terça-feira, 5 de maio de 2026
Nada nos separará da Verdadeira Videira
Rezando com os Prefácios – Aniversário da dedicação de uma igreja
Rezando com os Prefácios – Aniversário da dedicação de uma igreja
“...Pois, nesta casa visível, que nos destes a graça de construir, não deixais de conceder os vossos favores à família que peregrina ao Vosso encontro.
Neste lugar, manifestais e realizais de modo admirável o mistério da Vossa comunhão conosco, porque aqui edificais para Vós o templo que somos nós e fazeis crescer a Igreja, presente no mundo inteiro, unida como corpo do Senhor, até atingir a plenitude da paz, na Jerusalém Celeste...” (1)
“... Vós, doador da graça, Vos dignais habitar esta casa de oração para que, com vosso constante auxílio e favorecidos por Vossos dons, nos tornemos templo do Espírito Santo, resplandecendo pela santidade de vida.
Também, sem cessar, santificais a Igreja, esposa de Cristo, simbolizada nos templos visíveis, para que, como Mãe exultante de muitos filhos, seja acolhida em vossa glória no céu...” (2)
(1) Prefácio no Aniversário da Dedicação de uma Igreja (na própria igreja dedicada) – “O Mistério do Templo de Deus, que é a Igreja” – Missal Romano – pág. 888
(2)Idem (em outra igreja) – “O Mistério da Igreja, Esposa de Cristo e Templo do Espírito Santo” - p. 890-891
Rezando com os Salmos - SL 113b (115)
“Não a nós, ó Senhor, não a nós...”
“=1 Não a
nós, ó Senhor, não a nós,
ao Vosso
nome, porém, seja a glória,
porque
sois todo amor e verdade!
–2 Por que
hão de dizer os pagãos:
'Onde está
o seu Deus, onde está?'
–3 É nos
céus que está o nosso Deus,
Ele faz
tudo aquilo que quer.
–4 São os
deuses pagãos ouro e prata,
todos eles
são obras humanas.
–5 Têm
boca e não podem falar,
têm olhos
e não podem ver;
–6 têm
nariz e não podem cheirar,
tendo
ouvidos, não podem ouvir.
=7 Têm
mãos e não podem pegar,
têm pés e
não podem andar;
nenhum som
sua garganta produz.
–8 Como
eles serão seus autores,
que os
fabricam e neles confiam.
–9 Confia,
Israel, no Senhor.
Ele é teu
auxílio e escudo!
–10
Confia, Aarão, no Senhor.
Ele é teu
auxílio e escudo!
–11 Vós
que o temeis, confiai no Senhor.
Ele é Vosso
auxílio e escudo!
–12 O
Senhor se recorda de nós,
o Senhor
abençoa seu povo.
– O Senhor
abençoa Israel,
o Senhor
abençoa Aarão;
–13
abençoa aqueles que o temem,
abençoa
pequenos e grandes!
–14 O
Senhor multiplique a vós todos,
a vós
todos, também Vossos filhos!
–15
Abençoados sejais do Senhor,
do Senhor
que criou céu e terra!
–16 Os
céus são os céus do Senhor,
mas a
terra ele deu para os homens.
–17 Não
vos louvam os mortos, Senhor,
nem
aqueles que descem ao silêncio.
–18 Nós,
os vivos, porém, bendizemos
ao Senhor
desde agora e nos séculos.”
O Salmo 113 B(115) é um louvor ao Deus verdadeiro:
“Ao contrário dos deuses pagãos inanimados, o Deus de Israel
vive, tem poder e bondade: abençoado e protege os que n’Ele confiam,.” (1)
Paulo na Carta aos Tessalonicenses faz uma exortação de
conversão ao Deus vivo e verdadeiro:
“Vós vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir
ao Deus vivo e verdadeiro” (1Ts 1,9).
Reconheçamos a grandeza de Deus e Ele elevemos cantos e louvores
e reconheçamos, como o salmista, nossa fragilidade e pequenez diante d’Ele e
repitamos:
“Não a nós, ó Senhor, não a nós. Ao Vosso nome, porém seja a
glória. Amém. Aleluia.”
(1)
Comentário da Bíblia
Edições CNBB – p. 826
PS: Este Salmo é
rezado quando proclamada a passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 14,5-18).
Sementes ou pilares da casa da Paz
Sementes ou pilares da casa da Paz
Se quisermos a Paz é preciso plantá-la.
Se quisermos a paz é preciso no canteiro de nossas casas, bem no coração dos filhos, cultivá-las.
Isto acontece quando pais e mães procuram o Batismo para seus filhos para viverem em contínua adoração a Deus e compromisso inadiável com a paz que começa na família, deverão ser como que "Jardineiros de Deus"!
Os pais são os primeiros catequistas, mestres dos filhos; quer pela palavra, quer pelos exemplos, e serão seus “jardineiros” para sempre.
Quão feliz é a criança que tem em seu coração estas quatro sementes plantadas, que, por sinal, como vemos são exatamente os “pilares” de que nos falava o Papa São João XXIII.
Deste modo, estes “pilares”, são como que sementes a serem plantadas no coração dos filhos: Amor, Verdade, Justiça, Liberdade.
Feliz a criança que contempla seus pais pautando sua vida e relacionamentos:
Pelo Amor que não permite o ódio, rancor, ressentimentos, violência…
Pela Verdade expressa na sinceridade dos atos e sentimentos, da fidelidade, da transparência, da partilha do que acontece.
Somente a Verdade liberta, mas como crerão na verdade se em sua casa houver infidelidade, traição, mentiras, enganos, máscaras?
Pela Justiça testemunhada na responsabilidade, na honestidade, no respeito, no não omitir-se diante do papel a cumprir, no zelo pelo bem e pela fraternidade universal;
Pela Liberdade nas sábias escolhas, na ausência de vícios e qualquer forma de dependência. Na sobriedade diante de tudo e de todos. Liberdade para dizer não àquilo que destrói a vida, sem medo de rótulos, de incompreensões…
Jamais faltem estas preciosas sementes a serem plantadas, assim como não faltem pais e mães jardineiros para esta bela missão de plantar e cuidar do jardim de Deus que começa no coração dos filhos!
Da mesma forma, não faltem filhos abertos e predispostos a acolher e fazer frutificar sementes que trarão frutos de Paz!
PS: A título de conhecimento, a imagem postada é da Casa de Nazaré.
Em poucas palavras...
Cristãos leigos: artífices da paz e da justiça
“Não compete aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Este papel faz parte da vocação dos fiéis leigos, agindo por sua própria iniciativa juntamente com os seus concidadãos.
A ação social pode implicar uma pluralidade de caminhos concretos; mas deverá ter sempre em vista o bem comum e conformar-se a mensagem evangélica e o ensinamento da Igreja.
Compete aos fiéis leigos «animar as realidades temporais com o seu compromisso cristão, comportando-se nelas como artífices da paz e da justiça» (João Paulo II, Enc. Sollicitudo rei socialis, 47: AAS 80 (1988) 582; cf. Ibid., 42: AAS 80 (1988) 572-574.).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica - Parágrafo n. 2442
Construamos pontes de paz!
Por uma Paz verdadeira!
As pessoas falam e procuram tanto a paz... Mas que paz?
Nem tão pouco a ausência de compromissos num imobilismo estéril.
Paz não é evasão do mundo numa ilha imaginária e irreal.
Paz não é viver num mundo sem contratempos.
A paz que somente o Ressuscitado nos pode alcançar.
Para manter sempre acesa a chama do fiel amor.
Mantendo a chama mais bela sempre acesa,
A chama da fidelidade na presença do Senhor.
Paz de quem sabe que a alegria verdadeira não se rouba,
Pois é construída na Verdade da Fé da Ressurreição.
Paz saboreada e enraizada no mais profundo do coração.
De também na vida suportar sofrimentos,
Pois sabe que do menor ao maior sacrifício,
Com Cristo se configura, com paixão e sem lamentos.
Paz que não se compra e não se financia.
Paz nutrida pela Palavra e celebrada
Paz
A Paz verdadeira somente Ele pode nos dar!

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