domingo, 29 de junho de 2025

"E vós, quem dizeis que Eu Sou?"

                                                            

"E vós, quem dizeis que Eu Sou?" 

Uma pergunta que Jesus fez aos discípulos e que ressoa, permanentemente, em nosso coração: “E vós, quem dizeis que Eu Sou?” (Lc 9,20).

Pedro deu sua resposta, contando com a revelação divina, como o próprio Senhor o disse: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

O Apóstolo Paulo também deu a Cristo incontáveis nomes, como nos falou o Bispo São Gregório de Nissa, no século IV:

- Virtude de Deus
- Sabedoria de Deus
- Paz
- Luz inacessível onde Deus habita
- Expiação
- Redenção
- Máximo Sacerdote e Páscoa
- Propiciação pelas almas
- Esplendor da glória
- Figura de sua substância
- Criador dos séculos
- Alimento e Bebidas espirituais
- Pedra
- Água
- Fundamento da fé
- Pedra angular
- Imagem do Deus invisível
- Grande Deus
- Cabeça do Corpo da Igreja
- Primogênito da nova criação
- Primícias dos que adormeceram
- Primogênito entre os mortos
- Primogênito entre muitos irmãos
- Mediador entre Deus e os homens
- Filho Unigênito coroado de glória e de honra
- Senhor da glória
- Princípio das coisas
- Rei da Justiça
- Rei da Paz
- Rei de tudo
- Possuidor do domínio sobre o Reino que não tem limite. (1)

O Papa São Paulo VI, em memorável Homilia em Manila (1970), também nos presenteou com estas palavras: “Jesus é o centro da história e do universo.Ele nos conhece e ama, é o companheiro e o amigo em nossa vida, o homem das dores e da esperança.

Ele é quem de novo virá, para ser o nosso juiz, mas também – como confiamos – a eterna plenitude da vida e nossa felicidade.
Jamais cessarei de falar sobre Ele.

Ele é a luz, é a verdade, mais ainda, é o Caminho, a Verdade e a Vida. É o Pão e a Fonte de água viva, saciando a nossa fome e a sede. É o Pastor, o guia, o modelo, a nossa força, o nosso irmão.

Assim como nós, mais até do que nós, Ele foi pequenino, pobre, humilhado, trabalhador, oprimido, sofredor.

Em nosso favor, falou, fez milagres, fundou Novo Reino onde os pobres são felizes, onde a paz é a origem da vida em comum, onde são exaltados e consolados os de coração puro e os que choram, onde são saciados os que têm fome de justiça, onde podem os pecadores encontrar perdão e onde todos se reconhecem como irmãos (…)

Cristo Jesus é o princípio e o fim, o alfa e o ômega, o Rei do mundo novo, a misteriosa e suprema razão da história humana e de nosso destino. É Ele o mediador e como que a ponte entre a terra e o céu.

É Ele, o Filho do Homem, maior e mais perfeito do que todos por ser o eterno, o infinito, Filho de Deus e Filho de Maria, bendita entre as mulheres, Sua mãe segundo a carne, nossa mãe pela comunhão com o Espírito do Corpo Místico.

Jesus Cristo, não vos esqueçais, é a nossa inalterável pregação.

Queremos ouvir Seu nome até os confins da terra e por todos os séculos dos séculos!” (2)

Procuremos a resposta que nos fale ao coração. Porém, mais do que respostas que possam ser acrescentadas, urge que cristãos o sejamos, de fato!

Urge conhecer Seu Nome e, muito mais do que isto, amar profundamente Sua Pessoa, assumir Seu projeto de vida, a nós apresentada com a Boa Notícia do Reino por Ele inaugurado.

Urge, também, mais do que nunca, um encontro pessoal, intimo e sincero com o Senhor, bem como estabelecer, amadurecer e aprofundar nossas relações sinceras de amor com Ele e com nosso próximo, até que Deus seja tudo em todos. Amém.


(1) Liturgia das Horas - vol. III - pp. 351-352
(2) Liturgia das Horas - Vol. III – pp. 376-377

Somente o Senhor tem Palavra de Vida Eterna

                                                               

Somente o Senhor tem Palavra de Vida Eterna

“Nós cremos e reconhecemos
que és o Santo de Deus”

A pergunta que Jesus faz aos discípulos no Evangelho de São João, quando muitos começaram a deixá-Lo, depois de ter multiplicado pães, saciado a fome da multidão: “Não quereis também vós partir?” (Jo 6,67), também é dirigida a nós.

Seja a nossa resposta como a resposta de Pedro: “Senhor, a quem iremos? Tens Palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que és o Santo de Deus” (Jo 6,68-69).

Aprofundemos um tema muito oportuno e necessário: por que seguimos o Senhor Jesus?

Para que sejamos autênticos discípulos missionários do Senhor, há algumas exigências imprescindíveis: encontrá-Lo, fascinar-se por Ele, acolher no mais profundo de nosso coração a sua Boa Nova, para que no mundo sejamos esplendor da verdade. Sem paixão pelo Senhor não há discipulado, missão, profecia, evangelização.

Procuremos dar nossa resposta ao Senhor que não se preocupa com a quantidade dos que O segue, mas com a qualidade e a sinceridade daquele que se põe a caminho com Ele.

Seguir o Senhor exige de nós constantes renúncias para que, na liberdade, no despojamento e na fidelidade, carreguemos com fé nossa cruz cotidiana, dando testemunho da vitória do Ressuscitado, tornando-nos inúteis servos d’Ele, depois de muito ter feito.

Como Pedro, queremos seguir o Senhor, pois somente Ele tem a Palavra que ilumina nossa vida, ao mesmo tempo nos alimenta em todos os momentos, sobretudo nos momentos mais adversos e mais sombrios, que são contingências do existir.

Queremos seguir o Senhor, porque além da Palavra Ele se tornou Pão de Imortalidade em cada Eucaristia que celebramos; Pão que nutre, revitaliza, nos encoraja a não cruzar os braços, para que construamos um mundo mais belo, fraterno, feliz, como Deus assim o quis, e está gravado nas Sagradas Escrituras, do Gênesis ao Apocalipse.

O Senhor é, de fato, o único Caminho que nos conduz a Deus, porque Se fez a Verdade que nos liberta; e Ele veio para que todos tenhamos vida plenamente (Jo 10,10).  

Comprometidos com o Senhor e com o Reino da Vida, aprofundemos nossa fé e o que a Lei Divina nos pede no Decálogo, num processo de catequese permanente.

Também não podemos, como discípulos missionários, nos omitir no campo vasto e complicado da política para que ela seja expressão sublime de caridade na promoção do bem comum.

Renovemos nossa alegria em amar e servir o Senhor e à sua Igreja, como servidores do Reino, administradores dos Sagrados Mistérios que Ele mesmo nos confia (1Cor 4, 1-2).

O discípulo de Jesus jamais se acomoda diante da realidade e dos desafios, mas numa fé autêntica, incomoda-se, com confiança, sem ficar perturbado, mas com lucidez, sabedoria e o sopro do Espírito para redescobrir novos caminhos e, sempre atento à Palavra do Senhor, avançar em águas mais profundas.

Não há melhor escolha, não há melhor resposta: Somente Ele tem Palavra de Vida Eterna. Amém.

Em poucas palavras...

                                              


Saudação do Apóstolo Pedro

“Irmãos eleitos segundo a presciência de Deus Pai, pela santificação do Espírito para obedecer a Jesus Cristo e participar da bênção e da aspersão do seu sangue, graça e paz vos sejam concedidas abundantemente” (1)

  

(1)            1 Pd 1,1-2

Conduzi-nos, Senhor...

                                                            

Conduzi-nos, Senhor...

“A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna.
Nós cremos firmemente e reconhecemos que Tu és o Santo de Deus”
(Jo 6,68-69).

Concedei-nos, Senhor,  consciência e lucidez intensa e profunda
para uma participação ativa, piedosa e frutuosa no Banquete da Eucaristia.

Fortalecei, Senhor, nossa adesão pessoal a Jesus, o Pão da Palavra e da Vida,
Para que os pensamentos e sentimentos do nosso coração sejam como os Vossos.

Também seja verdadeira e frutuosa a nossa recepção de todos os Sacramentos,
E, assim, reafirmarmos e renovarmos compromisso no Vosso  seguimento.

Ajudai-nos, Senhor, no caminho de conversão para fraternas e sinceras relações com os outros,
Na vivência dos amores inseparáveis: amor a Deus e ao nosso próximo.

Conduzi-nos, Senhor, no caminho da verdade e da justiça,
Do amor e da fidelidade, para que mereçamos alcançar a glória eterna. Amém.

Em poucas palavras...

                                                


Pedro e Paulo segundo a Liturgia bizantina 

“Eles são as asas do conhecimento de Deus que percorreram voando os confins da terra e se levantaram até o céu; são as mãos do Evangelho da graça, os pés da verdade do anúncio, os rios da sabedoria, os braços da cruz”.

 

Exortações Paulinas para o discipulado

 


Exortações Paulinas para o discipulado

Apóstolo Paulo, verdadeiramente um ministro de Deus: firmeza nas tribulações, inúmeras virtudes que acompanham sua vida apostólica, e fidelidade e paixão pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tudo isto, e muito mais, encontramos em suas Cartas na Sagrada Escritura, como podemos conferir na 2ª Carta aos Coríntios (2 Cor 6,1-10; 7,5): – “Em verdade, quando chegamos à Macedônia, nossa carne não teve repouso algum, mas sofremos toda espécie de tribulação: por fora, luta; por dentro, temores.” 

Suas palavras penetram as entranhas de nosso coração: – “Irmãos, como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, pois Ele diz:’ No momento favorável, Eu te ouvi e no dia da salvação, Eu te socorri.”(2 Co 6,1).

Enriquecidos sejamos pelo comentário do Missal Cotidiano:

“‘Não deixeis escapar o momento favorável’. Vivemos em ambiente ofuscado e aturdido pela publicidade. Na rua ou em casa, é toda uma sequência de flashs, imagens e vozes que propiciam centenas de ocasiões ‘únicas’.

Em meio a esse alarido, chega-nos hoje a voz do apóstolo: ‘Não recebais em vão a graça! Hoje é o dia!’ Corre o risco de chegar deslocada, se a recebermos no mesmo plano das outras ‘vozes’ que desde cedo quase nos tomam de assalto.

‘Trazia todas estas coisas guardadas no coração’ (Lc 2, 51). É uma característica de Maria, viver em plenitude o momento presente, captando-lhe a profundeza.

A eternidade não está espalhada em migalhas de tempo, porém toda concentrada no momento presente. Cada instante é completo, porque cheio da presença de Deus. Viver intensamente o hoje é antiga sabedoria cristã.” (1)

Oremos:

“Ó Deus, força daqueles que esperam em Vós, sede favorável ao nosso apelo, e como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da Vossa graça, para que possamos querer e agir conforme Vossa vontade, seguindo os Vossos Mandamentos. Por N.S.J.C. Amém.” (2) 

 

(1) Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem 2 Cor 6,1-10) – Editora Paulus – p.901

(2)Oração do dia – 12ª Semana do Tempo Comum

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”

                                                          

“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”

No dia 22 de fevereiro, celebramos a Festa da Cátedra de São Pedro Apóstolo, e ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 16, 13-19), em que Jesus pergunta aos discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” e “E vós, quem dizeis que  Eu sou?” (Mt 16,13.15).

Na passagem do Livro dos Atos dos Apóstolos (At 2,1-11), vemos como Deus cuida daqueles que chamou; ama e envia, a partir de Sua ação em favor do Apóstolo Pedro.

O Apóstolo conta com uma comunidade solidária e solícita na oração; unida na alegria e na dor; na perseguição e na vitória. Como é necessária a Oração da comunidade em favor daqueles que dela cuidam!

Contemplamos, assim, o caminho feito por Pedro, que em muito se assemelha ao d’Aquele pelo qual teve o coração seduzido: Jesus.

Assim como Pedro negara três vezes na morte do Redentor, por três vezes teve que responder a inquietante interrogação de Nosso Senhor: “Pedro tu me amas mais do que estes?”. Ontem Pedro. Hoje, o Papa Leão XIV é aquele que continua a missão do Senhor.

Os discípulos de Jesus devem testemunhar, com sinceridade e coragem, os valores que acreditam, contra todas as dificuldades, incompreensões, perseguições, calúnias.

Bem disse o Senhor – “Bem aventurados sois vós quando vos injuriarem, caluniarem, perseguirem e disserem todo nome por causa de mim. Alegrai-vos e regozijai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus”( Mt 5,11-12), e ainda: “Não temais pequeno rebanho do meu Pai...”(Lc 12,32).

A passagem é muito mais que uma descrição histórica, é uma catequese de como Deus cuida de Sua Igreja, de modo que as portas do inferno não prevalecerão contra ela, como bem foi dito no Evangelho pelo Senhor. É como um selo da autenticidade da missão dos Discípulos Missionários do Senhor.

Voltando à passagem do Evangelho, temos a interrogação de Jesus sobre a Sua identidade.

Não se trata de conferir índice de ibope, mas a compreensão da Sua verdadeira identidade para que configure Seus discípulos a Ele.

Que saibam a quem segue, e a quem vão testemunhar, e respostas superficiais e inconsequentes não agradam o Coração do Senhor. Pedro, pela revelação divina, dá a verdadeira resposta “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo...”

A Pedro são confiadas as chaves, não para ser guardião das portas dos céus, mas para conduzir, organizar, orientar o rebanho do Senhor a Ele confiado. Esta é a sua missão. Esta é a missão de nosso Papa, a quem não devemos poupar Orações.

Reflitamos:

- Qual é o lugar que Jesus ocupa em nossa existência?
- O que o Apóstolo Pedro tem a nos ensinar?

- O que o Apóstolo Paulo também tem a nos ensinar?
- Por que estamos na Igreja?
- Somos uma comunidade estruturada para amar e servir, como comunidade do Ressuscitado?

- Temos consciência da dimensão profética e missionária da Igreja?
- De que modo procuramos entender e rezar pela missão de nosso Papa?

Empenhemo-nos mais intensamente e apaixonadamente no bom combate da fé. Tendo o coração por Ele mais que seduzido, empenhemo-nos em alcançar a merecida Coroa da Glória, para os justos reservada, vivendo com ardor a graça do Batismo, que fez pedras vivas e escolhidas de Deus na edificação de Sua Igreja.

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