terça-feira, 5 de maio de 2026

Paz, utopia e conquista, feliz quem a promove!

                                                           

Paz, utopia e conquista, feliz quem a promove! 

Em todo tempo somos interpelados a construir a cultura da paz. É preciso nutrir uma esperança que não nos coloque em atitude de resignação, delegando a Deus a promoção da paz; tampouco uma atitude demasiadamente otimista, como se ela pudesse vir por um decreto de poderosos.

Urge passarmos da cultura de morte e violência para uma cultura de vida e paz!

A paz deve ser para nós sempre uma utopia e uma conquista. Utopia porque é impossível realizá-la plenamente; conquista porque ela só é alcançada quando não se medem esforços necessários, das pequenas às grandes ações:

- Atitudes de reconciliação e perdão entre as pessoas;
- Tomada de consciência e colocação em prática da Declaração Universal dos Direitos Humanos;

- Política de desarmamento;
- Solidariedade para com os povos em conflito;

- Convivência e tolerância para com o diferente;
- Vivência de um ecumenismo com propostas concretas para defesa e promoção da vida;

- Consciência e sensibilidade ecológica na preservação do planeta etc.

A Paz como utopia e conquista nos será sempre um caminho para a felicidade: “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

E você, o que está fazendo pela Paz?

Em poucas palavras...

                                             


Conversa fútil e riso

“Um ancião disse: ‘Conversa fútil e riso são como um fogo consumidor na palha” (1)

 

(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 118 – p.93

A paz é fruto da justiça!


 A paz é fruto da justiça!

Em 2009, a Campanha da Fraternidade nos desafiou com um tema de extrema urgência: construir a paz, em irrenunciável compromisso com ela.

Passos foram dados, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Enquanto peregrinarmos neste mundo a paz será sempre a nossa grande busca, proponho ao leitor retomarmos as reflexões que escrevi na ocasião, reeditadas para facilitar a leitura.

Inicialmente, é importante termos claro qual é paz que a Igreja acredita e anuncia.

A Paz positiva, orientada por valores humanos como a solidariedade, a fraternidade, o respeito ao outro, a mediação pacífica dos conflitos, a promoção da dignidade humana e construção de uma sociedade justa e fraterna. Enfim, a paz fruto da justiça.

Precisamos dizer não à paz negativa, que se dá pelo uso da força das armas, da intolerância com os diferentes, e que tem como foco e meta os bens materiais, a busca inescrupulosa do poder.

Todos somos responsáveis pela paz. O exercício da cidadania é inadiável, e devemos colaborar no cultivo da cultura da paz e da vida, não apenas nas paredes de nossa Igreja, mas envolvendo todas as pessoas, todos os segmentos da sociedade, em todas as esferas de poder.

Lembro as oportunas e atualíssimas palavras do Secretário Geral da CNBB, D. Dimas L. Barbosa, naquele ano: “O caminho para a superação da insegurança passa, assim, pelo cultivo da cultura da paz, que supera a visão de guerra, seguindo a qual a violência se vence com violência.

A cultura da paz exige novos critérios para o relacionamento humano: a vivência da não violência ativa, a superação da vingança, a gratuidade, o perdão e a misericórdia. A prioridade tem que ser o valor da pessoa humana e sua dignidade”

A Oração do Salmista há de se tornar uma realidade: “O Amor e a Verdade se encontram, Justiça e Paz se abraçam, da terra germinará a Verdade, e a Justiça se inclinará do céu. O próprio Iahweh dará a felicidade e nossa terra dará seu fruto. A Justiça caminhará a sua frente, e com seus passos traçará um caminho” (Sl 85,11-14).

Em poucas palavras...

                                                    


A obediência

“Um ancião tinha seu escravo como discípulo e, desejando dominá-lo, convenceu-o a manter completa obediência.

Por isso, o ancião lhe disse: ‘Vai, acende o fogo no forno, toma o livro que é lido na ‘synaxis’ e lança-o no forno’.

Ele foi e fez sem questionar. E, quando o livro foi lançado, o forno se apagou.

Isto ocorreu para entendermos que a obediência é boa, porque é uma escada para o Reino dos Céus.” (1)

(1)  Ditos anônimos dos Pais do deserto – Editora Vozes – 2023 – pp.66-67

Em poucas palavras...

                                           


Vigilância necessária

“Um dos pais disse: ‘Se nosso homem interior é vigilante, ele é capaz de proteger também o homem exterior. Se não o é, vigiemos nossa língua o máximo possível’.” (1)

 

(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 239 – p. 174

Em poucas palavras...

                                         


Uma autêntica fidelidade

“Havia num cenóbio um homem mundano que tinha com ele seu filho. Querendo testá-lo, o abba lhe disse – ‘Não fales com teu filho, mas trata-o como um estranho’. E ele disse: ‘Farei de acordo com tua palavra’.

Viveu muitos anos e não falou com seu filho. Quando chegou o momento do chamado de seu filho e ele estava prestes a morrer, o abba disse ao pai dele: ‘Agora vai e fala com teu filho’.

Mas o pai disse: ‘Por favor, cumpramos o mandamento até o fim’. O filho morreu e o pai não falou com ele.

Todos ficaram maravilhados com a maneira como ele aceitou alegremente o mandamento e o cumpriu.” (1)


(1)  Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 - n. 72 – p.78

 

Em poucas palavras...

                                             


Reputação e desempenho

“Um ancião disse: ‘Infeliz o homem quando sua reputação é maior do que seu desempenho.” (1)

 

 

(1) Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 117 – p. 93

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