quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Saibamos ouvir a voz do Amor

                                                                    


Saibamos ouvir a voz do Amor

“Quando se escuta a voz do Amor,
o mundo torna-se melhor e mais belo.
É o mundo dos botões que florescem,
do canto dos passarinhos, da vida que triunfa.”

O que falar mais sobre o Livro do Cântico dos Cânticos, uma das mais belas literaturas do mundo?

Qual outro livro do Antigo Testamento tenha fascinado tanto a alma dos cristãos e não cristãos como este poema que exalta o amor entre um jovem e a sua encantadora e tão bela noiva?

Que releitura mais bela poderia ter sido feita a Igreja, do que temos retratada neste maravilhoso Livro da Sagrada Escritura, num sentido místico e espiritual?

As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo; ainda que alguém desse todos os bens de sua casa pelo amor, certamente o desprezariam.” (Ct 8, 7). 

Como não ver a figura dos noivos enamorados, apaixonados, num amor que é mais forte do que a morte, que rios de água não podem conter: a relação de Cristo e a Sua Igreja?

Ontem o Amado foi fecundado pelo Amor como obra do Amante no ventre de Maria, rememorando as palavras de Santo Agostinho.

O Amado vem sempre ao nosso encontro, e quer ser acolhido num coração que foi fecundado no silêncio, na Oração, no esforço de conversão, com novenas, renúncias, aberturas, transformação...

Vem em cada Natal que celebramos, e quer conosco uma relação de sedução, amor, encanto, apaixonamento, porque Deus não sabe outro modo conosco Se relacionar.

Veio, vem e virá sempre e será acolhido, porque aqueles que O desejam e O procuram, procuram e O desejam, amam e O encontram, encontram e o amam, como nos ensinaram os Santos da Igreja.

Escutemos a voz do Amor e Sua mensagem de vida, paz, alegria, fraternidade e salvação do mundo, na mais perfeita e desejada sintonia, para que cresçamos em alegria e amor profundos.

Cessem os ruídos ensurdecedores! Silêncio saibamos fazer para a escuta da voz do Amante, Amado e Amor, que inseparáveis sendo, também não Se separam de cada um de nós.

O Senhor quer comunicar, a quem tem ânsias de amor e de eternidade, uma alegre notícia: deixemos toda a tristeza, eliminemos prantos, luto e lamento. 

Com o Amor, tudo fica melhor mais belo!

A voz de Jesus, que um dia foi Menino e, crescendo em tamanho e sabedoria e graça diante de Deus, por amor a cada um de nós a vida entregou, padeceu e na Cruz morreu, na glória entrou: Ressuscitou!

Vem Senhor Jesus – Maranathá!
Vem Senhor Jesus – Aleluia!

“Em atenção à Tua Palavra...”

                                                    


“Em atenção à Tua Palavra...”

Avançando para águas mais profundas, como nos manda o Senhor (cf. Lc 5,1-11), continuamos nossas atividades na ação evangelizadora, sempre com amor, zelo e alegria; inspirados e motivados em viver o Projeto que Ele nos apresentou no Sermão da Montanha (cf. Mt 5,1-12), para que, na planície do cotidiano, sal da terra e luz no mundo sejamos.

Fiel é o Senhor no cumprimento de Sua Palavra: depois de uma noite sem nada pescar, Ele convida os discípulos a lançarem a rede, e Simão responde: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à Tua palavra, vou lançar as redes” (Lc 5,5). As redes foram puxadas, e havia tamanha quantidade de peixes que elas se romperam. Assim também acontece conosco, quando vivemos a fidelidade ao Senhor.

Confiantes na Palavra do Senhor, que jamais nos decepciona, cuidemos do fortalecimento das diversas pastorais, bem como o nascimento de outras; fortalecendo também os movimentos e serviços, sempre com as redes cheias, porque muitos foram e são os agentes de pastoral que somam nesta missão, com dedicação, fidelidade, empenho e renovado compromisso pela graça do batismo, como profetas, sacerdotes e reis.

Que o Espírito do Senhor, o verdadeiro protagonista da evangelização, continue repousando sobre nós, pois bem sabemos que somos apenas Seus instrumentos: se a Ele nos abrirmos, confiantes em Sua Palavra, nossas redes estarão sempre cheias, e teremos sempre a alegria dos sinais do Reino de Deus diante de nossos olhos, fazendo pulsar mais forte e transbordar de alegria o nosso coração.

Contemos com a presença e intercessão de Maria, a Estrela da evangelização, em nossos trabalhos, de modo que jamais nos esqueçamos de suas palavras: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5), pois somente assim, a certeza de vinho novo e pescas abundantes.

Crer e viver a Eucaristia que celebramos no altar

 


Crer e viver a Eucaristia que celebramos no altar

A Comunidade do Ressuscitado que se encontra para Celebrar a Eucaristia, deve fazê-lo apaixonadamente, crer piamente no que se celebra para que se possa viver intensamente.

Assim era a comunidade dos coríntios que celebrava a Eucaristia durante o ágape (= caridade), festim de amizade, com o objetivo de  cimentar a fraternidade da comunidade.

No entanto, este ágape muitas vezes divide a comunidade por força do egoísmo dos participantes, o que levou o apóstolo Paulo a recordar que o aspecto comunitário e o aspecto sacrificial devem ser dignamente avaliados, a fim de que não se dissociem: a Eucaristia não é só festim, mas também encontro comunitário com Cristo em Seu sacrifício.

Ao celebrar a Eucaristia, faz-se a Memória da morte de Cristo e exprime a certeza de que Ele enfrentou a morte em perfeita obediência ao Pai.

Afirma-se e solidifica a decisão de seguir a Jesus Cristo no mesmo caminho de obediência e amor incondicionais ao Pai, ou seja “faz-se corpo” com Ele, viver com e como Ele, alimentar-se d’Ele, a fim de que nos comprometamos com o Reino e alcancemos a vida eterna.

Tão somente assim, seremos peregrinos da esperança, nutridos pela Eucaristia, fonte e ápice de toda a vida cristã, edificando uma Igreja Sinodal, fortalecendo os vínculos da participação e comunhão fraterna.

Oremos:

“Ó Deus, ao participarmos da alegria da salvação que encheu de júbilo são Mateus, recebendo o Salvador em sua casa, concedei sejamos sempre refeitos à mesa d’Aquele que veio chamar à salvação não os justos, mas os pecadores. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”

 

PS: Fonte - Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1270 – Comentário da passagem  (1 Cor 11,17-26.33)

"Muito obrigado"

                                                      


"Muito obrigado"

Sejamos enriquecidos pelo “Tratado sobre Gratidão”, de Santo Tomás de Aquino: 

"A gratidão se compõe de diversos graus. O primeiro consiste em reconhecer (ut recognoscat) o benefício recebido; o segundo, em louvar e dar graças (ut gratias agat); o terceiro, em retribuir (ut retribuat) de acordo com suas possibilidades e segundo as circunstâncias mais oportunas de tempo e lugar" (II-II, 107, 2, c).

São os três níveis assim compreendidos:

O nível superficial: reconhecimento intelectual, cerebral;

O nível intermediário: agradecimento, dar graças a alguém por aquilo que esse alguém fez por nós; 

O nível mais profundo: retribuição, vínculo, quando nos sentirmos vinculados e comprometidos com as pessoas.

O nível mais difícil, o terceiro, o “obrigado”, deve ser compreendido assim: “Fico-vos obrigado”; “Fico obrigado perante vós”; “Fico vinculado perante vós”. Sentimos a necessidade de corresponder ao outro.

Sendo assim, quando dizemos “obrigado” a alguém, não basta o reconhecimento, ou o dar graças, é preciso o estabelecimento de um vínculo de comprometimento e resposta ao bem recebido.

Em relação a Deus, quando dizemos “obrigado, ó Deus”, reconhecemos que somente Deus é Deus e nós somos criaturas d’Ele, do qual tudo nos vem e tudo nos é concedido. Não apenas reconhecemos, mas damos graças aos bens que Ele nos concede e sentimos necessidade de correspondência ao bem que nos fez. Quanto mais profundo for nosso obrigado, maior será nossa necessidade de correspondência.

Dizer obrigado a Deus é sentir a necessidade de fazer algo bom para Ele e Suas criaturas, inseparavelmente.

O “obrigado” a Deus, que sai de nossos lábios, pede, de cada um de nós, renovação de sagrados compromissos com Ele e com Suas criaturas, colocando em comum o melhor que temos e possuímos, para que toda a vida seja melhor, em todos os seus âmbitos e sentidos. 

Em poucas palavras...

                           


A garantia da justiça social

“A sociedade garante a justiça social, quando realiza as condições que permitem às associações e aos indivíduos obterem o que lhes é devido, segundo a sua natureza e vocação. A justiça social está ligada ao bem comum e ao exercício da autoridade.”

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1928.

Em poucas palavras...

                                                


Nossa intimidade com Cristo

“A pertença a Cristo implica uma ruptura, pois determina uma opção...

A intimidade com Cristo torna-se comunhão e alimenta uma fé capaz de transportar montanhas.”

 

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus -  da passagem (1 Cor 7,25-31) – pág. 1252

Em poucas palavras...

                                                 


A fé é vida de amor

“A razão é que a fé não é só um relacionamento pessoal com Cristo, mas um relacionamento comunitário. Se escandalizo o irmão, ofendo a Cristo. A fé é vida de amor!”  (1)

 

(1)        Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 1258 - passagem bíblica  - 1 Cor 8,1b-7.11-13

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