quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Em poucas palavras...

                                             


 “À vossa proteção..."

“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,
mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita”. (1)

 

 

(1)  A mais antiga Oração à Nossa Senhora: 

https://www.vaticannews.va/pt/oracoes/a-vossa-protecao.html 

 

 

  

A Sabedoria de Deus

                                                   

A Sabedoria de Deus

À luz do Comentário sobre o Livro dos Provérbios, escrito pelo Bispo Procópio de Gaza (séc. VI), reflitamos sobre a Sabedoria de Deus, que misturou o vinho e pôs a Mesa para nós.

“A Sabedoria construiu para si uma casa. O poder por si subsistente de nosso Deus e Pai preparou para Si próprio uma casa: o Universo onde Ele habita por Sua virtude. No Universo colocou também o homem que Ele criou à Sua imagem e semelhança, composto de natureza visível e invisível.

Ergueu, então, sete colunas. O Espírito Santo deu os seus sete dons ao homem depois de criado e conformado a Cristo, para que cresse em Cristo e observasse Seus Mandamentos.

Por estes dons, o homem espiritual chega à perfeição e se fortalece, pelo enraizamento na fé, na participação da vida sobrenatural. Sua fortaleza é dinamizada pela ciência, enquanto que sua ciência se manifesta pela fortaleza.

Assim, a natural nobreza do espírito humano é elevada pelo dom da fortaleza, e predisposta a procurar com fervor e a desejar inteiramente as vontades divinas, pelas quais tudo foi criado.

Pelo dom do conselho, torna-se capaz de distinguir, entre o que é falso e as santíssimas vontades de Deus, incriadas e imortais. Deste modo tornamo-nos capazes de meditá-las, ensinar e cumprir.

Pelo dom da prudência, enfim, somos levados a aprovar e aceitar estas mesmas vontades e não outras. Estas três virtudes exaltam o natural esplendor do Espírito.

Misturou em Sua taça o Vinho e preparou a Mesa. Neste homem, em quem, como em uma taça, mesclam-se a natureza espiritual e a corpórea, Deus uniu à ciência das coisas o conhecimento d’Ele próprio como o criador de tudo.

Este dom da inteligência, tal qual o vinho, faz o homem embriagar-se de tudo quanto se refere a Deus. Sendo assim, graças a Ele, que é o Pão Celeste, nutrindo as almas pela virtude e inebriando e deleitando pela doutrina, a Sabedoria dispõe tudo como as iguarias do Celeste Banquete para os que dele desejam participar.

Enviou os Seus servos, chamando-os em alta voz à Sua Mesa, dizendo. Enviou os Apóstolos, a serviço de Sua divina vontade na proclamação do Evangelho, que provindo do Espírito está acima de toda a lei, quer escrita, quer natural, a fim de chamar todos a Si.

N’Ele próprio, como numa taça, mediante o Mistério da Encarnação, fez-se a mistura admirável das naturezas divina e humana, de maneira pessoal, isto é hipostática, sem confusão. Enfim, pelos apóstolos ele proclama: Quem é insensato, venha a mim. Quem é insensato, porque julga em seu coração que Deus não existe, abandone a impiedade, venha a mim pela fé, e saiba que sou Eu o criador de tudo e Senhor.

Aos carentes de sabedoria Ele diz: Vinde, comei comigo o meu pão e bebei o vinho que misturei para vós. Tanto àqueles que não têm obras da fé quanto aos mais perfeitos em Sua doutrina Ele chama:

‘Vinde, comei o meu corpo que à semelhança do pão dos fortes vos nutre; e bebei o meu sangue, que como vinho de doutrina celeste vos deleita e conduz à deificação; pois de modo admirável misturei o sangue à divindade para vossa salvação’".

Partícipes da Mesa do Senhor, nutridos pela Eucaristia, Corpo e Sangue do Senhor, é necessário que nos abramos à ação do Espírito, que recebemos ao comungar.

Alimentados pelo Pão da Eucaristia e inebriados pelo Vinho Sagrado, enriquecidos pelos dons do Espírito, somos enviados ao mundo para fazer resplandecer a Divina Luz, dando gosto de Deus a todas as coisas que fizermos, bem como diluir como fermento na massa, para que façamos crescer o melhor de Deus onde quer que estejamos.

Peregrinos de esperança, supliquemos sempre a presença do Espírito Santo, para dirigir nossos passos, iluminar nossos pensamentos, orientar nossas ações, como discípulos missionários do Senhor:

“Vinde, Espírito Santo, enchei o coração dos Vossos fiéis...”


Fonte: Liturgia das Horas – quarta-feira da 7ª Semana do Tempo Comum

“A necessidade e o limite”

“A necessidade e o limite”

Somos o resultado de uma sucessão de fatos vividos, assimilados, rezados, amadurecidos. Portanto, é preciso que revisitemos a História, e a nossa própria história, assegurando viagem frutuosa para o futuro…

A beleza da vida consiste em aprender a viver equilibradamente, sobriamente… Entre a necessidade e o limite.

Por três anos, coloquei Ministério Presbiteral a mim confiado, pelo Sacramento da Ordem, a serviço da Diocese de Ji-Paraná (Ro),  junto às comunidades que me conquistaram, dia pós dia; na evangelização da mesmas; formação, inserção na vida do povo, com seus dramas e alegrias; no trabalho de formação junto aos seminaristas do Propedêutico e outras tantas atividades que poderiam ser mencionadas.

No entanto, houve a necessidade da volta conflitando com o desejo de permanecer. Tudo isto me levou a refletir sobre a relação entre a real necessidade e nossos limites, e a necessária tomada de uma difícil decisão.

Viver momentos de decisão oferece a oportunidade de refletirmos que somente Deus é Ilimitado, Infinito em possibilidades, Absoluto, Onipresente e Onisciente. Nós, humanos, limitados, imperfeitos e incapazes de responder a todos os apelos que nos cercam.

Passamos toda a nossa vida nesta procura do equilíbrio entre a necessidade e nossos limites. Nem opulência, nem carência, mas a exata medida, para que possamos encontrar a verdadeira realização.

Necessidades humanas respondidas com os nossos limites humanos, eis o que nos propõe o Apóstolo Paulo: “A graça de Deus se manifestou para a salvação de todos os homens. Essa graça nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas, para vivermos neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a bendita esperança, isto é, a manifestação da glória de Jesus Cristo, nosso grande Deus e Salvador” (Tt 2,11-13).

Vivia um amor pela Diocese de Guarulhos e a de Ji-Paraná. Duas realidades tão distintas e tão próximas dentro de mim. Incardinado (pertencente à Diocese de Guarulhos), sou o que sou graças a tudo o que ela me ofereceu. Como missionário, fui o que fui também por tudo que ela também me ofereceu.

Como disse o poeta Carlos Drumonnd de Andrade:

“Meu Deus, por que me abandonaste
Se sabias que eu não era Deus
Se sabias que eu era fraco.

Mundo, mundo vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo
Seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo, mundo vasto mundo,
Mais vasto é meu coração”. 

Assumir as duas realidades, mas num único amor, pois somos uma mesma Igreja. Quando se ama se vive o dilema do poeta muçulmano:

“Quando estás comigo, o amor não me deixa dormir. E quando não estás comigo, as lágrimas não me deixam dormir. Teu amor chegou ao meu coração e partiu feliz.

Depois retornou e me colocou o gosto do amor, mas mais uma vez foi embora. Timidamente pedi que ficasse comigo alguns dias. Então veio, sentou-se junto a mim e se esqueceu de partir”. 

Evangelizar: Missão de todos nós

                                                             


Evangelizar: Missão de todos nós  

Aconteceu, de 11 a 14 de novembro de 2019, a Assembleia do Regional Leste 2 (Arqui-Dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo), à luz das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – 2019-2023, aprovada durante a 57ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP).

Como Regional (Bispos, padres, Coordenadores diocesanos de Pastoral, Representantes de Presbíteros das Dioceses, cristãos leigos e leigas de diversas Pastorais), refletimos as Diretrizes e, ao final dos trabalhos, chegamos a oito indicações para a realização dos quatro pilares que elas nos apresentam na ação evangelizadora: Palavra, Pão, Caridade e Ação Missionária.

1º - Pilar da Palavra
1. Promover a animação bíblica da ação pastoral, através da leitura orante da Sagrada Escritura nos grupos eclesiais e na Celebração da Palavra;

2. Oferecer formação centralizada na Palavra de Deus, que proporcione um caminho de iniciação à vida cristã, num processo contínuo, partindo do anúncio (querigma), culminando com o testemunho e o compromisso missionário.

2º - Pilar do Pão
1. Fortalecer e incentivar a Pastoral Litúrgica por meio de uma formação mistagógica, valorizando as expressões genuínas da Piedade Popular e a realidade do Povo de Deus, respondendo aos desafios da cultura urbana;

2. Elaborar subsídios, em vista da formação litúrgica por meio de cartilhas e mídias para TV, redes sociais e canais de internet, contemplando a relação entre liturgia e evangelização, enfatizando o canto litúrgico e a arte sacra.

3º - Pilar da Caridade
1. Motivar os cristãos leigos e leigas, através da articulação dos Conselhos, ao engajamento social na luta pelos direitos humanos, na defesa da ecologia integral, na promoção da cultura da paz, e na proposição e acompanhamento das políticas públicas;

2. Favorecer o encontro pessoal com Jesus Cristo levando as comunidades eclesiais missionárias, enquanto Igreja Samaritana, ao compromisso com a cultura da vida, da caridade e da paz, através de ações sócio-transformadoras.

4º - Pilar da Missão
1. Investir nos diversos Conselhos Missionários e na missão ad gentes, para dinamizar as Comunidades Eclesiais Missionárias e garantir sua identidade;

2. Despertar a consciência missionária das comunidades, a fim de que valorizem, como espaços de missão, as periferias geográficas e existenciais, com especial atenção aos hospitais, escolas, presídios/outros lugares de detenção e universidades, priorizando a pessoa e seu acompanhamento espiritual e social.

Roguemos a Deus para que Espírito do Senhor nos conduza, e façamos progressos maiores ainda na ação evangelizadora da Igreja do Brasil, em nosso Regional, tendo sempre presente as novas Diretrizes e seu Objetivo Geral a conduzir todo o nosso caminhar evangelizador:

EVANGELIZAR no Brasil cada vez mais urbano, pelo anúncio da Palavra de Deus, formando discípulos e discípulas de Jesus Cristo, em comunidades eclesiais missionárias, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, cuidando da Casa Comum e testemunhando o Reino de Deus rumo à plenitude”.

A necessária conversão cotidiana

 


A necessária conversão cotidiana

Discípulos missionários do Senhor que somos, peregrinamos na penumbra da fé, em permanente vigilância na espera de Vossa gloriosa Vinda.

Abri nossa mente e coração ao apelo da conversão, pois nem sempre podemos estar no caminho certo, afastando-nos de Vosso Plano e Projeto de amor, consequentemente da realização e felicidade.

Libertai-nos da falsa segurança e comodismo, e curai nossa cegueira que não nos permite ver a necessária conversão.

Ensinai-nos que a conversão é mover-se, dar o primeiro passo; ver claro, portanto, o ponto de chegada, que se encontra sempre além do ponto em que nos encontramos.

Ajudai-nos na constante revisão de nossa vida, porque é frequente em nós estudar belos planos de conversão para os outros, publicar documentos e permanecer bem estabelecidos no próprio lugar.

Fortalecei nosso empenho como Igreja Sinodal que somos, para caminharmos juntos, fazendo progressos contínuos na prática da caridade, e jamais vivermos um servilismo frio e legalista, pois seria a traição da própria caridade. Amém.

 

 

Fonte: Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1504 – passagem do Livro do Apocalipse (Ap 3,1-6.14-22)

Oração: Diálogo no aparente silêncio de Deus (21/05)

                                                           

Oração: Diálogo no aparente silêncio de Deus
 
No que consiste a Oração? 
 
Uma reflexão sobre a vitalidade da Oração em nossa vida.
 
Discípulos missionários do Senhor precisam intensificar momentos mais prolongados e fecundos de oração, pois é preciso orar sem cessar, como nos falou o Apóstolo Paulo (1 Ts 5,17). 
 
Percebamos as maravilhas que Deus realiza em nós através da oração, o quanto Ele nos fala em Seu aparente silêncio e as diversas formas que temos para orar. 
 
Entre a ação humana e a Ação Divina, a Oração se interpõe como diálogo amoroso em que a criatura perscruta os desígnios de Deus e Ele manifesta no mais profundo do coração humano os Seus sonhos e Projetos.
 
A Oração é uma forma que Deus encontrou para manter um diálogo constante, com aqueles a quem formou desde o princípio. Feliz quem na vida descobriu tão belo meio de avançar no caminho da felicidade pessoal, familiar, comunitária, social e em todos os níveis...
 
Pela Oração mantém-se a estreita e íntima relação dialogal de Deus com Sua criatura, e que há de ser contínua e perseverante em todos os momentos: alegria e tristezas, angústias e esperanças, fracassos e vitórias.
 
Oramos louvando, agradecendo, suplicando, disponibilizando-nos em abertura à vontade de Deus para toda humanidade.
 
Diante das comunidades, bispos e padres são por excelência pessoas de oração, e mesmo desafiados pelas inúmeras atividades e solicitações do dia a dia, devem cultivar a oração, pessoal e comunitária, vivenciada no ápice da Celebração Eucarística, que é, ao mesmo tempo, fonte e manancial inesgotável de forças sabedoria, graça e luz; vencendo o perigo do ativismo que resultaria no estresse, esvaziamento e inquietação diante dos resultados.
 
 
A Oração não é uma fuga da realidade, tão pouco delegar a Deus responsabilidades que são próprias de cada criatura. É antes de tudo compromisso.
 
Oração no trabalho como se tudo dependesse de nós e nada de Deus, mas, ao mesmo tempo, esperar tudo de Deus como se nada fosse fruto de nossas atividades, como dizia Maurice Blondeu, grande filósofo cristão e de sólida fé. A Palavra de Deus, por sua vez, é a grande fonte para nossa Oração.
 
No aparente silêncio Deus na verdade nos fala ao íntimo. Alguns Santos e místicos fizeram esta grande descoberta.

Santo Ambrósio, no século IV, assim definiu a Oração:

“A Deus falamos quando rezamos; a Ele ouvimos quando lemos os Divinos Oráculos”.

Os Santos Padres nos ensinavam que procurando pela Leitura Sagrada nos encontraríamos meditando, batendo a porta em Oração nos seria aberta pela contemplação.
 
O grande Bispo Santo Agostinho disse:

“Jesus Cristo ora por nós como nosso Sacerdote; ora em nós como nossa cabeça e recebe a nossa oração como nosso Deus. Reconheçamos n'Ele a nossa voz, e em nós a Sua voz”.
 
No século VIII, São João Damasceno via na Oração uma elevação da alma até Deus, em que fazemos o pedido dos bens convenientes.
 
A jovem Teresinha do Menino Jesus assim falou sobre a Oração:
 
“Ela é para mim um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria”.
 
Há alguns anos, o Papa Bento XVI nos falou da Oração como a força motriz para o amor ao próximo; amor que por sua vez é a fonte de Oração.
 
Diante de um mundo globalizado, marcado por inúmeros e crescentes desafios, urge que Padre e todos (as) da comunidade redescubram a força, a beleza e a vitalidade da Oração, como sopro revitalizador do Espírito de Deus, que incansavelmente nos renova e reorienta nossos passos, conduz a Sua Igreja na participação da construção do Reino.
 
Como Deus nos fala em Seu aparente silêncio! Aprendamos a fazer silêncio para  podermos escutá-Lo e com Ele dialogarmos numa conversa que nunca termina...
 
É sempre Tempo de Oração! 


PS: Oportuno para refletirmos a passagem do Evangelho de João (Jo 17,20-26)

Sem lamentações inúteis

                                                                        

Sem lamentações inúteis

Sejamos enriquecidos pelo Sermão escrito pelo Bispo Santo Agostinho (séc. V):

“Qualquer angústia ou tribulação que sofremos é para nós aviso e também correção. As Sagradas Escrituras não nos prometem paz, segurança e repouso; o Evangelho não esconde as adversidades, os apertos, os escândalos; mas quem perseverar até o fim, esse será salvo (Mt 10, 22). Que de bom teve jamais esta vida desde o primeiro homem, desde que mereceu a morte e recebeu a maldição, maldição de que Cristo Senhor nos libertou?

Não há então, irmãos, por que murmurar, como alguns deles murmuraram, como disse o Apóstolo, e pereceram pelas serpentes (1Cor 10,10). Que tormento novo sofre hoje o gênero humano que os antepassados já não tenham sofrido? Ou quando saberemos nós que sofremos o mesmo que eles já sofreram?

No entanto, encontras homens a murmurar contra seu tempo como se o tempo de nossos pais tivesse sido bom. Se pudessem retroceder até os tempos de seus avós, será que não murmurariam? Julgas bons os tempos passados porque já não são os teus, por isto são bons.

Se já foste liberto da maldição, se já crês no Filho de Deus, se já estás impregnado ou instruído das Sagradas Escrituras, admiro-me de que consideres bons os tempos de Adão. Esqueces que teus pais traziam consigo o mesmo Adão? Aquele Adão a quem foi dito: No suor de teu rosto comerás teu pão e lavrarás a terra donde foste tirado; germinarão para ti espinhos e abrolhos (cf. Gn 3,19 e 18). Mereceu isto, aceitou-o, como vindo do justo juízo de Deus.

Por que então pensas que os tempos antigos foram melhores que os teus? Desde aquele Adão até o Adão de hoje, trabalho e suor, espinhos e cardos. Caiu sobre nós o dilúvio? Vieram os difíceis tempos de fome e de guerra, que foram escritos para não murmurarmos agora contra Deus?

Que tempos aqueles! Só de ouvir, só de ler, não nos horrorizamos todos? Mais razões temos para nos felicitar que para murmurar contra o nosso tempo.”

Cada tempo tem suas dificuldades e provações, e à luz do Sermão somos convidados a perseverar até o fim, pois assim alcançaremos a salvação, conforme também diz as Sagradas Escrituras.

Evidentemente que não se pode desmerecer ou desconsiderar as dificuldades, sofrimentos e provações que fazem parte de nossa história, em todos os âmbitos.

Mas o que não podemos é mergulhar num falso saudosismo de que os dias foram melhores, e que hoje tudo é mais difícil. Cada tempo tem suas marcas, seus desafios, e cabe a nós buscarmos, com sabedoria, a melhor forma de enfrentá-los, e de encontrar as respostas e saídas possíveis.

Sem recuos, lamentos inúteis, mas a perseverança se faz necessária, para que não somente encontremos a saída, mas encontremos e passemos pela porta estreita que nos conduz à salvação (Lc 13,22-30).

Troquemos lamentos por confiança, perseverança, paciência, esperança, fidelidade e coragem, no viver dos sagrados compromissos que abraçamos desde o dia memorável de nosso Batismo, em que acolhemos em nós o mais belo Hóspede, o Espírito Santo que em nós faz morada, acompanhando-nos e nos assistindo em todos os momentos, com os dons necessários. Amém.

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