domingo, 4 de janeiro de 2026
A Evangelização: lançar as redes em águas mais profundas
Aprendamos com a Mãe do Redentor
Aprendamos com a Mãe do Redentor
“Ó Maria, aurora de um mundo novo, vem
nos ensinar a acolher, a celebrar e a testemunhar!”
Viver é um eterno aprendizado. Haverá sempre algo a ser reaprendido, uma vez que algumas coisas são passíveis de mudança, carregando em si o germe da superação, adaptação e atualização.
Precisamos rever sempre o que devemos aprender e reaprender, bem como, com que podemos aprender e reaprender.
A história tem seus mestres que não ousaram simultaneamente o discipulado, cientes de que em cada mestre há um discípulo, um eterno aprendiz.
Mas, quem melhor do que tu, ó Maria para nos ensinar?
Conversemos com Maria:
Contigo, ó Maria, o aprendizado é eterno, jamais se esgota, para quem se colocou na perspectiva de aprender e reaprender.
Falaste o que praticaste, praticaste o que ensinaste, portanto, quem melhor do que tu, ó Maria para nos ensinar a aprender e reaprender:
- O que ainda não conhecemos?
- Aquilo que nos possibilita ser melhor?
- O que, eventualmente, possamos ter escondido, ou condenado à inatividade, ao esquecimento, às cavernas escuras que possuímos?
- O essencial que nos acompanha por toda a vida e outras que só descobriremos na outra vida?
Contigo, aprendemos a contemplar os lírios do campo e os pássaros; aprendemos a beleza de uma vida frugal, simples e a confiança na providência divina, como aprendeste com o Mestre e Salvador, teu Filho.
Contigo, olhamos para as crianças e aprendemos a simplicidade, a pureza, a confiança, a sinceridade…
Reaprendemos a sonhar, a romper a barreira do que é aparentemente impossível, renovando a energia e a vitalidade, num incansável se consumir, na certeza de que em apenas algumas horas, tudo será possível repetir.
Como um coração de criança, as tantas preocupações não lhe roubam a possibilidade de melhor viver e se divertir.
Contigo renovamos nosso olhar para com os mais vividos e aprendemos a valorizar suas histórias vividas, sem imputar-lhes censuras, mas com a paciência necessária, ouvir e acolher aquilo que ainda faz sentido para repensar o nosso existir.
Aprendemos que cabelos brancos não vieram por acaso, devem no mínimo expressar a ousadia de ter vivido, a vida ter enfrentado, com a morte e o fim se defrontado incansavelmente. Aprendemos com suas histórias, seus erros e acertos...
Contigo, poetisa de Deus, aprendemos a sonhar, reencantar, nas entrelinhas das palavras, beleza diferente saborear.
Aprendemos com o teu olhar que a frieza e a dureza de uma pedra podem ser a consistência e a firmeza que tanto buscamos.
Ensinas os místicos que se elevam com a fumaça do incenso, saindo da mesmice do cotidiano, fazendo subida e mergulho no Mistério do Absoluto.
Contigo, Ó Maria aprendemos a colocar acima de tudo a vontade divina, para que melhor saibamos crescer e dominar o universo, sem o imperdoável esgotamento de suas riquezas.
Reaprendemos que dominar o planeta, o universo não é sinônimo de prepotência, uso inconsequente das riquezas que em nossas mãos foram colocadas.
Contigo, Rainha da Paz, aprendemos que a humanidade deve pôr fim às guerras, para que não aconteça o inverso.
Quem melhor do que tu para nos ensinar a linguagem do Espírito, que é a linguagem do amor, que une povos e nações?
Contigo, que sabes falar as línguas de todos os povos, mais que reaprender regras ortográficas anunciadas, podemos aprender a verdadeira e indispensável comunicação que é a relação pessoal, diálogo, conversas edificantes: com trema ou sem trema, com hífen ou sem hífen, com acento ou não…
Quem melhor que tu, cantora da esperança dos pobres, para nos ajudar a reaprender com os utópicos e militantes que não se curvam à ditadura, que outro mundo é possível?
Contigo temos que tomar consciência de que a inevitável globalização tem seus aspectos positivos, que não podem ser negados (comunicação, locomoção, maiores acessos em todos os sentidos, agilidade, mais informações, a informatização, a virtualidade etc.), mas que há ainda algo que contigo podemos aprender: globalizar as possibilidades, superar disparidades e desigualdades, numa palavra, globalizar a solidariedade.
Quem melhor que tu para nos ensinar a aprender com os recuos das ondas, que fazem de cada recuo um ponto para um novo avanço, uma nova etapa...?
Oremos:
Ó Maria, quem melhor do que tu para nos ajudar a reaprender:
- que a vida é muito mais que a materialidade vista?
- sobre naturalidade da vida, em sadia espiritualidade, no encontro com o Absoluto – Deus?
- os princípios vitais de toda pessoa: amor, verdade, justiça e liberdade?
Ó como é bom aprender contigo,
Mãe e Mestra, Mãe do Redentor. Amém.
“Ave Maria, cheia de graça...”
Epifania: Jesus é o Salvador de todos os povos (Homilia - Epifania)
Deste modo, as diferenças existentes são legítimas e são complemento da riqueza comum e jamais motivo para manifestação de indiferença e afastamento mútuo.
Esta é a imagem da Igreja, uma família de irmãos e irmãs, constituída de pessoas de todas as nações e raças, em adesão incondicional ao Senhor.
É esta a grande e inesgotável riqueza da Solenidade da Epifania que celebramos: Jesus Se revela a nós como Salvador de todos os povos; é a estrela que guia e ilumina nossos caminhos.
Somente Deus possui brilho incessante, porque o Amor é a Luz que resplandece eternamente no coração de quem busca e encontra, e que encontrando ainda falta tudo para encontrá-Lo, porque Deus é para nós um Mistério inesgotável de Amor.
O ano está apenas começando.
O melhor de nós para o Menino Jesus (Epifania)
A Evangelização nos desafia: É tempo de sermos epifânicos! (Epifania do Senhor)
Luz de todos os povos, iluminai-nos! (Epifania)
Em poucas palavras... (Epifania)
Cristo, o Messias, Filho de Deus e Salvador
“A Epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e salvador do mundo.
Juntamente com o batismo de Jesus no Jordão e as bodas de
Caná (Liturgia das Horas), a Epifania celebra a adoração de Jesus pelos «magos»
vindos do Oriente (Mt 2,1).
Nestes «magos», representantes das religiões pagãs
circunvizinhas, o Evangelho vê as primícias das nações, que acolhem a Boa-Nova
da salvação pela Encarnação.
A vinda dos magos a Jerusalém, para «adorar o rei dos judeus» (Mt
2,2), mostra que eles procuram em Israel, à luz messiânica da estrela de David
(Nm 24,17; Ap 22,16), Aquele que será o rei das nações (Nm 24,17-19).
A sua vinda significa que os pagãos não podem descobrir Jesus e
adorá-Lo como Filho de Deus e Salvador do mundo, senão voltando-se para os
Judeus (Jo 4,22) e recebendo deles a sua promessa messiânica, tal como está
contida no Antigo Testamento (Mt 2,4-6).
A Epifania manifesta que «todos os povos entram na família dos
patriarcas» (Papa São Leão Magno) e adquire a « israelitica
dignitas» – a dignidade própria do povo eleito (3ª Oração da Vigília Pascal).” (1)
(1)
Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 528







