sexta-feira, 3 de julho de 2026
São Tomé viu e tocou as chagas gloriosas do Senhor
Vive e caminha conosco, quem tanto amamos
Vive e caminha conosco, quem tanto amamos
Voltávamos, trocando passos lentos com a solidão,
Cabisbaixos, abraçados com a dor da decepção.
Em quem depositávamos toda a nossa esperança,
No corpo cravado na cruz, pelas dolorosas chagas,
com Ele, para sempre mortas, nada mais a esperar.
Restava-nos esperar dias e noites - eternas noites escuras,
Ainda que o sol nascesse, não mais luzes teríamos,
No caminho pedras, obstáculos, fragilidade eternizada,
Tampouco o brilho da lua tornaria encantada a noite,
Nem com o brilho de todas as estrelas multiplicadas.
Mas Alguém conosco se pôs a caminho,
Suportando a lentidão de nossa mente,
Para compreender a novidade da Ressurreição.
Suas divinas palavras, arderam em nosso coração,
Nossos olhos descerraram no partir do Pão.
Solícito, atendeu ao nosso insistente convite:
“Fica conosco, pois já é tarde e o dia está declinando’!”(1)
Súplica que ora também fazemos, confiantes,
Peregrinos da esperança para viver a graça da missão:
Amar, crer, e n’Ele sempre esperar.
Amar, como distintivo de discípulos Seus em todo tempo.
Amar como Ele ama: amor de cruz, que ama até o fim,
Até a última gota de sangue, com gestos de serviço e doação.
Compromissos batismais com a Boa Nova do Reino,
Como Igreja, juntos caminhando, sempre a caminho.
Crer n’Ele, o Caminho, Verdade e Vida, (2)
Crer n’Ele, o Caminho que nos leva ao Pai;
Crer n’Ele, a Verdade que ilumina os povos;
Crer n’Ele, a Vida que renova o mundo.
Ele, princípio e fim de nossa vida: Alfa e Ômega. (3)
Esperar n’Ele e com Ele, com plena confiança,
Porque o amor de Deus foi derramado, pelo Espírito,
Em nossos corações, e a esperança não decepciona.
Memoráveis palavras do Apóstolo ressoem (4)
Para sempre ao longo do árduo caminho. Amém.
(1) Lc 24,29
(2) Jo 14,6
(3) Ap 22,13
(4) Rm 5,5
Urge ouvir os clamores dos empobrecidos!
A necessária coragem na travessia (03/08)
A necessária coragem na travessia
Aquela noite, que pode ser a minha e a tua,
Quando o medo nos devora,
Por força dos ventos contrários
E agitações tantas do cotidiano.
Noite em que a caverna escura da humana existência
Revela toda sua fragilidade e incerteza,
Na necessária travessia para a outra margem,
Ao encontro dos santos sonhos e projetos;
Ele vem ao nosso encontro com ternura e serenidade,
Para nos libertar das amarras do medo e da falta de fé,
Querendo tão apenas que em Sua Palavra confiemos,
Para que também mesma ternura e serenidade sintamos:
“Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo!” (Mt 14,27)
Suas divinas e santas palavras são para nós
Que, a exemplo de Pedro, em nós convivem
O medo e a coragem, em permanente duelo.
Sobre as tumultuosas águas do mar da vida,
É preciso que naveguemos, e com o Senhor,
Jamais naufragaremos, porque Ele é verdadeiramente
O Filho de Deus presente em nossa barca em travessia.
Por isto, uma súplica agora elevamos:
“Assim como estendestes Vosso olhar e divinas mãos
Naquela noite para Vosso Apóstolo,
Volvei para nós também, Senhor, Vosso olhar,
Estendei em todo o tempo as mesmas mãos.
Dai-nos coragem para a necessária travessia,
Sem jamais perdermos o horizonte da eternidade.
A felicidade na outra margem nos desafia.
Somente em Vossa Palavra, cremos de verdade. Amém.
PS: passagem do Evangelho de Mateus (Mt 14,22-36)
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Dobrem-se os sinos
mas vigiemos e sejamos sóbrios.
Quem dorme, dorme de noite;
Nós, pelo contrário, que somos do dia,
sejamos sóbrios, revestidos da couraça da fé e da caridade,
e do capacete da esperança da Salvação" (1 Ts 5,6-8).
Em poucas Palavras... (Nossa Senhora)
Maria Santíssima que a Igreja nos ensina a crer
“Cremos que Maria Santíssima, que permaneceu sempre Virgem, tornou-se Mãe do Verbo Encarnado, nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo; e que por motivo desta eleição singular, em consideração dos méritos de seu Filho, foi remida de modo mais sublime, e preservada imune de toda a mancha do pecado original; e que supera de longe todas as demais criaturas, pelo dom de uma graça insigne.
Associada por um vínculo estreito e indissolúvel aos mistérios da Encarnação e da Redenção, a Santíssima Virgem Maria, Imaculada, depois de terminar o curso de sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celestial; e, tornada semelhante a seu Filho, que ressuscitou dentre os mortos, participou antecipadamente da sorte de todos os justos.
Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no céu a desempenhar seu ofício materno, em relação aos membros de Cristo, cooperando para gerar e desenvolver a vida divina em cada uma das almas dos homens que foram remidos.” (1)
(1) Solene Profissão de fé na conclusão do «Ano da Fé» proclamado por ocasião do XIX centenário do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo em Roma – Papa São Paulo VI – Praça de São Pedro - 30/06/1968 – parágrafos nn.14-15.
Em poucas palavras...
A salvação para todos os povos
“Todos os homens são chamados a entrar no Reino. Anunciado primeiro aos filhos de Israel (Mt 10,5-7), este Reino messiânico é destinado a acolher os homens de todas as nações (Mt 8,11; 28,19). Para ter acesso a ele, é preciso acolher a Palavra de Jesus:
«A Palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo: aqueles que a ouvem com fé e entram a fazer parte do pequeno rebanho de Cristo, já receberam o Reino; depois, por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da messe» (LG 5).”
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 543







