG