sábado, 18 de julho de 2026

Em poucas palavras...

                                                  


A caridade é a alma da santidade

“A caridade é a alma da santidade à qual todos são chamados: «É ela que dirige todos os meios de santificação, lhes dá alma e os conduz ao seu fim» (Lumen Gentium n. 42):

«Compreendi que, se a Igreja tinha um corpo composto de diferentes membros, o mais necessário, o mais nobre de todos não lhe faltava: compreendi que a Igreja tinha um coração, e que esse coração estava ardendo de amor.

Compreendi que só o Amor fazia agir os membros da Igreja; que se o Amor se apagasse, os apóstolos já não anunciariam o Evangelho, os mártires recusar-se-iam a derramar o seu sangue...

Compreendi que o Amor encerra todas as vocações, que o Amor é tudo, que abarca todos os tempos e lugares ... numa palavra, que ele é Eterno» (Santa Teresa do Menino Jesus).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 826

Em poucas palavras...

                                         

Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus”

“«Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28). O testemunho dos santos não cessa de confirmar esta verdade:

Assim, Santa Catarina de Sena diz aos «que se escandalizam e se revoltam contra o que lhes acontece»: «Tudo procede do amor, tudo está ordenado para a salvação do homem, e não com nenhum outro fim».

E S. Tomás Moro, pouco antes do seu martírio, consola a filha com estas palavras: «Nada pode acontecer-me que Deus não queira. E tudo o que Ele quer, por muito mau que nos pareça, é, na verdade, muito bom».

E Juliana de Norwich: «Compreendi, pois, pela graça de Deus, que era necessário ater-me firmemente à fé [...] e crer, com não menos firmeza, que todas as coisas serão para bem [...]». «Thou shalt see thyself that all manner of thing shall be well» .” (1)

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 313

Em poucas palavras...

                                    


Santidade

“«Na terra, a Igreja está revestida duma verdadeira, ainda que imperfeita, santidade» (Lumen Gentium n.48).

Nos seus membros, a santidade perfeita é ainda algo a adquirir: «Munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um pelo seu caminho» (Lumen Gentium n. 11).” (1)

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 825

 

Em poucas palavras...

                                         


Povo santo e pecador

“«Enquanto que Cristo, santo e inocente, sem mancha, não conheceu o pecado, mas veio somente expiar os pecados do povo, a Igreja, que no seu próprio seio encerra pecadores, é simultaneamente santa e chamada a purificar-se, prosseguindo constantemente no seu esforço de penitência e renovação» (Lumen Gentium n.8).

Todos os membros da Igreja, inclusive os seus ministros, devem reconhecer-se pecadores (1Jo 1,8-10). Em todos eles, o joio do pecado encontra-se ainda misturado com a boa semente do Evangelho até ao fim dos tempos (Mt 13,24-30).

A Igreja reúne, pois, em si, pecadores abrangidos pela salvação de Cristo, mas ainda a caminho da santificação:

A Igreja «é santa, não obstante compreender no seu seio pecadores, porque ela não possui em si outra vida senão a da graça: é vivendo da sua vida que os seus membros se santificam; e é subtraindo-se à sua vida que eles caem em pecado e nas desordens que impedem a irradiação da sua santidade. 

É por isso que ela sofre e faz penitência por estas faltas, tendo o poder de curar delas os seus filhos, pelo Sangue de Cristo e pelo dom do Espírito Santo» (São Paulo VI).” (1)

 

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 827

sexta-feira, 17 de julho de 2026

“Enviados para anunciar a Boa-Nova”

                                                     

“Enviados para anunciar a Boa-Nova

 “Ai de mim, se eu não anunciar o Evangelho!”
(1Cor 9,16)

É sempre tempo favorável para o aprofundamento da vital missão da Igreja: evangelizar, proclamar a Boa Notícia do Evangelho a todos os povos:

"Todo poder foi me dado no céu e sobre a terra. Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto Vos ordenei. E, eis que Eu estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28, 18-20).

Como a Igreja nos ensina, a evangelização é missão de todos os fiéis chamados, em virtude de seu batismo, a serem discípulos missionários de Jesus Cristo.

A missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã, não se limitando a um programa ou projeto. É o compartilhar da experiência e do acontecimento do encontro pessoal com Jesus Cristo, por Ele se apaixonando, em corajoso e alegre testemunho a todas as pessoas, tornando visível o Amor misericordioso do Pai, especialmente com os pobres e pecadores.

Fiéis à sã doutrina da Igreja, procurando respostas evangélicas para as questões sociais que nos inquietam, a fim de que a vida seja promovida em todos os níveis e em todos os seus momentos, desde a concepção até seu declínio natural, por uma autêntica e sadia cidadania.

A cidade e seus desafios nos inquietam: a superação da miséria, fome, violência, extinção dos escândalos inúmeros (dos quais somos vítimas todos os dias).

É tempo de renovarmos nosso ardor missionário, procurando novas expressões e métodos, para que a Boa Notícia do Evangelho chegue a todos os povos, e que continue ressoando em nosso coração as palavras do Apóstolo Paulo, acima mencionadas.

Enquanto caminhamos na penumbra da fé até a Cidade Celestial, plena de luz, vida, amor e paz... f
iquemos vigilantes e em Oração, 
reavivando sempre a graça do Batismo, em
alegre anúncio, corajoso testemunho, 
fazendo da vida, amor, doação e serviço, 
como assim o fez Nosso Senhor, 
assistidos pela força do Espírito Santo, 
em total fidelidade ao Plano de Deus e ao Seu Reino.

Se Ele vier amanhã...

                                              


Se Ele vier amanhã...
Assim se proclama na Missa:

“Mistério da fé”, e tão logo se responde:
“Anunciamos Senhor a Vossa morte,
E proclamamos a Vossa Ressurreição,
Vinde Senhor Jesus”.

Quando o Senhor voltará?
Quando se dará a Sua gloriosa parusia?
Nem os anjos, nem o Filho sabem,
Falou-nos Ele que é segredo do Pai,
Assim cremos, assim esperamos...

O que faria se Ele voltasse amanhã?
Se o mundo amanhã fosse consumado,
Se não nos restasse outro dia,
Outro amanhecer no tempo presente,
Porque a História teria chegado ao seu ápice glorioso...

Quando o Senhor voltará?
Se Ele voltasse amanhã, amado tão esperado,
Gloriosamente para julgar os vivos e os mortos,
Introduzir o justo na morada do Altíssimo,
Para a face do Pai contemplar?

Continuaria minha missão, meu ministério,
Sem remorsos, consciente de que vivi movido
Pelo mais belo e divino Mistério
De um Amor Uno e Trino que me chamou
Me consagrou, me enviou, Presbítero Seu;

Escreveria mais um texto, uma poesia,
Faria minha Oração da noite serenamente,
E se merecedor, ao amanhecer
O maravilhoso encontro com o coração confiante,
A Ele eternamente agradecido.

Ah, que bom se a amada continuasse penteando
O cabelo de seu amado, porque já trêmulo,
Enfermo, jubilados de ouro no matrimônio,
Mas amor renovado, no Sacramento nutrido,
Reluzindo em cada secreto e pequeno gesto de amor.

Que bom se a criança continuasse a brincar,
E que não fosse tão apenas diante de uma tela,
Mas nas ruas, de ciranda, de mãe da rua,
De esconde-esconde, de pega-pega,
Como em tempos idos, na alegria e na paz;

Que o jovem continuasse a sonhar,
Porque não será mais um número
Na tão triste estatística dos que são ceifados
Pela morte precoce, pela violência da vida banidos,
Não mais sangue dos pequenos, jovens e inocentes.

Que esperássemos com mesas postas,
Sem fome, sede sacrificando vidas e povos;
Esperar alimentados, esperar amados,
Sem angústia pelo que falta cruelmente,
Mas na alegria do pão cotidiano partilhado

Que o contador de história contasse novamente
A mesma história, com matizes de esperança,,
Fazendo brilhar os olhos de adultos,
Porque histórias belas contadas,
Não apraz somente coração de criança.

Que o cantor não parasse seu canto,
Que a melodia soasse mais suavemente
Dedicada ao tempo novo que se anuncia,
Porque amanhã será o fim, não um trágico fim,
Mas a grande e esperada parusia.

Que na veia do poeta o sangue continuasse circulando,
As palavras grafadas, digitadas, no muro da história
Gravadas, para que reproduzisse o que se encontra
Muito mais que na mente humana, o que fica no coração,
Porque é assim tudo que se eterniza na memória.

Que o pão assado no forno continuasse sendo assado,
Exalando o perfume que encanta o olfato do faminto,
Porque assim será o eterno futuro, uma exalação ininterrupta
Do Amor de Cristo para aqueles que  assim o quiserem;
Exalação do odor de amor no Paraíso reinventado, reconstruído...

Assim haveria e haverá de ser,
Não importa se o mundo amanhã acabará,
Importa antes de tudo, o que ora faço,
O que posso fazer para que o mundo seja melhor,
Sem medos, discursos funestos e alarmistas...

É tempo de viver a fé para que dê frutos.
É tempo de solidificar a esperança
Na caridade ativa, vigilante sejamos.
Quando será o fim do mundo não importa,
Importa o que estamos fazendo no mundo e do mundo...

Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas

                                          


Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas

Nossas comunidades eclesiais missionárias são espaços sagrados em que se procura viver autenticamente a Palavra de Deus, como herdeiros da bênção que o Senhor nos agraciou.

Neste sentido, as Palavras do Apóstolo Pedro são iluminadoras:

“Sede todos unânimes, compassivos, fraternos, misericordiosos e humildes. Não pagueis o mal com o mal, nem ofensa com ofensa. Ao contrário, abençoai, porque para isto fostes chamados: para serdes herdeiros da bênção.” (1)

Oportunas as palavras atribuídas a diferentes autores, como nos falou o Papa São João XXIII:

“Mas é preciso manter também a norma comum que, expressa com palavras diversas, se atribui a diferentes autores: nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade.” (2)

Supliquemos a Deus para que nos conceda a graça de assim vivermos, como discípulos missionários do Senhor, com o coração ardente e os pés sempre a caminho.

 

 

(1)         Primeira Carta de São Pedro (1 Pd 3,8-9)

(2)        Sobre o conhecimento da verdade, restauração da unidade e da paz na caridade – Papa São João XXIII – 29/06/1959

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG