quarta-feira, 1 de julho de 2026

A Igreja do Senhor

                                                             

A Igreja do Senhor

Reflexão à luz da passagem da Epístola aos Hebreus (Hb 3,7-14).

Assim lemos no Comentário do Missal Cotidiano:

“A tentação de considerar a fé em Deus como uma espécie de apólice de seguro: contra as desgraças e doenças, contra as injustiças e afrontas, contra as calamidades naturais, contra as próprias enfermidades espirituais.

Deus deve intervir para livrar o mundo das desgraças, punir os maus que não O honram e oprimem os Seus fiéis; deve intervir para livrar das insídias da dúvida e do pecado aqueles que O invocam.

A tentação de considerar a Igreja como um lugar de refúgio seguro, de onde se pode tranquilamente escutar o fragor das ondas que tragam os infelizes que estão ‘fora do porto’”. (1)

Refletindo...

Não se pode conceber a Igreja como uma “apólice de seguro” ou “lugar de refúgio seguro”.

Outra questão importante: como conceber uma Igreja em contínua busca da verdade, que se renova, em contínuo esforço de conversão de suas estruturas, para ser sinal de salvação para toda a humanidade, como assim quis o Senhor?

Retomemos o que nos disse o Papa Francisco, em sua Exortação Evangelii Gaudium:

Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos” (EG n. 49).

Este é o caminho que devemos trilhar, conduzidos e assistidos pelo Espírito do Senhor, que não nos permite sentir qualquer espécie de orfandade divina, na fidelidade a Jesus e à Boa-Nova do Reino de Deus por Ele inaugurado.

Temos plena confiança de que Deus caminha conosco, e que, mesmo nas provações e dificuldades que tenhamos que enfrentar, Ele não Se faz ausente, como experimentaram os discípulos de Emaús (Lc 24), e as primeiras comunidades, em tempos difíceis de perseguição e martírio e ao longo de toda a história da Igreja, e tantos outros exemplos que nos encorajam no bom combate da fé.

Podemos rezar como o Salmista, e afirmar que Deus é nosso rochedo, nossa fortaleza, nosso libertador (Sl 18), mas não nos tira do mundo, não nos infantiliza.

Desde o princípio, quando Jesus chamou os discípulos, exigiu renúncias cotidianas necessárias, acompanhadas do carregar da cruz, para então, com coragem e liberdade, segui-Lo, anunciá-Lo e testemunhá-Lo até os confins do mundo.

Nem apólice de seguro, nem lugar de refúgio, mas uma barca fazendo a travessia no turbulento mar da vida, com coragem, pois com o Senhor não naufragaremos nos mares das adversidades, tristezas, infidelidades, iniquidades.

Portanto, urge que atravessemos o mar, confiantes na Palavra e Presença do Senhor, sobretudo quando d’Ele nos alimentamos no Sacramento dos Sacramentos: a Eucaristia.

(1) Missal Cotidiano - Editora Paulus - p.631

Em poucas palavras...

                                               


A necessária humildade

"Os anciãos costumavam dizer que a coroa do monge é a humildade." (1)

 

 

(1) Ditos anônimos dos Pais do Deserto - Editora Vozes - 2023 - n. 98 - p. 89

Em poucas palavras...

                                          


Atitude exemplar de desapego

“Alguém implorou a um ancião que aceitasse dinheiro para suas próprias necessidades, mas ele não estava disposto a aceitar porque tinha o suficiente com o trabalho de suas mãos.

Como a pessoa persistiu implorando que o aceitasse para as necessidades dos que não tinham o suficiente, o ancião replicou:

‘Esta é uma dupla vergonha: Eu aceito sem necessitar e também me orgulho por doar o que pertence a outro’”. (1)

 

(1) Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 258 – p. 183

Em poucas palavras...

                                                     



“Nunca...”

 

“Um ancião dizia:

‘Nunca me atrasei em fazer alguma coisa de que eu era capaz’, ou:

‘Nunca repeti alguma coisa que eu já tinha concluído’, ou:

‘Nunca pensei de novo (literalmente: mudei de ideia) sobre alguma coisa que eu podia compreender/captar plenamente’, ou:

‘Nunca considerei de pouca importância realizar qualquer coisa de que eu era capaz’.”(1)

 

(1) Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 - n. 109 – p. 91

Em poucas palavras...

                                            


Autenticidade do testemunho cristão

“Os anciãos costumavam dizer: ‘O capuz é o símbolo da inocência, o escapulário é o da cruz, o cinto é o da coragem.

Vivamos, portanto, de acordo com nosso hábito, fazendo tudo com diligência, para não parecer que estamos vestindo um hábito inapropriado’.” (1)

 

 

(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – Editora Vozes – 2023 – n. 55 – p. 68

“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação”

                                                   


“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação
 
Sejamos enriquecidos pelas palavras do então Papa Bento XVI, para vivermos intensamente a nossa devoção Mariana:
 
“... Com efeito, Maria, é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a "rosa" que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o seu Filho, conferiu ao mundo uma nova Primavera.
 
E é ao mesmo tempo protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do Seu Espírito.
 
O Evangelho deste Domingo, tirado do capítulo 14 de São João, oferece-nos um retrato espiritual implícito da Virgem Maria, onde Jesus diz: "Se alguém me ama, guarda a minha Palavra; meu Pai amá-lo-á, viremos a ele e nele faremos morada" (Jo 14, 23).
 
Estas expressões são dirigidas aos discípulos, mas podem ser aplicadas ao máximo grau precisamente àquela que é a primeira e perfeita discípula de Jesus.
 
Efetivamente, Maria foi a primeira que observou de maneira plena a Palavra do seu Filho, demonstrando deste modo que O ama não apenas como Mãe, mas ainda antes como serva humilde e obediente; por isso, Deus Pai amou-a e nela a Santíssima Trindade fez a Sua morada.
 
Além disso, quando Jesus promete aos Seus amigos que o Espírito Santo os assistirá, ajudando-os a recordar cada uma das Suas Palavras e a compreendê-las profundamente (cf. Jo 14, 26), como não pensar em Maria, que no seu coração, templo do Espírito, meditava e interpretava fielmente tudo aquilo que o seu Filho dizia e fazia?
 
Deste modo, já antes e, sobretudo, depois da Páscoa, a Mãe de Jesus tornou-se também a Mãe e o modelo da Igreja.”
 
Ela é a primeira flor a exalar o odor de Cristo para o mundo, acolhendo-O em seu ventre pela ação do Espírito.
 
Flor que O acompanhou em todos os instantes, como os Evangelhos e a Igreja nos ensinam e cremos: desde a concepção, em seu crescimento em idade, tamanho, sabedoria e graça diante de Deus;  partícipe fundamental no primeiro sinal de Caná da Galileia; presente na hora da agonia, da Paixão, da morte e da Ressurreição.
 
Maria é a “rosa” que apareceu na plenitude dos tempos como nos falou o Papa, e, com certeza, é a rosa que torna mais belo o céu, porque nele, ao lado do Filho, se encontra.
 
Maria é a “rosa” que se faz presente em nosso caminhar, nos dizendo sempre, como disse em Caná: “fazei tudo o que Ele vos disser”.
 
Maria é a “rosa” que nos dá a certeza de que não estamos sós e que o Espírito Santo que nela agiu, continua agindo, assistindo e conduzindo a Igreja de Seu Filho e soprando onde Ele quer.
 
Maria é a mais bela “rosa” que jamais perde o encanto, a vida, a graça.
 
Maria é a mais bela “rosa” que torna mais belo o jardim de nossa existência, até que um dia tenhamos a graça de vê-la no céu, como há muito se canta:
 
“Com minha mãe estarei na Santa Glória um dia,
Junto com a Virgem Maria, no céu triunfarei...” 

Em poucas palavras... (Maria)

                                                            

“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação 

“... Com efeito, Maria, é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a "rosa" que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o seu Filho, conferiu ao mundo uma nova Primavera.

E é ao mesmo tempo protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do Seu Espírito." (Papa Bento XVI)

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