domingo, 29 de junho de 2025

Sigamos o Senhor com alegria (29/06)

Sigamos o Senhor com alegria

Oportunas são as palavras do Papa Francisco aos Arcebispos em 29 de junho de 2014. Na alegre e desafiadora missão de anunciar o Evangelho da Esperança, exorta não só os ministros ordenados, mas todos que se colocam como discípulos missionários do Reino.

“Hoje, o Senhor repete a mim, a vós e a todos os Pastores:

‘Segue-Me! Não percas tempo em questões ou conversas inúteis;
não te detenhas nas coisas secundárias, mas fixa-te no essencial e segue-Me.

Segue-Me, não obstante as dificuldades.
Segue-Me na pregação do Evangelho.

Segue-Me no testemunho duma vida que corresponda ao dom da graça do Batismo e da Ordenação.

Segue-Me quando falas de Mim às pessoas com quem vives dia a dia, na fadiga do trabalho, do diálogo e da amizade.

Segue-Me no anúncio do Evangelho a todos, especialmente aos últimos, para que a ninguém falte a Palavra de vida, que liberta de todo o medo e dá a confiança na fidelidade de Deus.

Tu segue-Me!’”.

Que ao celebrar a Solenidade de São Pedro e São Paulo, Apóstolos e Colunas da Igreja, renovemos a alegria de sermos Igreja e continuadores da Missão que o Senhor nos confiou.

Supliquemos a força e a luz do Espírito Santo para que sejamos evangelizadores com espírito, como nos propôs o Papa Francisco na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium” (2013).

Vinde, Espírito Santo...

“Enraizados no Amor do Senhor”(29/06)

                                                            

“Enraizados no Amor do Senhor”

“Que Cristo habite pela fé em vossos corações
e que sejais arraigados e fundados no Amor.” (Ef 3,17)

Procedentes da Sagrada Escritura, de modo geral, as Orações da Igreja são sempre fundamentais. Retomo a Oração depois da Comunhão, elevada na Solenidade de São Pedro e São Paulo:

“Concedei-nos, ó Deus, por esta Eucaristia, viver de tal modo na Vossa Igreja que, perseverando na Fração do Pão e na Doutrina dos Apóstolos, e enraizados no Vosso Amor, sejamos um só coração e uma só alma. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”

O início da Oração, assim como a parte final (“um só coração e uma só alma”), nos remete a Atos dos Apóstolos (At 2,42-45), em que Lucas nos apresenta uma comunidade perseverante na Doutrina dos Apóstolos, Fração do Pão, Comunhão Fraterna e Oração.

A parte que ora retomo nos remete à Oração do Apóstolo Paulo, que se encontra na Epístola aos Efésios (Ef 3,14-21), de modo específico no versículo 17: “enraizados no Amor do Senhor”

Assim como Pedro e Paulo, todo discípulo missionário do Senhor deve ter os mesmos propósitos das primeiras comunidades, tão bem descrito por Lucas, e, de modo especial, precisa ser enraizado e alicerçado no Amor do Senhor.

Sem este enraizamento, fundamentação, precedido pelo encontro do Senhor, o caminho se abrevia porque se torna impossível de seguir. Faltará coragem, fidelidade, confiança e a certeza de Sua presença que caminha conosco.

Faltará a experiência mais bela e motivadora que se precisa para seguir o Senhor: deixar-se envolver pelo Seu Amor e ternura.

A seiva de Seu Amor é imprescindível para que não morramos, não sucumbamos diante das dificuldades que possam surgir no caminho.

Somente enraizados em Seu Amor, revigorados cotidianamente na Eucaristia, com a força e luz de Sua Palavra, é que as trevas são iluminadas, nossas fraquezas n’Ele encontram força; nossa miséria é acolhida por Sua misericórdia.

Somente enraizados no Amor do Senhor é que cuidaremos melhor de nós mesmos, de nossas famílias, de nossas comunidades, do meio em que vivemos...

Somente enraizados no Amor do Senhor é que daremos passos seguros, carregando com fidelidade nossa cruz, rumo à glória futura, dando conteúdo e verdade às palavras do Bispo Santo Irineu: “A glória de Deus é o homem vivo. E a vida do homem é a visão de Deus”.

Somente assim, enraizados no Amor do Senhor, vamos sentindo Sua presença, até que um dia possamos vê-Lo face a face. 


PS: Apropriado para a passagem da Carta de Paulo aos Efésios (Ef 3,14,21)

O Senhor afasta de nós todo o medo (XIIIDTCA)

 Exigências no seguimento de Jesus

A Liturgia do 13º Domingo do Tempo Comum (ano A) nos propõe como Leituras: 2Rs 4,8-11.14-16ª; Salmo 89 (88); Rm 6,3-4. 8-11; Mt 10,37-42.

Dois temas nos inspiram: as condições para seguirmos Jesus e a acolhida e hospitalidade.

Para bem realizamos nossos discipulado precisamos do desprendimento (liberdade de laços familiares, e até mesmo desprendimento de si mesmo, da própria vida); renúncias necessárias para carregarmos a cruz cotidiana; confiança total na graça divina e incondicional disponibilidade.

Quanto ao acolhimento também implica em renúncia, disponibilidade, gratuidade, superação de toda sombra de desconfiança e suspeita e não extinguir o sopro do Espírito que nos fala pela Igreja, e de outras tantas formas.

O senso de acolhimento constitui num dos sinais mais expressivos para que possa mensurar a verdadeira fidelidade em nossas comunidades cristãs ao Evangelho.

Quanto mais acolhedoras nossas comunidades o forem (não me restrinjo ao acolhimento na porta da Igreja, pois o acolhimento em muito a isto ultrapassa; refiro-me ao que Ele mesmo nos falou em Mateus 25), mas testemunhas da presença do Cristo Vivo e Ressuscitado serão.

Inspirados na segunda leitura, o Apóstolo Paulo nos exorta a viver o Batismo, conscientes de que somos chamados a viver a vida nova dos filhos e filhas de Deus:

- Morrer para o pecado, para o egoísmo, à carne que são expressão do homem velho que em nós habita;
- Ressurgir para uma vida nova de amor e graça, voltada para o Espírito, como expressão do homem novo.

Em resumo: morrer para o pecado e viver para Deus. No seguimento de Jesus haveremos de viver um cristianismo verdadeiramente pascal, que não é, jamais, sinônimo de facilidades e de fuga do sofrimento.

Não há cristianismo sem cruz; logo não há discipulado sem o carregar corajoso e confiante da cruz, contando sempre com a graça divina que nos é abundantemente derramada.

O discípulo de Jesus sabe que o esplendor da manhã da Páscoa é sempre precedido pelas trevas da Sexta-feira Santa. Sabe que o caminho de Jesus é uma via sacra, levando ao Calvário. Mas também sabe que este não é a última etapa do caminho. Trilha passos corajosos porque acredita que tudo culmina na glória da Ressurreição, experimentada na manhã de Páscoa.

Concluo retomando a Oração pós-Comunhão do Dia:

Ó Deus, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, que oferecemos em sacrifício e recebemos em comunhão nos transmitam uma vida nova, para que unidos a Vós pela caridade que não passa, possamos produzir frutos que permaneçam.


Por Cristo, nosso Senhor. Amém!”

Exigências no seguimento de Jesus (XIIIDTA)

 Exigências no seguimento de Jesus

A Liturgia do 13º Domingo do Tempo Comum (ano A) nos propõe como Leituras: 2Rs 4,8-11.14-16ª; Salmo 89 (88); Rm 6,3-4. 8-11; Mt 10,37-42.

Dois temas nos inspiram: as condições para seguirmos Jesus e a acolhida e hospitalidade.

Para bem realizamos nossos discipulado precisamos do desprendimento (liberdade de laços familiares, e até mesmo desprendimento de si mesmo, da própria vida); renúncias necessárias para carregarmos a cruz cotidiana; confiança total na graça divina e incondicional disponibilidade.

Quanto ao acolhimento também implica em renúncia, disponibilidade, gratuidade, superação de toda sombra de desconfiança e suspeita e não extinguir o sopro do Espírito que nos fala pela Igreja, e de outras tantas formas.

O senso de acolhimento constitui num dos sinais mais expressivos para que possa mensurar a verdadeira fidelidade em nossas comunidades cristãs ao Evangelho.

Quanto mais acolhedoras nossas comunidades o forem (não me restrinjo ao acolhimento na porta da Igreja, pois o acolhimento em muito a isto ultrapassa; refiro-me ao que Ele mesmo nos falou em Mateus 25), mas testemunhas da presença do Cristo Vivo e Ressuscitado serão.

Inspirados na segunda leitura, o Apóstolo Paulo nos exorta a viver o Batismo, conscientes de que somos chamados a viver a vida nova dos filhos e filhas de Deus:

- Morrer para o pecado, para o egoísmo, à carne que são expressão do homem velho que em nós habita;
- Ressurgir para uma vida nova de amor e graça, voltada para o Espírito, como expressão do homem novo.

Em resumo: morrer para o pecado e viver para Deus. No seguimento de Jesus haveremos de viver um cristianismo verdadeiramente pascal, que não é, jamais, sinônimo de facilidades e de fuga do sofrimento.

Não há cristianismo sem cruz; logo não há discipulado sem o carregar corajoso e confiante da cruz, contando sempre com a graça divina que nos é abundantemente derramada.

O discípulo de Jesus sabe que o esplendor da manhã da Páscoa é sempre precedido pelas trevas da Sexta-feira Santa. Sabe que o caminho de Jesus é uma via sacra, levando ao Calvário. Mas também sabe que este não é a última etapa do caminho. Trilha passos corajosos porque acredita que tudo culmina na glória da Ressurreição, experimentada na manhã de Páscoa.

Concluo retomando a Oração pós-Comunhão do Dia:

Ó Deus, o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, que oferecemos em sacrifício e recebemos em comunhão nos transmitam uma vida nova, para que unidos a Vós pela caridade que não passa, possamos produzir frutos que permaneçam.


Por Cristo, nosso Senhor. Amém!”

O amor de Deus pela vida e a fé necessária (XIIIDTCB)

 


O amor de Deus pela vida e a fé necessária


Com a Liturgia do 13º Domingo do Tempo Comum (ano B), refletimos sobre a ação de Deus que ama, cura, liberta e salva a humanidade, pois jamais se alegra com nosso sofrimento e morte.
 
A passagem da primeira Leitura (Sb 1,13-15; 2,23-24), extraída do Livro da Sabedoria, composto um pouco antes da vinda de Jesus, é uma doutrina mais serena em relação aos mais antigos, e nos convida a contemplar o rosto de Deus, que ama a vida, e não é autor da morte – “Deus não fez a morte, nem tem prazer com a destruição dos vivos” (Sb 1,13).
 
Ele, ao contrário, cria a vida e a entrega à humanidade, modelada à Sua imagem, e pronto a restaurá-la quando se encontra em perigo ou a se apagar – “Deus não criou o homem para que caísse na espiral do nada” (1).
 
Na passagem da segunda Leitura (2 Cor 8,7.9.13-15), o Apóstolo Paulo  exorta a comunidade a viver a mútua ajuda, partilha e solidariedade, por ser uma comunidade que professa a fé no Senhor, como vemos em Atos dos Apóstolos (At 4,32-35).
 
Na passagem do Evangelho de Marcos (Mc 5,21-43), contemplamos a ação de Jesus que cura uma menina que estava nas últimas, e também uma mulher com hemorragia há doze anos.
 
Acima de tudo, manifesta-se a ação divina, por meio de Jesus, o Verbo encarnado, a pleníssima revelação da onipotência e bondade de Deus para com quem se sente impossibilitado de viver, vendo a vida se esvair no sangue derramado daquela mulher ou nas forças exauridas daquela criança.
 
Afinal, é próprio do Amor de Deus vir ao encontro de nosso sofrimento, fraqueza, limitações, e intervir para que tudo mude, exatamente quando nada mais parece possível. Deus nos dá a vida, quando esta parece perdida, como nos revela a ação de Jesus.
 
A cura da mulher, meditada na perspectiva da fé: o sangue propriamente dito é a vida; a hemorragia, por sua vez, consiste na perda do sangue, logo, a perda da vida.
 
Entretanto, o Sangue do Senhor que jorrou no alto da Cruz, com Sua Ressurreição, tornou-se plenitude de vida para todo aquele que crê: Sangue jorrado que redime e nos devolve a vida.
 
Aquela mulher é a imagem de todos nós que, sem a intervenção divina, vemos nossa vida se esvair, nossas forças sendo subtraídas, nossos sonhos diminuídos, nossos propósitos retrocedidos, nossas utopias amareladas e ultrapassadas porque não mais mantêm, e nem sustentam nossa fome de novos horizontes.
 
É também a imagem de todo aquele que somente em Deus tem a cura, o resgate, o reencontro, a redefinição de rumos, o revitalizar dos passos, o revigorar das forças, o renascimento dos compromissos com a vida, o imprescindível cultivar das virtudes que nos movem e nos direcionam, as delicadas e indescritíveis sementes da fé, esperança e caridade.
 
Diante do Senhor a morte se curvou, tudo se dobrou diante de Sua presença. Deus tem sempre a última Palavra, porque Ele é a Palavra:
Aquela criança, que tida como morta, diante da Palavra do Senhor recupera a vida – “Menina, Eu te digo, levanta-te”. 
  
A menina que nunca vimos, somos nós que, a cada dia, escutamos Deus falar no mais profundo de nós as mesmas palavras.
 
Quantas vezes vimos sonhos morrerem para novos e melhores nascerem. Quantas vezes projetos desmoronados para outros de qualidade incomparável aparecer.
 
Quantas vezes, quando tudo parecia nada, redução de cinzas fúnebres, a semente da fé brotou, para que a esperança viesse a se transfigurar e se materializar em atos indispensáveis de amor! 
 
Assim é o Amor de Deus: devolve-nos vida, porque é a Fonte da Vida e vida Plena (Jo 10,10), e nos chama, constantemente à vida, do princípio ao fim, na Sagrada Escritura – “... quem participa do Cristo, participa da vida. Por Cristo e pela Sua Ressurreição, quem crê, mesmo sabendo que deve morrer, vê a morte como um momento para passar a uma vida sem fim. A morte se torna ‘passagem’. Assume assim o caráter pascal de vitória.” (2)
 
Oportunas as palavras de São Francisco de Assis – “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã morte corporal, da qual nenhum homem vivo pode escapar”. (3)
 
Coloquemo-nos no lugar da mulher e da criança, e não seremos mais os mesmos, pois é próprio do Amor de Deus não nos permitir encurvados, derrotados, inertes, mórbidos, mortos.
 
Deste modo, Deus pode realizar maravilhas em nossa vida, mas é preciso que tenhamos fé na onipotência divina, e, também, ressalte-se, que não podemos transferir para Ele nossa responsabilidade, cuidando e promovendo a vida, com recursos necessários, bem como o acesso para todos, sobretudo para os mais vulneráveis.
 
A fé cristã jamais dispensa nossos sagrados compromissos no amor e cuidado com a vida, tanto das pessoas como de nosso planeta, nossa Casa Comum.
 
Deus por Seu amor, pela prática de Jesus, nos recria, para vivermos a como templos do Seu Espírito.
 
Oremos:
 
“Ó Deus, pela Vossa graça, nos fizestes filhos da luz. Concedei que não sejamos envolvidos pelas trevas do erro, mas brilhe em nossas vidas a luz da Vossa verdade. Por N.S.J.C. Amém.
 
(1) Missal Dominical–Editora Paulus – 1995 – p. 945           
(2) (3) idem – p.946   
 

Discípulos do Amor Exigente, do pecado jamais conivente (XIIIDTCA)

Discípulos do Amor Exigente, do pecado jamais conivente

Apresento alguns aspectos no envio e acolhida do Discípulo Missionário do Reino do Senhor, como que numa espécie de “manual do missionário cristão”:

- Trilhar o caminho do amor e entrega da vida;
- Viver na graça, com constantes renúncias ao pecado;
- Abandonar as obras das trevas, comunicar a luz divina;

- Ser credível testemunha da Boa-Nova que proclama;
- Saber que Deus jamais o abandona na missão;

- Ter consciência de que é enviado como missionário do Reino, como homem de Deus. Uma vez acolhido será canal da comunicação das graças e bênçãos para aquele que acolhe. De fato, quem colabora com Deus em Sua obra não fica sem a recompensa. A responsabilidade de colaboração é de todos;

- A gratuidade na missão deve ser uma marca, seja para quem é enviado, seja para quem acolhe o enviado de Deus;

- Exigência do afeto, solidariedade e compreensão para com os servidores de Deus. São homens e mulheres com limitações próprias que se permitem modelar pela mão divina;

- Que o discípulo tenha consciência e corresponda dando o melhor de si para que leve o outro a descobrir o fascínio da Boa Nova e da presença de Deus. Para tanto deverá ter seu coração seduzido pelo Amor Divino, verdadeiramente configurado a Cristo Bom Pastor;

- Cristãos pelo Batismo são enxertados em Cristo para viverem no amor, na partilha, em total dom de si mesmo, rompendo com as amarras do pecado num empenho constante de vida na graça;

- Carregar a cruz – o seguimento de Jesus não é um caminho fácil e consensual, acompanhado por aplausos e encorajamentos. É um caminho radical, que muitas vezes nos leva a rupturas e opções exigentes, em posturas éticas contrastantes ao mundo que nos cerca;
- Somos anunciadores e seguidores de Jesus que jamais Se apresentou como um demagogo com promessas fáceis;

- A preocupação do discípulo missionário não fixa âncoras na quantidade, mas na qualidade, sem deixar de exercer a misericórdia, sendo exigente, sem nenhuma conivência com o pecado;

- Como homens de Deus, se assim o formos, encontraremos no coração do outro um quarto feito no terraço do coração (2Rs 4,8-11.14.16a).

Renovemos a graça de sermos autênticos Discípulos Missionários do Reino do Senhor, sinais e instrumentos de um Amor exigente, porque se funda e se nutre no Amor Trinitário, que se expressa na misericórdia, com feições de amor, testemunhado em gestos incontáveis de caridade.

Sinais e instrumentos de um Amor exigente, porque se funda e se nutre no Amor Trinitário, que se expressa na misericórdia, com feições de amor, testemunhado em gestos incontáveis de caridade.

Não sejamos discípulos de um amor conivente que nada questiona e nada muda, porque antes falam os interesses mesquinhos e egoístas próprios.

Amor Exigente, jamais com o pecado conivente!
Como seguidores do Senhor que somos,
um  só caminho é possível,
mais do que evidente.

O Caminho do amor que ama o pecador,
que elimina todo pecado, porque puro e verdadeiro.
Assim ama o Senhor!


PS: 13º Domingo do Tempo Comum - Leituras: 2Rs 4,8-11.14-16a; Salmo 89 (88); Rm 6,3-4. 8-11; Mt 10,37-42.

sábado, 28 de junho de 2025

No coração de Maria, o fogo da caridade inflamava... (Imaculado Coração de Maria)

                                                         

No coração de Maria, o fogo da caridade inflamava...

À luz do Sermão do Bispo São Lourenço Justiniano  (Séc. XVIII), contemplemos  o Imaculado Coração de Maria.

“Maria refletia consigo mesma em tudo quanto tinha conhecido, através do que lia, escutava e via; assim, progredia de modo admirável na fé, na sabedoria e em méritos, e sua alma se inflamava cada vez mais com o fogo da caridade!

O conhecimento sempre mais profundo dos Mistérios celestes a enchia de alegria, fazia-lhe sentir a fecundidade do Espírito, a atraía para Deus e a confirmava na sua humildade.

Tais são os efeitos da graça divina: eleva do mais humilde ao mais excelso e vai transformando a alma de claridade em claridade.

Feliz o coração da Virgem que, pela luz do Espírito que nela habitava, sempre e em tudo obedecia à vontade do Verbo de Deus.

Não se deixava guiar pelo seu próprio sentimento ou inclinação, mas realizava, na sua atitude exterior, as insinuações internas da sabedoria inspiradas na fé.

De fato, convinha que a Sabedoria de Deus, ao edificar a Igreja para ser o templo de Sua morada, apresentasse Maria Santíssima como modelo de cumprimento da lei, de purificação da alma, de verdadeira humildade e de sacrifício espiritual.

Imita-a tu, ó alma fiel! Se queres purificar-te espiritualmente e conseguir tirar as manchas do pecado, entra no templo do teu coração.

Aí Deus olha mais para a intenção do que para a exterioridade de tudo quanto fazemos.

Por isso, quer elevemos nosso espírito à contemplação, a fim de repousarmos em Deus, quer nos exercitemos na prática das virtudes para sermos úteis ao próximo com as nossas boas obras, façamos uma ou outra coisa de maneira que só a caridade de Cristo nos impulsione.

É este o sacrifício perfeito da purificação espiritual, que não se oferece em templo feito por mão humana, mas no templo do coração onde Cristo Senhor entra com alegria”. (1)

Entremos em Oração contemplando aquela que teve o coração puro, totalmente aberto e disponível para Deus, em perfeita sintonia e comunhão com o Coração de seu Filho!

Que o nosso coração, também puro seja, e bata na perfeita sintonia com mais Belos Corações!

Aquecidos e iluminados pelo Fogo da Caridade, pelo Fogo do Espírito, também seja ricamente inflamado, para que Templos do Eterno, correspondamos em palavras e ações, por nos ter divinizado. Amém!


(1) Liturgia das Horas Vol. III – pág. 1330-1331.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG