quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Em poucas palavras...

                                                                 


A Fraternidade Humana

“A Fraternidade leva-nos a abrirmo-nos ao Pai de todos e a ver no outro um irmão, uma irmã tá bom a glicar não,,?com quem partilhar a vida ou apoiar-se mutuamente para amar, para conhecer” (1)

 

 

(1)Papa Francisco – motivação para a Celebração do 1º Dia Internacional da Fraternidade Humana – 4 de fevereiro de 2021

Da impermeabilidade espiritual livrai-me, Senhor!

Da impermeabilidade espiritual livrai-me, Senhor!

O Evangelista São Marcos na passagem do Evangelho (Mc 6, 1-6) retrata a rejeição de Jesus por parte dos habitantes de Nazaré.

Incredulidade e estupefação diante de Jesus, Aquele que eles conheciam, tanto quanto à Sua família – eis a causa de tamanha perplexidade. A Palavra do Deus, que se Encarnou na pessoa de Jesus de Nazaré, não encontrou acolhida em seus corações.

Foram impermeáveis diante da Palavra, não se abrindo ao novo que Jesus veio trazer. Lá, Jesus pouco pode fazer devido à falta de fé somada à resistência.

Jesus experimentou, entre os Seus, o fechamento, a não abertura à perene novidade. Conviveu com a falta da gratuidade e da abertura à Sua proposta de vida e salvação.

É preciso acolher o Mistério de Deus em nossa vida; mistério por vezes invisível e inaudito - que precisa ser percebido em atenta escuta por ser sempre inédito. É preciso romper toda a barreira de preconceitos para perceber a manifestação de Deus em nossa vida.

Há que se tomar cuidado do perigo de uma enfermidade que também podemos ser acometidos: a impermeabilidade espiritual, que consiste em fechamento à ação da Palavra e do Amor de Deus em nossa vida.

Esta possível e indesejável impermeabilidade espiritual decorrente trará consigo outras funestas consequências: a esterilidade, a ausência da alegria, a falta do sentido da vida. Muitos problemas deixariam de existir se nos abríssemos à Palavra do Senhor com tempo de oração mais prolongado, revigorando nossas forças.

Jamais seremos capazes de quantificar o bem que Deus realiza e pode realizar em nossa vida. Depende de quanto afastamos quaisquer resquícios de impermeabilidade e rejeição A Sua Palavra e Pessoa; do quanto possamos nos distanciar do indiferentismo religioso.

Oremos:

Senhor, livrai-me de todo e qualquer fechamento à Vossa Palavra e vontade. Livrai-me de toda impermeabilidade espiritual, para que em meu coração esta Palavra, Semente de Vida e eternidade, possa cair e fecundar em gestos de amor e fraternidade, para a honra, glória e louvor Vosso. Amém.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

“Ó bem-aventurado São Brás”

 


“Ó bem-aventurado São Brás”

“Ó bem-aventurado São Brás, que recebeste de Deus o poder de proteger os homens contra as doenças da garganta e outros males, afastai de mim a doença que me aflige.

(Faça seu pedido)

Conservai a minha garganta sã e perfeita para que eu possa falar corretamente e assim proclamar e cantar os louvores de Deus.

Com a graça de Deus e com a Vossa ajuda, prometo esforçar-me, ó glorioso Mártir São Brás, para que a fala que sair da minha garganta seja sempre:

De verdade e não de mentira;
De justiça e não de calúnia;
De bondade e não de aspereza;
De compreensão e não de intransigência;

De perdão e não de condenação;
De desculpa e não de acusação;
De respeito e não de desacato;
De conciliação e não de intriga;

De calma e não de irritação;
De desapego e não de egoísmo;
De edificação e não de escândalo;
De ânimo e não de derrotismo;

De conformidade e não de lamúrias;
De amor e não de ódio;
De alegria e não de tristeza;
De fé e não de descrença;
De esperança e não de desespero.

São Brás intercedei diante de Deus por mim, por minha família e por todos os que sofrem dos males da garganta. Que por nossas palavras possamos bendizer a Deus e cantar os seus louvores.

São Brás, rogai por nós! (3 x)

Ó Deus, por intercessão de São Brás bispo e mártir, nos livre dos males da garganta e de toda e qualquer doença. Amém.” (1)

 

(1)   Autor desconhecido

 

A missão do Presbítero no cuidado do rebanho

                                                              

A missão do Presbítero no cuidado do rebanho

Reflexão a partir da passagem da Carta do Apóstolo Pedro (1Pd 5,1-4), sobre a missão dos Presbíteros junto ao rebanho que lhes foi confiado pela Igreja:

“Exorto aos presbíteros que estão entre vós, eu, presbítero como eles, testemunha dos sofrimentos de Cristo e participante da glória que será revelada: Sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós; cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso; não por torpe ganância, mas livremente; não como dominadores daqueles que vos foram confiados, mas antes, como modelos do rebanho. Assim, quando aparecer o Pastor Supremo, recebereis a coroa permanente da glória.”

Fundamental que o Ministério Presbiteral seja um salutar testemunho dos “sofrimentos de Cristo”, na esperança da participação de Sua “glória que será revelada”.

Quanto mais o Presbítero tiver maturidade e coragem de viver a dimensão Pascal do Ministério, aberto à graça divina, colocando sua fraqueza nas mãos divinas, mais fecundo este será, e a alegria Pascal tornar-se-á um testemunho notado e compartilhado por toda a comunidade a que serve.

Viver o Ministério na Dimensão Pascal, é viver intensamente o Mistério da Paixão e Morte do Senhor, para com Ele ressuscitar: morrer e ressuscitar todos os dias, e em todos os momentos.

Deste modo, poderá cuidar do rebanho e as exortações do Apóstolo se fazem sempre presentes em sua vida, em permanente vigilância e oração, até que mereça receber a “coroa permanente da glória”:

“sede pastores do rebanho de Deus, confiado a vós”;
- “cuidai dele, não por coação, mas de coração generoso;

- “ não por torpe ganância, mas livremente”;
- “não como dominadores daqueles que foram confiados, mas antes, como modelos do rebanho”

Note-se, que as tentações enfrentadas por Jesus no deserto, encontram-se implícitas nas palavras do Apóstolo, ou seja, as tentações do ter, poder e ser (acúmulo, domínio e privilégio, respectivamente).

Oremos por todos os Presbíteros, a fim de que as palavras do Apóstolo se façam presentes em seu Ministério, e assim, bem conduzam o rebanho do Senhor a eles confiado, contando sempre com a luz e a assistência do Espírito Santo.

Em poucas palavras...

 


Confiamos na força e o amor de Deus

“Como é errado ver Jesus numa dimensão puramente espiritual, como se sua ‘alma’ e sua ‘divindade’ tivessem habitado provisoriamente em um ‘corpo de homem, sem na realidade se ter unido a Ele; da mesma forma, é injusto pensar apenas na salvação da ‘alma’ ou do ‘corpo’, e não de toda a pessoa (pensamos em certas orações desencarnadas ou em algumas formas de fanatismo quase mágico, no angelismo ou no automatismo em relação aos sacramentos).

A cura e a ressurreição são um sinal para quem tem fé: na pessoa de Jesus (hoje nos sacramentos da Igreja) estão presentes entre nós o amor e a força de Deus.” (1)

 

(1) Comentário da Missal Cotidiano sobre a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 5,21-43) – Editora Paulus – 1998 – p. 716

Quando a vida se esvai, quando tudo parece o fim...

                        

Quando a vida se esvai, quando tudo parece o fim...

“Menina, levanta-te!”

Na Liturgia da quarta terça-feira do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 5,21-43), em que Jesus cura uma menina que estava nas últimas, e também uma mulher com hemorragia há doze anos.

Oportuno que nos voltemos para a passagem do Livro da Sabedoria (Sb 1,13-15; 2,23-24), composto um pouco antes da vinda de Jesus.

Trata-se de uma doutrina mais serena em relação aos mais antigos, e nos convida a contemplar o rosto de Deus, que ama a vida, e não é autor da morte – “Deus não fez a morte, nem tem prazer com a destruição dos vivos” (Sb 1,13). 

Ele, ao contrário, cria a vida e a entrega à humanidade, modelada à Sua imagem, e pronto a restaurá-la quando se encontra em perigo ou a se apagar – “Deus não criou o homem para que caísse na espiral do nada” (1).

Retomando a reflexão sobre a passagem do Evangelho, contemplemos, a partir da ação de Jesus, a ação de Deus que nos ama, cura, liberta e salva a humanidade, pois jamais se alegra com nosso sofrimento e morte. 

Acima de tudo, manifesta-se a ação divina, por meio de Jesus, o Verbo encarnado, a pleníssima revelação da onipotência e bondade de Deus para com quem se sente impossibilitado de viver, vendo a vida se esvair no sangue derramado daquela mulher ou nas forças exauridas daquela criança... Afinal, é próprio do Amor de Deus vir ao encontro de nosso sofrimento, fraqueza, limitações. É próprio do Amor de Deus intervir e tudo mudar, quando nada mais parece ter outra possibilidade.

A cura da mulher, meditada na perspectiva da fé: o sangue propriamente dito é a vida; a hemorragia, por sua vez, consiste na perda do sangue, logo, a perda da vida.

Entretanto, o Sangue do Senhor que jorrou no alto da Cruz, com Sua Ressurreição, tornou-se plenitude de vida para todo aquele que crê. Sangue jorrado que redime e nos devolve a vida.

Aquela mulher é a imagem de todos nós que, sem a intervenção divina, vemos nossa vida se esvair, nossas forças sendo subtraídas, nossos sonhos diminuídos, nossos propósitos retrocedidos, nossas utopias amareladas e ultrapassadas porque não mais mantêm e sustêm nossa fome de novos horizontes.

É também a imagem de todo aquele que somente em Deus tem a cura, o resgate, o reencontro, a redefinição de rumos, o revitalizar dos passos, o revigorar das forças, o renascimento dos compromissos com a vida, o imprescindível cultivar das virtudes que nos movem e nos direcionam, as delicadas e indescritíveis sementes da fé, esperança e caridade.

Aquela criança, que tida como morta, diante da Palavra do Senhor recupera a vida – “Menina, Eu te digo, levanta-te”. Diante do Senhor a morte se curvou, tudo se dobrou diante de Sua presença. Deus tem sempre a última Palavra, porque Ele é a Palavra.

A menina que nunca vimos somos nós mesmos que a cada dia escutamos Deus falar no mais profundo de nós as mesmas palavras...

Quantas vezes, vimos sonhos morrerem para novos e melhores nascerem. Quantas vezes projetos desmoronados para outros, de qualidade incomparável, aparecer.

Quantas vezes, quando tudo parecia nada, redução de cinzas fúnebres, a semente da fé brotou para que visse a esperança se transfigurar e se materializar em atos indispensáveis de amor! 

Assim é o amor de Deus: devolve-nos vida, porque é a Fonte da Vida e vida Plena (Jo 10,10), e nos chama, constantemente à vida, do princípio ao fim, na Sagrada Escritura – “... quem participa do Cristo, participa da vida. Por Cristo e pela Sua Ressurreição, quem crê, mesmo sabendo que deve morrer, vê a morte como um momento para passar a uma vida sem fim. A morte se torna ‘passagem’. Assume assim o caráter pascal de vitória.” (2) 

Oportunas as palavras de São Francisco de Assis – “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã morte corporal, da qual nenhum homem vivo pode escapar”. (3) 

Coloquemo-nos no lugar da mulher e da criança e não seremos mais os mesmos, pois é próprio do Amor de Deus não nos permitir encurvados, derrotados, inertes, mórbidos, mortos. 

Deste modo, Deus pode realizar maravilhas em nossa vida, mas é preciso que tenhamos fé na onipotência divina, e, também, ressalte-se, que não podemos transferir para Ele nossa responsabilidade, cuidando e promovendo a vida, com recursos necessários, bem como o acesso para todos, sobretudo para os mais vulneráveis. 

A fé cristã jamais dispensa nossos sagrados compromissos no amor e cuidado com a vida, tanto das pessoas como de nosso planeta, nossa Casa Comum. 

Deus por Seu amor, pela prática de Jesus, nos recria, para vivermos como templos do Seu Espírito.

Coloquemo-nos no lugar da mulher e da criança, e não mais os mesmos seremos. Pois, é próprio do Amor de Deus não nos permitir encurvados, derrotados, inertes, mórbidos, mortos... É próprio de Seu Amor nos recriar, reviver a cada instante, e nada pode se antepor ao amor de Deus por nós.

 Oremos: 

“Ó Deus, pela Vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da Vossa verdade. Por N.S.J.C. Amém.”

 

(1) Missal Dominical – Editora Paulus – 1995 – p.945           
(2) (3) idem – p.946    

São Brás, rogai por nós!

                                                           

São Brás, rogai por nós!

Segundo a tradição, São Brás foi um bispo cristão de Sebaste (séc. IV), na Armênia (atualmente na Turquia), durante o império Romano, e sua memória é celebrada no dia 03 de fevereiro.

A devoção a ele cresceu ao longo dos séculos na tradição católica, e ele é frequentemente invocado para proteção contra problemas de garganta. Por isso, neste dia, muitos vão à Igreja em busca da "Bênção de São Brás", a bênção da garganta, para sua proteção e saúde.

São Brás, Bispo e Mártir, segundo a Tradição, morreu martirizado, durante as perseguições aos cristãos ordenadas pelo imperador Licínio.

Conta-se que foi preso e torturado por se recusar a renunciar à sua fé cristã. Em um dos relatos mais comuns, consta que ele foi flagelado com pentes de ferro (um tipo de tortura cruel) e, por fim decapitado.

Em uma das histórias, narra-se que, durante sua prisão, enquanto era levado para a execução, curou um menino que estava sufocando devido a uma espinha de peixe presa na garganta. Daí decorre a associação ao seu cuidado das doenças da garganta.

Recebamos a bênção tão necessária, mas também roguemos a Deus para que tenhamos a serenidade, coragem e amor pela Igreja, assim como o fez São Brás no testemunho de sua fé.

Roguemos a Deus, para que em todo o tempo, jamais vacilemos na fé, tampouco esmoreçamos na esperança, de tal modo que também não seja apagada a chama da caridade em nosso coração.

Supliquemos a Deus a força necessária para a resistência nas tentações, paciência nas tribulações e sentimento de gratidão na prosperidade.

Apresento Orações apropriadas:

Oremos:

- "Ó glorioso São Brás que restituístes, com uma breve oração, a perfeita saúde de um menino que, por uma espinha de peixe atravessada na garganta, esteve prestes a expirar, obtendo para nós todos, a graça de experimentarmos a eficácia do vosso patrocínio em todos os males da garganta. 

Conservai a nossa garganta sã e perfeita para que possamos falar corretamente e assim proclamar e cantar os louvores de Deus. Amém!"

- "Senhor, pelos méritos de São Brás, peço-Vos por minha saúde e, especialmente, que me liberteis dos males da garganta.

Rogo-Vos, também, por minha vida espiritual. Liberta-me da preguiça na oração, pois é a única maneira de manter-me sempre unido a Deus. São Brás rogai por nós. Amém.”

Finalmente, a fórmula da bênção mais conhecida e rezada ao celebrar sua Memória:

Por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livre-te
Deus do mal da garganta e de qualquer outra doença.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém”.
 

São Brás, rogai por nós!

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG