segunda-feira, 27 de abril de 2026
Entregar-se com confiança e esperança nas mãos de Deus
Entregar-se
com confiança e esperança nas mãos de Deus
Reflexão
á luz da passagem do Livro do Profeta Ezequiel (Ez 34,11-12.15-17) que nos
remete ao tempo do exílio (séc. VI a.C.).
O
Profeta Ezequiel procura alimentar a esperança dos exilados, transmitindo ao
Povo a certeza de que o Deus salvador e libertador não os abandonou, tampouco
os esqueceu.
O
profeta Ezequiel ajuda o povo a perceber a causa de seu sofrimento: a
infidelidade, mas ao mesmo tempo anuncia um novo tempo em que Deus mesmo será o
Pastor que vai dirigir o Seu rebanho.
Fala
da ação de Deus que conduzirá suas ovelhas. Conhece e delas cuida com todo
carinho e delicadeza; exercendo uma autoridade que se funda na entrega e no
amor (absolutamente diferente dos
pastores que conduziram o povo de Deus a esta triste e desoladora situação de
exílio).
Exorta
o povo para que se entregue confiante nas mãos de Deus: atravessarão os vales
sombrios, serão levados no colo por Ele, e os pés não se ferirão nas pedras do
caminho. É preciso, portanto, superar toda forma de egoísmo e
autossuficiência.
Deste
modo, trata-se de uma mensagem atualíssima para os nossos dias, pois se propaga
uma mentalidade de que é possível o alcance da felicidade sem Deus,
insistindo-se na negação de Sua existência, pregando-se a “libertação de Deus”.
Reflitamos:
-
Quais são os pastores que nos conduzem dentro e fora da Igreja e como o fazem?
-
O que e quem move, guia e motiva o nosso existir?
-
Quais as vozes que ouvimos e que nos conduzem?
-
Como superamos o egoísmo e a autossuficiência para correspondermos a imagem do
Bom Pastor?
-
Procuramos a felicidade com Deus e n’Ele?
-
Confiamos plenamente em Deus?
Na fidelidade a Jesus Cristo, como peregrinos da esperança, caminhemos confiantes em Deus, contando com a ação do Espírito Santo, vivendo a nossa fé com a caridade inflamada em todo do tempo e em todas as situações.
"Maria, discípula missionária do Senhor"
"Maria, discípula missionária do Senhor"
Maria é a discípula mais perfeita do Senhor, porque é a máxima realização da existência cristã, em plena relação de amor com a Santíssima Trindade.
Maria nos ensina, portanto, a viver como “filhos no Filho”, pela sua fé e obediência à vontade de Deus, e por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus, na abertura ao sopro do Espírito Santo.
Maria é a interlocutora do Pai, em Seu projeto de enviar Seu Verbo para a salvação da humanidade, e com sua fé chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos.
Maria é a figura de mulher livre e forte, que emerge do Evangelho, conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo, porque viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo, procurando sintonia plena com o Projeto do Pai.
Maria é a Virgem de Nazaré com uma missão única na história da salvação, concebendo, educando e acompanhando seu Filho até Seu sacrifício definitivo, acompanhando passo a passo, com a espada transpassando sua alma.
Maria é aquela a quem do alto da Cruz, Jesus Cristo confiou a Seus discípulos, representados por João, o dom da maternidade de Maria, que brota diretamente da hora pascal de Cristo: “E desse momento em diante, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19,27).
Maria alcançou, ao permanecer corajosamente aos pés da Cruz de Seu Filho, em comunhão profunda, entrar plenamente no Mistério da Aliança, e com ela, unida à plenitude dos tempos, chega-se ao cumprimento a esperança dos pobres e o desejo de salvação.
Maria, perseverando junto aos Apóstolos, à espera do Espírito, cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano, que a identifica profundamente.
Maria, como mãe de tantos, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a viverem como família, a família de Deus.
Maria nos favorece o encontro com o Cristo, com o Pai e com o Espírito Santo, e, da mesma forma, com os irmãos. E assim, como na família humana, a Igreja-família é gerada ao redor de uma mãe, que confere “alma” e ternura à convivência familiar.
Maria, Mãe da Igreja, além de modelo e paradigma da humanidade, é artífice de comunhão, e um dos eventos fundamentais da Igreja, é quando o “sim” brotou de Maria. Ela atrai multidões à comunhão com Jesus e Sua Igreja, como experimentamos nos santuários marianos.
Maria é Virgem e Mãe, assim como a Igreja também é mãe, de modo que esta visão mariana da Igreja é o melhor remédio para uma Igreja meramente funcional ou burocrática.
Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários, pois da mesma forma como deu à luz o Salvador do mundo, trouxe o Evangelho à nossa América.
