terça-feira, 27 de maio de 2025

Quem fora prometido, veio em nosso socorro! (11/05)

 


Quem fora prometido, veio em nosso socorro!
 
Saí a procura, pelas ruas, praças e jardins,
De alguém que comigo acredita no poder de sonhar.
Na certeza de que sonhos coletivos não serão apenas sonhos.
Porque uma luz de sagrados compromissos nasce inevitavelmente,
E acredita não serem, para sempre, as noites escuras da alma.
 
Vamos sonhar juntos a paz mais que desejável, possível,
Desde que não fique para amanhã, mas que começa no instante
Em que os pés se põem a caminho edificando pontes
Que aproximam, encurtam distâncias, fraternidade promovida.
Enamorados pela beleza da existência, sacralidade da vida.
 
Temos a fé que impulsiona, a esperança que não decepciona,
A caridade que, nas entranhas da coração de quem crê, inflama,
Com a presença e ação do Espírito que vem ao nosso encontro:
“Branda e suave é a Sua aproximação; benigna e agradá­vel é a Sua presença; levíssimo é o Seu jugo!” (1)
 
“A Sua chegada é precedida por esplêndidos raios de luz e ciência. 
Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho: 
vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, ilu­minar a alma de quem O recebe, e, depois,
por meio desse, a alma dos outros”.  (2)
 
Ele vem caminhar conosco, basta suplicarmos.
Não estamos sós, temos um Advogado, Consolador,
Amável Paráclito, que nos conhece mais que nós a nós mesmos.
Habita no profundo de nós: conhece nossas angústias e esperanças,
Alegrias e tristezas e nos confia uma missão a realizar. Amém.
 
“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis...”
 
 
(1) ;(2) São Cirilo de Jerusalém (séc. IV)

Não estamos sós! (12/05)

                                                         


Não estamos sós!

“Se Eu não for, o Paráclito
não virá a vós” (Jo 16,5-11)

Dentro de poucos dias celebraremos a Festa de Pentecostes: nascimento e missão da Igreja com a presença e ação do Espírito Santo que a acompanha e acompanhará por todo o tempo, enriquecendo-a com a plenitude dos Dons, e a passagem do Evangelho (Jo 16,5-11) nos ajuda nesta preparação.

Num contexto de despedida, Jesus assegura que Sua partida se faz necessária, com dores e sofrimentos por um momento, mas alegria para sempre, pois vai para nos enviar do Pai, o Paráclito, o Defensor, o Advogado, o Espírito Santo para acompanhar e assistir a Sua Igreja.

É o Espírito que iluminará a mente e o coração do discípulo para não sucumbir diante da lógica do mundo (ter, poder e ser), com sua iniquidade e falta de solidez, intrigas e falsas salvações, soluções simplistas e imediatas.

É Ele, que num processo perene, iluminará o coração daquele que crê, para viver a lógica que fundamentou a vida de Jesus: doação, serviço, amor, entrega, fidelidade, obediência...

Viver esta lógica implica em suportar as provações, perseguições, incompreensões, confiante porque sabe que pode contar com a presença e ação do Espírito que ajudará e fortalecerá, para que se permaneça firme na fidelidade ao Evangelho, na construção do Reino.

Assim prometeu Jesus, assim se cumpriu. Temos como Igreja a presença e a força do Espírito e podemos afirmar: como é bom sermos a Igreja por Ele fundada, e contar com a presença do Espírito Santo que nos acompanha a cada instante, em toda e qualquer situação.

Acolhamos sempre a presença do Espírito em suas múltiplas formas de manifestações: fogo, sopro, dom, força, luz, graça, amor, ternura, coragem, diversidade, comunhão...

Não ficamos órfãos (15/05)

                                                        


Não ficamos órfãos

Preparemos o nosso coração para as próximas Solenidades que nos encherão de alegria (Ascensão do Senhor e Pentecostes) e esperança, apesar das situações que ainda nos entristecem em nosso contexto de pecado e morte de tantos nomes.

Renovemos a confiança de que Deus está conosco, e por isso, não desistimos jamais da missão de continuar anunciando e testemunhando Sua Palavra e Seu Reino, mesmo que encontremos oposições, dúvidas, resistências, e polarizações de múltiplas expressões.

Verdadeiramente Deus está conosco, e nos envia o dom do Espírito Santo, que nos cumula com os sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, temor e piedade.

Vinde, Espírito Santo, “...com o amor entranhado de um irmão mais velho: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e, depois por meio desse, a alma dos outros....” Amém. Aleluia! (1)

 

PS: Fonte inspiradora - Jo 16,20-23a
(1)São Cirilo de Jerusalém, Bispo -  (séc. IV)

Síntese da Mensagem para o LV Dia Mundial das Comunicações Sociais - 2021

 


Síntese da Mensagem para o

LV Dia Mundial das Comunicações Sociais - 2021

 

«“Vem e verás” (Jo 1, 46). 

Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são».

Na mensagem, o Papa Francisco ressalta o convite a «ir e ver», que acompanha os primeiros e comovedores encontros de Jesus com os discípulos, que consiste no método de toda a comunicação humana autêntica.

É preciso que haja uma expressão comunicativa que queira ser transparente e honesta, e deste modo dedica a quantos participam da redação de um jornal como no mundo da web, tanto na pregação comum da Igreja como na comunicação política ou social.

O Papa afirma que é preciso “gastar as solas dos sapatos” no processo comunicativo:

“A crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem ‘gastar a sola dos sapatos’, sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações”.

Ressalta a importância da presença, do convívio, contato, como fez Jesus em Sua pregação, desde o início de Sua missão, uma vez que a fé cristã começa e se comunica assim, com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não pelo ouvi dizer.

Agradece a coragem de muitos jornalistas que se fazem presentes em situações desafiadoras, indo aonde mais ninguém vai:

“Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmera, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas...”

Reflete sobre as oportunidades e insídias na web, pois se trata de um instrumento formidável, que nos responsabiliza a todos como usuários e desfrutadores:

“Todos somos responsáveis pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controlo que podemos conjuntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as. Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar.”

Um aspecto a destacar, é a afirmação de que “nada substitui o ver pessoalmente”:

“Na comunicação, nada pode jamais substituir, de todo, o ver pessoalmente. Algumas coisas só se podem aprender, experimentando-as...”

Neste sentido, menciona o intenso fascínio de Jesus sobre quem O encontrava, dependia da verdade da Sua pregação, mas a eficácia daquilo que dizia era inseparável do Seu olhar, das Suas atitudes e até dos Seus silêncios. Os discípulos não só ouviam as Suas palavras, mas viam-No falar.

Apresenta-nos Paulo de Tarso como exemplo para os tempos atuais, neste processo comunicativo de “ir” e ver” e “partilhar”:

“Todos os instrumentos são importantes, e aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eletrônicas; mas foram a sua fé, esperança e caridade que impressionaram os contemporâneos que o ouviram pregar e tiveram a sorte de passar algum tempo com ele, de o ver durante uma assembleia ou numa conversa pessoal....”

Cita Santo Agostinho, acompanhado da exortação para que verifiquemos a realidade e o cumprimento das profecias que se encontram na Sagrada Escritura - “Nas nossas mãos, temos os livros; nos nossos olhos, os acontecimentos”.

O Papa afirma a urgência de testemunhos transparentes de pessoas cuja vida foi mudada pelo encontro com Jesus, de modo que o desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.

Conclui a Mensagem com esta Oração:

“Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos,
e partir à procura da verdade. Ensinai-nos a ir e ver,
ensinai-nos a ouvir,

a não cultivar preconceitos,
a não tirar conclusões precipitadas. 

Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém,
a reservar tempo para compreender,
a prestar atenção ao essencial,
a não nos distrairmos com o supérfluo,
a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade.

Concedei-nos a graça de reconhecer as Vossas moradas no mundo
e a honestidade de contar o que vimos.”

 

Se desejar conferir a mensagem na integra, acesse:

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20210123_messaggio-comunicazioni-sociali.html

 

segunda-feira, 26 de maio de 2025

O tempo da peregrinação rumo à eternidade (26/05)

                                                      

O tempo da peregrinação rumo à eternidade

Se quiseres o Senhor seguir,
A eternidade alcançarás.
Há exigências no tempo presente,
Enquanto para lá caminhamos...

Silenciemo-nos diante da Palavra do Divino Amor:
“Recebereis cem vezes mais, já neste mundo,
Juntamente com perseguições,
E, no mundo futuro, a vida eterna”.

Os cristãos são destinatários privilegiados do Projeto Salvífico de Deus,
Por muito tempo anteriormente revelado pelos Profetas,
E por último pelo próprio Jesus.
Como não exultar imensamente de alegria?

Este privilégio não permite acomodação, mas uma vez testemunhas,
Devemos nos colocar como cristãos, em atitude de vigilância, esperança,
E num permanente caminho de conversão e santificação,
Com gestos corajosos de mortificação, renúncias, conversão.

Vivemos o precioso tempo da peregrinação,
Voltados sempre para as últimas realidades,
O que requer uma conduta irrepreensível,
Para que nosso anúncio possa ser crível.

Na fidelidade ao Senhor, a renúncia e desapegos necessários,
Mas com recompensa centuplicada prometida e, de fato, realizada.
Assegurada a eternidade no mundo futuro,
Mas com perseguições, e até mesmo o martírio e a morte.

Morrendo, silenciosamente como o grão de trigo
Para novos frutos brotar, a alegria do Reino ver acontecer,
Renovando a alegria do chamado divino que nos foi feito,
Ainda que nada tenhamos feito para merecer.

Assim é Deus: chama-nos para com Ele caminharmos.
Como discípulos missionários, renunciando a nós mesmos,
Tomando a cruz de cada dia, para segui-Lo.
Fé sólida e lúcida, ancorados e firmados na esperança e na caridade.

PS: Fonte inspiradora - Liturgia da terça-feira da 8ª Semana do Tempo Comum - ano par -  (Eclo 35,1-15; Sl 49 (50); Mc 10, 28-31).


São Filipe Néri: o Santo da Alegria (26/05)

                                

                      São Filipe Néri: o Santo da Alegria

São Filipe, cuja Memória é celebrada no dia 26 de maio, nasceu em Florença (Itália), em 1515.

Foi um homem de oração, penitência, adoração, numa vida de grande perfeição cristã.

Ele é chamado de “o santo da alegria”, e como tantos outros, disse sim para a glória de Deus, no seu serviço.

Vivendo da Divina Providência, e notabilizado por seu amor ao próximo e simplicidade evangélica, ia ao encontro dos lares dos ricos para pedir ajuda para os empobrecidos.

Iniciou da obra do Oratório do Divino Amor, dedicando-se aos jovens.

Morreu com 80 anos, em 1595, testemunhando até o fim a alegria de seguir Jesus Cristo, tomando sua cruz de cada dia, com suas renúncias necessárias.

Oremos:

“Meu Jesus Cristo,
quero a Vós servir
e não encontro o caminho.

Quero fazer o bem
e não encontro o caminho.

Quero a Vós encontrar
e não encontro o caminho.
Quero a Vós amar
e não encontro o caminho.

Ainda não Vos conheço, meu Jesus,
porque não Vos procuro.
Procuro-Vos e não Vos encontro.

Vinde até mim, meu Jesus.
Nunca Vos amarei,
se não me ajudardes, meu Jesus.

Cortai as minhas amarras
se quiserdes que eu seja Vosso.
Jesus, sede para mim Jesus. Amém!”

Em poucas palavras... (11/05)

                                               




O Espírito Santo nos acompanha em todo o tempo

“A vida cristã é vista, a um só tempo, como vida de tentação e de testemunho.

Por isso, Jesus liga uma à outra e ambas ao Espírito, que dará força e lealdade para o testemunho, assim como para a perseguição.

Sobretudo quando cada cristão não se esquece de seu dever de reforma e conversão permanente.”  (1)

 

 

(1) Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus, sobre a passagem do Evangelho de João (Jo 15,26-16,4a)- pág. 450

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG