domingo, 7 de junho de 2026

Em poucas palavras...

 


O autêntico e perfeito sacrifício

“Para ser autêntico, o sacrifício exterior deve ser expressão do sacrifício espiritual: «O meu sacrifício é um espírito arrependido...» (Sl 51, 19).

Os profetas da Antiga Aliança denunciaram muitas vezes os sacrifícios feitos sem participação interior (Am 5,21-25) ou sem ligação com o amor do próximo (Is 1,10-20).

Jesus recorda a palavra do profeta Oseias: «Eu quero misericórdia e não sacrifício» (Mt 9, 13; 12, 7) (Os 6,6).

O único sacrifício perfeito é o que Cristo ofereceu na cruz, em total oblação ao amor do Pai e para nossa salvação (Hb 9,13-14).

Unindo-nos ao seu sacrifício, podemos fazer da nossa vida um sacrifício a Deus.” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2100

Deus, o grande incompreendido (XDTCA)

                                                    

Deus, o grande incompreendido

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 9,9-13), em que se contempla quão misericordioso é o nosso Deus. 

Assim Se expressa o Senhor:

– “Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (v. 13).

Vejamos o que nos diz o Comentário do Missal Cotidiano:

Deus foi sempre o grande incompreendido por parte dos homens. Incompreendido em Seu agir, em Suas intervenções, incompreendido em Seu silêncio, incompreendido em Suas exigências e em Sua lei.

Mas a incompreensão maior e mais estranha refere-se à Sua misericórdia. É a incompreensão de quem não crê na misericórdia de Deus, de quem tem medo d’Ele, de quem treme ao pensar em comparecer à Sua presença, e foge do mal unicamente para evitar os Seus castigos...”.

Quem poderá compreender o Coração de Deus?

Quem souber viver a misericórdia para com o próximo, na sincera e frutuosa prática da acolhida, do perdão, superação.

Quem souber saborear a mais bela e pura alegria que nasce do perdão dado e recebido.

Quem não crer que o ódio, o rancor, o ressentimento fossilizarão ou criarão raízes nas entranhas mais profundas do coração.

Quem souber transformar o coração de pedra num coração de carne, terno e manso, para que nele Deus possa frutuosa e ricamente fazer Sua morada.

Quem não crer que a obscuridade ao outro deva ser para sempre imposta pelo seu erro, tropeço, falha.

Quem souber compreender na exata medida o erro cometido, sem nada acrescentar, e ter também a maturidade de se colocar no lugar do outro, porque todos somos passíveis de erros.

Quem do Senhor Jesus mesmos sentimentos, pensamentos e ações tiver. Quem como Ele agir. Quem souber gerar e formar Cristo em Si e no outro, no amor que renova, recria, reencanta, refaz, reconduz...

Quem poderá compreender o Coração de Deus?

Ó incompreendido Amor de Deus que questiona o amor humano, tão pequeno, quantificável, porque limitado, medido, calculado, com parcimônia por vezes comunicado.

Ó incompreendido Amor de Deus, que o nosso assim também o seja. Amor não é para ser compreendido, amor é para amar, simplesmente; sem teorias, explicações, racionalizações. Amor de Cruz, que ama, acolhe, perdoa, renova, faz renascer e rompe a barreira do aparentemente impossível.

O Amor vivido no extremo da Cruz, foi, é e será para sempre o verdadeiro Amor. Tão incompreendido, mas tão necessário e desafiador para a humanidade em todo tempo.

Amor que, se vivido, nos credencia para a eternidade de Deus, que é a vivência e mergulho na plenitude de Seu amor, luz, alegria, vida  e paz. Amém.


PS: Proclamado no Sábado depois das cinzas a passagem paralela -  Evangelho de Lucas (Lc 5,27-32).

Em poucas palavras... (XDTCA)

 


Por que Deus não impediu o primeiro homem de pecar?

“Mas porque é que Deus não impediu o primeiro homem de pecar? São Leão Magno responde: «A graça inefável de Cristo deu-nos bens superiores aos que a inveja do demónio nos tinha tirado».

E São Tomás de Aquino: «Nada se opõe a que a natureza humana tenha sido destinada a um fim mais alto depois do pecado. Efetivamente, Deus permite que os males aconteçam para deles tirar um bem maior.

