terça-feira, 23 de junho de 2026

Com o Bom Jesus, peregrinos da verdadeira Paz (Bom Jesus)

 




Com o Bom Jesus, peregrinos da verdadeira Paz

Cada dia que amanhece é tempo de graça,
De trilhar novos caminhos, se preciso for.
 
Pautar nossa vida pela Divina Palavra,

Caminhos iluminados, fé renovada.
 
Pés fortalecidos, peregrinos de esperança,
Caridade, no coração, inflamada.
 
Renovados os sagrados compromissos com a vida,
Fidelidade ao Senhor Bom Jesus, nossa verdadeira Paz.
 
Sonhemos e promovamos a autêntica paz,
Sejamos agraciados pela Sua Saudação Pascal.
 
“A paz esteja convosco” ressoa Sua voz, (1)
No recôndito mais profundo de nosso coração.
 
Não a paz que o mundo dá, com traços de morte,
Violência, mentira, destruição, aniquilação,
 
Mas a paz que nos vem do Alto para nos brindar,
Com cantos de alegria em cada amanhecer.
 
Trilhar em campos dourados com Sua presença,
Fazendo-nos crer que a vida é bela, sagrado viver.
 
Paz desarmada e desarmante ressoa nos céus;
Bendita e profética missão no mundo a viver.
 

Paz desarmada sem soldados, armas ou bombas,
Sangue de inocentes, gritos e lamentos de dor.
 
Paz desarmada, fruto da fragilidade de Sua humanidade,
Com a força ímpar do Divino Mandamento do Amor.
 
Paz desarmante, expressa em gestos de bondade:
Caridade, solidariedade, compaixão, proximidade. 


Pois, tão somente assim, de forma desarmante,
Construiremos uma nova civilização do amor.
 
Paz desarmada e desarmante, nova cultura:
A do encontro, que constrói pontes em vez de muros. 

Que aproxima as pessoas com laços de ternura,
Novas páginas, somente com Ele, se inauguram.

Aos pés do Bom Jesus, dobramos nossos joelhos,
Nossas mãos se estendem em divina missão. 

Queremos ser d’Ele instrumentos da paz,
Pela Eucaristia nutridos, pela Palavra conduzidos. Amém.
 


 
 
 
(1)
  Jo cf. Jo 20, 19-29

PS: Apropriado para o 239º Jubileu do Senhor Bom Jesus do Matosinhos - 2026 - Conceição do Mato Dentro - MG, que tem como tema - "Senhor Bom Jesus, fazei-nos instrumentos de vossa paz".

Para seguir o Senhor...

                                                

Para seguir o Senhor...

Na Liturgia, da terça-feira da 12ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho (Mt 7,6.12-14), em que Jesus nos apresenta três exigências para o discipulado e uma vida cristã autêntica:

a)  A prudência, que consiste no discernimento ao oferecer “coisas santas”, pois a Palavra de Deus exige ser acolhida por um coração aberto, disponível e generoso (como o coração de Abraão – Gn 13,2.5-18);

b)  A caridade para com o próximo, como um amor que se dá sem limites, um amor que ama sem medida, sem a preocupação de retribuição – como vemos na lei de ouro que Jesus nos apresenta – “Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também vós a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas” (Mt 7,12);

c) A firme decisão em prol do Evangelho d’Ele, Jesus Cristo, sofredor e perseguindo, não se refugiando em falsa segurança, com o esforço contínuo de passar pela porta estreita, que consiste nas renúncias cotidianas necessárias, para livremente segui-Lo até o fim.

Oremos:

“Senhor, nosso Deus, dai-nos por toda a vida a graça de Vos amar e temer, pois nunca cessais de conduzir os que firmais no Vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.


Fonte: Missal Cotidiano – Editora  Paulus - pp.937-938

Em poucas palavras...

 


“Esta é a Lei...”

“Conta-se que alguém pediu a um pagão que lhe ensinasse em poucas palavras toda a Torá (seiscentos e treze preceitos).

O célebre rabino Hillel terá respondido:

‘O que te desagrada a ti não o faças ao próximo.

Esta é a Lei, tudo o resto é comentário’”  (1)

 

(1) Comentário da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 7,6.12-14) – sobre a “Regra de ouro” - Lecionário Comentado – Editora Paulus – Tempo Comum – Volume I – Editora Paulus – Lisboa – p.585

A estreita “porta” da Salvação

                                                              

A estreita “porta” da Salvação

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e
espaçoso é o caminho que leva à perdição,
e muitos são os que entram por ele!” (Mt 7,13)

Reflitamos sobre o Evangelho proclamado na Liturgia da terça-feira da 12ª Semana do Tempo Comum – (Mt 7,6.12-14), em que Jesus nos fala sobre a porta estreita da Salvação, entre outras coisas.

O desejo de Deus é que haja um só povo, superando-se todas as divisões, discriminações, exclusões e que todos sejam salvos.

Portanto, a universalidade da Salvação passa por Jesus e vem por meio d’Ele, exclusivamente, porque Ele é a “porta estreita” da caridade, doação, partilha e solidariedade.

Para passar por esta “porta” não basta apenas multiplicar Orações, aumentar o número de vezes que participamos da Missa e tão pouco das vezes que pronunciamos o nome de Deus; é preciso que superemos toda acomodação, desânimo, com a coragem para enfrentar o sofrimento, que por si só, não faz sentido algum, mas que visto na perspectiva da fé pode ser pedagógico e medicinal.

Sofrimento assumido na perspectiva da Cruz ensina, corrige, amadurece, pode nos curar de certas enfermidades e debilidades que muitas vezes nem damos conta.

A autêntica fé não permite instalação e acomodação, ao contrário, ela nos incomoda até que o mundo seja o que Deus deseja, ou seja, o melhor para nós.

Urge recuperar sempre o brilho e o entusiasmo que provém da fé genuína. Mesmo em noites escuras, nos dramas da vida e em momentos de crises Deus continua nos amando.

São nestes momentos, de modo especial, que Deus manifesta o Seu indizível Amor que nos acompanha e nos salva, e jamais podemos duvidar do Amor incondicional de Deus, que muitas vezes parece ausente, mas é constante!

Somos chamados a abandonar toda prática que nos afasta de Deus e do próximo: egoísmo, arrogância, petulância, prepotência, individualismo, indiferenças, rancores, ressentimentos...

Passar pela “larga porta” é trilhar por estas escolhas... A “porta larga” seduz momentaneamente, no entanto, a “porta estreita” salva eternamente! A porta larga é mais fácil, mas empobrece.

A “porta estreita” é muito mais difícil, mas nos enriquece, amadurece... Entrar por ela é fazer-se pequeno como Jesus: simples, humilde, servidor, capaz de amar os outros até o extremo, fazendo de nossa vida um dom.

É seguir Jesus no Seu exemplo de Amor e entrega ao Pai, Amor que nos ama e nos amou até o fim, até o extremo.

Amor que foge de nossos parâmetros e categorias. Amor muitas vezes incompreendido... Amor que, por nós, precisa ser vivido, e quando vivido causa “vertigem”, porque nos desaloja e impulsiona, a vida redimensiona; mas é necessário que estejamos sempre enraizados no Amor de Cristo, e assim só haverá uma “porta”: a estreita.

Reflitamos:
  
-  A porta da salvação é estreita, o que devo fazer para passar por ela?
-  Tenho me empenhado para passar por esta porta que nos leva aos céus?

Sendo a salvação para todos, a questão não é saber quantos a alcançarão, mas se estamos dispostos a multiplicar esforços para pela “porta estreita” passar e a eternidade alcançar!

Façamos, de fato, esforço incansável de passar pela “porta estreita” que nos conduz à eterna felicidade, enraizados no amor de Cristo, brotarão frutos que permanecerão para sempre e assim alcançaremos a eternidade!

PS: Apropriado para a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 13-22-30)

Em poucas palavras...

 


Sacrifício, temperança e mortificação

“O Homem tende a ir pelo caminho mais largo e cômodo da vida. Prefere uma porta ampla que não conduz ao Céu: muitas vezes lança-se sem medida sobre as coisas, sem regra nem temperança.

O caminho que o Senhor nos indica é alegre, mas, ao mesmo tempo, é caminho de cruz e de sacrifício, de temperança e de mortificação. 

Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz cada dia e siga-me (Lc 9,23)Se o grão de trigo que cai na terra não morre, fica só; mas, se morre, dá muito fruto (Jo 12,34).”

 

(1)Comentário da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 7,6.12-14)

 

Em poucas palavras...

                                                   


O Novo Mandamento de Jesus

“A Lei evangélica implica a escolha decisiva entre «os dois caminhos» (Mt 7,13-14) e a passagem à prática das palavras do Senhor (Mt 7,21-27); resume-se na regra de ouro: «Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, de igual modo, vós também, pois nisso consiste a Lei e os Profetas» (Mt 7, 12, Lc 6,31).

Toda a Lei evangélica se apoia no «mandamento novo» de Jesus (Jo 13,34), de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou (Jo 15,12).”  (1)

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1970

Apropriado para a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 7,6.12-14)

Pela estreita porta passarei se...

                                                                   

Pela estreita porta passarei se...

... Viver a vocação como resposta ao Amor Divino,
Confiando n’Ele, com o coração de um menino.
Sem hesitações em realizar o Seu Santo desejo,
Para que o mundo não seja tal como eu o vejo.

... Os princípios da ética nortearem meu destino,
Sem trair os princípios em execráveis desatinos.
Pela verdade, justiça, direito, liberdade e amor
A vida pautar, fazendo dela dulcíssimo labor.

... A minha vida marcar pela melíflua ternura,
Sem a perda de horizontes de uma vida mais pura,
Que se expressa em gestos de alegre acolhida
Do dom mais belo e sagrado que é o dom da vida.

... A paixão pelo Reino como fogo me consumir,
Para que a chama do amor não venha a se extinguir.
Como é bela a vida de quem pelo Amor se encanta,
Força que se renova em cada manhã que se levanta!

... Na família, espaço sagrado, empenhos multiplicar,
Para que nela possamos arduamente nos santificar
E bondade, perdão, diálogo, compreensão, ternura,
Amor, respeito, diálogo vividos numa santa candura.

... O Cristo reconhecer presente em cada criatura,
E gestos de comunhão, solidariedade em nova postura.
Laços de comunhão sem desigualdades ou exclusão,
Sinais do Reino credíveis e não indesejável ilusão.

... Não me omitir no bem, que chamado sou a realizar,
Evitando determinadas atitudes para a vida não banalizar.
Defesa da vida da concepção ao seu declínio natural,
Empenho incansável para que prevaleça o bem sobre o mal.

... Revelar ao mundo o Encontro mais desejável:
O Bem Maior - Deus, mais que desejável: amável!
Que a cada encontro um novo desejo de reencontro.
Que a cada reencontro, amor vivenciado: Reencanto!


Passagem do Evangelho: Mt 7,6.12-14; Lc 13,22-30

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