sexta-feira, 5 de junho de 2026

O mais belo Coração foi trespassado por amor de nós

                                                          

O mais belo Coração foi trespassado por amor de nós

Meus olhos se voltaram para o calvário, que me remeteu à Sagrada Montanha.

Vi correr quatro rios, um para cada um dos pontos cardeais e colaterais.

E continuo a ver, pois emana de fonte inesgotável.
Jorra daquele coração que mais tarde seria trespassado.
Água cristalina para que nela renascêssemos.
Vi também correr, misturada com o vermelho do Sangue,
Que também do Coração mais tarde jorraria.

“Mas um dos soldados abriu-Lhe o lado com uma lança e,
imediatamente, saiu Sangue e Água”  (1)

Ressoem em nosso coração as palavras da Igreja:

“Estando Jesus já morto e ainda pregado na Cruz, 
diz o Evangelista, um soldado aproximou-se, 
feriu-Lhe o lado com uma lança,
e imediatamente saiu Água e Sangue: 
a Água, como símbolo do Batismo; 
o Sangue, como símbolo da Eucaristia” (2)

Não pode ser feito sem maiores exigências em nossa vida,
Quem desta água sacia a sede; deste divino alimente se nutre.
Desta mesma Montanha, emanaram dos lábios do divino Redentor
O programa de vida a ser vivido na planície do cotidiano,
O mais belo Sermão, o Sermão da Montanha:

“Bem aventurados os pobres em espírito,
Porque deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram,
pois eles serão consolados.
Bem-aventurados os mansos,
pois eles herdarão a terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça,
Pois eles serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos,
Pois eles alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração,
Pois eles verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz,
Pois eles serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça,
Pois deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados sois vós,
Quando vos injuriarem e perseguirem e,
Mentindo disserem todo mal por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque grande é
A vossa recompensa nos céus;
Pois deste modo perseguiram os profetas que vos precederam” (3)

Bebamos desta fonte.
Vivamos as Bem-Aventuranças,
Palavra que sacia nossa sede,
Alimento que nos fortalece para a missão,
Para que discípulos missionários do Senhor,
Sal da terra e luz sejamos (4).

Subamos à Montanha,
Bebamos da Divina Fonte...
Os rios jamais secarão,
Porque quem poderá impedir o amor de Deus por nós?
Ele continua nos lavando nas águas batismais,
E nos alimentando com Pão e Bebida Celestiais. Amém.


(1)          Jo 19,34
(2)         São João Crisóstomo – Bispo e Doutor da Igreja – séc. IV
(3)        Mt 5,1-12
(4)         Cf. Mt 5, 13-16

Em poucas palavras...

                                       


Três recomendações aos párocos

1ª - viver cada vez mais o carisma ministerial específico a serviço das muitas formas de dons semeados pelo Espírito no Povo de Deus;

2º - aprender e praticar o discernimento comunitário, elemento-chave da ação pastoral de uma Igreja sinodal - “conversação no Espírito”;

3º - viver o intercâmbio e a fraternidade entre si e com seus bispos: ser filhos e irmãos para serem bons sacerdotes, viver a comunhão para serem autênticos pais.

 

PS: Recomendações feitas pelo Papa Francisco aos párocos, por ocasião do encerramento do encontro internacional “Párocos em prol do Sínodo - 02 de maio de 2024, em Sacrofano - Roma

“O eloquente Sangue de Cristo”

                                                                

“O eloquente Sangue de Cristo”

Sejamos enriquecidos pelos Comentários sobre o livro de Jó, de São Gregório Magno, Papa (Séc. VI), sobre “o eloquente Sangue de Cristo”.

“O bem-aventurado Jó, como figura da santa Igreja, ora fala em nome do corpo, ora em nome da cabeça. Mas, às vezes, ocorre que, quando fala dos membros, toma subitamente as palavras da cabeça. Eis por que diz: Sofri tudo isso, embora não haja violência em minhas mãos e minha oração seja pura (Jó 16,17).

Sem haver violência alguma em Suas mãos, teve também que sofrer Aquele que não cometeu pecado e em cuja boca não se encontrou falsidade; no entanto, pela nossa salvação, suportou o tormento da Cruz. Foi Ele o único que elevou a Deus uma Oração pura, pois mesmo em meio aos sofrimentos da Paixão, orou por Seus perseguidores, dizendo: Pai perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem! (Lc 23,34).

Quem poderá dizer ou pensar uma Oração mais pura do que esta em que se pede misericórdia por aqueles mesmos que infligem à dor? Por isso, o Sangue de nosso Redentor, derramado pela crueldade dos perseguidores, Se transformou depois em Bebida de salvação para os que Nele acreditariam e o proclamariam Filho de Deus.

Acerca deste Sangue, continua, com razão, o texto sagrado: Ó terra, não cubras o meu Sangue, nem sufoques o meu clamor (Jó 16,18).E ao homem pecador foi dito: És pó e ao pó hás de voltar (Gn 3,19).

A terra, de fato, não ocultou o Sangue de nosso Redentor, pois qualquer pecador, ao beber o preço de sua redenção, o proclama e louva e, como pode, o manifesta aos outros.

A terra não cobriu também o Seu sangue porque a santa Igreja já anunciou em todas as partes do mundo o mistério de Sua redenção.

Notemos no que se diz a seguir: Nem sufoques meu clamor. O próprio sangue da redenção, por nós, bebido, é o clamor de nosso Redentor. Por isso diz também Paulo: Vós vos aproximastes da aspersão do Sangue mais eloquente que o de Abel (Hb 12,24). E do sangue de Abel fora dito: A voz do sangue de teu irmão está clamando da terra por mim (Gn 4,10).

O Sangue de Jesus é mais eloquente que o de Abel, porque o sangue de Abel pedia a morte do irmão fratricida, ao passo que o Sangue do Senhor obteve a vida para Seus perseguidores.

Assim, para que não nos seja inútil o Sacramento da Paixão do Senhor, devemos imitar aquilo que recebemos e anunciar aos outros o que veneramos.

O clamor de Cristo fica sufocado em nós, se a língua não proclama aquilo em que o coração acredita. Para que esse clamor não seja sufocado em nós, é preciso que, na medida de suas possibilidades, cada um manifeste aos outros o mistério de sua vida nova”.

Eloquente é o Sangue do Senhor, o Sangue do Justo, do Filho muito amado, porque ao derramá-lo, por amor de nós, foi a verdadeira expressão da misericórdia divina na redenção da humanidade, e por ele fomos reconciliados.

Oremos:

Ó Deus, dai-nos a firmeza e a coragem, a graça e a força 
para que sejamos Vossas verdadeiras testemunhas.

Que Vosso Sangue nos lave, e o fogo do Vosso Amor nos queime,
para nos afastarmos  de todo contágio do mal,
e não sermos seduzidos  pelas falsas alegrias,

Cremos que  somente em Vós  encontramos o Sumo Bem
e a Verdadeira Alegria. 
Amém!

Loide e Eunice: Educadoras da fé

 


Loide e Eunice: Educadoras da fé
 
“Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou
 em sua avó Loide e em sua mãe Eunice, e estou convencido
de que também habita em você" (2 Tm 1, 5).
 
Reflexão à luz da passagem da Segunda Carta do Apóstolo Paulo a Timóteo (2 Tm 3,10-17), em que retomo os versículos 14 e 15:
 
“Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade, tu sabes de quem o aprendeste. Desde a infância conhece as Sagradas escrituras: elas têm o poder de te comunicar a Sabedoria que conduz à Salvação pela fé em Jesus Cristo”
 
Loide e Eunice, mãe de Timóteo, são nomes que não podem ser separados, não apenas por serem mãe e filha, mas por causa da fé sincera e da visão das Santas Escrituras, eram mulheres que estavam certas do poder da Palavra de Deus.
 
Embora seus nomes apareçam uma única vez na Bíblia, não se pode afirmar que suas vidas não foram importantes, ou que tenham pouca influência nos primeiros momentos do cristianismo. 
Os nomes destas duas mulheres ficarão para sempre na história por causa da impressão indelével que deixaram no Apóstolo Paulo, um dos maiores evangelistas e autor de grande parte do Novo Testamento, incluindo duas cartas a Timóteo:
 
“Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou  em sua avó Loide e em sua mãe Eunice, e estou convencido de que também habita em você" (2 Tm 1, 5)”.
 
A sabedoria esteve presente quando lhe deram o nome de Timóteo, que significa "aquele que teme a Deus".
 
Loide e Eunice, como boas mães, davam grande valor à Bíblia e aproveitaram todas as oportunidades para ensinar cuidadosamente o menino, e não apenas um conhecimento teórico, pois dia a dia testemunhavam pela própria vida a inseparável relação da fé com a prática, o que foi de fundamental importância na formação do caráter de Timóteo.
 
Evidentemente, o conhecimento que possuíam tinha seus limites próprios de mulheres judias que viviam numa terra estrangeira. Certamente possuíam o conhecimento do Antigo Testamento, e ainda não tinham, como hoje temos, a mensagem de que o Messias esperado tinha vindo na Pessoa de Jesus de Nazaré, e que Ele oferecia o perdão dos pecados não lhes era inteiramente clara; e ainda, que a Boa-Nova do Evangelho ao alcance de todos os que criam em Cristo, pois isto somente se tornou possível através da missão e pregação do Apóstolo Paulo.
 
Tendo a mãe e a avó, pelo poder do Espírito Santo, semeado generosamente essa Palavra no coração receptivo de Timóteo, desde criança, deu-se com ele, como em todos os cristãos, o novo nascimento:
 
“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus viva, e que permanece para sempre” (1 Pd 1, 23).
 
Deste modo, Timóteo tornou-se o primeiro cristão e depois um ativo mensageiro de Jesus Cristo, um embaixador de Deus (2 Cor 5, 20); um grande anunciador do Evangelho (2 Tim 4, 5), um homem sábio, expressão viva do que dissera o Profeta: "resplandecerá como o resplendor do firmamento, porque "ensinou a muitos a justiça" (Dn 12,3).
 
À luz desta reflexão, rezemos pelos nossos pais, mães, e de modo especial pelos nossos avôs e avós, que plantaram a semente da Palavra em nosso coração, como jardineiros do Senho, fundamentais na formação cristã de todos nós.
 
Se vivos, contem com a luz do Santo Espírito na sagrada missão de educadores e semeadores do Senhor. Se já completaram a corrida e combateram o bom combate da fé, que tenham merecido a glória da glória e contemplem a luminosidade eterna nos céus.
 
Ontem, hoje e sempre precisamos de “Loides” e “Eunices”, mulheres impulsionadas por uma fé indefectível em Deus, que cultivem no coração dos que lhes foram confiados a fina flor da esperança, que exala odores maravilhosos de amor a Deus e ao próximo, inseparavelmente, cumprindo assim, plenamente, a Lei que nos foi dada.
 
 
PS: Reflexão oportuna para retomar no dia 26 de julho, quando comemoramos o Dia dos Avós.

Irradiemos a luz divina

                                                            

Irradiemos a luz divina

Reflexão à luz da passagem da Carta de Paulo aos Efésios:

“Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios, mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem.

Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação.

Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade.

Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo” (Ef 4,29-32).

Peçamos a Deus que nos conceda sempre a graça de sentir o Seu divino Amor, indicando-nos o caminho que devemos seguir com absoluta fidelidade no carregar da nossa cruz cotidiana, a fim de que jamais sucumbamos à força do pecado, e que, por sua infinita bondade, apague nossas transgressões e purifique nossos corações, eliminando toda ferrugem de nossa alma.

Adoremos o Cristo, Sol nascente e Luz sem ocaso, e supliquemos para que Ele ilumine os nossos passos desde o amanhecer, para que sejam afastadas de nós toda inclinação para o mal. Portanto, sejamos vigilantes em nossos pensamentos, palavras e ações, vivendo plenamente de acordo com a Sua vontade.

Adoremos o Senhor que, por Sua Cruz, nos trouxe a salvação, na mais perfeita expressão de misericórdia, e deste modo, pela Cruz e Ressurreição, na fidelidade ao Pai, tenhamos a consolação do Espírito Santo.

Finalizando, temos sete orientações a serem vividas por aqueles que professam a fé no Senhor, acompanhada do testemunho, para que irradie a luz divina, e seja sal da terra e fermento na massa:


1 –Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios”;

2“mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem”;

3 – “Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação”

4 – “Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade”;

5 – “Sede bons uns para com os outros”

6 – “sede compassivos”;

7 – “Perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.

Oremos:

Ó Deus, não permitais que nossos lábios profiram palavras nocivas, geradoras de discórdia ou que firam a fraternidade, a solidariedade e a comunhão.

Colocai, ó Deus, em nossos lábios palavras edificantes, que irradiem Vossa luz, façam renascer a esperança, revigorem a fé e inflamem a caridade para com todos e em todos os lugares.

Ó Deus, fortalecei-nos, para que jamais entristeçamos o Espírito Santo, com o qual nos marcastes para o dia da libertação, afastando todos pensamentos, palavras e atitudes indesejáveis.

Ajudai-nos, ó Deus, para que eliminemos toda amargura e irritação, e jamais promovamos gritarias que não gerem alegria e vida, e tão pouco sejamos instrumentos de injúrias e promotores de maldade.

Ó Deus, Vós que sois tão bom e amável, com a Vossa graça, ajudai-nos a sermos sinal de bondade; que o nosso falar e agir revelem a Vossa amável e eterna presença.

Concedei-nos, ó Deus, a graça de sermos compassivos, de modo que acolhidos pela Vossa misericórdia divina, sejamos instrumentos da misericórdia humana para com os que mais precisam.

Ó Deus, perdoados e reconciliados pelo Sangue Redentor de Vosso Filho e remidos pelo Espírito Santo, sejamos capazes de dar e pedir perdão a quem nos tenha ofendido. Amém.


PS: Fonte inspiradora: “Oração das Laudes” da primeira sexta-feira da primeira semana do Tempo Comum.


Apropriado para a reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 8,16-18)

Eucaristia é o centro e o ápice da vida cristã

 


Eucaristia é o centro e o ápice da vida cristã

 

Na Eucaristia, celebramos o triunfo do amor sem limites de Jesus ao Pai e por todos nós. Nela, anunciamos e acolhemos a Salvação que essa morte continuamente nos comunica e nos tornamos  cada vez mais conscientes da nossa dignidade filial perante Deus e da fraternidade que nos une. Impossível que celebremos a Eucaristia sem estar em comunhão com o próximo. (1).

 

Reflitamos sobre a Eucaristia, Mistério sublime do Amor de Deus por nós:

 

1 – Santo Inácio de Antioquia (séc. I):

O Pão eucarístico é “remédio de imortalidade e antídoto para não morrer”.

 

2 – Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja (séc. IV):

“Do Corpo de Deus brotou para mim uma fonte eterna; Cristo bebeu minhas amarguras para dar-me a suavidade de Sua graça.”

 

3 – São Pedro Crisólogo (séc. V):

“O Pai Celeste exorta-nos a pedir, como filhos do céu, o Pão Celeste (Jo 6,51). Cristo «é Ele mesmo o Pão que, semeado na Virgem, levedado na carne, amassado na paixão, cozido no forno do sepulcro, guardado em reserva na Igreja, levado aos altares, fornece cada dia aos fiéis um alimento celeste»”

 

4 - Presbítero Santo Tomás de Aquino (séc. XIII):

“Poderia haver algo de mais admirável que este Sacramento? De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.”

 

5 - Eucaristia: fonte e ápice de toda a vida cristã:

“'A Eucaristia é ‘fonte e ápice de toda a vida cristã'. 'Os demais Sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa’’’ (2)

 

6- Eucaristia e Cruz - pedras de tropeço:

“O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal como o anúncio da paixão os escandalizou: «Estas palavras são insuportáveis! Quem as pode escutar?» (Jo 6, 60).

A Eucaristia e a Cruz são pedras de tropeço. É o mesmo mistério e não cessa de ser ocasião de divisão. «Também vos quereis ir embora?» (Jo 6, 67): esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do Seu amor a descobrir que só Ele tem «Palavras de vida eterna» (Jo 6, 68) e que acolher na fé o dom da Sua Eucaristia é acolhê-Lo a Ele próprio” (3)

 

7 - Eucaristia e Penitência:

“Eucaristia e Penitência. A conversão e a penitência cotidianas têm a sua fonte e alimento na Eucaristia: porque na Eucaristia torna-se presente o sacrifício de Cristo, que nos reconciliou com Deus: pela Eucaristia nutrem-se e fortificam-se os que vivem a vida de Cristo: «ela é o antídoto que nos livra das faltas cotidianas e nos preserva dos pecados mortais» (Concílio de Trento).” (4)

 

8 – Papa São João Paulo II,

“A Eucaristia é amor levado ao extremo”;

“A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”;

 

“A Eucaristia cria comunhão e edifica para a comunhão”;

“na simplicidade dos sinais do banquete se esconde o abismo da santidade de Deus”;

 

“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre sobre a terra – é um raio de glória  da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar nosso caminho”;

 

“... o cristão, que participa na Eucaristia, dela aprende a tornar-se promotor de comunhão, de paz, e solidariedade em todas as circunstâncias da vida...  a Eucaristia como uma grande escola de paz...” (5)

 

9 -  Papa Bento XVI:

“Na Eucaristia Deus vem a nós corporalmente para continuar a Sua ação em nós e através de nós”.(6)

 

10 – Papa Leão XIV:

“’É através da Eucaristia que também as nossas mãos se tornam mãos do Ressuscitado’. Alimentados pelo Corpo e Sangue do Senhor, somos enviados a ser testemunhas da sua presença, da sua misericórdia e da sua paz.” (7)

 

Oremos:

 

“Senhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento, nos deixastes o memorial da vossa Paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso corpo e do vosso sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós, que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.” (8)

 

(1) Comentário sobre a passagem da Carta de Paulo aos Coríntios (1 Cor 11,17-26.33) -  Lecionário Comentado – Editora Paulus – 2011 – p. 353

(2)        Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.1324

(3) Catecismo da Igreja Católica - n.1336

(4) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo  1436

(5) Ecclesia de Eucharistia – 2003 e Mane Nobiscum Domine – 2004):

(6) Carta Encíclica “Deus Caritas est” 

(7)Palavras do Papa Leão IV durante sua reflexão antes da oração do Regina Caeli no domingo, 12/04/2026.

(8) Oração da Coleta – Missa da Solenidade de Corpus Christi – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

 

Dai-nos, Senhor o Divino remédio e proteção (1)

                                                             


Dai-nos, Senhor o Divino remédio e proteção

“O Sangue do Bom Jesus derramado por todos nós na Cruz 
seja nosso remédio e proteção”
“Se queres, podes me curar” (cf. Mt 8,2).

Oremos:
 
Ó Deus, aos pés do Vosso Filho, o Bom Jesus,
Contemplamos o infinito amor que tendes por nós,
e porque nos amais, nos destes o Vosso Filho,
para que todo aquele que n’Ele viver e crer não morra, mas tenha a vida eterna.
 
Cremos, Ó Deus, que o Sangue derramado do Vosso Filho por amor de nós,
é a verdadeira expressão da Vossa misericórdia para a Redenção da humanidade;
um amor invencível e imensurável que nos faz novas criaturas,
a fim de que morramos para o pecado e vivamos para Vós.
 
Que o Sangue do Vosso Filho nos lave, nos purifique plenamente,
e o fogo abrasador do Vosso Amor faça arder nosso coração,
para que sejamos curados e protegidos de toda enfermidade,
 de modo especial, livrai-nos do vírus da covid-19 ou de qualquer outro que gere sofrimento, dor, luto e morte.

Nós Vos pedimos, Ó Deus, dai-nos firmeza, coragem, graça
e força, para que, em nossa fraqueza e miséria, 
acolhidos e envolvidos pelo Vosso abraço misericordioso,
firmemos os passos com a presença do Bom Jesus e o Santo Espírito.
 
Ó Deus, nutridos pelo Pão da Palavra e da Eucaristia,
suplicamos por todos os falecidos nesta pandemia,
e fortalecei seus familiares que sofrem a dor de suas  ausências,
e por tantas pessoas solidárias, sinais de esperança
neste momento tão difícil que vivemos,
e que a Boa Nova da Ressurreição dê a todos coragem e
perseverança no bom combate da fé. Amém.

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