Daí a palavra de São Paulo: "onde abundou o pecado, superabundou a graça" (Rm 5, 20). Por isso, na bênção do círio pascal canta-se: "Ó feliz culpa, que mereceu tal e tão grande Redentor!"».”

 

(1)Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 412

"Quero a misericórdia e não o sacrifício" (XDTCA)

                                                     


"Quero a misericórdia e não o sacrifício" 

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 9,9-13), em que nos apresenta o roto misericordioso de Deus, quando  quando assim Se expressa o Senhor:

“Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (v. 13).

Vejamos o que nos diz o Comentário do Missal Cotidiano:

Deus foi sempre o grande incompreendido por parte dos homens. Incompreendido em Seu agir, em Suas intervenções, incompreendido em Seu silêncio, incompreendido em Suas exigências e em Sua lei.

Mas a incompreensão maior e mais estranha refere-se à Sua misericórdia. É a incompreensão de quem não crê na misericórdia de Deus, de quem tem medo d’Ele, de quem treme ao pensar em comparecer à Sua presença, e foge do mal unicamente para evitar os Seus castigos...”.

Quem poderá compreender o Coração de Deus?
Quem souber viver a misericórdia para com o próximo, na sincera e frutuosa prática da acolhida, do perdão, da superação.

Quem souber saborear a mais bela e pura alegria que nasce do perdão dado e recebido.

Quem não crer que o ódio, o rancor, o ressentimento fossilizarão nas entranhas mais profundas do coração.

Quem souber transformar o coração de pedra num coração de carne, terno e manso, para que nele Deus possa frutuosa e ricamente fazer Sua morada.

Quem não crer que a obscuridade ao outro deva ser para sempre imposta pelo seu erro, tropeço, falha.

Quem souber compreender na exata medida o erro cometido, sem nada acrescentar, e ter também a maturidade de se colocar no lugar do outro, porque todos passíveis de erros o somos.

Quem do Senhor Jesus mesmos sentimentos, pensamentos e ações tiver. Quem como Ele agir. Quem souber gerar e formar Cristo em Si e no outro, no amor que renova, recria, reencanta, refaz, reconduz...

Quem poderá compreender o Coração de Deus?

Ó incompreendido Amor de Deus que questiona o amor humano, tão pequeno, quantificável, porque limitado, medido, calculado, com parcimônia por vezes comunicado.

Ó incompreendido Amor de Deus, que o nosso assim também o seja. Amor não é para ser compreendido, amor é para amar, simplesmente; sem teorias, explicações, racionalizações. Amor de Cruz, que ama, acolhe, perdoa, renova, faz renascer e rompe a barreira do aparentemente impossível.

O Amor vivido no extremo da Cruz, foi, é e será para sempre o verdadeiro Amor. Tão incompreendido, mas tão necessário e desafiador para a humanidade em todo tempo.

Amor que, se vivido, nos credencia para a eternidade de Deus, que é a vivência e mergulho na plenitude de Seu amor, luz, alegria e paz. Amém.

PS: Oportuna para a Festa de São Mateus - 21 de setembro

Em poucas palavras... (XDTCA)

                                                  


Elogio à fé de nossos antepassados

“A Epístola aos Hebreus, no grande elogio que faz da fé dos antepassados, insiste particularmente na fé de Abraão: «Pela fé, Abraão obedeceu ao chamamento de Deus, e partiu para uma terra que viria a receber como herança: partiu, sem saber para onde ia» (Hb 11, 8; Gn 12,1-4).

Pela fé, viveu como estrangeiro e peregrino na terra prometida (Gn 23,4). Pela fé, Sara recebeu a graça de conceber o filho da promessa. Pela fé, finalmente, Abraão ofereceu em sacrifício o seu filho único (Hb 11,17).” (1)

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 145

“Vim chamar os pecadores” (XDTCA)

                                                        

“Vim chamar os pecadores”

Reflexão à luz da passagem proclamada na sexta-feira da 13ª semana do Tempo Comum (Mt 9,9-13), e vemos quão misericordioso é o nosso Deus, através da prática de Jesus que nos diz não ter vindo chamar os justos, mas os pecadores para a conversão.

Assim Se expressa o Senhor:

– “Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores” (v. 13).

O Missal Cotidiano nos enriquece com este comentário:

Deus foi sempre o grande incompreendido por parte dos homens. Incompreendido em Seu agir, em Suas intervenções, incompreendido em Seu silêncio, incompreendido em Suas exigências e em Sua lei.

Mas a incompreensão maior e mais estranha refere-se à Sua misericórdia. É a incompreensão de quem não crê na misericórdia de Deus, de quem tem medo d’Ele, de quem treme ao pensar em comparecer à Sua presença, e foge do mal unicamente para evitar os Seus castigos...”.

Somente poderá compreender o Coração de Deus quem souber:

- Viver a misericórdia para com o próximo, na sincera e frutuosa prática da acolhida, do perdão, da superação;

- Saborear a mais bela e pura alegria que nasce do perdão dado e recebido;

- Não crer que o ódio, o rancor, o ressentimento fossilizarão nas entranhas mais profundas do coração;

- Transformar o coração de pedra num coração de carne, terno e manso, para que nele Deus possa frutuosa e ricamente fazer Sua morada;

- Não crer que a obscuridade ao outro deva ser para sempre imposta pelo seu erro, tropeço, falha;

- Compreender na exata medida o erro cometido, sem nada acrescentar, e ter também a maturidade de se colocar no lugar do outro, porque todos passíveis de erros o somos.

Somente poderá compreender o Coração de Deus quem do Senhor Jesus mesmos sentimentos e ações tiver. Quem souber gerar e formar Cristo em Si e no outro, no amor que renova, recria, reencanta, refaz, reconduz...

Quem poderá compreender o Coração de Deus?

Ó incompreendido Amor de Deus que questiona o amor humano, tão pequeno, quantificável, porque limitado, medido, calculado, com parcimônia por vezes comunicado.

Ó incompreendido Amor de Deus, que o nosso assim também o seja. Amor não é para ser compreendido, amor é para amar, simplesmente; sem teorias, explicações, racionalizações. Amor de Cruz, que ama, acolhe, perdoa, renova, faz renascer e rompe a barreira do aparentemente impossível.

O Amor vivido no extremo da Cruz, foi, é e será para sempre o verdadeiro Amor. Tão incompreendido, mas tão necessário e desafiador para a humanidade em todo tempo.

Amor que, se vivido, nos credencia para a eternidade de Deus, que é a vivência e mergulho na plenitude de Seu amor, luz, alegria e paz. Amém. 


PS: Proclamado no Sábado depois das cinzas a passagem paralela -  Evangelho de Lucas (Lc 5,27-32).

“Se soubesses como te amo!” (XDTCA)

                                                


“Se soubesses como te amo!”

Eis que eu a vou seduzir, levando-a
à solidão, onde lhe falarei ao coração” 
(Os 2, 16)

Se soubesses o quanto te amo!
Desde sempre te amei e para sempre te amarei.
É meu desejo que redescubra a chama do primeiro amor,
E terás a plenitude de todos os bens.

Se soubesses o quanto te amo,
Bem depressa voltarias para mim;
Abandonarias toda infidelidade e idolatria
E serias envolvido com laços de amor e ternura.

Se soubesses o quanto te amo,
O quanto fui, sou e serei, para sempre,
Enamorado por ti, e inflamado de paixão,
Ao ponto de ir contra a Lei da morte de uma adúltera.

Se soubesses o quanto te amo,
O quanto me empenho na mais salutar sedução,
Para que reencontres o caminho perdido,
E reconquistes o amor que tenho, ainda que traído.

Se soubesses o quanto te amo,
Como desejo voltar aos tempos do primeiro amor,
Em que nada se interpunha entre nós,
Distraídos em colóquios eternos de amor.

Se soubesses o quanto te amo,
Voltarias depressa para mim,
Envolvido em laços de justiça, direito,
Amor, fidelidade e misericórdia.

Se soubesses o quanto te amo,
Voltarias bem depressa, para um novo encontro.
Amo-te e jamais deixarei te amar.
Tu és meu Povo, Eu serei Teu Deus.


Fonte inspiradora: Os 2,16-17b-18.21-22

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG