sábado, 22 de fevereiro de 2025

A família e o aprendizado da misericórdia

                                                            

A família e o aprendizado da misericórdia
            
“Toda casa é um candelabro”
(Jorge Luíz Borges)

“Toda família deve ser como um berço da misericórdia”, em que todos procurem aprender e se empenhar para serem “Misericordiosos como o Pai” (Lc 6,36).

Sendo a família uma espécie de Igreja Doméstica, como nos ensina a “Lumen Gentium” (n.11), urge que se criem momentos intensos e enriquecedores de oração diária, com a Leitura Orante da Palavra de Deus, fortalecendo os vínculos da comunhão, nutrindo-se da Ceia Eucarística, para que ela seja um templo onde habita o Espírito Santo.

Deste modo, as famílias se tornam “berço da misericórdia”, onde se vive o amor, compreensão, diálogo, paciência, carinho, acolhida, perdão, solidariedade, mansidão, paciência e quanto mais se possa dizer, para que ela se edifique na solidez da Palavra de Deus.

Não podemos ver a família como “problema”, mas como uma “oportunidade” de santificação e participação na construção da civilização do amor.

Famílias que perseveram na participação da Mesa Sagrada da Palavra e da Santa Eucaristia renovam no coração a chama ardente do primeiro encontro, que o Senhor acendeu, a ser eternizada no Céu, onde contemplaremos o Fogo Eterno do Amor de Deus, que jamais se apaga e se consome, e que, por enquanto, apenas experimentamos.

Sejamos perseverantes na edificação de nossa família, santuário da vida, lugar em que a vida não seja apenas gerada, mas cuidada, resplandecendo a luz de Deus no mundo, como precioso candelabro divino.

“Tu és Pedro. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus”

“Tu és Pedro. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus”

No dia 22 de fevereiro, celebramos a Festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo, e ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 16, 13-19) em que Jesus pergunta aos discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” e “E vós, quem dizeis que  Eu sou?” (Mt 16,13.15).

Sejamos enriquecidos pela reflexão que São Gregório de Nazianzeno (séc. IV), somando à resposta revelada por Deus Pai a Pedro, como o próprio Senhor o disse: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo.” (Mt 16,16).

“Foi envolvido em panos, porém, ao ressuscitar, lançou as vendas da sepultura.

Foi reclinado em um presépio, mas depois foi celebrado pelos Anjos, assinalado pela estrela e adorado pelos magos.

Por que te maravilhas do que viste com os olhos, enquanto não observas o que é percebido com a inteligência e com o coração?

Foi obrigado a fugir do Egito, porém transforma em fuga o andar errante dos egípcios.

Não tinha nem aspecto nem beleza humana entre os judeus, porém, segundo Davi, era belo de rosto acima dos filhos dos homens; e também no cume do monte, como esplendor, resplandece e chega a ser mais luminoso que o sol, vislumbrando, desta forma, e esplendor futuro.

Foi batizado como homem, mas alcançou a vitória como Deus. Ordena-nos ter confiança n’Ele como n’Aquele que venceu o mundo.

Sofreu fome. Mas saciou a muitos milhares de pessoas, e Ele mesmo tornou-Se Pão que dá vida e o céu.

Padeceu sede, mas exclamou: se alguém tem sede, venha a mim e beba; e também prometeu fazer manar, para aqueles que têm fé, fontes de água viva.

Experimentou o cansaço, mas Se fez repouso daqueles que estão cansados e oprimidos.

Sentiu-Se extenuado pelo sono, porém caminha ligeiro sobre o mar, repreende aos ventos e salva Pedro que estava a ponto de ser submergido pelas ondas.

Paga os impostos com um peixe, porém é rei dos arrecadadores. É chamado samaritano e possuído pelo demônio, mas leva a salvação àquele que, descendo de Jerusalém, foi assaltado por alguns ladrões.

É reconhecido pelos demônios, porém expulsa aos demônios e impele as legiões de espíritos malignos para precipitarem-se ao mar, e vê ao príncipe dos demônios, quase como um relâmpago, precipitar-se do céu.

É agredido com pedras, mas não é preso. Suplica, porém acolhe aos demais que pedem. Chora, mas enxuga as lágrimas.

Pergunta onde foi sepultado Lázaro, pois realmente era homem, mas ressuscita Lázaro da morte à vida, porque de fato era Deus.

É vendido e por pouco preço: por trinta moedas de prata, mas, entretanto, redimia ao mundo a grande preço: com o Seu Sangue.

É conduzido à morte como uma ovelha, mas Ele apascenta a Israel e agora também ao mundo inteiro.

Está mudo como um cordeiro, mas Ele é o próprio Verbo, anunciado no deserto pela voz daquele que clamava.

Foi abatido e ferido pela angústia, mas vence toda enfermidade e sofrimento.

É tirado do lenho onde foi suspenso, mas nos restituiu a vida com o lenho, e concede a Salvação também ao ladrão – que pende do lenho –, e ignora-se tudo o que se revela.

É-lhe dado a beber vinagre, e Se nutre com fel, mas para quem? Para Aquele que transformou a água em vinho. Saboreou aquele gosto amargo, Aquele que era o próprio deleite e todo apetecível.

Confia a Deus a Sua alma, porém conserva a faculdade de tomá-la novamente.

O véu se rasga – e as potências superiores se manifestam -, e as pedras se despedaçam, porém os mortos ressuscitam.

Ele morre, porém devolve a vida e derrota a morte com Sua morte.
É honrado com a sepultura, mas ressuscita do sepulcro.

Desce aos infernos, mas acompanha as almas ao alto e sobe ao céu, e virá para julgar os vivos e os mortos, e para examinar as palavras dos homens.” (1)

A pergunta de Jesus continua sendo dirigida a todos nós, e é imprescindível a nossa resposta: cremos em Jesus, Verdadeiramente Homem, Verdadeiramente Deus.

Professamos nossa fé em Jesus, que Se fez Carne e habitou entre nós, tão igual a nós, exceto no pecado, para nos redimir e nos conceder vida plena e eterna.

A profissão de fé, assim feita, torna impossível a concepção de uma religião alienante, sem verdadeiros e sagrados compromissos com a vida da humanidade, como tão sabiamente expressou a Igreja na introdução da “Gaudium Et Spes”:

As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração.

Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do Reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para a comunicar a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história.” (n.1)

Celebremos esta Festa elevando a Deus orações  pelo Papa Francisco, para que continue conduzindo a Igreja em sua missão de anunciar e testemunhar a Boa-Nova de Jesus a todos os povos.

Que o Espírito do Senhor repouse sobre ele, para que a sua missão de manter a unidade e a catolicidade da Igreja seja realizada com coragem e fecundidade.

Por fim, renovemos em nós o ardor necessário para a graça de viver e testemunhar o nosso Batismo, seduzidos por um amor incondicional ao Senhor Jesus, na fidelidade ao Deus Pai, com a luz e o sopro do Espírito Santo.



(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pp. 202-204.

Em poucas palavras...

                                   


“O ódio voluntário é contra a caridade”

“O ódio voluntário é contra a caridade. Odiar o próximo, querendo-lhe mal deliberadamente é pecado. É pecado grave, quando deliberadamente se lhe deseja um mal grave. «Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos céus...» (Mt 5, 44-45).” (1)

 

(1)        Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2303

Prantos vespertinos, alegrias matutinas...

                                                      

Prantos vespertinos, alegrias matutinas...
 
“Eu Vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes,
e preservastes minha vida da morte!...
 
Cantai Salmos ao Senhor, povo fiel,
Dai-lhe graças e invocai Seu Santo nome!
 
Pois Sua ira dura apenas um momento,
Mas Sua bondade permanece a vida inteira;
 
Se à tarde vem o pranto visitar-nos,
De manhã vem saudar-nos a alegria...” (Sl 29)
 
 
Contemplo a bondade divina, presença permanente
Nas alegrias, como também nas adversidades.
 
A vida é um mistério, complexo e intenso,
De prantos vespertinos e alegrias matutinas.
 
Assim foi naquela Sexta Maior da morte do Amado Senhor,
Prantos, dor também tão intensa, lágrimas dos amigos e de Sua Mãe.
 
Assim foi naquela tarde de sábado, num silêncio abismal,
Que o vazio a humanidade experimentou.
 
Ele estava na mansão dos mortos, almas libertando,
A humanidade desde sempre e para sempre redimindo.
 
Mas algo novo se inaugurou, na madrugada da Ressurreição,
Alegria incontida das mulheres e dos amigos resplandeceu.
 
Nunca mais os prantos vespertinos ficariam sem consolo,
Porque com a Ressurreição a alegria da vitória o mundo
 
Prantos vespertinos e alegrias matutinas
Todos também as temos, irremediavelmente.
 
Não somos condenados a eternos prantos,
Mas vocacionados à eterna e plena alegria.
 
Ainda que a tristeza venha por um instante, suportemos.
Sabedoria Divina invocada, superação, alegria experimentemos.
 
Ainda que o pranto e lágrimas de dor cortante pela morte nos fragilizem,
Serão secas pela promessa da imortalidade, fé na Ressurreição.
 
Entre prantos vespertinos e alegrias matutinas,
Vamos tecendo a teia da vida, escrevendo nossa história.
 
Confiantes na bondade e ternura divinas,
Nossos prantos aos céus chegando, alegria no coração saudando. Amém.


Encorajados pelo testemunho do Apóstolo Pedro

                                                             

Encorajados pelo testemunho do Apóstolo Pedro

Nas Vésperas da Liturgia das Horas, ao celebrarmos a Festa da Cátedra de São Pedro, a Igreja nos enriquece com este Hino:

“'Pescador de homens te faço!'
Ouviste, ó Pedro, de Deus:
redes e remos deixando,
ganhaste as chaves dos céus.

Negando Cristo três vezes,
três vezes clamas amor:
então, de todo o rebanho,
tornas-te mestre e pastor.

Ó Pedro, és pedra da Igreja,
que sobre ti se constrói,
que vence as forças do inferno,
e quais grãos de Cristo nos mói.

Quando no mar afundavas,
o Salvador deu-te as mãos:
com as palavras da vida
confirma agora os irmãos.

Pés para o alto apontando,
foste pregado na cruz:
cajado que une o rebanho,
barca que a todos conduz.

Ao Cristo Rei, demos glória,
rendamos nosso louvor;
voltando à terra, Ele encontre
um só rebanho e pastor”.

O testemunho de Pedro nos encoraja na fidelidade ao Senhor, para que superemos as dificuldades possíveis na vida de fé, a fim de que sejamos pacientes na tribulação, resistentes nas tentações, e tenhamos sentimentos de gratidão a Deus na prosperidade.

Oremos:

“Concedei, ó Deus todo-poderoso, que nada nos possa abalar, pois edificastes a Vossa Igreja sobre aquela pedra que foi a profissão de fé do Apóstolo Pedro. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

“Quem sou Eu para vós?"

                                                            

                                     “Quem sou Eu para vós?"

No dia 22 de fevereiro, celebramos a Festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo, e ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 16, 13-19), em que Jesus pergunta aos discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” e “E vós, quem dizeis que  Eu sou?” (Mt 16,13.15).

Reflitamos sobre dois temas fundamentais da vida cristã: Cristo e a Igreja, a partir da pergunta de Jesus: “Quem sou Eu para vós?”.

A passagem do Evangelho pode ser dividida em duas partes: a primeira, mais cristológica, ou seja, Jesus é o Filho de Deus; e a segunda, mais eclesiológica, pois retrata a missão da Igreja confiada a Pedro por Jesus.

Jesus interrogando sobre a Sua identidade não quer medir a Sua quota de popularidade, ao contrário, quer tornar tudo mais claro para os discípulos, para uma consciente adesão; e, assim, confirmá-los na missão, confiando a Pedro, em primeiro plano, esta missão de conduzi-los, por isto lhe são entregues as chaves do Reino para ligar e desligar.

Este é o real simbolismo da entrega das chaves, mencionado no Evangelho: Jesus nomeia Pedro como administrador e supervisor da Igreja, com autoridade para interpretar Suas palavras, bem como de adaptar os ensinamentos às novas necessidades e situações, e de acolher ou não novos membros na comunidade.

Também nós somos interpelados por Jesus: “Quem sou Eu para vós?”.

A resposta deve contemplar a realidade: alguém que é mais do que um homem, um ídolo, um revolucionário, uma pessoa de sabedoria incomum...

A nossa resposta tem que ser a de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”.

Ele é o esperado, que traz vida para o tempo presente e todo tempo; e mais que isto, para a eternidade.

Somos convidados, na renovação de nossa fé, a fortalecer nossa pertença à Igreja, revigorando a dimensão profética e missionária de nossa fé, sem desânimos, fraquezas e esmorecimentos:

“No nosso mundo, onde tudo aparece sempre provisório e discutível, uma caminhada de fé, sólida precisa de uma referência clara. Por isso, o serviço de Pedro e dos seus sucessores é preciso e deve ser acolhido como uma dádiva.” (1)

Como discípulos missionários do Senhor, abismados pelo Amor de Deus, a quem glorificamos e tributamos toda a honra, glória, poder e louvor, porque possui toda ciência, riqueza, poder, sabedoria, continuemos o caminho que iniciamos no dia de nosso Batismo.

Bem falou o então Papa Bento XVI sobre este convite de renovação do encontro pessoal com Jesus Cristo, quando tomamos a decisão de nos deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo, dia a dia, sem cessar:

−“Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”  (cf. n. 7 da EG).

Mais que uma resposta, renovação e adesão e fortalecimento para a missão de discípulos missionários, para que construamos uma Paróquia com um rosto novo, em contínua conversão, para que seja comunidade de comunidades, em que se sacia do Pão da Palavra, da Eucaristia e da Caridade.

Oremos:

Pai Santo, fonte de sabedoria,
Que no testemunho humilde do Apóstolo Pedro
Colocastes o fundamento da nossa fé,
Concedei a todos os homens a luz do Vosso Espírito,
Para que, reconhecendo em Jesus de Nazaré,
O Filho do Deus vivo, se tornem pedras vivas
Para a edificação da Vossa Igreja. Amém.


PS: Fonte de pesquisa - www.Dehonianos.org/portal
(1) Lecionário Comentado – p. 183 

A Igreja edificada sobre solidez da fé do Apóstolo

                                                               

A Igreja edificada sobre solidez da fé do Apóstolo

A minha Igreja destinada a elevar-se até ao céu
deverá apoiar-se sobre a solidez da fé de Pedro

No dia 22 de fevereiro, celebramos a Festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo, e a Liturgia das Horas nos apresenta o Sermão do Papa São Leão Magno (Séc. V), em que reflete sobre a Igreja de Cristo que se ergueu na firmeza do Apóstolo Pedro:

“Dentre todos os homens do mundo, Pedro foi o único escolhido para estar à frente de todos os povos chamados à fé, de todos os apóstolos e de todos os padres da Igreja. Embora no povo de Deus haja muitos sacerdotes e pastores, na verdade, Pedro é o verdadeiro guia de todos aqueles que têm Cristo como chefe supremo.

Deus dignou-Se conceder a este homem, caríssimos filhos, uma grande e admirável participação no seu poder. E se Ele quis que os outros chefes da Igreja tivessem com Pedro algo em comum, foi por intermédio do mesmo Pedro que isso lhes foi concedido.

A todos os Apóstolos o Senhor pergunta qual a opinião que os homens têm a seu respeito; e a resposta de todos revela de modo unânime as hesitações da ignorância humana. Mas, quando procura saber o pensamento dos discípulos, o primeiro a reconhecer o Senhor é o primeiro na dignidade apostólica.

Tendo ele dito: Tu és Cristo, o Filho do Deus vivo, Jesus lhe respondeu: Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu (Mt 16,16-17). Quer dizer, és feliz, porque o meu Pai te ensinou, e a opinião humana não te iludiu, mas a inspiração do céu te instruiu; não foi um ser humano que me revelou a ti, mas sim Aquele de quem sou o Filho Unigênito.

Por isso Eu te digo, acrescentou, como o Pai te manifestou a minha divindade, também Eu te revelo a tua dignidade: Tu és Pedro (Mt 16,18). Isto significa que Eu sou a pedra inquebrantável, a pedra principal que de dois povos faço um só (cf. Ef 2,20.14), o fundamento sobre o qual ninguém pode colocar outro. Todavia, tu também és pedra, porque és solidário com a minha força. Desse modo, o poder, que me é próprio por prerrogativa pessoal, te será dado pela participação comigo.

E sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la (Mt 16,18). Sobre esta fortaleza, construirei um templo eterno. A minha Igreja destinada a elevar-se até ao céu deverá apoiar-se sobre a solidez da fé de Pedro. O poder do inferno não impedirá esse testemunho, os grilhões da morte não o prenderão; porque essa Palavra é Palavra de vida. E assim como conduz aos céus os que a proclamam, também precipita no inferno os que a negam.

Por isso, foi dito a São Pedro: Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que desligares na terra, será desligado nos céus (Mt 16,19). Na verdade, o direito de exercer esse poder passou também para os outros apóstolos, e o dispositivo desse decreto atingiu todos os príncipes da Igreja. Mas não é sem razão que é confiado a um só o que é comunicado a todos. O poder é dado a Pedro de modo singular, porque a sua dignidade é superior à de todos os que governam a Igreja”.

Assim quis o Senhor, edificar a Sua Igreja sobre a fé de Pedro, e a ele foram confiadas as chaves do Reino dos céus. Portanto, coube a Pedro, como primeiro Papa, continuar a missão que o Senhor lhe confiou.

Celebrando a Cátedra de Pedro, multipliquemos orações pelo Papa Francisco, para que conduza a Igreja de Cristo, a fim de que ela anuncie em todos os lugares, e a todas as pessoas, a Boa-Nova do Evangelho.

Renovemos, também, a graça de ser membro desta Igreja, partícipes desta missão, com a presença, assistência e ação do Espírito Santo.

Oremos:  

“Concedei, ó Deus todo-poderoso, que nada nos possa abalar, pois edificastes a Vossa Igreja sobre aquela pedra que foi a profissão de fé do Apóstolo Pedro. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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