Maria, no acontecimento em Guadalupe, presidiu, junto com o humilde João Diego, o Pentecostes que nos abriu aos dons do Espírito, e a partir desse momento, são incontáveis as comunidades que encontraram nela a inspiração mais próxima, para aprenderem como ser discípulos e missionários de Jesus.
Maria tem feito parte do caminhar de cada um de nossos povos, entrando profundamente no tecido de sua história e acolhendo as ações mais nobres e significativas de sua gente, o que nos cumula de alegria.
Maria, com seus diversos títulos e santuários espalhados por todo o Continente, é sinal de sua proximidade com pessoas e suas realidades, e, ao mesmo tempo, lugar da manifestação da fé e confiança que os devotos sentem por ela.
Maria brilha diante de nossos olhos como imagem acabada e fidelíssima do seguimento de Cristo, a seguidora mais radical de Cristo, de Seu magistério discipular e missionário.
Maria Santíssima, a Virgem pura e sem mancha, é para nós escola de fé, destinada a nos conduzir e a nos fortalecer no caminho que conduz ao encontro com o Criador do céu e da terra.
Maria, em sua escola permaneçamos, inspirados em seus ensinamentos, acolhendo e guardando dentro do coração as luzes que, por mandato divino, nos envia do alto.
Maria, que “conservava todas estas recordações e as meditava no coração”, nos ensina o primado da escuta da Palavra na vida do discípulo missionário.
Maria fala e pensa com a Palavra de Deus; a Palavra de Deus se faz a sua palavra e sua palavra nasce da Palavra de Deus e, além disso, assim se revela que seus pensamentos estão em sintonia com os pensamentos de Deus, que seu querer é um querer junto com Deus.
Maria está intimamente penetrada pela Palavra de Deus, e por isto se tornou Mãe da Palavra encarnada, e essa familiaridade com o Mistério de Jesus é facilitada pela reza do Rosário, onde: “o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de Seu amor.”
Maria ajuda a manter vivas as atitudes de atenção, de serviço, de entrega, solidariedade, gratuidade e fraternidade, que devem marcar a vida dos discípulos de seu amado Filho.
Maria nos ensina qual pedagogia para que todos na comunidade cristã,“sintam-se como em casa”, com atenção e acolhida do outro, especialmente se o outro é pobre ou necessitado.
Maria, presente em nossas comunidades, enriquece sempre a dimensão materna da Igreja e sua atitude acolhedora, para que ela seja “casa e escola da comunhão”, um espaço espiritual que prepara para a missão.
Ave Maria cheia de graça...
Livre adaptação dos parágrafos 266-272 da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe - Aparecida.
Servos do Bom Pastor
- Pelos que já combateram o bom combate da fé, como pastores do rebanho, e que hoje se encontram na glória de Deus.
Mães: discípulas do Divino Amor, Jesus
Mães: discípulas do Divino Amor, Jesus
Mães são necessárias discipulas missionárias do Senhor, discípulas do Divino Amor.
São aprendizes e educadoras para a construção de uma cultura de vida e de paz, que passa necessariamente pela vivência do Mandamento do Amor que nosso Senhor nos ordenou: “Amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei” (Jo 15,12).
Neste sentido, volto a algumas preciosas fontes da Igreja sobre o amor:
Assim os padres do deserto escreveram sobre o amor, a partir de um diálogo entre o mestre e seu discípulo:
“Perguntaram-lhe a um grande mestre:
Quando o amor é verdadeiro?
Quando é fiel – foi a resposta.
E quando é profundo?
Quando é sofredor – foi a resposta.
E como fala o amor?
A resposta foi:
O amor não fala.
O amor ama”.
Disse Santo Tomás de Aquino (séc. XII):
“Enquanto o amor humano tende a apossar-se do bem que encontra no seu objeto, o amor divino cria o bem na criatura amada."
Mais tarde, assim nos falou o Presbítero João da Cruz (séc. XVI), sobre o julgamento final:
“Ao entardecer desta vida, examinar-nos-ão no amor”.
Memoráveis, também, as palavras de Santa Teresinha do Menino Jesus (séc. XIX):
“Então, delirante de alegria, exclamei: Ó Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação: minha vocação é o amor. Sim, encontrei o meu lugar na Igreja, Tu me deste este lugar, meu Deus. No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo, e meu desejo se realizará”.
Concluindo, peçamos a Deus por todas as mães que, tendo vivido amor assim, estejam na glória Deus, brilhando como os justos no Reino do Pai, como nos prometeu o Senhor (Mt 13,43); e por aquelas que estão entre nós, que sejam sábias discípulas do Verbo, o Divino Amor que se fez Carne e habitou entre nós (cf. Jo 1,14).







